terça-feira, 17 de novembro de 2009

Muito obrigado, Barney!

O melhor cachorro do mundo morreu hoje. Foram 5 anos incríveis. Vai vendo.

Quando a bolinha de pelos pretos chegou aqui, ninguém tinha idéia do que dar pra ele comer. Nem de um espaço pra deixar ele dormir. Nem de um nome pra dar. Nomes, ele teve vários. Toda semana inventávamos um novo. Tinha crise de identidade no primeiro mês, o Barney.

Foi fácil perceber a hiperatividade do bicho. Ele curtia roer os calçados das visitas desavisadas. Corria, se escondia, pulava super alto e latia pra caralho. Ao longo dos anos ele se especializou em roubar meias dos sapatos guardados, pra chamar atenção. E se parou de roer calçados alheios, nunca aprendeu a fazer as necessidades no lugar certo. (Isso pq os donos, claro, nunca souberam definir o tal ‘lugar certo’).

O Barney tinha uma série de desvios de caráter. Ele aprontava como um garoto danado. Ele desenvolveu várias técnicas super elaboradas pra tirar a gente do sério. Mas era cheio de personalidade e sabia direitinho como se safar das que aprontava. Era só acionar a famosa ‘cara de cachorro pidão’ – o Barney era pós-graduado nessa aí. E era isso que fazia com que a gente esquecesse das travessuras no ato e só conseguisse pensar no quanto ele era companheiro, no quanto ele era grudado na gente.

Pra ele ficar triste, era só deixá-lo sozinho em casa. Chorava desconsoladamente. E era um choro de dar dó. No começo, quando a gente voltava pra casa, ele mantinha certa distância como se quisesse dizer “I ain’t no Pastor Alemão, porra!”. Mas depois ele sacou que não dava pra ter companhia sempre. O raciocínio, agora entendemos, era óbvio: se ele oferecia companhia em tempo integral, queria o mesmo em troca. Justo.

Ainda que reconhecêssemos a inteligência do Barney, acho que a subestimamos. Afinal, foram de autoria dele algumas das lições mais importantes que recebi em 23 anos.

O fato é que era impossível ficar indiferente perto do Barney.

E é ainda mais difícil ficar indiferente agora, longe dele. Se foi novinho, sem deixar filhotes e sem conhecer o mar. Mas deu várias provas de que foi o melhor cachorro do mundo, mesmo que o senso de fidelidade dele não tenha sido suficiente pra evitar que eu sinta a tristeza que sinto agora.

Valeu, amigão! Vou te amar pra sempre. (L)

10 comentários:

Maah. disse...

A melhor pessoa do mundo merecia ter o melhor cachorro do mundo.

Tristeza pelo barneyzito. Mas que sejam sempre motivos de alegria as boas lembranças que vão ficar em todos que tiveram a oportunidade de compartilhar da felicidade que ele espalhava a quem chegava! ♥

Um abraço apertado a você, meu amigo. Que em breve, essa dor esteja amenizada. Te amo :*

Adriane Schroeder disse...

Constatações:
1. Eu sou a pessoa mais boba por bichos do mundo. Fiquei com lágrimas nos olhos.
2. Fiquei com dó porque este maledeto PC from hell não me deixou ver a foto do Barney
3. Se el tivesse deixado, teria derrabmado lágrimas literalmente. Vide item 1.
4. Se tu amas os bichos, é mais um motivo pra eu te amar.

Carulhina disse...

adora o jeito que o Barney nos recepcionava por mais que fosse pornográfico.

Pauliccia disse...

compartilho das palavras da Marcelinha.
as recordações + preciosas serão sempre queridas p/ vc... o aperto eh imenso, + o q vc viveu e aprendeu com ele eh único. fica registrado no seu coração.
embora eu vivesse implicando com ele... sempre achei mó fofura...e mesmo q por poucos momentos, ver Pid brincando com ele era mto engraçado... bons momentos...
abç apertado e carinho tb!!!!
se cuida, amore!!! S2

Marcos Lima disse...

"Se foi novinho, sem deixar filhotes e sem conhecer o mar..."

Eu não conheci o Barney, mas conheço o Davi, e imagino como ele deve estar sofrendo com essa perda. E é incrível a capacidade que esses bichinhos têm de nos apegarmos tanto a eles. São como pessoas, que quando se vão, nos fazem pensar no valor que a eternidade poderia ter.

Ou no valor que a eternidade, enquanto existência, enquanto dura, tem.

Abraços!

Erivam Júnior disse...

Meus mais sinceros sentimentos por essa perda...

Olha, não sei os humanos, mas todos os cachorros vão pro céu, sabia?
Sim, eles vão sim. E lá o Barney vai encontrar dentre tantos, um amigo que há alguns anos atrás também ascendeu a esse mesmo céu e me deixou aqui com eternas saudades.

(L)

Nanael Soubaim disse...

O Cruél voltou duas vezes, sempre do mesmo jeito, em uma sacola e cabendo na mão, sempre o mesmo gato folgado enorme e gordo, com suas listras cinzas. Barney também volta... E desta vez levem-no para o mar... filhotes são opcionais.

Marília Soares disse...

Não acredito que Barney se foi...

Nunca vi um cachorro tão elétrico, que pulava tão alto e que faltava pouquíssimo pra falar.

Lamento a perda querido. Grande beijo.

:(

Dave Coelho disse...

Obrigado, amigos.
O Barney foi um cachorro muito especial, transformou a nossa casa e ensinou muito a todos nós.

Marília, que bacana que você continua lendo o Tali. Saudades suas. Falei pra Coelha que vc comentou e agora ela quer ler o texto do Barney. Vou ter que editar, tirando os palavrões.

Valeu pela força, mais uma vez, pessoal.
Beijão!

Lourdes Medeiros disse...

Estou quase seis anos atrasada, mas fui pega de surpresa!
O Barney era uma das muitas partes do Davi que conheci... uma bem barulhenta, agitada e peluda, mais ainda assim encantadora como todo o resto.