No meio do caminho percebeu pequenas pedras num tom de azul um pouco estranho. Era um azul que resgatou alguma lembrança que já dormia. A lembrança, contrariada, ajustou o travesseiro atrás de si e afastando uma mecha de cabelo dos olhos, voltou a dormir.
Depois sentou-se na beira do que antes havia sido um riacho. Sua vista perdeu-se por entre os desenhos do solo seco. Sua mente perdeu-se pela idéia da vida que existiu ali. No riacho esquecido, e nela mesmo.
Um farfalhar de folhas se fez ouvir. Consigo trouxe um vento. Fria, longa ventania, arrastando toda a sorte de folhas e pensamentos.
Catou o casaco jogado de lado, endireitou os cabelos e pôs-se a andar novamente.
Farfalhar é uma palavra tão bonita!
ResponderExcluirEla mesma já é o som que já é a imagem.
E o sol nisso tudo?
ResponderExcluirDevia ser o sol o devaneiador de tudo.
xD
Curtinho, mas tão profundo...
ResponderExcluirE eu detesto essa palavra "devaneio".
ResponderExcluirMas tá valendo.
=*
Eu acho uma palavra tão bonita, Coelhoso...
ResponderExcluirNossa, bem escrito mesmo... Um show de descrição, hein. Mas, enfim, o conto já foi escrito, num sou eu quem vai ter que resumi-lo em outras palavras. No mais,parabéns mesmo pela postagem e pelo ótimo texto.
ResponderExcluirhttp://tiago-castelo.blogspot.com