
Imagine a cena: você chega em casa depois de um dia particularmente cansativo e se depara com o paizão esparramado no sofá vendo o detestável canal de esportes, seus sobrinhos correndo e gritando pela casa, sua irmã mais velha pendurada no telefone com o namorado pela quarta hora seguida e sua mãe reclamando que faz ‘tudo sozinha nessa casa’. Você conclui que o Iraque seria ligeiramente mais tranqüilo e rende graças aos deuses pela existência daquela caixinha mágica, sua porta pro mundo, seu oásis no meio dessa confusão: o seu computador!
Deus salve Bill Gates e toda sua fortuna!! Bendita seja a World Wide Web e toda a hipermídia! Vida longa à sua conexão!
A internet se torna um elixir, tudo ao redor some quando você se encontra online: o esporro que você tomou do seu chefe, o cocô que você pisou no caminho pro serviço, a cretinagem da vizinha que deixou o som no máximo volume impedindo-o de ver o fim da novela... Enfim, a internet tem um poder restaurador incrível!
Mas nem Dante conseguiria ilustrar o inferno que se apresenta quando esse bem lhe é cerceado. Quando a sua adorável janelinha pro mundo é impiedosamente fechada!!
Maldito seja seu HD! Morte dolorosa à sua Placa Mãe! Empalamento pra sua memória vadia!
No primeiro dia sem internet você é atingido por um desespero visceral, tão enlouquecedor que te leva a transitar sem rumo pela casa... No segundo dia, suas forças minguam e você começa a imaginar coisas e ter devaneios estranhíssimos que de alguma forma começam a te preocupar profundamente... No terceiro dia você decide montar um plano de ação e traça algumas atividades pra substituir o tempo que você usaria na internet: separa sextilhões de dvds, os bilhares de livros, cuja leitura você adiou por meses a fio, e se debruça sobre eles... Depois do quinto dia você já terá visto tantos filmes e lido tantos livros que começará a se sentir imensamente deprimido por ter digerido muita informação e resolve descansar um pouco... É aí que começa a sentir saudades da boa e velha caixinha mágica... Passado o sétimo dia você se sente parcialmente fútil ao concluir que depende da internet, mas acha que é mais produtivo ignorar essa realidade...Porque definitivamente, se a internet fosse uma pessoa, ela seria uma mistura de Angelina Jolie com Marília Gabriela! Gostosa e Sábia! Não dá pra viver sem...
Este texto é uma reedição. Dave Coelho está terrivelmente ocupado cuidando do seu personal computer que acaba de chegar do hospital. Rezemos pra que esteja tudo bem. Aleluia!
Adorei!
ResponderExcluirE acho que gostei mais ainda porque passei por isso nessa semana. Placa-mãe pifou. Mas eu dei a volta por cima, gastei dinheiro em lan-house, fui pra casa de irmã mais velha. Ficar sem internet... Isso não é mais opção.
Ai, Dave!
ResponderExcluirMe solidarizo com a sua situação e vou ascender velas aos anjos da web para eles ressuscitarem a tua caixinha mágica.
A tua casa é um campo minado, hein?!?
Beijoooooo
A tecnologia digital é muito inconfiável. Deveria haver um disco analógico de emergência, para quando o sistema desse pau, seria lento, mas funcionaria sem falhas até o problema ser sanado. Por essas e outras que a Nasa não usa computadores digitais para serviços pesados.
ResponderExcluirTem dias que eu não tenho a mínima paciência para internet. Mesmo.
ResponderExcluirMas ficar sem ela me dá coisas.