Como não amar...
...A abertura, em forma de desenho animado, com traços fidelíssimos aos atores?
...Samantha, a feiticeira, dividida entre seus deveres de bruxa, sua vida transcedental e seu amor pela família? E, ainda, sua prima Serena, invejosa e maluquinha, vivida pela mesma e fabulosa atriz? Elizabeth Montomery, uma mulher admirável, batalhadora que não se acomodou às suas origens de jovem bem nascida, pioneira em diversas frentes e que foi levada por uma doença silenciosa, acabou se tornando a imagem da Feiticeira. Embora a linda Nicole Kindman tenha tentado, apenas levemente se assemelhou a ela.
...Endora, a mais perversa, mesquinha, maligna, diabólica e bruxa de todas as sogras jamais criadas pela ficção? A propósito, adoro o nome Endora, e a própria personagem. Ria muito com a atriz, Agnes Moorehead, perfeita em seu sarcasmo constante.
...James, o marido atrapalhado, mas honesto a ponto de jamais se utilizar dos poderes da esposa em sua luta pela sobrevivência, sempre muito apaixonado e fiel (apesar das investidas de Serena)?
...A adorável Tia Clara, esquecida, de coração enorme, babá das crianças?
...Tabatha, a menininha-bruxa, cujo nome eu invejava, assim como aqueles lindos cachinhos do início da temporada?
... Os vizinhos fofoqueiros, os Kravitz, sempre tentando pegar Samantha no pulo e nunca conseguindo? E o pior é que nem sendo dois bisbilhoteiros, especialmente Gladys, dava pra ter raiva deles. O pobre Abner tentava, algumas vezes, dissuadir a esposa, mas quem disse que conseguia?
...Larry Tate, o patrão que era um mau-caráter - e mesmo assim, não conseguia nos fazer sentir raiva? Fora que algumas vezes o lado humano dele transparecia, sem exageros, é claro, e sempre muito divertido. Fora quando ia visitar o casal, era um show à parte.
... As idas de Samantha ao mundo das feiticeiras, onde visitava seus parentes malucos, como o Tio Arthur, e era sempre tentada com a proposta para ali ficar?
... O conjunto da obra, considerada hoje uma tosquice, mas um dos maiores sucessos de sua época, que se repetiu nas muitas reprises?
Aqui, você pode assistir aos episódios, e não banque o purista, que a dublagem em português é muito bem feita.
Eu treinava pra tentar poder mexer o nariz daquele jeito...
Se voltassem a reprisar, eu voltaria a assistir. O problema é que séries assim são uma grande propaganda pró Estados Unidos, e ser anti-americano virou moda.
ResponderExcluirAhhaha, é verdade. E o povo não entenderia a fina ironia da série. Hoje alguns não entendem a ironia nem que ela esteja desenhada...
ResponderExcluirFräu Shroeder, acabas de me dar de presente o texto da semana para o meu blog.
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