quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Alguém lembrou?

Não vi promoção de giz anti alérgico. Tá, seria até ridículo, mas ao menos seria mais que o nada vazio e frio que aconteceu hoje.

Campanhas na televisão então, nem pensar. parece que ninguém jamais precisou de uma ajudinha deles na vida. Na verdade os próprios parecem ter se esquecido.

Tendo que vender lingerie ou catélogos de cosméticos para complementar a renda, não me admira nem um pouco.

Eu mesmo tinha um pequeno branco na memória, mas me lembrei a tempo. Confesso que tenho rusgas e resolver com essa classe, mas é outra história que não cabe ser considerada aqui.

As lojas estão cheias de biquinis, bermudas rêgo-à-vista, camisetas espalhafatosas e et cétera. Nenhum jaleco de tecido fino em oferta.

As ópticas não ofereceram descontos especiais para a troca dos óculos, tão essenciais nesta profissão ingrata.

Fora uma manifestaçãozinha farisaica aqui e ali, ninguém se lembrou. E por ser farisaica, a manifestaçãozinha não produzirá senão homenagens burocráticas mecanizadas e inúteis.

A fedelhada então, pode desconsiderar, quer é ver essa gente pelas costas, e se for mulher que seja sem roupa, porque o respeito já virou fábula.

É com imensa tristeza, tapando buraco, que venho informar que todo mundo esqueceu o dia do professor.

Pois é. Zero para todo mundo. Ficarão todos de castigo durante o recreio, cambada de bosquímanos ingratos! Todos vocês que foram capazes, ainda que com dificuldades, de ler este pequeno texto são uma vara de ingratos! Todos para a secretaria. E sem choro.

sábado, 10 de outubro de 2009

Fazendo um hedonista

Um dia tudo isto será seu. Você vai ter milhares de empregados, será dono de doze empresas presentes em sessenta países.
Será uma vida de viagens e estresse, mas valerá à pena. Você vai conhecer gente interessante, aprender idiomas naturalmente, se relacionar com líderes e ganhar prestígio.
Veja aqueles trabalhadores lá em baixo. Pois é lá que devem ficar. Dêe-lhes um agrado de vez em quando para que não causem problemas. O sindicato será uma pedra no sapato, sempre foi assim. Nós querendo que esses asnos bípedes trabalhem de graça, eles querendo que recebam sem trabalhar. Sabe o que fazer? Suborno. Sempre haverá um traidor ambicioso querendo o lugar do chefe, ele será fácil de identificar. Geralmente é um morto de fome que suou para ter uma vida menos medíocre que os outros, mas acha que merece mais. Mas na primeira crise não hesite, mande uma centena deles embora que logo esquecem dos ganhos e tentam negociar garantis de emprego, é então que você os tem nas mãos sem eles perceberem.
Vou te mostrar como comprar políticos. Vai aprender a identificar os que simpatizam com a sua causa própria. De cara você vai ganhar doze deputados e seis senadores que já tenho no bolso. Foram eles que atrasaram algumas leia ambientais e nos deram tempo para desmatar completamente a área para a construção deste hotel.
Uma dica é atrapalhar o desenvolvimento do país. Está cada vez mais difícil e não vai dar para fazer isso por muito mais tempo, mas será o suficiente para você acumular mais alguns bilhões e mandar para o exterior, longe das conquistas sociais que estão acontecendo por aqui. Temos suporte político para tanto e a mídia muito bem paga para nos acobertar. Só não exagere, senão nem o presidente da república safa a sua cara. Faça tudo muito discretamente e bem feito, para ninguém descobrir antes que seja tarde, ou tenha expirado o crime.
Funcionário público é tudo corrupto, salvo uns poucos que eu consegui neutralizar e acusar de corrupção, para que não me atrapalhassem. Se for mulher então, fica mais fácil ainda, com sexo. Mas mantenha as mãos deles sempre cheias para que não dêem para trás. Quando eu digo "cheias", não é dinheiro de verdade, é uma esmolinha que fazem brilhar os olhos desses pés-rapados, mas não nos faz diferença. Eles ficam molinhos quando ganham um Civic automático, nem sabem o que é um Rolls Royce. A turma do meio ambiente e da vigilância sanitária são nossas maiores dores de cabeça, então merecem presentinhos melhores, desses que não cobrem uma festa na nossa mansão. Pobres patéticos.
Até há um ano tínhamos contacto com piratas somalis, mas os cretinos ficaram muito ambiciosos e tivemos que executar um grupo deles, para que os outros nos deixassem em paz e não nos delatassem. Lembre-se: Ninguém precisa saber como financiamos nossas propriedades, mas todos precisam babar por elas, os acionistas gostam de prosperidade e o Zé povinho simpatiza com gente rica. Bem, vamos agradá-los e enriquecer mais.
Por falar nisso, contractei uma equipe de reportagem para cobrir a sua viagem à Santiago de Compostela. Enquanto os seus amiguinhos vagabundos vão derreter seus poucos neurônios remanescentes em viagens da moda, você vai ganhar a fama de garoto precoce e responsável, preocupado com coisas mais elevadas e relevantes. Só que ninguém precisa saber quais são. Já combinei tudo com a agente daquela modelo que venceu o último reality show. Esnobe ela no primeiro encontro, depois pode puxar conversa.
Assim que a sua mãe voltar do shopping, vamos conhecer um grupo de colaboradores, são marqueteiros e publicitários que divulgam nossas ações sociais, para distrair as atenções enquanto dilapidamos os bestas que trabalham para nós. Ah, se soubessem o quanto lucramos com seus suores fedorentos!
Só uma última recomendação. Você provavelmente será a última geração com esta facilidade toda, infelizmente o Brasil está para dizer adeus ao terceiro mundo. mas enquanto o Zé povinho continuar alienado e imbecilizado com futilidades de televisão, brigando por time de futebol ou qualquer outra irrelevância, nós teremos tempo para enriquecer mais sem recorrer a métodos trabalhosos. Além do mais, honestidade é para os fracos.
Chega a esposa cheia de sacolas, aparentemente sem ter se preocupado com os custos, é a benfeitora que dá boa fama à família. O pai vai buscar o Droop Head enquanto ela conversa com o garoto...
E então, ele disse tudo o que eu previ? Foi o que pensei. E como te ensinei, você vai fazer tudo ao contrário, certo? Certo. Você já tem a minha fortuna para se assegurar, no futuro, ganha honestamente, sem o corno do seu pai saber. Vou te ensinar como fiz isso, em Santiago de Compostela. Vamos embora.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mea culpa - OTB

Sou uma pessoa dura, não que isto seja pretexto para justificar meus rompantes autoritários. É uma luta controlar essa tendência, especialmente quando a situação empeteca. Quando vejo já estou em posição de combate.

A maior parte do tempo, sou duríssimo comigo mesmo, faço voluntariamente o trabalho de consciência. Costumo regular muito o conforto. Conforto vicia, como o ar condicionado. Quando se vê, ele é ligado mesmo quando quando as pessoas de fora do ambiente estão batendo os queixos de frio. Essa bodega nunca me fez bem, mas admito que costumo sofrer com o clima desértico de Goiânia.

O problema é que, sem querer, acabo sendo duro com as outras pessoas. Sei bem o quanto sou chato, que sou dificílimo de se conviver, que só gostando muito de mim para aturar meus hábitos que beiram o militarismo. Se para mim é duro, imaginem para os outros.

Às vezes ofendo. Já disse aqui que sou depressivo, que tenho crises que podem ser bem longas. Na época em que era cético cogitei o suicídio várias vezes, conheço o caminho. Por isso mesmo vejo bem quando alguém o trilha mesmo sem perceber. Repreendo e permito reprimendas sempre que necessário, não me ofendem. Mas muitas pessoas se ofendem quando eu o faço. Faço porque as amo e sou sensível à dor alheia. Se não amasse eu simplesmente deixaria bater contra a parede a toda velocidade, mantendo a devida distância para não espirrar sangue em mim.

Eu consigo ser frio e calculista, mas não com as pessoas. Não é uma condição permanente. A diferença entre o entretenimento consigo mesmo e o perigo é transparente, fácil atravessar a fronteira. Aprendi com minhas perdas a reconhecê-la, pois é transparente e não invisível.

Sou o que preciso ser e quando preciso ser. Gostaria de ser bonzinho com todo mundo o tempo inteiro, mas não é possível. O alemão autoritário emerge mais vezes do que o desejável, mas não emerge de graça. Ele é paciente. Muita gente já ficou muito tempo sem falar comigo por isso, algumas pessoas eu nunca mais vi. Sei que o problema é comigo, eu sou incompatível com a sociedade contemporânea à qual quase todos estão razoavelmente adaptados. Estou aqui na marra. Mesmo sem usar palavras fortes, a combinação das que uso pode chocar muito. É uma questão de matemática; várias palavras amenas, mesmo que agradáveis, na ordem certa e na quantidade certa, têm mais força de choque do que uma ofensa clara. Há risco? Há. Um risco que nem sempre permite prazo de cálculo.

Prefiro que fiquem com raiva de mim. Por experiência sei que todos ficam mais atentos após o choque, nem sempre continuam meus amigos, embora eu permaneça seu amigo. Uma particularidade de minha mentalidade pré-guerra que não recomendo. Mas gostando ou não, eu já sou assim, paguei muito caro para ser assim e não seria ressarcido se tentasse reverter.

Quem estuda as cousas do espírito sabe que as zonas abissais onde vivem os demônios estão cheias de gente bem intencionada, que só quis o melhor, só fez por amor, ou ainda estava caminhando no mar quando o pneu furou. Não tem sentido eu justificar a dureza com que às vezes trato pessoas próximas. Felizmente há as que compreendem, me dão um safanão e fica tudo bem. Mas não repreendo os outros, que ficam ressentidos e se afastam. Eu sou triste de aturar, posso passar de um camponês retraído para um ogro com dor de dente em um instante. Passo conseqüentemente por grosso, insensível e insociável. A parte do insociável é até verdade, de vez em quando, mas é só. Porque eu percebo as emoções das pessoas e consigo conhecê-las sem precisar conviver com elas, basta a observação adequada pelo prazo adequado, que variam para cada pessoa. Não vem ao caso tratar a respeito, principalmente porque muitos nem acreditam no que não podem tocar, medir e fatiar. É facto, porém, que eu percebo quando alguém sofre e acabo sofrendo também. O que minha cabeça tem de dura, meu coração tem de mole.

Estou ciente de que acabarei quase sozinho, não totalmente porque há os anjos encarnados que me aturam com uma tenacidade santa. Mas não sou amigo de horas alegres e não meço esforços para amparar os meus, ainda que me virem as costas depois. Estou longe de ser santo, vão umas vinte e cinco encarnações até lá (cousa de três mil e quinhentos, quatro mil anos) se tudo der certo. Neste intervalo eu só posso tentar controlar meus defeitos para que não ponham tudo a perder, para que os estragos não sejam grandes demais.

Tudo isto não é virtude, é apenas uma de minhas sombras.

Elas só falam... daquilo!

Como já falei por aqui, cada vez mais - e cada vez menos sutilmente - se vem cantando o sexo e o tesão.
Ali, enumerei algumas canções sobre o T., também agora faço uma listinha de 10 canções brasileiras que "só falam... daquilo!"
Na imagem, a falecida humorista Zezé Macedo, que repetia o divertido bordão "ele só pensa... naquilo!".

1. Amor e Sexo, letra-cabeça de Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor (oi???), decanta as diferenças entre o sentimento e o ato, com algumas pitadas de preconceito (em minha opinião, claro). Mas não consigo imaginar algo que diste mais de minha noção de tesão-sexo que Jabor, por conta de sua enorme empáfia.
2. Sexo!, do Roger Moreira (Ultraje a rigor), divertida, pontuada de críticas à moral e à falta dela; creio ser impossível não concordar com a letra, como nessa parte em que, depois de criticar a censura, pondera: "Bom, vá lá, vai ver que é pelas crianças/Mas quem essa besta pensa que é pra decidir?/Depois aprende por aí que nem eu aprendi/Tão distorcido que é uma sorte eu não ser pervertido".
3. Sexo na caranga, do Armandinho-quando-Deus-te-desenhou. Fala do ato sobre rodas, famoso motel-de-pobre. Não é a primeiro sobre o sexo no automóvel, esse objeto que se tornou uma-projeção-peniana-e-blabla. Mas acho que é uma das mais infantis.
4. Sexo com você, do tal grupo Amêndoa. Daquelas letras com inversão de frases, é até interessante. Roquenrou razoável.
5. Quero fazer sexo, de um grupo chamado Bianca Crhonica. Cheia de palavrões é, no fim, absolutamente infantil. Parece aqueles poeminhas-pornô de quinta série.
6. Sexo e karatê, da Plebe Rude, já cantada pela Fernanda Abreu. Fala de sexo, frustração e uma pessoa solitária. Achei simpática.
7. Sexo H.C, do Tequila Baby. Fala de um ato um tanto mais forte. Hard Core, eles dizem. Machista, fala de mulher masoquista, mas não poderia esperar muito de hard-core, que costuma ser tão ou mais machista que o fanqui.
8. T-lover, do grupo The Jandders, fala do cara que gosta de sexo com mulheres com algo a mais. E eu não estou falando de personalidade ou bens materiais. Pegou, pegou?
9. Carta-canção, do Latino, esse poeta da sutileza. Aqui ele promete fidelidade à amada e prova que latinos também amam, com muitas justificativas: "É nessa carta eu justifico amor/Justificando numa carta a canção"(negritei). Awwnnnnnnnnnn!
10. O côncavo e o convexo, uma das rimas mais estranhas do Rei, com metáfora geométrica e tudo. E ainda é reponsável pelo famoso depoimento da senhora toda-babada.
Essa aqui é a capa de um álbum em inglês com um bocado de sexo e vaginas inundadas (homenagem ao episódio citado?).




E você, conhece música que fala... daquilo?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Máquina de Costura

Eu tinha feito um texto legalzinho, mas a GVT resolveu ficar uns dias sem funcionar e agora o bendito texto já tá meio ultrapassadinho.

Era basicamente sobre a inauguração do pet shop e alguns pensamentos bizarros que eu tenho na sala de aula (sempe eles), mas também era sobre a minha mais nova idéia: aprender a costurar.
Na verdade, nem é uma idéia tão recente, mas agora eu resolvi que quero costurar e pronto...Dessa vez vai.

Claro que meu recente vício em Project Runway colaborou. É meu reality show preferido...Tá, é uma das poucas coisas que eu vejo na TV.
A Heidi Klum repetindo "um de vocês será o vencedor e um de vocês estará fora" várias vezes por episódio é um pouco irritante, mas dá pra passar (Oi? Pedro Bial no BBB? Existe imbecilidade pior?).

Agora eu me encontro num dilema: que máquina comprar?
Fui logo futucar o site da Singer, pois sempre pensei que máquina de costura = Singer.
Mas acho que as coisas andam mudando nesse mercado...O segundo passo foi olhar as comunidades de corte e costura no Orkut e acabei vendo vários comentários anti-Singer.
A Singer já não é mais a mesma? Algumas pessoas elogiaram uma tal marca Janome..
Estou nesse impasse: Singer ou não Singer?

sábado, 3 de outubro de 2009

Proibido fazer xixi no poste

Não sei como é nas cidades de vocês, mas em Goiânia bastam algumas gotas para que o sistema público de energia tenha um revertério. Nem precisa haver trovoada, não precisa cair granizo, nem uma tempestade diluviana, basta a água da chuva encontrar um transformador de mau humor e pronto, todo mundo no escuro.
Sim, chuvas causam queda de energia no mundo todo, não é novidade. Mas aqui o caso é grave. Na onda das privatizações, durante os orgasmos neoliberais do Privatizando Henrique Guloso, nosso governador à época quis imitar. Privatizou a melhor parte da Celg, que já não era um primor em seus serviços e pimba! A baixa qualidade dos serviços despencou vertiginosamente.
O maior problema é que o consumo de energia em Goiás cresceu muito, ao que se comparados, os investimentos em infra-estrutura energética mais parecem saques do que depósitos. Já temos indústrias automobilísticas, uma delas de primeira grandeza. Fabricar carros demanda uma rede de outras empresas tal qual o cérebro precisa de um corpo saudável. E os investimentos não acompanharam cousíssima nenhuma.
Nossa rede é arcaica, subdimensionada e não conta com proteção eficiente contra descargas eléctricas. Pagar prejuízos já faz parte da folha de despesas permanentes da Celg. Aliás, quase tivemos um de monta além do material. Medicamentos termolábeis, que precisam ficar em uma faixa muito estreita de temperatura, guardados do frigobar. Caríssimos e, ainda que pudéssemos pagar por eles, o laboratório só vende para pessoas jurídicas. E este medicamento mentém uma pessoa viva. Vocês não imaginam a burocracia que é para se ter uma distribuidora de medicamentos, além de ser extremamente caro de se manter.
Certa feita, quando no curso de mecânica, um professor disse que se todos os tornos do laboratório tivessem uma repenteina reversão ao mesmo tempo, a cidade ficaria às escuras. Bem, não é só por causa da potência dos motores, nem só porque a força contra electro motriz consome o quintuplo da energia da força electro motriz; nossa rede foi pensada para a Goiânia que Pedro Ludovico Teixeira fundou e que hoje não teria mais que sessenta mil habitantes. Somos um milhão e duzentos mil.
Tudo o que se investiu desde então, foi pífio. Tão pífio, que a venda de geradores a combustão teve um crescimento expressivo. Há um ano, no supermercado que freqüento com trema, vi um ou dois geradores estacionários pequenos e caros, suficientes apenas para uma chuveirada ou para a iluminação de uma casa. Hoje, por aquele preço, ele oferece (de uma gama já vasta) um baita gerador que nem nos faria sentir a queda de energia. Ou seja, o negócio prosperou, há muitas lojas que passaram a vender geradores. As que já vendiam estão expandindo.
Do jeito que vão as cousas, em breve a população vai dar um pé nos fundilhos da distribuidora de energia eléctrica e gerar sua própria energia, a um custo ambiental bastante alto. Os geradores quase sempre são equipados com motores antigos, de baixa eficiência e que não estão sujeitos às normas de emissões, que no Brasil já estão jurássicas. Claro, um bom preparador pode resolver o problema, mas a população não sabe disso do mesmo modo que não sabe que se pode construir até três carros por ano, sem precisar de pessoa jurídica. A poluição vai crescer assim como o preço da gasolina, por conta da demanda.
A manutenção da rede, hoje terceirizada, é de assustar. A maioria deles se parece com Homer Simpsom, tanto na aparência quanto na sutileza dos métodos. Vocês podem imaginar o que é isto em sistemas eléctricos? Todo e qualquer conserto dura pouco, pois é feito com o melhor que se pode comprar com o pior que a empresa paga. Mas verba pra publicidade eles têm. E que publicidades optimistas!
Mas o correcto seria mesmo cada casa gerar sua própria energia, mas isto infelizmente ainda é muito caro, se não quisermos queimar combustível. painéis photovoltaicos são caríssimos, praticamente dobrariam os custos de uma construção residencial. Na Europa existe uma política de incentivos, existem fábricas para a demanda, mão de obra para instalação e manutenção. Por aqui eu não penso em ver isto pelos próximos vinte anos, não tenho vocação pra Polyanna.
Outro risco é o contingente de péssimos-motoristas-que-se-acham-azes-do-volante que temos. Postes não são de aço, são de concreto do mais vagabundo, diga-se de passagem. A armação de vergalhões ajuda a atenuar as conseqüências dos acidentes, mas qualquer Fiat Uno vira um Panzer, a mais de cem por hora. E a fiação é toda aérea, tão aérea quanto a cabeça do eleitor. Não se aproveita para implementação de trólebus, prefeitura e empresas de ônibus estão se lixando, é só por ser mais barata de fazer mesmo.
Já soube de um urubu que causou uma queda de energia, por ter fechado o circuito em um poste. Virou um torrão de carvão, mas sozinho fez um estrago enorme.
O grande problema de Goiânia, no entanto, não é só o fornecimento de energia eléctrica. Ela foi toda pensada para um vigésimo da população de hoje. Tudo o que há na cidade tem um ar de precariedade e de improviso que entristece, pois o que foi feito na época de sua fundação é tão bem feito, que dura até hoje. O que foi feito até os anos 1950/60, e a especulação imobiliária (que é a menina dos olhos da prefeitura) não derrubou, atende perfeitamente às necessidades de quem precisa. Mas é só.
Eu gostaria muito de ver o Eixo Anhangüera servido por trólebus articulados. A pista é exclusiva para ônibus e os postes que a ladeiam suportam perfeitamente a fiação necessária. Mas se nem a demanda actual é atendida, imaginem centenas de motores eléctricos com cem ou mais quilowatts de potência funcionando ao mesmo tempo. Teríamos que escolher entre os trólebus andarem, ou a cidade funcionar. Como está, infelizmente não se pode fazer.
Um dia eu falo a respeito de geradores em um texto dedicado, mas é facto que Goiânia está para se tornar o maior mercado proporcional do país.
Enquanto a população ri banguelamente com o asfalto novo (só asfalto, sem alicerce, sem meio-fio, nada) a situação se torna mais precária, pois o Estado já deixou claro que não tem como fazer os investimentos maciços de que o setor necessita, e a iniciativa privada ainda hoje não mostrou a que veio.. Aliás, mostrou, veio chupar o bagaço até secar, porque a cobrança das tarifas tem rapidez de primeiro mundo. Claro que não é culpa só delas, nem só do governo, nem só da alta potência dos trólebus. Boa barte da culpa é do eleitor. Eu, tu, ele, nós, vós, eles. É nossa.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Auf Kurs



E nesse momento, eu me dei conta.

Não preciso mais de você.

A vida continua, e há outros peixes no oceano.

Minha felicidade não está presa à você. Só preciso de alguém que me ame. E não precisa ser você.

O mundo está aberto, cheio de possibilidades.

Sinto falta do teu corpo, claro. Sinto falta da tua boca, claro. Sinto falta dos teus abraços, claro.

Mas não preciso de você.

Minha vida me pertence, agora eu sei. Agora eu tenho certeza.

E o meu caminho, quem faz, sou eu.

E você pode estar nele, ou não.

Não importa mais.

Só quero viver o que eu tenho pra viver.

Seja com você ou não.

Não tenho ódio por você.

Mas não quero mais me prender a esse momento do espaço e do tempo.

Quero que a vida venha, cada vez mais.

E que eu esteja sempre no caminho certo...




Ich bin auf Kurs...