| Tim-tim. Feliz 2012! |
sábado, 31 de dezembro de 2011
Aos Taleitores
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Nanael Soubaim
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sábado, 24 de dezembro de 2011
Apesar
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Nanael Soubaim
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Reencontro
Ela já estava velha e cansada, com sua beleza consumida pela idade, pelos lutos e pela vida dura que precisou levar. Não era a mulher submissa que a época exigia, mas ainda assim impunha respeito e admiração da comunidade. Ser viúva e sem posses lhe cobrava um preço alto, pois mesmo na comunidade a misoginia reinante alimentava o despeito dos homens.
Entretanto uma cousa as vicissitudes não lhe tomaram: o coração angélico. Como desde sempre, continuava a receber em sua cabana qualquer um que viesse lhe pedir amparo, fosse por fome, fosse por aflição, fosse hebreu, samaritano, mesmo um soldado romano, fosse quem fosse e pelo que fosse. Seus esforços nunca ficavam aquém de suas possibilidades, todas as suas possibilidades. Seu limite para o trabalho era o limite de suas forças.
Mas estas possibilidades se tornavam cada vez mais escassas, era só uma lavadeira idosa e já acometida pelos males típicos da idade.
Certa feita, já se preparando para dormir, ouviu baterem à sua porta. Com o peso do dia duro a limitar sua agilidade, foi ver o que poderia fazer para o visitante tardio, já se preparando para dar suas palavras de consolo e talvez um pedaço de pão. Deparou-se com um velho encapuzado e convidou-o a entrar. E que surpresa, ele é que começou a falar da vida celeste, das recompensas que a aguardavam, de tudo mais o que sua vida absolutamente santa lhe reservava. Seus olhos marejavam e a voz embargava, era a primeira vez que lhe consolavam em vez de pedir consolo.
No decorrer da conversa, certos padrões se deixaram reconhecer. A voz firme e cristalina do visitante destoava de sua aparência decadente, assim como seus gestos suaves e o repertório de seu vocabulário, muito além do de qualquer homem de conhecera, exceto por... E uma boa mãe não reconheceria seu filho? Ele notara que sim. Então deixou o capuz cair e se revelou para sua sofrida mãe, que se ajoelhou chorosa aos seus pés, e ele se ajoelhou para abraçá-la. Embora fosse figura se sua veneração, ele deixou claro que eram iguais, estavam precisamente no mesmo nível. Em breve, avisou, virei buscá-la. Já está a caminho quem te auxiliará no teu desenlace.
Ele se despediu e ela foi dormir feliz como nunca. Na manhã seguinte chegou o auxílio prometido e, pela primeira vez, a senhora se deixou tomar pela enfermidade da velhice, pois já era hora de se livrar das amarras. Enquanto se fez necessário Simão Pedro ficou ao lado de Maria, fiel como ela sempre fora à sua missão.
Certa noite, Pedro percebeu que o corpo começava a se esvaziar, sua Senhora estava indo embora. Mas lhe foi permitido ver tudo acontecer como estava acontecendo. Daquele corpo decrépito saia, mais intensa do que na juventude, Maria em sua indescritível beleza, seu olhar esplendoroso e pleno de um amor capaz de cegar a nós, pobres pecadores, sua voz doce e suave que nos faria chorar antes que concluísse uma frase. À sua frente se abriu um portal de uma luz que queimaria Simão Pedro, não fosse que já conseguira ser. Deste portal, para o abraço da união eterna, desceu Jesus à Sua Mãe. À Sua frente uma comitiva de seres celestes guarnecia Sua nova ascensão, desde os anjos mais novatos aos mais elevados serafins, todos estavam de joelhos, sinalizando que estavam ao seu irrestrito serviço, de então em diante.
Jesus ainda consolou Simão Pedro, avisando que iria buscá-lo em breve, então Mãe e Filho retornaram pela estrada de luz para retomar o governo da terra, que se hoje seus habitantes precisam de toda a assistência que receberem, na época de sua infância muito mais.
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Nanael Soubaim
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Plantão!
De conversas totalmente sem noção em janelões, eu conheci a personalidade, o jeitinho de cada um ser. E todos são únicos, cada qual com a sua peculiaridade. E claro que eu não vou descrever cada um de vocês, porque eu demoraria dias pra isso. Vocês me conhecem, quando eu me empolgo, os textos viram tratados.
Eu só quero deixar registrado o quanto vocês foram (e ainda são, podem ter certeza) importantes na minha vida. Esse um ano de convivência mais íntima (eita, delícia!) significaram muitas risadas e amizades que levarei comigo sempre. Fico triste de não conseguir colaborar com TC da maneira que eu gostaria, mas sei que nosso filhote está em ótimas mãos na minha ausência. Eu espero que num futuro não muito distante, eu possa voltar a dividir com vocês (e com os leitores) as peripécias da minha vida e falar sobre assuntos sem importância. Porque de coisas sérias nossa vida está cheia. E o Tali-coisa nasceu com o objetivo de tornar o dia-a-dia das pessoas mais divertido. E cumpre com o seu papel muito bem, graças ao bom-humor (às vezes ácido, eu adoro!), ironia e alegria de viver de cada um de vocês.
Muito axé pra vocês!
Espero que possamos nos encontrar para tirar a foto que a Meg disse.
Porque o blog do Brasil tem o pedacinho de cada um de nós. E todos vocês têm um pedacinho da Melzinha também.
Peço perdão se atrapalhei a postagem de alguém hoje, mas não poderia deixar de dizer que amo todos vocês.
Beijocas no coração!
Melzinha
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Amor sem fronteiras
O filme não é mais um daqueles açucarados, pelo contrário. Inicia com um discussão de um casal, Holly (Hilary Swank) e Gerry Kennedy (o delícia do Gerard Butler). Ela está descontente com seu emprego, quer morar em um apartamento maior e deseja estabilidade financeira. Ele, acha que é o momento para ter filhos. Aí se dá o conflito, mas a discussão termina em beijos e abraços. Nesses primeiros cinco minutos do filme, percebemos que os dois se amam e se completam. Mas, logo em seguida, vemos tudo isso desmoronar com a morte de Gerry. Holly se vê obrigada a recomeçar a vida com objetivos diferentes, mas ela é tomada por um desespero imenso e não consegue nem ao menos sair de casa.
A primeira surpresa aparece no seu trigésimo aniversário, algumas semanas depois da morte de Gerry. Holly recebe em sua casa uma caixa com um bolo e uma fita cassete. Nesta, Gerryfala para a mulher que ela deve sair para se divertir. Sim, Gerry deixou a gravação preparada antes de morrer, assim como as cartas que começam a chegar em seguida. O objetivo das cartas é fazer com que Holly viva a vida de maneira mais divertida e mostram alternativas que talvez fossem difíceis de ser alcançadas sem essa ajuda. Ao mesmo tempo que Holly recebe as cartas, somos apresentados à história do casal, por meio de flash backs que esclarecem muitas coisas durante o decorrer da história.
Mas, mesmo diante da perda, o filme não nos deixa com um aperto no peito. Muito pelo contrário, é uma lição de vida e prova de amor. Eu vejo P.S. Eu te amo como o antagonista de Ghost, que mostra a morte como uma perda irreparável, quase como algo impossível de ser superado. P.S. Eu te amo faz exatamente o contrário. Gerry mostra o caminho para Holly retomar sua vida sem ele. Tudo de uma maneira sutil e da forma mais linda que eu já vi. Tá, eu to sensível, mas assistam ao filme e depois me digam se não é uma das provas de amor mais sinceras que vocês já viram. O filme conta a história de um amor que acaba, mas, de alguma forma, não termina. Tudo isso, junto com a trilha sonora, feixa difícil conter as lágrimas.
E eu não contive mesmo. Chorei rios, mas achei o filme, acima de tudo, uma lição de como lidar com uma perda tão grande. E, mais do que isso, que o amor pode, sim, ser eterno. E que o amor pode transformar as pessoas, mesmo depois que é tirado de nós.

O grande amor da sua vida se vai. É o momento de desistir de tudo? Pelo contrário, é o momento de mostrar que esse amor é o grande responsável pela sua felicidade.
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 5 de junho de 2008
As meninas
As meninas foi pintada em 1656 e é, hoje, uma das mais famosas obras européias e frequentemente analisada. Feita durante a fase “La Familia” do pintor, a obra retrata a pequena princesa Margarita, da Áustria, cercada pela sua corte de damas e empregados. À esquerda da pintura, está a figura do próprio Velásquez, retratando o casal real. Os dois, Felipe IV e Mariana da Áustria, são refletidos no espelho que está no plano de fundo do quadro. As meninas, do título da obra, na realidade, são as duas personagens ao lado (uma à esquerda e outra à direita) de Margarita.
Na minha aula da faculdade, utilizamos a leitura de Michel Foucault para entender o enigma criado por Velásquez em sua obra. Para resumir, o autor atribui o tema da pintura ao espaço externo, ou seja, nós, admiradores da obra, vemos exatamente o que o casal real vê. Na verdade, Felipe IV e Mariana são o motivo do quadro a ser pintado por Velásquez.
Na minha interpretação, gosto de imaginar que Velásquez fixou um momento real muito antes da idéia da máquina fotográfica ser pensada. Foucault frisa a autonomia do quadro, em parceira com o conceito de representação, que é fundamentado na imitação da realidade. E é exatamente essa representação que Velásquez faz em sua obra.
Eu sempre fiz a relação deste quadro com o conceito de metalinguagem. Escrever sobre o ato de escrever. No quadro, o pintor pinta sobre o ato de pintar. E eu acho simplesmente sensacional.
P.S.2: Alguém aí sabe a maniera correta de escrever o sobrenome do homem? Velásquez ou Velázquez?
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quinta-feira, 22 de maio de 2008
Corági!!
Não é nada que não se possa suportar. E, sim, dói menos do que depilação da virilha. É incômodo, mas nada além disso. O que incomoda mais, na verdade, é o barulhinho maldito do aparelho. Lembra muito dentista, o que me deixou um pouco apreensiva. Mas logo passou. O tatuador é gente boa e ouviu a Kiss durante todo o processo, o que também colaborou para eu ficar calma. Porque eu cheguei no estúdio suando frio e pálida! Mas nem precisava tanto.
Duas horas depois, minha tatuagem ficou pronta e eu muito satisfeita com o resultado. Não tive um ataque cardíaco, o que me deixa bem feliz. E é isso, Melzinha agora tem um belo beija-flor no pé.
E nada mais de interessante tenho para escrever.
Tá parecendo aqueles blogs em formato de diário virtual. =P
Whatever. Por hoje é só, pessoal!

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quinta-feira, 15 de maio de 2008
A minha mãe é tudo de bom...
... porque ela me ensinou a gostar de Madonna quando eu ainda era um pequeno ser dentro dela.
... porque ela me escuta enquanto choramingo sobre minhas aventuras amorosas.
... porque ela sempre me apoiou em tudo o que fiz, principalmente na escolha da minha profissão.
... porque ela come manga com sal.
... porque ela cozinha como ninguém, mas não é muito fã de ficar horas no fogão.
... porque ela é moderna e a gente usa as mesmas calças jeans.
... porque ela compartilha meu vício por sapatos.
... porque ela é minha melhor amiga e sabe de tudo que acontece na minha vida.
... porque ela adora queimar meu filme quando apresento um namorado, mostrando minhas fotos de criança para o pretendente.
... porque ela é linda e passaria por minha irmã com facilidade.
... porque ela também acha que o Marcello Antony é tudo de bom.
... porque ela chora comigo quando assistimos filmes românticos.
... porque ela vibra comigo durante os jogos do Corinthians, mesmo não tendo time definido. E canta as músicas junto comigo e a torcida.
... porque ela participa de todos os momentos da minha vida.
... porque ela é minha maior fã.
... porque ela acredita que um dia vou ser apresentadora do Jornal Nacional.
... porque ela sempre lê o Tali-Coisa, elogia e comenta os textos dos demais participantes.
... porque ela sente o maior amor do mundo pelas filhas.
... porque ela faz amizade com todo mundo, desde os porteiros até a caixa do mercadinho.
... porque ela me ensinou a vencer os obstáculos da vida.
... porque ela é exemplo de determinação.
... porque ela é a melhor mãe do mundo!
Te amo, mamis!
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quinta-feira, 1 de maio de 2008
A notícia como espetáculo
Mas, apesar de eu ser jornalista, tenho uma visão bem pé no chão do que essa profissão acarreta. Se existe algo em que eu não acredito - e durante a faculdade os professores nos orientaram a isso - é na imparcialidade. O jornalismo não é imparcial e não deve ter a pretensão de ser. A parcialidade surge desde o momento da escolha daquilo que é importante para o público saber e o que não é. A partir daí, a conhecida audiência é que fala mais alto.
José Arbex Jr., um dos jornalistas que mais admiro, escreveu um livro que explica como a audiência rege a atividade jornalística nos dias atuais. Em Showrnalismo, a notícia como espetáculo, Arbex ensina a ler a mídia. É um livro cético e crítico, mas leitura obrigatória para aqueles que querem entender um pouco melhor o que acontece hoje nos meios de comunicação. “‘Fatos’ e ‘notícias’ não existem por si só, como entidades ‘naturais’. Ao contrário, são assim designados por alguém (por exemplo, por um editor), por motivos (culturais, sociais, econômicos, políticos) que nem sempre são óbvios. Mas essa operação fica oculta sob o manto mistificador da suposta ‘objetividade jornalística’”. A isenção é algo complicado.
Falei tudo isso para chegar ao caso da menina Isabella, que domina todos os veículos de comunicação há um mês. Não vou entrar no detalhe da crueldade do crime, dos acusados ou da postura de advogados e promotores envolvidos no caso. Isso não é da minha alçada. O que posso comentar é sobre a cobertura que vem sendo feita ao longo dos desdobramentos do caso. Cada resultado da investigação, cada movimento é divulgado como se fosse a descoberta do ano. Os acusados, a mãe da menina e os familiares tornaram-se os protagonistas de uma tragédia que bate em nossas portas todos os dias. É praticamente impossível ligar a televisão, abrir um jornal ou uma revista e não se deparar com esses personagens. Eles estão inseridos no nosso dia-a-dia, quer você queira ou não. E tudo isso por que? Por causa da incessante e incansável cobertura jornalística do caso. Fiquei mais impressionada no dia que aconteceu a simulação do crime. Algumas emissoras acompanharam desde o início da manhã até o fim dos trabalhos da polícia e perícia. Alugaram apartamentos para ter uma imagem melhor, disponibilizaram uma enorme equipe de jornalistas e cinegrafistas para acompanhar tudo. E, junto a esses, mais centenas de jornalistas se acotovelavam para conseguir a melhor imagem.
Existe um filme, A montanha dos abutres, que também mostra como a busca doentia por audiência pode resultar em tragédia. No filme, a chamada “imprensa marrom” atua exatamente da maneira que os meios de comunicação estão agindo no caso Isabella. Vale a pena conferir as imensas semelhanças que existem entre um filme de ficção e um acontecimento da vida real.
A resolução da morte de Isabella virou um show, um espetáculo que todos querem saber o final. Parece que nunca nenhuma outra criança foi assassinada de maneira cruel e desumana. Enquanto a mídia dá destaque para a menina Isabella, quantas outras crianças não sofrem abusos e são mortas pelo Brasil e mundo afora? Esse é o jornalismo que temos hoje. Mas esse não é o jornalismo que defendo e que quero seguir. Se eu acredito em um jornalismo de qualidade? Sim, acredito. Porque quero acreditar que a paixão que me fez escolher essa profissão tenha feito muitos outros enveredarem por esses campos. José Arbex Jr. escreveu que vivemos em uma sociedade do espetáculo. Eu espero um dia escrever que essa máxima foi derrubada e que o verdadeiro sentido do jornalismo finalmente veio à tona.
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
São Thomé das Pedras
Não sei se vocês sabem, mas a cidadezinha tem fama de ser invadida por pessoas que usufruem de substâncias ilegais. Digamos que as pessoas lá gostam de "viajar", sabe? Por isso, toda vez que eu comentava que passaria o feriado em São Thomé das Letras, as pessoas arregalavam os olhos ou faziam piadinhas com o fato da cidade ser, digamos, tão liberal. Enfim, além dessa (má) fama, São Thomé também é conhecida pelo grande registro de aparecimento de objetos voadores não identificados. Sim, a galera vê uns extraterrestres por lá. Dizem que o registro desses aparecimentos é tão grande que ufologistas dedicam um bom tempo para investigar e talicoisa. Eu, particularmente, não estabeleci nenhum contato de primeiro grau com nenhum homenzinho verde e cheguei à conclusão que os tais são frutos das alucinações da galera liberal que está sempre por lá.
Além desses fatos estranhos (ainda tem as bruxas, mas essa história eu não investiguei direito e vou ficar devendo procês... desculpa aê), a cidade tem muito de interessante também. Uma das coisas é que é totalmente feita de pedras. Desde as ruas até as casas, tudo é feito com quartzito. E a extração dessa pedra representa a maior fatia da renda dos moradores. As ruas, by the way, são bem maldosas com os carros. A cidade é bem simples, tem jeitão de cidadezinha rural. E eu adorei isso. Esqueci completamente a cidade grande. Inclusive, as paisagens do lugar são muito lindas, o que me fez esquecer ainda mais que precisava voltar para a poluição e o estresse de todo santo dia. As minhas palavras não são capazes de transmitir a beleza de alguns lugares, por isso resolvi mostrar pra vocês.
Esse é o Cruzeiro, que fica na Pirâmide, que tem esse nome por causa da formação rochosa que, quando vista ao longe, tem o formato de uma pirâmide.
Essa é a vista que se tem quando sobe-se até o Mirante da cidade.
Não disse que eu esqueci da vida?? Tá aí a prova.
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
A elegância é silenciosa
Enfim, o palestrante foi o Fabio Arruda (procura no google aí, porque eu não to com vontade de explicar quem é ele). Eu só tenho a dizer que a palestra dele foi muito mais do que divertida e eu ainda aprendi a ser chique, bem!
Aprendi, por exemplo, que quem criou a etiqueta foi o Rei Luís XIV, o rei Sol. Ele é considerado o primeiro diplomata da história e o pioneiro na criação de normas de comportamento comum. Resumindo, a corte do cara era composta por brutos e ele teve que dar um jeito naqueles franceses fedidos para poder apresentar às outras cortes do mundo. A palavra etiqueta, by the way, vem do francês estiquete, que eram os pequenos pedaços de papel que Luís XIV utilizou para anotar as normas de gente chique.
Uma das regras básicas da etiqueta é o domínio da palavra. Sim, porque você tem que se fazer entender. E fazer entender não quer dizer GRITAR, gente. Como Fabio Arruda disse, a elegância é silenciosa e ruídos altos provocam invasão auditiva. Resumindo, vai gritar lá nas suas quebradas, filha. Porque gente chique conversa sussurrando.
Outra coisa, está para surgir povo mais beijoqueiro do que brasileiro. Nem francês beija tanto quanto brasileiro. É uma coisa de louco! Não vai sair distribuindo beijos em eventos, pelamordedeus. Aperto de mão ainda é o cumprimento mais indicado. Transmite transparência e credibilidade. Mas não vai apertar a mão do cidadão. Isso não é mostrar firmeza ou macheza, é falta de educação mesmo. Ah, e daí, dessa coisa de beijo, aprendi, também, que as pessoas utilizam o “sair à francesa” de maneira errada. O certo é “sair à inglesa”, porque francês beija todo mundo e você demoraria horrores para se despedir da comunidade. Faça como os ingleses, sai com cara blasè, de fininho. Sem perder a elegância, é claro.
Existem, ainda, os cinco nãos primordiais da etiqueta social: não aponte, não boceje, não se coce, não cutuque e não se espreguice. Não preciso nem explicar, né, gente? E o não se coce também inclui o desgusting hábito masculino de mexer no coleguinha deles. Não, não pode! E aqui, o Fabio Arruda diz que homens não podem colocar as mãos nos bolsos. Além de ser um disfarce para o hábito já mencionado, demonstra falta de interesse. As mãos devem sempre estar à vista.
E uma coisa que eu sempre achei deveras mal educada. Nunca, jamais, never leve para casa o arranjo da mesa. Não tem coisa mais pobre do que levar o arranjo da mesa!!!! E outra, quem disse que pode levar embora uma coisa que não é sua? Isso é roubo, crime, sabia?
Enfim, a palestra do Fabio Arruda é muito divertida. Ele ainda ensina várias outras regras de comportamento que não daria para colocar aqui.
Mas, tipo assim, vão lá no Senac, façam o curso e ajudem a pagar o salário da Melzinha. Sim, eu faço propaganda descarada do meu cliente. É o trabalho de assessor de imprensa, gente. Não me condenem!
Quanta classe, não?
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
A tênue fronteira entre fantasia e realidade
O interessante do filme e que, consequentemente, me fez parar para pensar, é que Del Toro não deixa claro durante todo o decorrer da história o que é fantasia e o que é realidade. Isso fica a cargo da interpretação do espectador. Essa dualidade é primorosamente evidenciada pela personagem de Ofélia. Durante as tarefas que precisa realizar, a garota se vê às voltas com seres aterrorizantes o que, nos leva a relacionar com a brutalidade característica de Vidal. O capitão se apóia em uma ideologia baseada na violência e é, portanto, uma pessoa rígida. Ofélia é sonhadora e apaixonada por fantasia. Essas duas visões de mundo se contrapõem o tempo todo.
Hoje é dia de festa talicoisística!
Hoje o menino Dave, o Coelhoso, faz aniversário!!!
Muitas felicidades, moçoilo!
Tudo de bom sempre pra você! =)
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
E o romantismo ataca novamente
Por que é tão difícil alguém entender o que você pede, coração?
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Melissa de Castro
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sexta-feira, 28 de março de 2008
Melzinha ainda vive!!
Enfim, peço desculpas ao meu amigo Fio por invadir a sexta-feira, mas não podia deixar mais uma semana sem um texto meu por aqui. Preciso marcar território, sabe? Vai que esses meus companheiros (vibe Lula??) talicoisísticos resolvem me demitir por justa causa e colocar outrazinha no meu lugar. Por isso estou aqui.
Essas últimas duas semanas foram uma loucura. Como vocês sabem, mudei de emprego. Era um dos meus objetivos para esse ano que consegui alcançar muito mais rápido do que pensei. Estou muito feliz, mas também muito cansada. Vocês sabem que se adaptar a uma mudança é um pouco complicado. Saí de uma agência de comunicação com pouco mais de 20 pessoas. Hoje, trabalho em uma das maiores empresas de assessoria de imprensa do País, com mais de 130 pessoas. É uma mudança e tanto, não? No outro emprego eu assessorava sete clientes; aqui atendo um, mas que vale por mais de 30. Sou assessora do Senac SP e vocês não têm idéia da demanda que esse cliente exige. Tô de cabelo em pé! Quem mandou fazer jornalismo? Quem mandou querer trabalhar com assessoria de imprensa? Agora agüenta as conseqüências. Mas devo dizer que adoro o que eu faço e não me imagino fazendo nada diferente disso. Tenho que encarar essa nova fase da minha vida como um grande desafio e um super aprendizado pra minha vida profissional. Existem procedimentos aqui que eu não conhecia, e olha que eu trabalho em assessoria há mais de dois anos. Sei que vai ser uma grande escola pra mim e estou disposta a me dedicar bastante.
E mudar de emprego também trouxe outra maravilhosa mudança: utilizar metrô e ônibus de novo. Nossa, eu não conseguia mais viver sem aquele aperto, aquela união, aquela coisa bonita de se relacionar com outras pessoas de maneira tão próxima. Mentira!!! Se existe um lado ruim de ter mudado de emprego é esse. Alguém tem um carro sobressalente por aí pra emprestar pra mim? Ficaria muito agradecida. =P
Então, estou por aqui e assim que minha criatividade voltar eu escrevo sobre algo mais interessante. Minhas idéias foram todas sugadas pelo Senac. Prometo que volto semana que vem com algum tema mais interessante do que minha vida.
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quinta-feira, 13 de março de 2008
Coisas que me tiram do sério
Chuva e sandália
Eu sempre achei que dona Lady Murphy me adora. Tipo, me considera brother, sabe? Sim, porque sempre tem aquelas coisas detestáveis como as profundezas do inferno que acontecem exatamente quando não podem acontecer. Por exemplo, quando você vai almoçar com um cliente, ele escolhe um restaurante japonês (porque é tendência, e o que é tendência é chique). É óbvio que você vai com um blusa branca e se suja de shoyu. Mas não há nada pior do que chover quando eu estou de sandália. Não há nada que me irrite mais do que ter meus lindos pezinhos molhados. Pode me molhar inteira, desmanchar a chapinha que eu fiz ontem, mas não molha meus pés. Eles escorregam dentro da sandália. Assim é simplesmente impossível manter a elegância característica da minha pessoa. As calçadas de São Paulo já não são uma maravilha, com os pés molhados e escorregadios é praticamente o convite para um acidente de proporções imensuráveis.
Guarda-chuva
Deu pra perceber que eu não sou muito fã de chuva, né? Pois é, ainda mais quando se é mulher, carrega uma bolsa imensa cheia de coisas desnecessárias e ainda tem que andar com guarda-chuva. Eu não tenho a mínima coordenação pra isso. Nesses meus 24 anos de vida ainda não adquiri a capacidade de andar decentemente com guarda-chuva. Eu não sei se presto atenção na chuva, na bolsa que vai molhar, no caminho que eu tenho que seguir. É uma loucura, parece que meu cérebro vai fundir a qualquer momento. É como mascar chiclete e descer escadas ao mesmo tempo, eu simplesmente sou incapaz. Por isso que às vezes eu prefiro andar na chuva mesmo. Tô nem aí.
O metrô de São Paulo
Eu cheguei a um ponto em que tudo me irrita quando se trata da convivência com outros seres humanos. Vamos combinar que eu não sou uma pessoa muito sociável, mas eu consigo me manter calma em algumas aglomerações. Baladas, shows e eventos em geral eu mantenho a classe. E depois de algum tempo utilizando o fretado como meio de transporte confesso que fiquei mais calma. Mas agora que tenho que pegar ônibus e metrô para trabalhar novamente meus nervos já estão à flor da pele. No transporte coletivo de São Paulo não há como manter a paciência. É um empurra-empurra dos infernos, gente folgada que se apóia em você pra ler livro, apressadinhos que te esmagam para entrar no vagão, gente que fica parada na porta com cara de paisagem enquanto você move montanhas (literalmente, só que essas são de gente) para descer na sua estação. Coisa linda de se ver. Achei que agora que eu tenho um horário bom para trabalhar (eu entro às 10h) me livraria disso, mas me enganei completamente. Já estou estressada. E olha que só há três dias eu voltei a essa rotina. Vamos ver quanto tempo meus cabelos ainda ficam na minha cabeça.
Gente escandalosa
Não há nada mais constrangedor do que quando você está no cinema, ou em uma livraria ou até mesmo no ônibus ou metrô e surge um ser ou um grupo deles que começam a zonear. Tipo, falar alto, dar risadinhas escandalosas e irritantes, fazer brincadeiras de empurrar um em cima do outro. Umas gracinhas mesmo. Eu sinto um vontade louca vinda do âmago do meu ser de esganar um por um. Às vezes eu acho que não vou me controlar, mas até hoje ainda não cometi nanhum homicídio por causa disso. Quero ver isso acontecer um dia que eu estiver na TPM.
O trânsito paulista
Gente, por deus! Moro em São Paulo desde meus dois anos de idade. Já me acostumei com a loucura da cidade e até gosto do ritmo frenético das coisas por aqui. Mas ultimamente o trânsito está uma coisa horrorosa. Hoje mesmo, por exemplo, tivemos um recorde de mais de 200 km de congestionamento pela manhã. Esse índice dificilmente era registrado às 18h, quando a maioria das pessoas está voltando para casa. Há dias que o trânsito vem batendo recorde atrás de recorde. E não existe mais essa coisa de horário de pico. Olhe a Marginal do rio Pinheiros às duas da tarde, ou a Juscelino Kubitschek às oito da noite (como hoje) ou a Avenida Paulista às 10 da noite. Totalmente paradas. Sem dizer outras vias importantes de ligação entre os bairros. Está uma coisa de louco. Eu acho que um dia essa cidade pára. Sim, porque vai chegar um momento que não haverá espaço para tanto carro, ônibus motos e afins. E tem gente que concorda comigo. Tem uma previsão de especialistas que diz que esse dia será em 2011. Eu não duvido que seja antes. Por enquanto eu tento manter a calma e entoar mantras para ver se suporto ficar parada no mesmo lugar por horas.

Dominação talicoisística
Não satisfeitos com o *cof* estrondoso sucesso do blog *cof* apenas neste endereço, agora os colaboradores deste singelo sítio resolveram iniciar uma dominação em toda a world wide web. Sim, o Tali-Coisa agora tem uma comunidade no orkut. Porque quem é chique tem que ter uma comunidade no orkut. Acessa lá, cambada: http://www.orkut.com/Community
Ajudem a divulgar nossa filosofia para o mundo e repitam todos: "É deus no céu e nóis no corcel." Mais precisamente o azul calcinha ali do nosso logotipo.
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 6 de março de 2008
Mudanças
Tudo bem por aqui?
Só passei pra dizer que minha vida está uma loucura essa semana. E acredito que a loucura será prolongada por mais alguns dias. Mas pelo menos é por uma ótima razão. Excelente, na verdade.
Vocês lembram quando no início de 2008 eu fiz minha lista de resoluções para o ano novo, certo? Então, uma dessas resoluções acaba de se concretizar. Eu consegui um emprego novo! Agora é correr atrás do carro e do namorado!
E por isso está uma correria. Tenho que deixar tudo em ordem na agência que eu ainda trabalho, fazer exame admissional, entregar documentos e essas coisas todas. Mas, enfim. Tô super feliz e vim aqui pra compartilhar isso com vocês, queridos leitores e companheiros de blog.
E eu só queria dizer que, por mais livro de auto-ajuda que isso possa parecer, vale a pena, sim, lutar por aquilo que a gente quer. Vale muito a pena.
Se eu sumir daqui (o que eu pretendo não deixar acontecer) vocês já sabem o por que. Vai ser um pouquinho mais difícil postar os textos, porque meu horário de trabalho vai ser meio maluco, mas vou fazer o possível pra não deixar as quintas-feiras abandonadas.
Um grande beijo pra vocês!
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Surpresa, sim. Decepcionada, jamais.
Enfim, vamos ao que interessa. Eu sempre tive uma certa simpatia pela esquerda, digamos assim. Sempre simpatizei com os ideais mais revolucionários e, como bem definiu um amigo meu, eu sou “vermelha”. Eu acho que poucas coisas na minha vida me surpreenderam tanto quando, vindo trabalhar na semana passada, voltando das minhas férias, ouvi no rádio que Fidel Castro renunciara ao cargo de comandante de Cuba. Naquele momento, um turbilhão de imagens, fatos, frases e acontecimentos passaram pela minha cabeça. Fiquei surpresa, pois jamais pensei que Fidel renunciaria ao cargo assim; achava que só sairia dali morto. Enganei-me. E, tentando absorver a notícia, veio na minha mente a imagem daquele homem de 80 anos doente e lembrei o quanto fiquei triste quando o vi naquela situação. Porque, pra mim, Fidel é a representação da força, sempre foi. Vê-lo debilitado de certa forma me fez enxergar que até mesmo aqueles mais resistentes – Castro lutou na Revolução de 1959 ao lado de Che Guevara, escapou de centenas de atentados contra sua vida e se defendeu de tentativas de invasão de seu território – sucumbe quando se depara com um “adversário que fez todo o imaginável para se desfazer de mim”, como o mesmo define a doença que o acomete desde 2006 na carta de renúncia. Por mais teimoso que Fidel Castro possa parecer, o bom senso e os limites físicos prevaleceram na hora de decidir renunciar, após 49 anos no poder.
Creio que ele sai do governo, mas continua a ser o ideólogo do regime comunista, que, na minha opinião, prevalecerá mesmo sem Fidel como comandante. Nada indica que o país mudará o rumo tão cedo, já que seu irmão ocupa agora o cargo. O grande desafio de Raúl Castro é preencher o vazio deixado por uma lenda viva. Independente da sua posição política ou ideologia defendida, você há de convir que Fidel Castro foi – e continua sendo - um dos personagens mais importantes da história mundial do último século e do início deste. Não perguntei se você concorda com o estilo de governo do cubano, apenas enfatizo que ele é uma pessoa que perdurará por muito tempo na mente das pessoas – que o diga os americanos. Creio que algumas reformas serão implementadas, mas alguns dos ganhos da Revolução Cubana também devem continuar, como o sistema de educação, a baixa desigualdade econômica e o serviço de saúde que a ilha possui.
Assim como admiro Fidel, também tenho senso crítico para discernir as coisas que ele também fez de mal a Cuba. A censura da imprensa, por exemplo. E, por conseqüência dessa censura, não permitir que as pessoas desenvolvessem a crítica, uma opinião própria sobre o cenário político, social ou econômico do país em que vivem. Grande parte dos cubanos não conheceu outro líder a não ser a figura de Fidel Castro. A maioria não conhece outra maneira de se governar aquele país. São pontos negativos? É claro que são. E agora mais do que nunca serão destaques na mídia internacional. Como já fez a capa da revista Veja dessa semana, da mesma maneira que “desmitificou” Che Guevara algumas edições atrás. Jornalismo passa longe daquilo que faz essa publicação, mas esse é assunto para um outro texto.
Eu, independente daquilo que acredito, defendo ou tenho como ideologia de vida, percebi, no momento em que ouvi aquela notícia no rádio, que Fidel Castro estava saindo do comando de Cuba para entrar definitivamente na história do mundo. E em um lugar de grande destaque.
"É preciso ser conseqüente até o final". Frase do arquiteto Oscar Niemeyer utilizada por Fidel Castro em sua carta de renúncia.
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Uma década depois...
O que ela realmente não sabia é que aqueles próximos três anos seriam muito especiais na sua vida. Hoje, ela olha para trás e sente que é o que é exatamente por ter estado lá, na E.E. Prof. Mario Marques de Oliveira, o famoso MMO, colégio da zona leste de São Paulo. Foi ali que aquela garota conheceu o significado da verdadeira amizade. Aquela turma do 1º H era o terror do colégio, deixava a diretora de cabelos em pé e tinha a pior fama possível. Mas conseguiu reunir as criaturas mais divertidas, inteligentes e maravilhosas que poderiam existir naquele lugar. Essas vidas se cruzaram para nunca mais se separar.
Hoje, passou-se dez anos desde o primeiro contato com aqueles malucos. Festas, brigas, namoros e relacionamentos mal resolvidos, churrascos, micos e muitas, muitas histórias para contar. Porque aquela amizade que foi construída por aqueles alunos permanece até hoje. São dez anos de alegrias, companheirismo e cumplicidade.
Naquele fevereiro de 1998, aquela menina não tinha a menor idéia do que viria a seguir. Ela não tinha o costume de pensar no futuro. Mas hoje, vivendo o tal futuro, aquela menina, hoje uma mulher de 24 anos, pode olhar pra trás e dizer que viveu intensamente a sua adolescência. E o melhor de tudo, ao lado de pessoas que jamais serão esquecidas, que sempre terão um pedacinho reservado dentro do coração. E que têm um papel muito importante na construção do que ela é hoje.
O texto de hoje é dedicado às minhas verdadeiras paixões. Àqueles que transformaram minha vida e que, graças aos deuses, continuam fazendo parte dela. Alguns mais, outros menos do que eu gostaria. Mas é uma homenagem à amizade verdadeira, ao sentimento que nutro por esses loucos, que conseguem manter nossa amizade adolescente até hoje, que não deixam morrer o espírito de criança que todos nós temos no fundo do nosso ser. Mesmo que tenhamos tomado rumos diferentes - alguns casaram, outros são pais e mães - o que importa é a lembrança de tudo aquilo que vivemos – e ainda temos para viver. A vocês, meus amores, meu amigos mais do que queridos e companheiros para toda a vida, com toda a certeza.
Aí, turma do 1º H do MMO! Feliz 10 anos para nós!
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Ziriguidum
Carnaval me dá coisas. Eu diria, inclusive, que tenho alergia dessa dita festa popular. Mulheres nuas, tudo muito sexualizado, samba, silicone por todos os lados. Melissa não se dá com essas coisas. A única coisa que eu faço, como toda corintiana roxa (referência à nova camisa – vocês viram? - feia de doer que resolveram lançar em homenagem a nós), é torcer para a escola Gaviões da Fiel vencer o Carnaval de São Paulo. Mas, tipo, eu nem assisto o desfile. Mas faço minha parte de torcedora, oras. Corintiano tem dessas coisas.
Mas, então, voltando (eu sempre divago nos textos, não tem jeito). Carnaval é chato pra carai. Alguém me diz qual é a graça de pagar os olhos da cara em um abadá para se esmagar na frente do trio elétrico da onipresente e chatíssima Ivete Sangalo? Ou a cópia loira dela, a tal de Cláudia Leitte? Ou Asa de Águia? Ou Chiclete com Banana? Ou Jamil? Pra mim é tudamemacoisa. Qual a graça? Porque, gente, que porcaria é aquela? Gente suada, se esfregando, saltitando feito gazelas alucinadas, gritando como se não houvesse amanhã. Eu gostaria que alguém explicasse para esta leiga que vos escreve como é que aquela galera consegue fazer xixi. Sim, porque é uma necessidade fisiológica que uma hora dá o ar da graça, não é mesmo? E aí, como é que faz? No chão mesmo? Tipo, na frente de todo mundo? Naninanão!!!! Jamais na minha vida eu me submeteria a isso. Nevah!!! Até porque na primeira música da Ivete Sangalo ou na primeira vez que ela dissesse como é gostosa, eu me suicidaria.
E os desfiles das escolas de samba em São Paulo e no Rio de Janeiro? São iguais todos os anos. I-G-U-A-I-S! Sem falar nas revistas de fofoca, jornais populares e programas de televisão que adoram dar manchetes do tipo “Fulana arrasa no ensaio da Unidos de Whatever”, “Ciclana deixa aparecer calcinha na quadra da Agremiação das Mulas Sem-Noção”. Oi? Realmente tem gente que quer saber sobre isso? Eu dispenso.
E as campanhas para o uso da camisinha? Quer dizer que o povo só faz sexo durante o Carnaval, é isso? Porque, na minha modesta opinião, camisinha é item básico na bolsa de qualquer mulher e no bolso de qualquer homem em qualquer circunstância, em qualquer época do ano. Acho de uma hipocrisia sem fim essa campanha só ser veiculada no Carnaval.
Eu quero distância disso tudo, quero esquecer que faço parte dessa nação que adora Carnaval. Bom, na verdade eu também adoro. O feriado. É a única coisa que me deixa feliz nessa época. E é por isso que eu vou pra um lugar bem tranqüilo, bucólico e lindo (mentira, vai estar lotado de gente, quem eu quero enganar) e esquecer que essa tal festa existe. Ou pelo menos tentar abstrair toda a folia e fazer a minha própria festa. Pena que não dá pra ir pra Rússia, porque jornalista ganha uma merda e eu não tenho dinheiro pra isso. Com certeza lá eu estaria muito mais feliz.
Vai me dizer que você sabe que escola de samba é essa? Quem acertar o nome e o ano do desfile ganha um beijo da tia Melzinha.
Devido às merecidas férias da autora, semana que vem não haverá texto da Melzinha aqui no Talicoisa. Ela quer manter distância do computador e curtir uma semana de descanso longe de qualquer coisa que lembre trabalho. Mas não se preocupem, vocês não serão abandonados. No dia 14 de fevereiro a programação volta ao normal.
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Melissa de Castro
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
O pouco que sabia era o que passava na televisão, o que lia nos jornais e ouvia no rádio. Que tinham costumes ultrapassados, que eram fanáticos religiosos e se matavam em nome de Deus. Eu, que não sou uma pessoa religiosa, aprendi a respeitar todos os tipos de crença. Se o cara acha que explodir duas torres do país mais poderoso do mundo vai garantir a ele um lugar ao lado de seu deus, eu simplesmente não contesto. Existem maneiras e maneiras de demonstrar a devoção a algo ou alguém. Mas, enfim, não é sobre religião que eu quero falar.
Quero dizer que, mesmo que criticada por alguns, essa onda afegã que invadiu as livrarias, pelo menos pra mim, serviu para que eu pudesse conhecer melhor a história de um país devastado por guerras, sofrimento e dor. E, em especial, conhecer os costumes desse povo tão diferente de nós. Tudo por causa de um cara chamado Khaled Hosseini, autor de O Caçador de Pipas e A Cidade do Sol. O primeiro, um best-seller de grande sucesso que vendeu mais de 8 milhões de cópias no mundo - sendo 1 milhão de exemplares somente no Brasil - e que acaba de ganhar uma versão para o cinema. O livro trata de questões de diferenças étnicas dentro do próprio Afeganistão. É uma história sobre culpa e redenção que eu gostei muito.
Mas foi a leitura de A Cidade do Sol que me fez admirar o trabalho desse autor afegão. Hosseini fala sobre duas mulheres com histórias distintas, mas igualmente sofridas. Em um certo momento essas duas histórias se encontram. Não sei se é o fato de eu ser mulher e sofrer junto com as personagens, mas em vários momentos da narrativa eu chorei. Chorei por saber que do outro lado do mundo existe tanta crueldade. Hosseini consegue, por meio de suas palavras, traduzir em imagens na minha mente toda a desgraça que se abateu sobre o país e, em especial, sobre a vida dessas duas mulheres. Além disso, as minúcias históricas são muito bem explicadas como pano de fundo para a narrativa principal. Os detalhes são de uma riqueza impressionante, pois Hosseini viveu aquilo e ele sabe muito bem do que está falando. Com certeza as duas personagens principais desse livro, Mariam e Laila, ficarão por muito tempo na minha memória. Ficará na minha memória também que, por mais que sejam personagens fictícias, existem muitas mulheres que passaram - e ainda passam - pelos mesmos desafios, as mesmas lutas, as mesmas derrotas, a mesma humilhação, a mesma opressão que elas. São personagens marcantes, com histórias de vida impossíveis de ser esquecidas. Hosseini construiu com maestria duas das personagens que mais mexeram comigo até hoje. Disso eu tenho certeza.Eu só sei que recomendo a leitura. Recomendo e muito. Não só pelo fato de saber mais sobre um país desconhecido para a maioria de nós, mas, também para conhecer um autor que sabe exatamente como tocar profundamente o seu público com as trágicas vidas que relata. Trágicas mas, de certa maneira, reais. E reais até demais para uma criatura tão emotiva com eu. E recomendo você deixar que a narrativa invada sua mente. Só assim você vai perceber o que esse cara é capaz de fazer por meio de simples palavras.
Khaled, gostaria de poder escrever igual você quando eu crescer.
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Melissa de Castro
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