| Tim-tim. Feliz 2012! |
sábado, 31 de dezembro de 2011
Aos Taleitores
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Nanael Soubaim
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sábado, 24 de dezembro de 2011
Apesar
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Nanael Soubaim
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Reencontro
Ela já estava velha e cansada, com sua beleza consumida pela idade, pelos lutos e pela vida dura que precisou levar. Não era a mulher submissa que a época exigia, mas ainda assim impunha respeito e admiração da comunidade. Ser viúva e sem posses lhe cobrava um preço alto, pois mesmo na comunidade a misoginia reinante alimentava o despeito dos homens.
Entretanto uma cousa as vicissitudes não lhe tomaram: o coração angélico. Como desde sempre, continuava a receber em sua cabana qualquer um que viesse lhe pedir amparo, fosse por fome, fosse por aflição, fosse hebreu, samaritano, mesmo um soldado romano, fosse quem fosse e pelo que fosse. Seus esforços nunca ficavam aquém de suas possibilidades, todas as suas possibilidades. Seu limite para o trabalho era o limite de suas forças.
Mas estas possibilidades se tornavam cada vez mais escassas, era só uma lavadeira idosa e já acometida pelos males típicos da idade.
Certa feita, já se preparando para dormir, ouviu baterem à sua porta. Com o peso do dia duro a limitar sua agilidade, foi ver o que poderia fazer para o visitante tardio, já se preparando para dar suas palavras de consolo e talvez um pedaço de pão. Deparou-se com um velho encapuzado e convidou-o a entrar. E que surpresa, ele é que começou a falar da vida celeste, das recompensas que a aguardavam, de tudo mais o que sua vida absolutamente santa lhe reservava. Seus olhos marejavam e a voz embargava, era a primeira vez que lhe consolavam em vez de pedir consolo.
No decorrer da conversa, certos padrões se deixaram reconhecer. A voz firme e cristalina do visitante destoava de sua aparência decadente, assim como seus gestos suaves e o repertório de seu vocabulário, muito além do de qualquer homem de conhecera, exceto por... E uma boa mãe não reconheceria seu filho? Ele notara que sim. Então deixou o capuz cair e se revelou para sua sofrida mãe, que se ajoelhou chorosa aos seus pés, e ele se ajoelhou para abraçá-la. Embora fosse figura se sua veneração, ele deixou claro que eram iguais, estavam precisamente no mesmo nível. Em breve, avisou, virei buscá-la. Já está a caminho quem te auxiliará no teu desenlace.
Ele se despediu e ela foi dormir feliz como nunca. Na manhã seguinte chegou o auxílio prometido e, pela primeira vez, a senhora se deixou tomar pela enfermidade da velhice, pois já era hora de se livrar das amarras. Enquanto se fez necessário Simão Pedro ficou ao lado de Maria, fiel como ela sempre fora à sua missão.
Certa noite, Pedro percebeu que o corpo começava a se esvaziar, sua Senhora estava indo embora. Mas lhe foi permitido ver tudo acontecer como estava acontecendo. Daquele corpo decrépito saia, mais intensa do que na juventude, Maria em sua indescritível beleza, seu olhar esplendoroso e pleno de um amor capaz de cegar a nós, pobres pecadores, sua voz doce e suave que nos faria chorar antes que concluísse uma frase. À sua frente se abriu um portal de uma luz que queimaria Simão Pedro, não fosse que já conseguira ser. Deste portal, para o abraço da união eterna, desceu Jesus à Sua Mãe. À Sua frente uma comitiva de seres celestes guarnecia Sua nova ascensão, desde os anjos mais novatos aos mais elevados serafins, todos estavam de joelhos, sinalizando que estavam ao seu irrestrito serviço, de então em diante.
Jesus ainda consolou Simão Pedro, avisando que iria buscá-lo em breve, então Mãe e Filho retornaram pela estrada de luz para retomar o governo da terra, que se hoje seus habitantes precisam de toda a assistência que receberem, na época de sua infância muito mais.
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Nanael Soubaim
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Triste fim
Dave: Debs, falando em longe... O Fio quer que o encontro de julho seja em Sampa. Acho válido.
Fio: O Fio quer????
Dave: Mas prefiro que seja na Bahia... Muito mais perto e prático, bjs! Quero dançar axé no Pelô e beber cerveja barata. Ir a um terreiro de macumba e comer acarajé.
Fio: Não seja por isso... A gente vai na represa. Tem tudo isso aí.
Dave: Não, não tem. Garanto.
Fio: Tem sim.
Dave: Fio, a Bahia fica no Nordeste. Não tem tudo em São Paulo. Dica.
Luna: Eu aceito ir pra São Paulo. Ou pra Bahia.
Fio: Perto da Represa Guarapiranga tem a Avenida Washington Luís... Tem uma caralhada de boate que toca axé e forró vendendo cerveja a R$0,95. E terreiro de macumba, conheço vários.
Luna: Mas nenhum tem Mãe Aritana.
Fio: Inclusive baianas da Bahia (de verdade) que vendem acarajé.
Dave: Bahia é outra coisa. Não compara, gato. Bjs!
Luna: Esses lugares onde você quer levar a gente são coidipobre!
Dave: TOTAL coidipobre! Fiquei até com medo dessa cerva de R$0,95.
Luna: A gente paga pouco pela cerveja, mas pode ser assaltado, morto e jogado na represa.
Dave: Jesus! HAHAHAHA!
Luna: Sairemos na capa da Veja: “Grupo de amigos vitimados pelo Maníaco da Represa”.
Fio: Déb está apocalíptica, hoje. Acho bíblico da parte dela.
Luna: O Talicoisa vai ter divulgação, mas não terá mais autores.
Dave: Vai passar no Gugu: “Talicoisers morrem em trágico acidente na represa”. Os fãs tudo chorando.
Fio: Depois, algum site vai mostrar fotos dos corpos mutilados... Vai virar corrente de e-mail.
Luna: Sonia Abraão vai ficar mais de uma hora falando nisso...
Dave: E as mensagens dos amigos: “Morreram, mas morreram com siacabância!”.
Luna: Fantástico fará reportagem sobre os perigos de conhecer gente pela Internet.
Fio: E mostrará o Orkut, dizendo que é um “site de relacionamentos”. E falará também dos perigos de perfis fake.
Luna: Jones dará entrevista, acusando o Fio: “Nunca fui com a cara dele! Ele era psicopata!”.
Fio: “Ele era desiquilibrado! Esta é só a minha OPNIÃO!”.
Dave: “As Garotas que dizem ni estão sendo processadas pelos pais dos talicoisers, porque elas incentivaram a criação do blog”.
Dave: “Estamos aqui com o único sobrevivente, Frank, que não pôde ir a viagem porque estava de castigo... Frank, o que o Talicoisa representou pra você?”.
Fio: Aí o vídeo do Frank, vertendo rios de lágrimas, vira campeão de acessos no Youtube.
Dave: Frank vai dizer: “Olia, estol muinto triste...Dão conçigo dizer muinta coisa! Só queria que a Déb soubesse, onde que ela esteje, que eu amei ela muito!!!1”.
Fio: Algum outro grupo de amigos vira fã do vídeo do Frank, começa a usar as frases dele nos janelões do MSN e decide montar um blog. A história é cíclica.
Dave: “Estamos aqui com o velho que comeu e não pagou, um dos maiores entusiastas do Talicoisa, o blog que virou Brasil!”.
Fio: Lasier Martins se emociona e toma mais um choque. “Talicoisa, o blog mais de mesa!”.
Luna: Cumpádi Uóxinton divulgará nota de pesar: “Perdi minhas ordinárias, Luna e Meg... As únicas que ainda se lembravam de mim!”.
Luna: Mãe Aritana: “Eu sabia que eles deviam ter vindo para a Bahia. Mas ninguém consegue mudar o destino. Já estava escrito!”.
Dave: Alguém vai dizer: “O mundo dos blogs ficará mais triste...”.
Fio: William Bonner dirá isso, Dave.
Luna: Ai, não quero mais viajar!
Se alguém ainda não sabia o que era falta de foco, agora já tem uma noção. Não somos bons em planejamento, mas ótimos em desviar o assunto. Assim, o encontro não vai acontecer é nunca! DICA!
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Luna
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
E a vida ficou um pouco mais triste...
Era pra participar de um MEME. Mas a vida perdeu um pouco da graça.
No dia de hoje, Clara McFly, Flá Wonka e Vivi Griswold decretaram o fim de seu blog, o Garotas que Dizem Ni.
As atividades se encerram no dia 1º de Dezembro de 2008.
Vai ter festa, semanas especiais, e etc.
Mas nada vai preencher o vazio de não ter mais o Garotas.
Já disse em outros textos, que o blog e o Fórum foram o útero do Talicoisa. Éramos 7 fãs das Garotas, que decidiram criar o seu blog.
Claro, entendo perfeitamente que é complicado. Manter um blog é difícil. Elas estão há 5 anos e 8 meses com o blog. Tem mais de 2.500 textos. E as três tem maridos, casa, e empregos pra manter. Nós, aqui, não temos uma vida tão agitada, e mesmo assim, enfrentamos dificuldades também. Entendemos a decisão delas. Só não gostamos.
A vida perdeu um pouco da graça, hoje. Para mim, que acompanho o blog e o Fórum há quase 3 anos... Era um ritual, dia sim, dia não, ir conferir o novo texto e comentar no Fórum. Reconheço o gênio de cada uma delas. Flá, Clara e Vivi. A morena, a loira e a ruiva.
São as garotas mais amadas do Brasil.
É como fim de namoro. Mas aquele namoro que deu dor de cabeça, que encheu o saco, que machucava.
Não houve feridas, durante esse relacionamento com elas. Foi sempre, só amor.
E isso que faz doer mais.
Mas somos capazes de entender. E aceitar.
E torcer que a vida sempre traga bençãos, às três. E que Deus as ilumine e abençoe. E que só traga felicidade à elas.
Uma parte da nossa vida se vai junto com esse blog. Mas vai deixar boas recordações, bons momentos. Boas coisas.
E é isso que importa.
O Amor e a Amizade continuam.
Pra sempre, Garotas.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Uma(s) declaração(ões) de amor
Embora seja um pouco monotemático...
Luna: Você é luz, é raio, estrela e luar... Manhã de Sol, meu iá-iá, meu iô-iô. Poucas foram as vezes em que eu não entrei na internet de mau humor, e não melhorei ao falar com você. Você anima a minha vida (e a de todos do TC). Você é um raio de sol, em manhãs escuras. Você é uma luz, que guia essas mentes insanas à insanidades maiores ainda. E sem perigo. Sem perigo de a gente se perder. Melhor dizendo: você nos leva à loucura, mas à uma loucura que nos embriaga, e nos faz esquecer do mundo lá fora. Não dá ressaca, e nos mantém sãos. Nos mantém vivos. Eu te amo, Luna.
MEG: Só tem uma palavra pra te definir: Alegria. Pura. Simples. Sem frescuras. NUNCA vi você (literalmente) chateada, triste, amuada. NUNCA. E isso que te faz tão maravilhosa. Isso que te faz casar (oi?) tão bem com a Luna. Isso que te faz tão incrível. Isso que te faz tão linda. O Pelô não seria o mesmo se não houvesse você aí. Cumpádi não teria o mesmo significado sem você. QUIBE não teria a mesma importância sem você. O MUNDO não teria a mesma importância sem você. Eu te amo, MEG.
Dave Coelho: Já disse várias vezes que eu te amo, cara. Mas talvez você não tenha entendido. Talvez nem tenha levado à sério. Mas eu te amo. Você é quase uma "alma gêmea" minha. É sempre um prazer conversar com você. É sempre bom sacanear a Luna e a MEG com você. É sempre bom discutir sobre História, sobre Filosofia, ou sobre Deus com você. Só rezo à Deus que você não se renda ao idiotismo acadêmico. E se mantenha sempre a pessoa maravilhosa e aberta que você é. Eu te amo, Dave Coelho.
Adriane: Você tem uma graça e uma leveza que poucas pessoas são capazes de perceber. Tem um frescor juvenil, ainda que não seja mais "mocinha". Tem um coração maior que você mesma, e tem um calor que poucos homens seriam capazes de apaziguar. Tem uma beleza diferente, não óbvia. Mas que encanta. Se o teu coração ainda te faz sofrer, é porque você ainda não conseguiu entender ele. Mesmo com tudo aquilo que você sabe. Mesmo com todo o conhecimento que você tem. Porque o coração não é feito de conhecimento, Adri. É feito de emoção. Aprenda a conversar com ele. Mas mesmo assim... Eu te amo, Adriane.
Frank: Eu vou ser sincero: Eu não ia muito com a sua cara. Não gostava muito de você. Pra mim, você via a vida de uma forma cor-de-rosa e alegre demais. Ou então, fútil demais. Mas hoje eu entendo. E vejo que você é um reflexo daquilo que eu era, antes de me perder em desilusões, em medos e em falta de amor (aos outros e próprio). Você é o que eu era. E rezo aos Deuses que você não siga pelo mesmo caminho. Porque no fundo, o que você vive, meu querido, é o que realmente vale a pena. E por tudo isso, por ser quem eu era, Frank, eu te amo.
Nanael Soubaim: O amor por você não é Eros. Nem Philos, apesar de te amar como um irmão. O amor por você é Ágape, meu querido. Nós sabemos como o mundo anda. Sabemos os mecanismos. Sabemos onde estão as engrenagens quebradas. Aonde estão os parafusos soltos. E trabalhamos por isso. E trabalhamos pra por a "maquina" nos eixos. E por Deus, meu irmão... Eu te amo, Nanael Soubaim. Por toda a eternidade.
Elmo: É incrível como você faz todos se sentirem bem. Não usa seus problemas para atrair compaixão. Não usa seu charme pra encantar. Não usa sua beleza pra seduzir. Você é o que é, e é maravilhoso por isso mesmo. Não apenas eu, mas todos nós te amamos, meu amigo. Eu te amo, cara, por ser uma pessoa incrível. Sem fazer força. Sem esperar holofotes. Sem esperar nada. Por si só, você é incrível e maravilhoso. E por tudo isso, eu te amo, Elmo.
Minha vida, literalmente, mudou pouca coisa, desde que o Talicoisa começou, um ano atrás. Mas eu posso dizer, com todo esse amor, e com toda essa "família" que eu ganhei, que tudo, ao menos, ficou mais divertido.
Amo todos vocês, de forma igual. Amo inclusive os que nos deixaram, mas ainda assim, eu amo: Amo vocês, Melzinha, Vivi e Marina.
E parabéns ao Talicoisa. Um ano de vida.
Luna diz: Tchu-tchu-tchu-pá!
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
And yet, life goes on...
Todas as Bolsas de Valores do mundo inteiro, estão em crise. A Recessão assombra todos os governos. Mas ainda assim, a vida continua.
O Efeito Estufa está destruindo a camada de ozônio, e fazendo com que o planeta se aqueça. E está ameaçando tudo. Mas ainda assim, a vida continua.
Dave Coelho está sem computador. Logo, não pode escrever seus maravilhosos textos no Talicoisa. E também não pode participar dos janelões no MSN. Mas ainda assim, a vida continua.
Adriane venceu algumas dificuldades. Está feliz como pinto no lixo. Se sente bem, tranquila e sossegada. Mas ainda assim, a vida continua.
Clara McFly, do Garotas que Dizem Ni, assassinou sua lombriga de estimação, Catarina. Mas ainda assim, a vida continua.
MEG, nossa Cinderela Baiana, acha que tem problemas mentais. Acha que vai perder o juízo. Se é que já não perdeu. Mas ainda assim, a vida continua.
Nanael Soubaim passou muito tempo fora da internet. Sem contato conosco. Mas ainda assim, a vida continua.
Um dia vamos morrer todos. Mas ainda assim, a vida continua.
Eu não sei mais o que escrever. O Talicoisa está se aproximando do seu 1º aniversário. Precisamos bolar o que fazer pra essa comemoração. Mas ainda assim, a vida continua.
A "garotinha ruiva" está trabalhando hoje. Mas ainda assim, a vida continua.
E vai continuar, sempre. Independente de mim, ou de você.
Basta seguir as instruções.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008
"Oh, Mister Crowley..."
Assim Ozzy Osbourne canta, na música "Mr. Crowley", conhecida por praticamente todos os seus fãs.
Agora vem a questão: QUEM sabe à quem Ozzy se referia?
Alguns, que tem algum conhecimento à mais, vão dizer "O Raul (Seixas) fala dele em 'Sociedade Alternativa'!".
Sim. O Raul diz: "O número 666 chama-se 'Alastra Crólei'!(sic)".
Tá... Que mais?
Nada, né?
Enfim...
Tanto Ozzy quanto Raul se referiam à Edward Aleister Crowley (1875 - 1947), um ocultista inglês que dizia ser a própria Besta do Apocalipse.
Crowley fez parte de várias seitas secretas, entre elas, a Golden Dawn (ou Aurora Dourada), a O.T.O. (Ordo Templi Orientis, ordem que se auto-proclamava legítima herdeira dos Cavaleiros Templários) e a Astrum Argentum, fundada por ele mesmo, que seguia a Lei de Thelema, criada por ele mesmo, de onde veio o "Faz o que tu queres", depois usado pelo Raul.
Ele deixou uma imagem bem negativa, em tudo o que fez. Há relatos de colegas, e mesmo de seguidores da Astrum Argentum, que dizem que ele era, realmente, o Mal encarnado.

Crowley, na Golden Dawn
Além do que, era um ninfomaníaco (praticava orgias com seus adeptos, fossem homens ou mulheres), viciado em drogas e bebidas.
Inventou um baralho de Tarô, e escreveu vários livros. Pintou quadros, e viajou meio mundo.
Tá. O cara era tão do mal, e ainda assim, o Ozzy e o Raul pagavam pau pro cara?
Precisamente. O ponto nevrálgico da questão é que, apesar de tudo isso, Crowley foi, para alguns ocultistas, um gênio. Seja por conta de sua produção literária, seja pela criação da Astrum Argentum, seja pela "criação" da Lei de Thelema, seja pela sua pesquisa na magia sexual, e N assuntos ligados ao Ocultismo.
Na música "Mr. Crowley", Ozzy diz:
"Mr. Crowley, what went on in your head
Ohhhh Mr. Crowley, did you talk with the dead
Your life style to me seemed so tragic
With the thrill of it all
You fooled all the people with magic
You waited on Satan's call
Mr. Charming, did you think you were pure
Mr. Alarming, in nocturnal rapport
Uncovering things that were sacred manifest on this Earth
Conceived in the eye of a secret
And they scattered the afterbirth"
Os versos em negrito dizem mais ou menos o que Crowley fez. Ele, como dizia ser a Besta Bíblica, esperava o chamado de Satã, que nunca veio (ele morreu numa prisão italiana, arfando, e viciado em heroína).
Mas "descobriu coisas que eram sagradas", e isso que fez ele ser tão popular. No bom como no mau sentido.
Ozzy canta no final: "I wanna know what you meant"
Porque, basicamente como tudo referente ao Ocultismo, não se pode compreender de forma objetiva. Quase tudo precisa de estudo e reflexão.
Para a grande maioria das pessoas, ligadas ainda ao maniqueísmo judaico cristão, ele realmente era o Mal.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Die Liebe
Nistet auf gebrochenem Herz
Und geht auf Jagd bei Kuss und Kerzen
Saugt sich fest an deinen Lippen
Gräbt sich dinge durch die Rippen
Lässt sich fallen, weich wie Schnee
Erst wird es Heiss, dann Kalt, am Ende tut es weh"*
*"O amor é um animal selvagem
Ele te respira ele te procura
Ele se aninha sob corações partidos
E vai à caça quando há beijos e velas
Ele chupa com força nos seu lábios
E cava túneis entre suas costelas
Ele cai suavemente como neve
Primeiro ele fica quente então frio por fim ele machuca"
Ele canta, todas as noites, pra ela. Mas ela não sabe.
Ele pensa nisso, todas as noites. Mas ela não sabe.
Ele sente desejo, sente carinho, sente um afeto que não sabe explicar. Mas ela não sabe.
Ela não sabe daquilo que vai em seu coração. Não sabe das noites que ele não dorme. Não sabe as dores que ele sente. Não sabe sobre os problemas que ele tem. Não faz idéia daquilo que ele tem aguentado.
Ela não sabe de nada.
Não sabe o que ele pode fazer, nem aquilo que ele não pode. Não sabe o que ele sente. Nem por ela, nem por nada.
Mas tudo bem. Ele também, não sabe sequer seu nome.
Ele apenas espera. O momento certo.
Pra ficar quente, depois frio, e então, machucar...
In die Falle gehst du ihr
In die Augen starrt sie dir
Verzaubert wenn ihr Blick dich trifft"
* Essa é uma música da banda alemã Rammstein, chamada "Amour".
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Do outro lado da rua
Então ele estava lá. Vendo o dia passar. As pessoas passarem. As horas passarem.
Tudo se passava. Menos ele.
Permanecia lá, imóvel. Via homens e mulheres, homens e crianças passando. Via o céu escurecendo, via a quantidade de carros aumentando mais e mais.
Pela esquerda vinham pessoas que desciam do ônibus. Caras cansadas, quase sempre, com algum pacote, embrulho, ou sacola. Compras, comida para o jantar. Uma blusa nova. Um calçado novo. Pessoas bem vestidas. Mas as roupas estavam amarrotadas, fruto de apertos no ônibus, e um dia cansativo de trabalho. Pessoas esperançosas em chegar logo em casa. Tirar aquelas roupas, que apesar de bonitas, apertam. Que cansam. Impregnadas de suor e cansaço. Impregnadas do dia desagradável que tiveram. Impregnadas de raiva. De chateações. De sonhos que terão que ser adiados, porque a prestação ainda não foi paga. E o sonho vai ter que ficar pra depois.
Pela direita, vinham as pessoas que estavam saindo. Indo pra escola, pra faculdade. Algumas indo trabalhar, ainda. Algumas indo pro segundo emprego. Algumas indo pro emprego que vara a noite. Os mais jovens, com mochilas nas costas, roupas brilhantes, e sorrisos que refletem a esperança dos dias que virão, cheios de promessas e alegrias. Os universitários, com a mesma roupa do dia inteiro de trabalho, suados, mas alertas, não tem as caras de cansados dos mais velhos, que vinham pela esquerda. Parecem movidos por algo desconhecido. Na verdade, são movidos pelos sonhos que os mais jovens acham que virá fácil. Eles sabem que não é fácil, e lutam, incansavelmente. São guerreiros. E vão conseguir seu intento. Um dia. E aqueles que vão trabalhar, na noite... Tem os rostos já cansados. Sabem o que o trabalho faz ao seu corpo, à sua mente. Mas não tem opção. Trabalham pra sustentar uma família, um filho, ou os pais. Ou alguém mais. Os que vão para o segundo emprego, parecem os universitários. Seguem na luta, como bravos guerreiros. Sabendo que não querem para os seus aquilo que lhes sucede.
Do outro lado da rua, um pandemônio de todos misturados. Alguns adicionando mais sacolas, ao peso que já traziam. Outros se dirigindo ao ponto de ônibus. Outros pensando no que fazer. O outro rapaz que olha insistentemente para a garota que nem lhe dá bola. O velho que acende seu cigarro, todo amassado. O bêbado que tropeça, procurando o caminho pra casa. A senhora que apalpa as frutas, para escolher o melhor pra sua família (ou talvez aquilo que dê pra comprar, apenas).
Ele, imóvel, apenas assiste. Vê quantas vidas diferentes tem à sua frente. E pensa em como a sua própria é diferente da de todos eles.
Ele não sabe se agradece pela vida que tem, ou se amaldiçoa seus dias por não ser uma dessas pessoas.
Ele apenas olha a garota que está do outro lado. Com a camiseta laranja. Não sabe nada sobre ela. Nada.
Apenas a contempla. E esquece de suas dúvidas, e esquece de todos à volta. Olha para os olhos verdes dela. Mas ela não o vê. Não toma conhecimento de sua existência. É apenas o homem do outro lado da rua, que sempre se veste com roupas escuras, e que duas vezes ao dia vai até o pequeno mercado de bairro onde ela trabalha.
Ele é apenas isso. E nada mais.
Ela não se importa com os que passam. Apenas está entre eles, querendo, como todos, voltar pra casa, e descansar. Encontrar o conforto da família. E quem sabe beber com os amigos.
Não importa o rapaz do outro lado, que a olha insistentemente. Não importa.
Importa chegar em casa, tomar um banho quente. Jantar, assistir a novela.
E ele, agora, se move.
Olha mais uma vez para os olhos dela.
Entra em casa, toma seu banho quente, janta, e assiste a novela.
Mais tarde, se olha no espelho. E se vê entre todos eles. Da esquerda, da direita. Do outro lado da rua. E a garota de olhos verdes... Não esta lá.
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Platônico
Eu a vejo todos os dias. Todos os dias, sentada no mesmo lugar. Todos os dias, vendo as pessoas, que às vezes são iguais, às vezes são diferentes. Ela se senta na cadeira, colocada na porta de frente do mini-mercado de bairro, em que trabalha.
Tem um monitor de LCD de 17" à sua frente, usado para fazer cadastros de clientes que queiram o cartão do mini-mercado, que oferece a vultosa quantia de R$ 60,00 de crédito para o cliente que o tiver. Além é claro, da possibilidade de parcelar as compras. Coidipobre master.
Mas isso não importa. Ela, como todos nós, está lá. Lutando pela sobrevivência. Como todos nós.
Ela tem 1,62m de altura. Cabelos pelos ombros, castanho claros, com mechas loiras (pra quem olha, dá um efeito meio ruivo). Olhos esverdeados. A pele bem branca, em alguns dias, avermelhada, devido ao Sol. Uma boca linda, carnuda. Daquela que desperta desejos nos homens. Um sorriso perfeito, dentes alvos. E uma voz doce.
Doce...
Todos os dias, eu a vejo. Todos os dias. Duas vezes. E nessas duas vezes, minha vontade é me ajoelhar em frente a ela, e agradecer à Deus, por ser homem, e por enxergar.
Seu corpo não é igual ao das modelos magricelas, que são apenas cabides para roupas. Mas ela também não seria modelo de capas de bujões de gás. Tem um corpo na medida. Na medida pra mim.
Seios voluptuosos. Adoro. Cintura fina. Quadris largos. Um "violão", como se dizia antigamente.
Mas ela não abusa de sua beleza, ou de seus atributos. Não é o tipo de mulher que se exibe. Apenas está lá. Trabalhando. Suando. Lutando pela sobrevivência.
Seu uniforme, a pequena camiseta pólo laranja, com o logo do mini-mercado, é preenchido pelas suas formas.
Mas ela não abusa de seus atributos. Outras colegas usam o uniforme em números menores, que marcam o corpo. Ela não.
Percebe-se seu corpo. Mas ela não parece se oferecer, como suas colegas.
Ela tem um brilho frio no olhar. Não sei se é tristeza. Se é cansaço. Ou depressão. Talvez nenhum. Talvez todos juntos.
Eu nem sei o nome dela.
Mas vou todos os dias ao mini-mercado. Duas vezes. Pra poder ver seu sorriso, ouvir sua voz.
E pensar em ajoelhar e agradecer à Deus.
E torcer para o dia seguinte se repetir. E tudo acontecer de novo.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
"When All Hope Is Gone..."
"WE HAVE MADE THE PRESENT OBSOLETE
WHAT DO YOU WANT? WHAT DO YOU NEED?
WE’LL FIND A WAY… WHEN ALL HOPE IS GONE
WE’VE SEEN THE FALL OF THE ELITE
BURY YOUR LIFE / TAKE YOUR DISEASE
WE’LL END THE WORLD… WHEN ALL HOPE IS GONE"
Não, este não é mais um texto falando sobre o Slipknot. É uma das minhas bandas preferidas,
mas este texto não é pra falar deles. Quem leu meu último texto, sabe o que tem rolado. E
nessa bagunça toda da minha vida, o Slipknot tem sido uma companhia constante.
E esse refrão, da música que dá título ao álbum, me diz muita coisa.
Não apenas sobre mim. Mas sobre o mundo, em geral.
"WE HAVE MADE THE PRESENT OBSOLETE"
NÓS fizemos o presente obsoleto. Nós, nas nossas buscas, por um mundo melhor, pelo avanço da
ciência, da política, de o que quer que seja... Fizemos do presente algo obsoleto. O presente não nos serve mais. Não é mais útil. Porque tudo o que colocamos pras nossas vidas, é pra depois, pro futuro. Hoje em dia, via de regra, não se pensa em fazer algo HOJE. Sempre se planeja pro futuro. Boa parte das vezes, não é por mal. Mas por outro lado, também não pensamos em viver o dia, CARPE DIEM não é mais pra ninguem. Alguém vai se levantar agora, e dizer "Ei, Fio, eu vivo a minha vida assim, vivo O DIA, e bla bla bla..." Caro amigo. VIVER não se resume à balada. Não se resume a dormir pouco. Não se resume em esquecer sua própria miséria achando que um dia vai haver a "virada de mesa". Vivemos num mundo onde não há tempo pra viver. Não se pode parar. Não dá tempo. E quando dá, neguinho acha que encher a cara e beijar 26 bocas diferentes numa noite é viver.
"WHAT DO YOU WANT? WHAT DO YOU NEED?"
Alguém já fez essa pergunta pra você, sem ser pra querer te vender alguma coisa? Alguem já se preocupou com você, nesse sentido? O engraçadinho vai dizer "Sim, minha mãe!". Mas quem é que te pergunta isso? Apenas alguém que realmente te ama. E isso, é MUITO difícil de encontrar. Alguem que REALMENTE se preocupe.
"WE'LL FIND A WAY, WHEN ALL HOPE IS GONE"
É aquela estórinha, de quando você está no fundo do poço: a parte boa é que só tem um lado pra ir. Pra cima.
"WE’VE SEEN THE FALL OF THE ELITE"
Essa é um sonho... O sonho de que todos aqueles que estão acima, um dia vão estar abaixo de você. Um dia acontece. Algum dia, as pessoas que te pisam vão precisar de você. E aí, você
decide: Vingança, ou ser o bom cristão, e oferecer a outra face.
"BURY YOUR LIFE / TAKE YOUR DISEASE"
Enterre sua vida, tire a sua doença... Sinceramente, aí, fica parecendo que eles tavam querendo preencher com alguma coisa que rimasse... Mas tem até um sentido... Pelo menos pra mim.
É um pouco a coisa de deixar a vida que você tinha. Enterrar ela. E acabar com a sua doença,
seu vício, seu problema, sua dor...
"WE’LL END THE WORLD… WHEN ALL HOPE IS GONE"
Nós acabaremos com o mundo, quando toda a esperança tiver ido embora...
A falta de esperança, o fim dela... Pode transformar seu mundo, fazer dele algo diferente.
Destruir a vida antiga, a vida velha, o "homem velho" em você.
E trazer algo novo. Pouco importa se é bom ou ruim. O que importa é que você se sinta bem.
Esteja bem com você mesmo. E saiba o que quer, e do jeito que quer.
Isso tem guiado meus dias, minha vida. Transformar minha vida.
Alguém disse que é mais fácil ficar vendo o que a vida tem de ruim.
Talvez.
Mas quando você perde toda a esperança, não tem "bom" ou "ruim".
Só tem aquilo que te faz mal. E isso, caro colega, eu rezo para que você não entenda o que é.
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Reconhecendo os limites...
Os últimos dias foram... Como dizer? Estressantes, deprimentes, tristes... Talvez, mas não abarcariam a gama de coisas que aconteceram. Não foram tantas, porém, todas elas mexeram comigo. E muito.
Uma bronca, um emprego que não saiu, e um amor que se desfez.
Pra muitos, seria "apenas uma semana ruim", nada mais. Essas pessoas são os chamados Otimistas.
Para outros, seria "um inferno uma semana inteira em que eu não deveria ter levantado da cama". Estes, são os Pessimistas.
Há ainda um terceiro grupo, que diria "Essas coisas acontecem, mas a vida continua". Estes, normalmente, são chamados de Realistas.
Uma das coisas que mexeu comigo foi notar que eu não me encaixo em nenhum desses três grupos.
Não acho que foi só uma semana ruim, não acho que tenha sido o inferno, não acho que essas coisas acontecem. Tampouco, culpo Deus ou a mim mesmo por tudo.
Eu sei que Deus não quer meu mal. E tenho auto-conhecimento o suficiente pra saber que não me saboto, nem estou "despreparado para o sucesso".
Não sou o tipo de pessoa que está "esperando a vida começar", não sou de esperar. Mas também sei que as coisas não acontecem simplesmente pela minha vontade, ou desejo.
Sei que o Dave odeia textos fragmentados assim. Mas não ligo. Não mais.
Sei que o Frank odeia quando escrevo textos tristes ou depressivos. Mas não ligo. Não mais.
Sei que Nanael vai dizer que "tudo isso é passageiro". Mas não ligo. Não mais.
Sei que Elmo não dirá nada, ou vai fazer algum comentário engraçadinho. Mas não ligo. Não mais.
Sei que Luna vai dizer "Ótimo texto, Fio! [/Lord]". Mas não ligo. Não mais.
Sei que MEG vai falar algo como: ":( Fica assim não, Fio.". Mas não ligo. Não mais.
Sei que a Adriane vai dizer "A vida continua, rapaz.". Mas não ligo. Não mais.
Sei que Melzinha diria "Fio, eu tenho medo de você". Mas não ligo. Não mais.
Eu mesmo diria, ao terminar de ler, "É uma droga de texto. Poderia ter feito melhor.". Mas não ligo. Não mais.
Eu tomei uma bronca da minha família. Por estar na situação que estou. Por não lutar mais (embora não entendam que eu não consiga), por não fazer mais (embora não entendam que eu não tenha mais como). Por não ter mais fé. Por não ter mais esperança. Mas eles não vivem dentro de mim. A esperança ainda existe. De alguma forma, sempre vai existir. Porque eu tenho medo. E quando há medo, há esperança. Fé, eu sempre tive. Sempre terei. Em mim, e em Deus.
Eu estava tentando um emprego. Nem é a minha área. Nem é o que eu gostaria de fazer. Mas ia me possibilitar N coisas (otimista pride). Era uma indicação. Um amigo. Mas não deu certo.
Eu estava amando. Mesmo. Sabe aquela cena de olhar pra pessoa e ter coraçõezinhos flutuando em volta de você? Era assim mesmo. Cada vez que eu falava com ela era um deleite. Cada telefonema, uma felicidade. Cada vez que eu a via, era uma alegria no coração. Mas a verdade é: não houve um beijo. Não houve sexo. Não houve contato. Era quase platônico; só não era porque eu estava tomando atitudes. Não guardava apenas pra mim. Mas ela simplesmente disse: "Somos apenas amigos, nunca daria certo".
Os companheiros do Talicoisa, que me conhecem pessoalmente, ou por assim dizer, mais intimamente, sabem de muitas coisas que acontecem na minha vida. Sabem de coisas que passo, sabem o momento que eu estou passando na minha vida. Sabem o quanto tem sido duro pra mim.
O que eles não sabem, é que o que havia em mim, se quebrou. Se partiu.
Essa simples semana, esse pequeno inferno, essa semana comum...
Deixo bem claro, em negrito e itálico, que EU SEI que não sou a única pessoa a sofrer no mundo. EU SEI que os outros também tem problemas. EU SEI que meus próprios companheiros do Talicoisa tem problemas na vida que alguns nem sonham.
Mas como diria Dave Coelho, "não é muito o meu momento" ficar pensando nos outros. Preciso pensar em mim. Só em mim. E cuidar de mim.
E primeiramente, sobreviver.
À mim mesmo.
Para poder viver.
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008
MEME: Special Album Gold Edition Repetecus Songs For All Times Plus Advanced (com équio)
Seguindo o ensejo de Dave Coelho e entrando nesse MEME, concordo com a afirmação de que tem músicas que marcam vários momentos de nossas vidas. E que a gente poderia criar um CD e lançar como "Soundtrack of my life". O meu não tem lado A e B, porque eu sou mais avançado que o Dave, portanto, já sou da era digital. A e B é coisa de gente antiga, que curtia vinil. Chiado, tô fora!
Complementando, vou ter que deixar várias de fora, mas explicarei sucintamente suas devidas importâncias.
Fio's Life Soundtrack
1. Iron Maiden "Afraid to Shoot Strangers" - Marca porque foi uma das primeiras que eu ouvi e que me fez me apaixonar por Heavy Metal. E a letra é linda.
2. Helloween "A Little Time" - É uma música simples, mas profunda. Gostosa de ouvir, ad aeternum.
3. Black Sabbath "After Forever" - É o que dá vontade de gritar na frente de qualquer cético ou ateu.
4. Slipknot "Surfacing" - É pra aqueles momentos que dá vontade de matar alguém. É como o "Foda-se". Desestressa, te bota no eixo, um foda-se bem mandado dá até sono. É essa música. Desestressante master.
5. Slipknot "Snuff" - É do último CD deles, mas é de passar mal. Faz lembrar de relacionamentos que acabaram, de uma forma mal resolvida. Dói no coração.
6. Sigur Rós "Ný Batteri" - É um som esquisito. É triste. É deprê. Mas é gostoso de ouvir.
7. Legião Urbana "Eu era um Lobisomem Juvenil" - A letra é poesia pura. A música, uma orgia sonora. Deleite puro.
8. Raul Seixas "Tente outra vez" - Pra aqueles momentos em que você sente vontade de desistir de tudo.
9. Radiohead "Fake Plastic Trees" - É sobre a artificialidade do mundo. Faz por os pés no chão.
10. Queensrÿche "Suite Sister Mary" - Vem de um disco que é uma opera rock, masterpiece total.
11. King Diamond "Lucy Forever" - É uma das músicas mais tristes, de um dos álbuns mais incríveis. Só ouvindo o álbum inteiro pra entender. O álbum em questão é "The Graveyard".
12. Chico Buarque "Construção" - Não, não gosto do Chico porque ele "entende a alma feminina". Gosto dele porque ele é um dos melhores letristas da história do mundo.
13. Chico Buarque "Eu te amo" - Talvez a música que mais fale de amor sem falar de amor.
14. Chico Buarque "Cotidiano" - Quem é ou foi casado, sabe que essa música traduz o casamento: é monótono, mas é maravilhoso.
15. Savatage "The Chance" - Obra prima. Remete à minha adolescência (a fase boa dela) e à coisas boas, em geral.
Acho que é isso. Muitas músicas eu vou me arrepender de não ter posto aqui. Mas se eu fosse por todas, também, seria um texto interminável.
É isso, acho.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Isto não é um post.
Tá vendo aquele cara, sentado ali, no banco da praça?
Ele tinha uma vida. Era feliz. Tinha emprego. Tinha uma esposa, que amava mais que a vida. Tinha esperanças. Tinha sonhos. Tinha um futuro.
Não, ele não começou a beber. Não, ele não começou a usar drogas. Não, ele não traiu a esposa.
Não, ele não é um mendigo. Nem tampouco pede esmolas.
Ele apenas observa sua vida. Tenta entender onde errou.
Porque ela foi embora?
Porque não o quiseram mais na empresa?
Porque ficou velho?
Porque perdeu a esperança?
Ele não encontra respostas. Nunca.
Vários passam à sua frente. Dizem milhares de palavras, que não tem conexão. Palavras que não chegam ao seu coração.
Porque pra ele, nenhuma delas tem a verdade.
Ele não se levanta do banco, porque não tem mais forças. Alguns passam por ali e dizem "Ele é um caso perdido" ou gritam "Seja homem e levante-se daí!".... Mas nenhum deles entende que esse homem não tem mais forças.
Ele pensa "As pessoas gostam de falar umas das outras. Mas nunca entendem o que se passa com os outros".
Ele olha pros céus. Não vê nada.
Olha pros lados, não vê nada.
Pelo canto do olho ele nota...
A esperança indo embora.
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Conto de uma tarde de inverno
Ele olha para a tela brilhante, sem muito interesse. Suas mãos parecem esperar pelo que vai acontecer.
Ele pensa em mil coisas, no que poderia fazer, no que poderia ser, no que poderia ser sua vida.
Traga mais uma vez o cigarro, de filtro amarelado. Displicentemente, bate as cinzas, e põe o cigarro no aparo.
Olha novamente pra tela brilhante.
Ele não sabe exatamente o que escrever. Não sabe sobre o que falar. Não sabe o que dizer.
Ele tem muito a dizer. Mas porque não consegue?
Nova tragada no cigarro, e ele o apaga no cinzeiro de plástico preto. Olha as pontas já apagadas, pensando que deveria fumar menos. Afinal, isso não lhe traz nada de bom. Fumar é um vício péssimo, ele sabe disso, e pretende abandoná-lo. Mas por outro lado, o que fazer, sem poder fumar? Atualmente, é o único prazer que ele tem.
Sem muito interesse, ele começa a digitar algumas linhas... E desiste. "Não é sobre isso que eu quero escrever..." Sobre o que, então?
Talvez sobre a História da Civilização Egípcia. Ou sobre as verdades existentes no Torá Judaico, bem como as semelhanças entre as religiões egípcia e judaica. Não, demandaria uma pesquisa grande. Ele sabe falar, mas precisa de fontes, para reforçar o que diz.
Poderia escrever sobre algum filme, sobre alguma música, sobre algum livro. Mas os filmes que viu já não são novidade, as músicas que ouve são de um estilo que poucos gostam, e os livros que leu não interessam à grande maioria.
Sobre o que falar então?
Talvez sobre um homem, sentado em frente ao seu computador, pensando no que escrever no seu blog, sem saber o que exatamente escrever. "Taí, seria uma boa..."
Não, meu caro. As pessoas não vão gostar disso. Vai ficar parecendo uma tentativa de ser profundo, de parecer alguem que realmente sabe o que está fazendo. Você sabe como são as pessoas, elas vão te dizer que o texto é bom, mas no fundo, vão estar pensando que você é um esnobe. É possível que alguém apareça dizendo que algum outro autor já fez isso, e que o seu trabalho é plágio.
"Hmmm.... Então, o que sugere, caro narrador?"
Ah, sei lá. Porque não escreve um texto pequeno, falando sobre as coisas que você tem sofrido, como tem sido difícil a vida, etc?
"Ah, eu já fiz muito isso. Até acabam saindo textos bons, mas já reclamaram que eu não devo ser tão depressivo..."
Hmmm.... Bem, isso realmente não faz muito bem. Deixe-me pensar...
Porque não escreve algum texto de ficção? Você estava escrevendo um livro, e estava ficando muito bom!
"Ah... O livro emperrou. Eu precisaria de mais tempo pra poder ficar na frente do computador, mas dividir o pc com mais três em casa, é complicado achar tempo... Mas eu tenho a estória completa na cabeça, só preciso ter tempo pra escrever... E preciso estudar algumas coisas também, pra não ficar perdido..."
Hmmm... É, realmente, isso complica bastante. Espere até ter o seu próprio computador, então.
"Sim, é isso que pretendo."
Tá bom. Porque não escreve sobre o dia de hoje?
"É um dia frio, chuvoso, eu estou com dor de dente, não durmo bem fazem 3 dias. Sinceramente, não é um dia alegre, pra mim."
É, e você também não deve escrever textos depressivos. A coisa tá feia...
"Ah, quer saber? Vou deixar pra lá, e assistir um DVD... Topa?"
Beleza, topo sim. Mas primeiro clica ali em "Salvar agora", e depois em "Publicar postagem".
"Beleza... Qual você quer ver?"
Ah... Pode ser qualquer um. Vou fazer a pipoca.
"Ok".
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008
"Metal: A Headbanger's Journey"

Sam Dunn, esse é o cara.
Não importa quanto tempo passe, mas o Heavy Metal (e todas as suas vertentes) sempre foi, é, e sempre será um estilo de música (e de vida) considerado "marginal".
Nunca liguei pra isso. Gosto da música, gosto do que ela me faz sentir, gosto da sensação de pertencer à essa tribo. Gosto do modo de vestir. Gosto de ser assim.
Sam Dunn, esse cara aí da foto, também. Assim como eu, ele conheceu o Metal aos 12 anos, e nunca mais deixou de gostar. Ele tem a mesma idade que eu. Digamos que "entramos juntos" pra esse mundo.
Mas, diferente de mim, que sou apenas um blogueiro (ou seja, sem muita chance de futuro), Sam Dunn (que é canadense) fez faculdade de Antropologia. Chegou a ir pra Guatemala estudar uma tribo de lá, pra escrever sua Tese de Conclusão da Faculdade.
Mas depois disso, pra fazer seu Mestrado, Sam Dunn teve uma idéia. Na verdade, baseada em seu mundo. Algo que jamais foi devidamente estudado: O Mundo do Metal.
Ele viajou pelos Estados Unidos e Europa, para identificar o que era realmente o Metal. E explicar, de uma forma acadêmica, o que existe por trás dos cabelos compridos, roupas pretas e música barulhenta.
O resultado se transformou num documentário, chamado "Metal: A Headbanger's Journey", o qual eu tive o imenso prazer de assistir.
O filme é fantástico, não apenas pra quem gosta do estilo, mas pra quem não conhece e não entende muitas particularidades desse mundo. Eu, como "metaleiro", adorei. Desde que consegui esse filme (créditos à Lisa, do FGQDN), assisto-o praticamente uma vez por dia.
É quase como se a minha realidade fosse exposta. O meu modo de ver o mundo. A minha tribo.
O sucesso do filme foi tamanho, que já existe uma sequencia, chamada "Global Metal", que pergunta "o que acontece quando o Metal atinge o mundo inteiro". Fiquei na vontade, vai ser dificil conseguir esse filme. Mas no trailer, pra uma pequena noção, mostra desde "metalheads" japoneses até bandas de heavy metal iranianas, que tocam com os trajes típicos da região, pretos.
Sam Dunn é o cara porque, entre outras coisas, mostra que as pessoas pensam muita bobagem, que podem ser extremamente idiotas, e também por desmistificar muita coisa. Falar mais seria spoiler.
Virei fã. E espero que ele não pare por aí.

Mais informações aqui.
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sexta-feira, 25 de julho de 2008
Sorria!
Era uma coisa que eu fazia pouco. Pensava "Pra quê?" Que motivos eu tinha pra isso?
Não tinha. Ainda não tenho.
Pra falar a verdade, os últimos meses tem sido complicados, cheios de decepções, problemas, chateações, falta de dinheiro, de mulher, e talicoisa.
Mas essa semana, alguma coisa quebrou, dentro de mim.
Essa coisa foi essa "carranquisse", esse mau humor crônico. Essa falta de esperança.
Aconteceu alguma coisa? Não, nada. Tudo continua a mesma coisa. Os problemas, as decepções, a falta de possibilidades e de chances.
Mas... E daí?
Um sorriso não vai resolver meus problemas. Não vai me arrumar um emprego. Não vai pagar minhas contas, não vai me dar tudo o que preciso.
Um sorriso não vai me trazer nada. Nada de ruim.
E com um sorriso, eu posso ficar mais em paz. Comigo, e com as pessoas. Eu sorrio pra elas. E elas sorriem pra mim. E fazem eu me sentir um pouco melhor, um pouco mais agradável, um pouco mais feliz. Me fazem ter esperança.
Esperança, que eu já andava perdendo.
Sempre tive a consciência tranquila, porque sempre fiz tudo o que estava ao meu alcance. SEMPRE.
Mas as coisas não aconteciam, como ainda não acontecem. A vida não flui, como já não fluia.
Mas com um sorriso, eu estou melhor. Estou mais leve.
Mais feliz.
Pensando agora, que a Esperança não morreu. Continua viva, um pouco moribunda, quase sem possibilidades. Mas vive, respira, e não desiste.
Claro, há pessoas envolvidas nisso. Pessoas que eu não vejo faz muito tempo, mas sempre estiveram no meu pensamento. Pessoas que eu sempre gostei, e que sempre gostaram de mim.
Sempre estiveram do meu lado. E são pessoas que eu amo.
E sempre vão ser...
São os irmãos aqui do Talicoisa. Luna, Elmo, Meg, Dave, e a Vivi, que voltou à falar com a gente.
E duas pessoas, amigas desde a minha infância. E que eu amo demais.
Obrigado por existirem no meu mundo, e trazerem um sorriso de volta à este rosto. Obrigado, Milena e Joyce.
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domingo, 20 de julho de 2008
3/7 de Talicoisa, mais uma porção de FGQDN
Ontem foi um dia pra comemorar, celebrar, e tudo que há de bom.
Que a Luna, a Sacerdotisa da Verdade Suprema e Musa do Corcel Azul Calcinha estava em SP, todos já sabem.
Mas ontem, dia 19/07/2008, ela, Fabio (vulgo Elmo) e este que vos fala foram ao encontro do pessoal do Fórum das Garotas que Dizem Ni, um local mágico, que, pra quem não sabe, foi praticamente o útero do Talicoisa.
No início, Frank falou com Luna, que falou com Meg, que falou com Fiodoxó, que falou com Dave, que falou com Mel, que falou com Vivi. Nascia o Talicoisa. E tudo isso, dentro do Fórum do Garotas.
Todos somos até hoje, leitores do blog, que recomendamos até o fim dos tempos, e participantes do Fórum.
No dia de ontem, encontramos com algumas pessoas que fazem parte do Fórum, pra um passeio. E foi "bão demais da conta!".

Esq. p/ dir. : Grace Simpson, Renata, Dark, Lisiane e A Sacerdotisa
Depois disso, fomos ao Shopping D, onde encontramos o nosso querido Fábio, e o Dener, do FGQDN.

Lisiane, Dark, Sacerdotisa, Renata, Fabio (de joelhos) e Dener
Foi uma celebração à alegria, à vida. Ou simplesmente um bando de nerds malucos achando graça em tudo. :P
Mas ainda assim, foi ótimo. Um momento pra marcar na agenda, escrever no diário e lembrar pra sempre.
Obrigado à todos que estavam conosco. E foi um prazer, e sempre será.
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domingo, 13 de julho de 2008
Contemplem, infiéis... A Sacerdotisa está entre nós!
Depois de quase um ano de blog, finalmente estamos tendo um encontro do pessoal
Quer dizer...
A Luna veio pra SP, pra ver os colegas de Talicoisa. A MEG deveria ter vindo tambem, mas como ela está cheia de Odu negativo, quebrou a perna na sexta feira. Estimamos as melhoras e esperamos que logo seja possível sua vinda também, bem como de todos os outros.
Mas a Sacerdotisa aportou em SP, um pouco cansada. Afinal, ser sacerdotisa da verdade suprema não é pra qualquer pessoa. Tem que ter os "culhões". E pode acreditar, ela tem.
Ela tem graça, charme, luz própria. É loosho e opulência. E abundância.
Ela sabe se vestir bem, sabe ser feminina. E o melhor de tudo: é detentora da verdade suprema.
Bem vinda, Deb. E que essa semana seja cheia de alegrias e felicidade pra você.
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