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segunda-feira, 19 de março de 2012

Ah, que saudades da Luna!

Parabéns... De presente, meu olhar de desprezo.
Nunca esteve este blog tão vazio
Quanta falta que você nos faz
O sarcasmo da suacabãncia
Abandonaste este (cof! cof!) jovem rapaz
Falta aqui um toque de mulher
Ah, meu D'us que saudades da Luna
Aquela é que era blogueira de verdade

Às vezes gostava de ver homem pelado
Achava bonito ele não ter como esconder
E quando me lia contrariado
Mostrava que era amiga a valer

Luna não se rende à vaidade
Mas só usa esmaltes de qualidade
Luna não fala nada por maldade
Se acaba escrevendo trivialidades

Às vezes tinha mau-humor desgramado
Achava defeito em actrizes à valer
E quando de comentários lotado
Soltava um riso gostoso de ler

Luna dourava até a banalidade
Com artigos gostosos de ler de verdade
Luna paola-brachava à vontade
Aestrela do blog, Meu D'us, que saudade!

   
Hoje não é feriado nacional, mas em qualquer país decente o seria. É aniversário da Sacerdotiza da Verdade Absoluta no Corcel Azul-calcinha, Aniversário da menininha que ocupava pouco espaço, mas enchia um blog como ninguém. Matem saudades dela aqui, com seus textos siacabantes.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Aos Taleitores

Tim-tim. Feliz 2012!

Agradecemos pela compreensão de nossos leitores, que se mostram fiéis mesmo com o passar dos anos, das dificuldades e das atribulações que enfrentamos.

Agradecemos pela freqüência com trema. Nosso painel mostra bem a estatística de leitura. Embora nem todos comentem, o painel do blog mostra os acessos, já nos aproximamos de cem mil visitas.

Agradecemos aos taleitores pela boa aceitação das mudanças de estilo de nossos artigos, afinal não faz sentido escrever exactamente as mesmas cousas em dois ou três blogs.

Agradecemos por compartilharem nossos gostos pela fina arte da boa tosqueira, porque tosqueiras de mau gosto, há muito blog idiota que se gaba de mostrar sem pudores.

Agradecemos porque vimos aqui escrever de boa vontade, sem ganhar um centavo, só perpetuando a nobre philosophia com "PH"da siacabância.

Agradecemos porque somos crianças bem educadas, e levaremos uma vara de marmelo no lombo se fizermos malcriações.

Agradecemos pela teimosia em, tendo caído aqui por acidente, insistirem em ler nossas tosqueiras, geralmente acrescentando um leitor ao nosso blog.

Agradecemos aos taleitores e deixamos aberta a caixa de comentários, não só para que comentem, mas também para sugestões, críticas, pedidos e afins.

Agradecemos também a Henry Ford, sem o qual o Corcel Coupé Azul-Calcinha ano 1976, jamais poderia existir.

Agradecemos à Flávia, à Clarissa e à Viviana, que nos deram a chance de começar esta encrenca, reunindo-nos em um só pardieiro, digo, fórum.

Agradecemos e deixamos nossa mensagem no melhor estilo do Talicoisa, por intermédio do inigualável grupo ABBA, que melhor traduz o que nós somos. O mundo não vai acabar e nós continuaremos aqui, neste mesmo bat-blog, procurando assunto para falar com vocês.


sábado, 24 de dezembro de 2011

Apesar


Apesar de tanta gente descrente agredir quem crê;

Apesar de tanta gente só enxergar o natal como troca de presentes;

Apesar de tanta gente só enxergar o natal como reforço de caixa;

Apesar de tanta gente amarga usar a internet para tentar nos obrigar a não tocar no assunto;

Apesar de tanta gente nos assediar para nos convencer (na marra) que que é tudo besteira, e nos ameaçar com represálias materialistas por não aderirmos;

Apesar de nossos talicoisers estarem enfrentando revezes duros nestes últimos anos, e por isso quase não nos agraciado com suas ilustres presenças;

Apesar de tantas adversidades a tolherem nossas criatividades... e também nossos desvairos semanais ao teclado;

Apesar de os trolls azedos e sem motivos próprios para viver terem urubuzado o Talicoisa...

Nossos seguidores mais do que dobraram em menos de um ano;

Ainda encontramos alguma bobagem legal para escrever, mesmo que seja na base do uni-du-ni-te;

Este blog não tem prazo de validade e permanecerá no ar até o último talicoiser deixar seu corpo... se não houver herdeiros;

Temos este singelo textinho de natal, ainda que saibamos que o nascimento de Cristo foi em Abril, mas quem disse que ele se importa?

Continuamos a nos importar assim mesmo, falaremos de pessoas como pessoas, não como "celebridades" ou o que valha;

Continuamos trabalhando de graça neste blog, mas com toda a boa vontade do mundo;

Com toda a distância que nos separa, nem dá para pensar em um amigo secreto, então fica só no Feliz Natal mesmo;

Feliz Natal e próspero Ano Novo, dos talicoisers para seus leitores, não-leitores e gente que não fala português, mas é trazida até aqui pelas maluquices do Google.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Reencontro

Pensei em um conto de natal diferente do que se faz normalmente. Contarei por minhas palavras o que li em um relato espírita, cedido pelo meu alfaiate, que narra o reencontro de mãe e filho, que estavam separados por décadas.



Ela já estava velha e cansada, com sua beleza consumida pela idade, pelos lutos e pela vida dura que precisou levar. Não era a mulher submissa que a época exigia, mas ainda assim impunha respeito e admiração da comunidade. Ser viúva e sem posses lhe cobrava um preço alto, pois mesmo na comunidade a misoginia reinante alimentava o despeito dos homens.


Entretanto uma cousa as vicissitudes não lhe tomaram: o coração angélico. Como desde sempre, continuava a receber em sua cabana qualquer um que viesse lhe pedir amparo, fosse por fome, fosse por aflição, fosse hebreu, samaritano, mesmo um soldado romano, fosse quem fosse e pelo que fosse. Seus esforços nunca ficavam aquém de suas possibilidades, todas as suas possibilidades. Seu limite para o trabalho era o limite de suas forças.


Mas estas possibilidades se tornavam cada vez mais escassas, era só uma lavadeira idosa e já acometida pelos males típicos da idade.


Certa feita, já se preparando para dormir, ouviu baterem à sua porta. Com o peso do dia duro a limitar sua agilidade, foi ver o que poderia fazer para o visitante tardio, já se preparando para dar suas palavras de consolo e talvez um pedaço de pão. Deparou-se com um velho encapuzado e convidou-o a entrar. E que surpresa, ele é que começou a falar da vida celeste, das recompensas que a aguardavam, de tudo mais o que sua vida absolutamente santa lhe reservava. Seus olhos marejavam e a voz embargava, era a primeira vez que lhe consolavam em vez de pedir consolo.


No decorrer da conversa, certos padrões se deixaram reconhecer. A voz firme e cristalina do visitante destoava de sua aparência decadente, assim como seus gestos suaves e o repertório de seu vocabulário, muito além do de qualquer homem de conhecera, exceto por... E uma boa mãe não reconheceria seu filho? Ele notara que sim. Então deixou o capuz cair e se revelou para sua sofrida mãe, que se ajoelhou chorosa aos seus pés, e ele se ajoelhou para abraçá-la. Embora fosse figura se sua veneração, ele deixou claro que eram iguais, estavam precisamente no mesmo nível. Em breve, avisou, virei buscá-la. Já está a caminho quem te auxiliará no teu desenlace.


Ele se despediu e ela foi dormir feliz como nunca. Na manhã seguinte chegou o auxílio prometido e, pela primeira vez, a senhora se deixou tomar pela enfermidade da velhice, pois já era hora de se livrar das amarras. Enquanto se fez necessário Simão Pedro ficou ao lado de Maria, fiel como ela sempre fora à sua missão.


Certa noite, Pedro percebeu que o corpo começava a se esvaziar, sua Senhora estava indo embora. Mas lhe foi permitido ver tudo acontecer como estava acontecendo. Daquele corpo decrépito saia, mais intensa do que na juventude, Maria em sua indescritível beleza, seu olhar esplendoroso e pleno de um amor capaz de cegar a nós, pobres pecadores, sua voz doce e suave que nos faria chorar antes que concluísse uma frase. À sua frente se abriu um portal de uma luz que queimaria Simão Pedro, não fosse que já conseguira ser. Deste portal, para o abraço da união eterna, desceu Jesus à Sua Mãe. À Sua frente uma comitiva de seres celestes guarnecia Sua nova ascensão, desde os anjos mais novatos aos mais elevados serafins, todos estavam de joelhos, sinalizando que estavam ao seu irrestrito serviço, de então em diante.


Jesus ainda consolou Simão Pedro, avisando que iria buscá-lo em breve, então Mãe e Filho retornaram pela estrada de luz para retomar o governo da terra, que se hoje seus habitantes precisam de toda a assistência que receberem, na época de sua infância muito mais.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Se lembra quando a gente...


... teve a ideia de criar um blog, e todo mundo embarcou na onda, mesmo com medo de não corresponder às expectativas?


...ficava ansiosa quando chegava o seu dia de postar?


...corria para ler quando os companheiros de blog postavam textos novos?


...estava sempre tendo ideias para textos, pedindo ideias para textos, dando pitacos nos textos e comentando os textos?


...fazia mil e uma mirabolância no layout, até conseguir chegar a um definitivo? Teve até aquele azul com uma mancha amarela, que não agradou a ninguém.


...brigava por tudo e por nada?


...fazia altos barracos no "Fórum do Garotas que dizem ni"? Comparando com o Big Brother atual, a gente achava que era "os de coração bão", mesmo que os outros nos vissem como os vilões da casa.


...procurava divulgar o Talicoisa em todos os lugares possíveis?


...tinha leitores assíduos, que até comentavam?


...convidava todas as pessoas "de coração bão" que a gente encontrava no Fórum para entrar para a nossa gangue?


...foi convidado para participar de um programa no Multishow? A nossa participação acabou não acontecendo, fazendo com que a produtora do programa decretasse que nós não temos "coração bão". Eu fui a única que pagou esse mico, falando sobre um tema que não me interessa em absoluto, tirado de um texto que nem era meu. Tudo para divulgar o blog. #FAIL.


...tinha textos inéditos todos os dias?


...fazia janelões no MSN que duravam a madrugada toda?


... fazia janelões no MSN, ponto.


...se entendia bem uns com os outros?


...tinha siacabância?


...tinha orgulho de pertencer ao Talicoisa, mesmo ele sendo um blog em um bilhão?


... abria a página do blog e não achava que estava faltando alguma coisa?


... achava que estava faltando alguma coisa, mas dava um jeito de preencher a lacuna?


... chegou um dia a acreditar/que tudo era pra sempre/ sem saber que o "pra sempre"/ sempre acaba?


Pois acabou.


Chegou a minha hora de dar tchau.


Continuando a canção "nada vai conseguir mudar o que ficou"... É com pesar que me despeço, continuo gostando de todos vocês, mas quando uma coisa deixa de fazer sentido, ela deixa de fazer sentido.


Obrigada por tudo e até mais!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Homens mais de mesa

Brad Pitt

Meg - Sei lá, ele tem aquela beleza que cansa.
Franj - Perguntada sobre como era transar com o Pitt, Julliet Lewis respondeu, not big deal, e fim de conversa.
Luna – Ele consegue me deixar perdida. Ninguém pode ser tão lindo assim, gente? Brad Pitt é uma alucinação coletiva.

Johnny Depp



Meg - Johnny é Muso! Até de Edward eu pegava, vô minti?
Franj - Jhonny Depp dá medo e sempre que olho pra ele, lembro do Edward...
Luna – O único homem que fica bem de qualquer maneira. Joga no Google, gente. Qualquer look que ele esteja usando, arrasa.

Orlando Bloom


Meg - Morri e fui pro paraíso! Que abundância, mermão!
Franj - Parece aquele VJ da MTV que tá pegando o irmão da Sandy
Luna – Legolas forever.

Hugh Grant


Meg - Aquela coisa da puta foi bizarra, mas quem sou eu pra dizer? Nessas horas até eu queria que minha vida fosse uma prostituição mesmo.
Franj - Hugh S2 aquela moça do sexo oral no carro, sei lá, mas gosto dos filmes dele.
Luna – Poxa, eu posso escrever um texto só sobre as qualidades do Hugh. Ele tem senso de humor, sotaque britânico e olhos azuis. Precisa mais? Precisa! Ele rebola bem. Quebra, ordinário!

Hugh Jackman


Meg - Wolwie, pegael!
Franj - É a CARA do meu professor de geografia.
Luna – Cara de serial killer. Pronto, falei.

Gael Garcia Bernal


Meg - Acho digno ter um espécime latino na lista.
Franj - Who?
Luna – Carinha de pobre, gente. Tipo um Santoro genérico. Mas pegável.


David Beckham


Meg - Considerando os colegas dele, ele é Deuso.
Franj - Puitviado pride
Luna – Victoria Beckham tem isso em casa e não sorri. Ah, se fosse comigo! Life is not fair. FATO.

Jude Law



Meg - Não consigo simpatizar com esse moço.
Franj - Who? Gente, tô muito mal de celebridade hoje, sério?
Luna – Ele tem um jeitinho de genro que mamãe pediu.

Ewan McGregor

Meg - Eu MORRO pelo Ewan em Moulin Rouge.
Franj - Who? Acho que esse vestibular tá comendo parte dos meus conhecimentos celebridísticos.
Luna – Odeio Moulin Rouge, ok? Vi outro filme com ele, não me lembro qual. Acho digno.


George Clooney


Meg - Muito gato naquele filme O Pacificador (oi?). E a aura de solteirice dá um tchan a mais.
Franj - Lembram daquela declaração do Brad? Que essa história de solteirão convicto não convencia?
Luna – ISSO SIM é homem. O resto é conversa. Ele é velho, mas quem dera o Brasil tivesse um ator assim. José Mayer se aposentaria e iria morar no Retiro dos Artistas.

Texto copiado-e-colado do finado blog "Mais de uma hora". Que tempo bom, que não volta nunca maaaaaaaaaaais! Onde foi parar a siacabância perdida?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O inferno são os outros

Gente, agora são 20:30. Cheguei em casa às 19:40, mais ou menos. Ao chegar, vi meu vizinho lavando a calçada com lava-jato. Fui levar o lixo para a rua e tive a desagradável surpresa de vê-lo ainda lavando a porcaria da calçada. Fico revoltada com essas coisas, parece que a pessoa não vê tevê, nem lê jornal, não tem consciência de nada. Queria criar uma organização terrorista e acabar com a alegria dessa gente, viu? Lavar calçada não pode!

Vizinhos são assim mesmo, só servem para incomodar. Falando em calçada, quando eu morava em outro bairro, havia uma mulher que também nutria um certo fanatismo pela frente da casa dela. Ai de quem ousasse passar naquela calçadinha de lajotas vermelhas! A mulher se dava ao trabalho de aparecer na janela e xingar! Parecia cachorro, “este território é meu!”. Tem louco para tudo no mundo.

Vizinhos também adoram uma baixaria. Quando se separam, todo mundo precisa ficar sabendo. Foi assim com um casal do meu antigo bairro. A mulher mandou o homem embora, e ele foi. Mas passava na casa dela diariamente, para trocar insultos cabeludos. Ela dentro de casa, ele no portão. Isso que eu nem contei a vingança maravilhosa desse tiozinho. Ele sabia que a mulher dele gostava de tomar chimarrão debaixo de uma árvore que ficava na calçada (de novo!). O que ele fez? Foi lá e cortou a árvore, claro! Esse aí também merece um ataque terrorista.

Vizinhos nunca têm bom gosto musical, já repararam? Já fui acordada por um louco ouvindo Demônios da Garoa num domingo de manhã. Não consegui dormir direito ontem por causa de uma festinha, em que tocaram até Alcione – e cantaram junto, bem alto.

Vizinhos jovens conseguem me causar vergonha alheia. Eles acham o máximo ouvir rock bem alto. Mas não é rock do bom, é NX Zero. Um dia, descobrirão que NX Zero é tão ruim quanto Backstreet Boys. O tempo me dará razão. Até lá, finjo que não estou ouvindo e procuro lembrar do meu tempo. Eu ouvia música bem alta. Mas era Ramones. I rest my case.

Vizinhos fazem churrasco em momentos impróprios, só para irritar a gente. A gente fica em casa, comendo macarrão e sentindo aquele cheiro maravilhoso de carne assada. Isso é tortura! Ataque terrorista nessa gente!

Do meu lado, prefiro ser uma vizinha invisível. Ninguém precisa saber dos meus gostos musicais, nem das minhas brigas, nem o meu nome. Só não posso evitar que sintam o cheiro da minha comida. Talvez meus vizinhos saibam que só sei fazer miojo ou pipoca... E isso é tudo que eles precisam saber.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dez coisas para fazer enquanto se espera um ônibus

Esperar ônibus é um saco, principalmente por que, no Brasil, as pessoas desconhecem o que é horário. Cadê o ônibus das 18h10? Ah, hoje ele passou aqui às 18h06. Perdi. Pode parecer bobagem, mas esses poucos minutos fazem diferença. Eu me preparo para estar na parada às 18h10. Sou pontual, mas o motorista pensa diferente. Vai ver, ele quer chegar mais cedo em casa...

E o que fazer, enquanto espero pelo próximo ônibus? Esperar é um saco, como eu disse antes. Mas desenvolvi algumas técnicas que me ajudam a não morrer de tédio, nem de raiva.

1-Ouvir música: É bom, porque assim nenhum impertinente se atreve a puxar assunto. Odeio conversar com estranhos. Não estou interessada na quantidade de roupas que não secaram porque está chovendo. Não quero comentar o tempo. Não vejo nenhuma novela. Deixem-me a sós com meus pensamentos!

2-Ler um livro: Seria excelente, não fosse por um problema: não consigo me concentrar. Não que eu precise de silêncio absoluto para ler, mas é que eu fico toda hora levantando os olhos do livro, para ver quais ônibus estão passando. Mesmo sabendo que o meu ainda vai demorar...

3-Ouvir as conversas dos outros: Adoro! O problema é que às vezes não aparece nada de interessante. Ouvir papo sobre as roupas que não secaram é ainda pior do que participar da conversa. Não é todo dia que aparece alguém comentando a separação da Jucineide ou sobre o filho da Marilúcia, que está tendo problemas com a polícia.

4-Escolher uma pessoa e tentar adivinhar que ônibus ela vai pegar: Vila Nova? Boa Saúde? Cohaburgo? Rincão? Onde será que essa criatura mora? Quase nunca acerto. O interessante é quando a pessoa acaba entrando no mesmo ônibus que eu, e eu nunca a vi mais gorda.

5-Julgar as pessoas: Essa técnica é legal, porque a cada dia posso escolher uma categoria. Música, por exemplo. Esse aí é pagodeiro, aquela lá só escuta o que está na moda, aquele outro deve gostar de música de bailão... Já imaginei quantos parceiros sexuais uma pessoa já teve, ou quanto ela ganha, ou onde trabalha, ou em quem votou, ou que nome ela deve ter. É divertido.

6-Botar reparo nas roupas: Nem entendo nada de moda e não sou muito chegada no assunto. Mas gosto de observar o que as pessoas estão vestindo. Principalmente as mulheres, porque homem se veste sempre igual. Aí tem a tiazinha que roubou o vestido da filha, a mocinha que tem a coragem de mostrar pernas dominadas pela celulite, aquela que pensa que está na praia, gente de botas num calor infernal, gente com combinações de cores nada a ver... E aquelas mulheres que ficam lindas só com um vestidinho e uma sandalinha. Para estas, dou o troféu Audrey Hepburn.

7- Olhar para os pés dos outros: Adoro sapatos! Muito mais do que roupas. Mas olho para os pés das pessoas só para implicar. Quero saber quem faz o pé e quem é desleixada. Felizmente, a maioria das mulheres é ajeitada. São poucas as que andam por aí com unhas cortadas de qualquer jeito, com cutículas gritando e com calcanhares cascudos ou rachados. Para estas, tenho vontade de dar um vale-pedicure. Ou uma multa. Existem salões de todos os preços, em qualquer biboca. Existem primas, tias, irmãs que sabem fazer pedicure. Não tem desculpa para o desleixo. Reparando em pés, vejo que poucas ousam na cor do esmalte. A maioria oscila entre os clarinhos e os vermelhos (que as tiazinhas adoram!).

8-Observar mães e filhos: Fico impressionada com a quantidade de mulheres que deixam as crianças pequenas soltas na parada. Ou com aquelas que vêem os filhos jogando lixo no chão e não os xingam. Ou com aquelas que entopem as crias de refrigerante, salgadinhos e balas. Ou com aquelas que levam tapas e não fazem nada. É altamente estressante!

9-Ficar lembrando de coisas e rindo sozinha: Pode ser qualquer coisa: o último janelão do MSN, as frases mais legais de Seinfeld, alguma coisa acontecida na oitava série. Se for engraçado, vale a pena recordar. E rir sozinha não é coisa de louco, é coisa de quem tem uma imaginação que funciona bem.

10- Ter idéias para textos: Pensando em tanta bobagem, às vezes surge alguma idéia que pode ser aproveitada. O problema é lembrar de tudo depois...

PS: Texto antigo, mas ainda faço a maioria dessas coisas. Desculpem a falta de criatividade, ultimamente ela anda abaixo de zero.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quer saber por que eu estou assim?

Porque eu abri a janela esta manhã e o dia estava cinza e chuvoso. É chato a gente se deixar influenciar pelas condições climáticas, mas acontece.

Porque não fica calor nunca nessa porra. Estou usando um casaco de lã. Em novembro.

Porque eu tenho um computador novo, mas gostava mais do antigo. Todas as minhas coisas estavam lá. Minhas músicas, meus textos, minhas fotos, meus e-books, meus emoticons.

Porque eu não consigo me livrar da bagunça que me assola. Minhas coisas passam três dias, quando muito, em ordem. No resto do tempo, tudo parece uma zona de conflito.

Porque, se alguém casar comigo, serei eu que deixarei toalhas molhadas em cima da cama e roupas usadas espalhadas pelo chão.

Porque eu reencontrei o tiozinho de cinquenta anos e ele me lançou olhares incessantes. Chega até a ser obscena, uma coisa dessas. Eu nem tenho mais idade para ser Lolita. Ele que vá bancar o Humbert Humbert em outra freguesia.

Porque eu li no jornal sobre os vinte anos da queda do muro de Berlim e me senti incontestavelmente velha.

Porque eu ainda não tive tempo de ir ao correio mandar o presente da Rafa. Daqui a pouco já é natal e eu ainda não mandei.

Porque daqui a pouco é natal. Porque existe natal.

Porque eu não consigo acessar a internet no trabalho. Isso me faz precisar ser mais criativa do que a população em geral, naquelas horas do dia em que não tem nada para fazer. Eu queria fazer nada igual a todo mundo.

Porque eu não sou casada com um aventureiro inglês, que me levaria com ele para países exóticos e distantes, como o Turcomenistão.

Porque eu não sou casada com um inglês comum, que me levaria para passar as férias nas Bahamas, usaria aquelas camisas ridículas de turista e ficaria queimado de sol já no primeiro dia. Tudo sem perder o charme.

Porque eu, provavelmente, nunca irei ao Turcomenistão. Nem casada, nem solteira. Não consigo sequer imaginar um motivo para ir a um lugar desses.

Porque estou sendo muito criativa no meu local de trabalho, escrevendo este texto à mão. Odeio a minha letra. Não consigo escrever em cima da linha, as palavras flutuam. Meu l minúsculo é do tamanho do e. Meu d parece um a.

Porque minha mãe disse que vai passar na tevê "aquele filme de vampiro, com aquele cara que vocês acham bonito". Minha mãe me tirando para adolescente que gosta de Crepúsculo!!! Me respeeeeeeite!!!

Porque daqui a pouco a expressão "respeite meus cabelos brancos" não vai ser só figura de linguagem.

Porque não consigo achar graça no Robert Pattinson. Ele tem cara de boneco de biscuit. Taí um inglês que eu não levaria para o Turcomenistão. Ou levaria e deixaria lá. Seria até um alívio para ele, acho. As turcomenistanas nem devem saber o que é Crepúsculo. Abençoadas sejam!

Porque eu passo o dia caindo de sono. Quando caio na cama, ele some. Evapora.

Porque eu não posso ler para chamar o sono. Acabo sempre envolvida com a história e quando percebo já são três da manhã. Tentarei "O Ateneu". NOT.

Porque eu tenho ideias geniais para novos textos, mas nunca consigo colocá-las em prática.

Porque eu nunca mais escrevi no meu blog, minha máquina fotográfica está sempre sem pilhas e eu odeio carregar guarda-chuvas.

Porque eu quebrei a porra da unha. Tudo culpa desse bando de puta invejosa, caralho! Quero que todas elas se fodam e vão pra puta que pariu! Tão pensando o quê? Se soubessem invejar direito, eu teria era quebrado a merda da perna, meu bem! [Ficou boa a minha imitação da Vani?]

Agora passou.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ela merece mais de cinco real!


Hoje nossa querida Meg faz aniversário. Como a segunda-feira passada teve cara de domingo, esqueci de escrever um texto. Por isso, aproveitarei o dia de hoje para relembrar os melhores momentos da nossa amizade super glamourosa, fazendo uma lista de coisas que temos em comum.

#Cumpádi Uóxinton, axé music e outras tosqueiras que só a Bahia nos dá: Como foi que isso começou, hein? Lembro que no começo do blog, Meg escreveu um texto falando mal do Tchan (herege). Em seguida, nós começamos a baixar e compartilhar via MSN grandes sucessos do axé. Luís Caldas, Netinho, Banda Reflexus, tudo isso faz parte da nossa trilha sonora. Eu, hein!

#Fleetwood Mac: Eu nem sabia que existia outra pessoa além de mim que gostava dessa banda. Tão incomum conhecer alguém pela internet e essa pessoa ter os mesmos gostos...Fleetwood Mac é banda que só gente velha escuta. Bem, pelo menos, nosso gosto musical não se limita a “Ilha, ilha do amor, Madagascá!”.

#Voldemort: Harry Potter é coadjuvante. Dica pra ele. O que importa mesmo, nesse mundo da bruxaria fictícia, é Aquele-que-não-tem-nariz.

#Césio 137: Coisa horrível a gente fazer piada com isso. Mas somos seguidoras de Lord Voldemort, mulheres venenosas que não poupam ninguém. Encesiamento é com a gente mesmo. Infelizmente, não posso revelar aqui como essa história de césio surgiu entre nós.

#Cup Noodles: Substância quase tão radioativa quanto a citada acima, que consumimos (literalmente) aos baldes. Será que mais gente gosta?

#Hobbit size: Sou mais alta!!!!!!!!!!!!!!! Sou mais alta que a Meg! Pelo menos uma vez na história deste país consegui ser maior que alguém.

#Show: Nosso esmalte da amizade. Quando ele foi lançado pela Risqué, foi uma correria louca para encontrá-lo. No MSN era só: “Achou?”, “Não, ainda não!”, “Putiviados!”, “Eu queroooooo!”. Um dia, andando por aqui, encontrei e mandei para a Meg. A atendente dos Correios disse uma frase que virou bordão entre nós: “Pra que mandar esmalte pra lá? Salvador não tem esmalte?”.

#btphyo: Nossa despedida oficial nas conversas eme-esse-ênicas. Nem me lembro direito o que significa: B-beijo, T-tchau, PH- Nanael (oi?), Y- coidipobre (porque pobre sempre coloca Y nos nomes dos filhos) e O-ordinária. Adoro nossos problemas mentais massacrantes.

Esqueci de alguma coisa? Ah, sim! Parabéns, beeska! Quebra tuuuuuuuuuudo hoje, ordinária! Tcha-an! Tchutchutchu pá!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Foi mais ou menos assim

Luna entrou no fórum e reparou no Fio. Ele usava, na época, um avatar do Rob Zombie. Luna gostava de metaleiros. Luna gostou do Fio, portanto. Luna e Fio se deram bem. Brigaram horrores. Riram e choraram. Luna sempre teve problemas mentais. Fio consegue ter mais. Prontofalei.

No mesmo fórum, Luna percebeu a existência de Nanael. Nanael não parecia ser metaleiro, e realmente não era, mas ela achou que ele tinha algo de especial. Luna não se enganou(muito). Nanael não era velho, nem português. Mas era um homem como não se vê mais, Mirtes.

Andando um pouco mais naquele espaço virtual, Luna deparou-se com Frank. Aliás, todo mundo reparou no Frank. Frank virou o preferido de Luna, que até o rebatizou. Não é mais Frank, é Franj. Luna ficava meio labirintítica quando Franj estava presente. Ainda fica.

Franj conhecia a Meg e tratou logo de apresentá-la a Luna. Foi capricho dos deuses. Com Meg, Luna chegou ao ápice de seus problemas mentais. Meg era uma adepta da intrincada filosofia de Cumpádi Uóxinton. Com ela, nasceu a siacabância. E Lord Voldemort ganhou duas fãs bem mais interessantes do que Bellatrix Lestrange. Fãs que não precisam de amaci hair – dica.

Numa noite de inverno, Dave Coelho chegou. A primeira conversa entre Luna e Dave foi sobre o tempo. Estava fazendo frio no Rio Grande do Sul e calor no Maranhão. Nenhuma novidade, portanto. Mas o diabémoleque e novas conversas vieram. Bem mais interessantes, posso garantir.

Quando Luna achava que já conhecia todas as pessoas legais, siacabantes e interessantes do fórum, apareceu uma certa professora e adevogada. Luna sempre admirou essa pessoa de longe, até que um dia, não se sabe como, surgiu a iluminação. Corceluia! Adriane virou a teóloga da Verdade Suprema e, mais tarde, companheira bloguística.

Bem mais tarde, quando o fórum estava começando a acabar, apareceu o atrasildo: Fabio. Ele chegou tarde, mas conquistou o coração de Luna, que não consegue escrever nada menos brega do que isso. Luna e Fabio querem que a Subway faça sanduíches de 25cm. Estão de olho num certo estabelecimento comercial na Alameda Lorena onde passam o pinto. Ambos são magricelas, usam óculos e são puro glamour.

Toda essa gente reunida, um dia, começou a escrever um blog. E o resto já se sabe.



(Acima, a caixinha que ganhei de presente da Meg. Vejam até onde nossos problemas mentais nos levam. Adoro!)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Deixa a luz do corredor acesa!

Você se lembra dos medos da sua infância? Não estou falando do Velho do Saco, nem da cobra que mordia as pessoas na seção de hortifrutigranjeiros do supermercado, nem dos ciganos que roubavam crianças (eles já tinham tantos filhos, pra que iriam querer mais?). Estou falando daqueles medos que a tevê e o cinema colocavam na gente. Quem nunca ficou dias sem dormir por causa de um personagem fictício? Eu passei várias noites em claro, por medo desse pessoal mostrado abaixo.



Cuca, do Sítio do Pica-Pau Amarelo: É o primeiro personagem assustador de que tenho lembrança. Nos anos 80, praticamente todas as crianças assistiam ao Sítio e aposto que muitas delas temiam a Cuca. Essa personagem nada mais era do que um jacaré com cabelos longos, que dava risadas histéricas e planejava maldades, na frente de um caldeirão. Que medo! Eu tinha tanto medo dela que, uma vez, ao olhar pela janela, a vi no quintal de casa. Na verdade, era um coqueiro balançando ao vento. Pelo menos foi o que a minha mãe falou...

Professor Astromar, da novela Roque Santeiro: Ele tinha uma aparência muito esquisita. Pele branca e macilenta, cabelos pretos e sobrancelhas também pretas, que se sobressaíam. Era muito inteligente, fazia discursos em que empregava palavras difícies e... virava lobisomem. O que eu não sabia é que o Professor Astromar nunca se transformou em lobisomem, ao longo da novela. Isso só aconteceu no último capítulo. Bastava tocar a música –tema do personagem e eu me escondia atrás do sofá. Não sei se eu tinha mais medo da música ou dele. Mesmo morrendo de medo, não deixei de assistir ao último capítulo de Roque Santeiro – eu e todos os brasileiros que tinham tevê em casa. Estávamos todos na praia, com os primos, e ninguém quis demonstrar tamanha covardia. Vimos Professor Astromar virar lobisomem e perdemos o sono por muitas e muitas noites.


Zé Ramalho, cantor: Ele cantava “Mistérios da Meia-Noite”, tema do Professor Astromar. Isso bastou para que eu passasse a vida toda com medo do Zé Ramalho. Até hoje, se duvidar. Acho que ele também vira lobisomem, viu? Ouvir os primeiros acordes dessa canção ainda me arrepia os cabelos da nuca.

O Homem-Cobra, filme B: Era um daqueles que passavam incontáveis vezes no SBT, assim como o Walligator. Só o assisti uma vez. Eu e meu primo estávamos passando uns dias na casa do meu avô, quando o filme começou. O vô ainda perguntou se a gente tinha certeza de que queria assistir àquilo. Nós quisemos. Resultado: mais uma noite mal-dormida, para ambos. Nem lembro da história direito, parece que um homem trabalhava num criadouro de cobras, foi mordido e se transformou em uma. Completamente idiota, mas assusta.

Poltergeist, o Fenômeno: Era um filme proibido lá em casa. Minha mãe nunca deixou que a gente assistisse. Mas, toda a vez que anunciavam o filme, mostravam aquela cena da menininha sendo engolida pela televisão. Foi o que bastou para me aterrorizar por uma década. Como se isso não bastasse, o filme tinha fama de amaldiçoado. Parece que duas atrizes do elenco tiveram morte prematura. Eu, hein?


Tubarão, aquele filme que todo mundo já viu: Quer coisa mais idiota do que ter medo do filme Tubarão? Que motivos eu teria para ter medo de uma criatura dessas, se eu nem moro na praia? Não sei, mas eu ficava morrendo de medo por dias, depois que assistia a esse filme. E ainda ficava imaginando o que eu faria se me deparasse com um tubarão no próximo veraneio... Correr, gritar e morrer, seria a resposta.

O que eu não sabia, quando criança, era que deixar a luz do corredor acesa não ajudava em nada. Afinal, a luz criava sombras na parede... E sabe-se lá em que criatura aterrorizante essas sombras poderiam se transformar...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ai, que agonia!

Por mais desprendidas que sejamos em relação à vaidade, não tem jeito. Em um momento ou outro, temos que cuidar da beleza. Se não ficamos realmente belas, pelo menos mostramos ao mundo uma aparência apresentável. Para isso, temos que fazer alguns sacrifícios. Sentimos dor, agonia, vontade de largar tudo pela metade. Só não o fazemos porque a outra alternativa é ainda pior. Ou alguém aí gosta de sair na rua parecendo uma mulher de Neanderthal?

Pensando nisso, enumerei algumas das coisas que mais detesto fazer, em relação à aparência, a fim de ficar "decente".

Lavar os cabelos no salão

Não existe nada mais desconfortável do que ficar sentada naquela cadeira-lavatório, com o pescoço dentro da “bacia”. Nessas horas, a gente percebe que os nossos músculos, nervos ou que quer que seja têm vontade própria. E o quão antinatural é ficar naquela posição. Quanto mais você se incomoda com a sensação, mais a lavagem dos cabelos tende a demorar. Parece que você é uma mendiga que não lava o cabelo há meses, e não uma moça limpinha, de tanto que o cabeleireiro esfrega, enxágua, repete o xampu e reinicia todo o processo. Ao levantar, você se sente como se tivesse ido a 30 shows de heavy metal em uma semana.

Tirar as sobrancelhas com pinça

Não dói quase nada, mas incomoda muito. Não acaba nunca. Você tem que ficar de olhos fechados, se alguém tirar a sobrancelha para você. Ou tem que ficar de olhos abertos, quase com o nariz colado no espelho, se for você mesma que fizer o trabalho e for míope. Fico extremamente agoniada com aquela sensação de microagulhas pinicando a minha pele. E com a demora do processo. Sempre tenho que me controlar para não levantar e sair correndo. Resolvi esse problema depilando as sobrancelhas com cera. Dói menos e é mais rápido. Dizem que a pele da pálpebra é sensível demais para isso. Tô nem aí, baby. O que eu não quero é passar trabalho.

Lixar as unhas dos pés

Que agoniiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiia!!! Pra que perder tempo lixando unhas menores que uma ervilha? Quem é que vai notar que elas foram lixadas? Ninguém. Mas eu me submeto a isso a cada quinze dias (ou quando não chove, ou quando não está frio demais, ou quando não me dá preguiça). A solução? Lembrar de mencionar esse fato à manicure, dizer a ela que se preocupe só com as unhas do dedão. As outras são café-com-leite, cortar com a tesoura já chega. Será mesmo?

Lixar os pés
Parei com essa bobagem! Meus pés nem são cascudos, nem rachados. Pra que ficar lixando? Tenho cócegas e odeio sentir cócegas. Um bom exfoliante, uma vez por semana (ou quando não chove, ou quando não está muito frio, ou quando não me dá preguiça) é mais do que suficiente.

Limpar os “cantinhos”, depois de pintar as unhas

Um dia ainda vou criar uma comunidade no Orkut: “Eu odeio tirar os cantinhos”. Os motivos: dá uma trabalheira danada, não termina nunca, nunca fica perfeito, às vezes o esmalte fica encruado e não quer sair nem com reza, às vezes o esmalte sai de onde não deveria sair. E dá uma agonia, claro. Sempre a agonia. Já tentei pintar as unhas borrando o mínimo possível e funcionou às mil maravilhas – na mão esquerda. Se nós fôssemos seres realmente evoluídos, seríamos ambidestros. Fica a dica. Tenho em mente um método revolucionário para a limpeza dos cantinhos. Se der certo, dividirei com o mundo. E não estou falando de tirar tudo no banho.



Depilar as pernas

Com cera, dói. Com lâmina, eu sempre me corto. Creme não remove pêlos porcaria nenhuma. O que fazer? Eu optei pela cera, porque dá menos trabalho. Não tenho que fazer nada, só ficar deitada e gritando da boca para dentro. Ainda assim, é melhor do que sair do banheiro com as pernas banhadas em sangue (exagerada). Se fôssemos seres realmente evoluídos, os humanos do sexo feminino não teriam pêlos nas pernas. Fica a dica.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Encesiada

Eu não faço questão de entrar no twitter. Quando me lembro dele, e quero dividir insignificâncias com o povo, meu computador trava.

Perdi 11 reais hoje. Não me pergunte como. Esse dinheiro faz falta, pra quem é pobre e sempre se cercou de gente pobre.

Falando em 11 reais, comprei três esmaltes da coleção nova da Risqué, que eu tanto critiquei. Já estou usando um – que me deixou com mãos de morta-viva. Eu até mostraria o resultado para vocês, mas as pilhas da máquina fotográfica estão recarregando.

Eu tinha planos de fazer faxina hoje, mas né? Sou pobre, sempre me cerquei de gente pobre, só que ninguém merece ficar de limpa-limpa e esfrega-esfrega (quem dera!) numa segunda-feira.

Falando de esfrega-esfrega, não tenho namorado. O último pretendente que me apareceu tem 50 anos. Tipo assim: eu não sou tão nova, mas sou meio retardada. Como é que eu poderia namorar um homem dessa idade? O cara deve ter síndrome de José Mayer, só pode. Enfim, tudo isso me lembra que, quando chove homem, no meu colo cai o Keith Richards.



Hoje começa “Viver a Vida”. O nome da novela me lembrou “O fogo é fogo”. Pensei em acompanhar, mas desisti. Não é por nada, não. Mas novela cansa demais. Prefiro ler ou ficar perdendo tempo na Internet. E Taís Araújo não combina com essas helenices do Maneco.

Depois de uma semana de chuva, o sol voltou a aparecer. Dizem que vai chover novamente. O brabo é ouvir as Mirtes comentando que não têm mais roupas limpas em casa, ou que os varais vão bombar.

Além de tudo isso, eu tinha que escrever um texto para hoje. Desculpem, mas não vai rolar. Se você não acreditava no césio, pode começar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Preciso de espaço!

No princípio, foram os livros. Quando eu era adolescente, sonhava em trabalhar e comprar quantos livros eu quisesse. Questões como “será que o salário vai chegar para tudo isso?” nem me passavam pela cabeça. Coisas de quem nunca trabalhou. Eu cresci, comecei a trabalhar e a juntar minha pequena biblioteca. Faltava espaço, mas eu ia guardando meus exemplares aqui e ali. Finalmente, comprei uma estante só para os livros. Que alegria! A estante me serviu muito bem – por algum tempo. Agora, já não cabe mais um manuscrito de duas páginas nela. Onde guardar tantos livros? Os que eu já tenho, os que ainda terei e os que chegarão em cinco dias úteis, vindos diretamente do Submarino?

Lembro também da minha primeira bolsa. Era daquelas de pano, de usar a tiracolo, comprada numa feirinha hippie. Essa bolsa me acompanhou pela adolescência toda, viu todos os meus bons e maus momentos. Eu era fiel a ela e ela a mim. Nossos anos de parceria acabaram quando eu rompi o pacto de fidelidade e comprei outra bolsa. A primeira de uma série. Quando consegui meu primeiro emprego, minha mãe me deu uma bolsa “decente”, preta, de couro legítimo. Segundo ela, eu não poderia andar pela cidade com uma bolsa de pano, já que o Woodstock acabou faz tempo. E assim, comecei a juntar vários e vários exemplares de saquinhos com alça. Tenho algumas caras, outras baratérrimas. Amo as vermelhas. Já me desfiz de algumas. Mesmo assim, o problema persiste. Onde guardar tantas bolsas? As que eu já tenho, as que eu ainda terei e a vermelhinha, que vou comprar amanhã. Custa só quinze reais, gente. Preciso dela.

Já escrevi aqui sobre o meu primeiro esmalte, o preto reluzente da Big Universo. Acontece que nenhuma mulher pode ser feliz sem ter pelo menos um branquinho, um vermelhinho, um azulzinho, um rosinha, um roxinho e... outro vermelhinho. E assim, vamos juntando mais e mais e mais esmaltes. Uma caixinha, que pode ser de plástico ou de madeira, é o suficiente para guardar todos os vidrinhos. Só que a gente vai descobrindo outras cores, outras marcas, e quer experimentar todas. E aquele vermelhinho que está lá, guardadinho, ganha novos companheiros. Um pretinho, um marronzinho, um laranjinha. Quem sabe, um glitterzinho. E a caixinha transborda. Foi o que me aconteceu. Já tenho mais ou menos 160 vidrinhos – e somente dez unhas, porque não uso cores berrantes nos pés. Onde guardar tantos esmaltes? Os que eu tenho, os que eu ainda terei e os das coleções novas da Impala e da Colorama – oi, quero todos! – que chegarão em setembro?

Muito prazer, meu nome é Débora e sofro de compulsão por papéis impressos que contam histórias, saquinhos com alças e vidrinhos coloridos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Tortura através dos anos

Sabe aquela sensação de que algo muito ruim vai acontecer? Você sua frio, tem taquicardia, quer fugir, mas não tem para onde. Sua ansiedade atinge o limite máximo, você deseja morrer – ou ficar muito doente – para não ter que enfrentar aquilo. Ao longo da minha vida me senti assim várias vezes. Sempre que era dia de Educação Física.

Brincadeiras
Até a quarta série, minhas aulas de Educação Física se resumiam a brincadeiras, como a do Ovo Podre. Acho que isso acontecia porque a minha escola não tinha muitos recursos, como uma quadra de vôlei ou um campo de futebol. De vez em quando, a professora tinha a brilhante idéia de fazer competições de corrida. Eu sempre perdia. Todo mundo dizia que eu não corria o suficiente. E eu não conseguia ver sentido nenhum naquilo. O que se ganha correndo?

Danças Gaúchas
Um belo dia, fui convocada a participar do grupo de Danças Gaúchas da escola. Não foi por causa das minhas fantásticas habilidades de dançarina. A professora simplesmente convocou um número X de crianças e eu estava entre elas. Não foi tão ruim, até que eu gostava. A gente se sentia importante quando saía da aula para ensaiar, enquanto os outros ficavam lá, presos na sala de aula. Eu não era a pior dançarina, até onde me lembro. Às vezes eu era xingada porque me distraía muito. Pena que o grupo de dança era igual ao Menudo: depois de uma certa idade, a gente tinha que sair.

Esportes com bola
A partir da quinta série, tudo o que era doce se acabou. Começamos a aprender a praticar esportes de verdade. Não era igual a jogar vôlei na rua. Na escola tinha rede, tinha time e tinha regras. E eu tinha todos os motivos do mundo para ficar ansiosa quando era dia de Educação Física.

O vôlei era o meu pior pesadelo. Eu odiava ter que jogar aquilo. E esse ódio se refletia no meu desempenho. Era sempre a última a ser escolhida para o time. Meus saques muito raramente passavam para o outro lado da rede. Quando a gente tinha que trocar de posições na quadra, eu nunca sabia para onde ir. De vez em quando, aproveitando a distração da professora, minhas colegas me deixavam permanentemente na posição de levantadora, onde eu não precisava fazer nada. Assim, o time não perdia pontos e eu podia praticar minha maior defesa: deixar o corpo na quadra e levar a mente para outro lugar, bem longe dali. Eu era ótima nisso, pena que essa habilidade nunca valeu nota, nem elogios.

Além do vôlei, havia o handebol, que era o meu esporte preferido. Eu jogava muito bem, porque handebol é um esporte muito fácil. Vou ensinar o segredo do meu sucesso: é só seguir a manada. Se todo mundo corre numa direção, você corre junto. Se a bola vier na sua direção, você desvia dela e deixa que alguma fanática por esportes faça o que deve ser feito. Você é figurante, não é atração principal.

Quando o Brasil foi tetra campeão, as meninas da minha aula tiveram uma iluminação: aprender a jogar futebol. Graças a Deus, naquela época, o professor de Educação Física não obrigava ninguém a jogar. Eu ficava assistindo ao jogo com extremo desprezo. Querer jogar futebol só porque o Brasil ganhou a copa é o mesmo que fazer aula de dança do ventre por causa da novela “O Clone”. A adolescente que eu fui odiava modinhas.

Dança, de novo
Depois de todos os traumas físicos e psicológicos, do estresse pós-traumático e dos danos morais e materiais que sofri por causa dos esportes com bola, no Segundo Grau (oi?), cheguei ao paraíso. Na minha nova escola, nós podíamos escolher a modalidade esportiva que quiséssemos. Eu escolhi a dança, porque não precisaria chegar nem perto de uma rede ou de uma quadra.

Não era ruim, mas também não era bom. Meu maior vexame foi ter que fazer um trabalho em grupo sobre rumba. Eu sei lá o que é rumba? A gente se preparou mal e porcamente e depois teve que dançar na frente da turma toda. Teve de tudo: de coreografia mal ensaiada a meninas tropeçando na saia e quase caindo. Ainda assim, era bem melhor do que jogar o maldito-seja-eternamente vôlei.

Você pode até pensar que eu sou muito loser. Pode até ouvir aquela música do Beck em minha homenagem. Mas sou uma sobrevivente. E digo mais: aos 31 anos, meu corpinho está bem melhor do que o de muitas das minhas ex-colegas fanáticas por esportes. E juro que jamais pus os pés numa academia.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sangue de Jesus tem poder!

Uma vez, escrevi aqui sobre o porquê de eu não assistir mais novelas. Hoje, enquanto voltava para casa, lembrei de uma novela de que eu gostava muito e que, para mim, foi a melhor de todas: Vale Tudo, de Gilberto Braga.

Quando ela foi ao ar pela primeira vez, entre os anos de 1988 e 1989, eu tinha entre dez e onze anos. Diz o pessoal mais velho, que se lembra melhor das coisas, que a novela foi marcante por causa das críticas sociais. Tinha um personagem, o Marco Aurélio, que era um empresário corrupto – e acabou fugindo do Brasil, sem ser punido. Igualzinho ao que acontece na vida real.

Mas não estou aqui para falar de mazelas brasileiras. Para mim, o que mais torna Vale Tudo inesquecível são as quatro divas. Regina Duarte, Glória Pires, Renata Sorrah e Beatriz Segall deram um show de interpretação e suas personagens são lembradas até hoje. Uma novela ter quatro atrizes arrasando é um fato raro. Hoje em dia, temos um personagem que rouba a cena e temos que nos dar por satisfeitos.

Regina e Glória interpretavam Raquel e Maria de Fátima, mãe e filha que não poderiam ser mais diferentes. Raquel era uma mulher batalhadora, correta, honesta, que vivia dizendo que “sangue de Jesus tem poder”. Maria de Fátima não valia o ar que respirava, queria ficar rica da maneira mais fácil: dando o golpe do baú. No final das contas, as duas conseguiram subir na vida. Raquel vendeu sanduíches na praia, depois criou uma cadeia de restaurantes. Maria de Fátima deu seu golpe do baú – casou com o filho banana de Odete Roitmann.

Preciso abrir um parêntese e dizer que Regina Duarte interpretando uma mulher de fibra, de quem todo mundo gosta, já é um clássico da teledramaturgia brasileira. Assim como, em qualquer novela, todas as mulheres se apaixonam pelo Tony Ramos, mas acabam indo para a cama (ou para um monte de feno, ou para o banco de trás de um cadillac) com o José Mayer.

A cena abaixo é antológica, já é um clássico talicoisístico. Nela, vemos Maria de Fátima destilando toda a sua maldade. Vejam e aprendam a arte do desprezo!


“Mas é pobre! Você sempre se cercou de gente pobre! Você pode gostar, mas eu não gosto!”

“Pára de me chamar de Maria de Fátima, que eu odeio esse nome! Já me basta a vergonha de estar assinando esse nome de pobre em talão de cheque!”.

“Ninguém suporta pobre!”.

“... agora, você tinha que aparecer na frente dele com essa sua figura triste, para estragar a minha vida!”.

“Um dia eu vou poder te ajudar... porque, apesar de você ser pobre, você é minha mãe!”

“Se você soubesse de alguma coisa, não teria chegado a sua idade só com a rua para andar!”.

Raquel, porém, não deixou barato e acabou criando um bordão fantástico, que pode ser repetido em todas as ocasiões, só mudando algumas palavras: “Pra que táxi, Maria de Fátima?”. Adooooooooooro!!!

Na cena seguinte, é a vez de Raquel se vingar. Como ela é a boazinha da trama, não tem tanta graça.


"Eu odeio vocês, eu tenho nojo de vocês, eu tenho nojo! Noooooooooooojo!"

"Eu tenho a minha consciência limpa, e é com ela que eu vou subir. E um dia você vai cair!"

"Você vai bater na minha porta, e eu vou ter o prazer de bater com a porta da minha casa na sua cara!"

"Moooooooooooooooooooooooooooooooooonstro!!!!!!!!!! Mooooooooooooonstro!!!!"

Maria de Fátima, porém, não deixou barato e também criou um bordão instantâneo: "Sorte a do Ivan!".

Regina Duarte, quem diria, já foi diva. Eu já falei, e espero que Gabriel Leite não me ouça, que quem estragou Regininha foi o Maneco. Antes disso, ela fazia bons papéis, sempre com as suas marcas registradas: a carinha de cachorro que caiu da mudança e o famoso torcicolo.

Falando no torcicolo, tenho para mim que Regina Duarte deve ter sido degolada ou enforcada numa encarnação anterior...

Quanto às outras duas divas de Vale Tudo, isso é assunto para outra postagem.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Harry Potter, o enigma do príncipe e meus comentários irrelevantes

Semana passada, eu e Meg fomos ver, finalmente, Harry Potter e O Enigma do Príncipe. Não pretendo fazer uma crítica de cinema, pois não sou habilitada para isso. Mas quero comentar aqui tudo o que o decoro e o respeito ao próximo me impediram de falar em voz alta na sala de exibição.

Pra quê tanta escuridão, Maria de Fátima? O filme é todo cinza! Sempre que apareciam cenas externas, ou estava nevando, ou estava nublado. Me deu a maior vontade de cantar “Let the sunshine in! Leeeeeeet the sunshine in!”. Coisa deprimente. Ok, o diretor deve ter feito isso para simbolizar que os tempos eram sombrios, com a volta de Voldemort ao poder e tudo o mais. Bizarro: ao sair do metrô, estava chovendo muito lá fora!

Tive vontade de jogar o saquinho de pipoca na tela e sair do cinema chorando quando vi a nova Hogwarts. O que fizeram com a escola? Fiquei muito triste ao ver que aquela não é a escola que nós conhecemos e aprendemos a amar. Fizeram uma reforma nas férias? Claro que sim, afinal, ninguém tinha nada com o que se preocupar, não é? Um vilão sem nariz não é tão perigoso assim... Vamos redecorar tudo, amiga!

Ainda falando da escola, ninguém usa mais uniforme, não? Que decadência. Sempre odiei ver os bruxos vestidos com roupas de trouxa nos filmes. Custa tanto assim fazer “vestes”, como nos livros? E o que eram aquelas camisetinhas da Grifinória? Se bem que eu mataria para ter uma daquelas...

Outros pecados imperdoáveis:

a) Os cabelos de Snape não estavam oleosos o suficiente;

b) Gina Weasley, assim como toda a sua família, deveria ser ruiva. Por que o cabelo dela estava castanho-avermelhado? Faltou verba para a tintura? Se o Tom Felton descolore os cabelos sempre que vai interpretar o Draco Malfoy, por que essa atrizinha sem sal não pode meter uma química na cabeleira? Hein?

c) Narcisa Malfoy estava sem esmalte, sem ao menos uma base, na cena do Voto Perpétuo! Imagine se uma mulher que é puro luxo, glamour e ostentação andaria por aí com as unhas nuas! Jamais! Eu queria ver Cissy usando um vermelho-biscate-sanguinolento.

d) Finalmente, o que é o cabelo da Tonks, minha gente? Coisa horrorosa! Ela era tão bonitinha antes. Sabe o que ficou parecendo? O pessoal do Fresno!

Como assim?

A maioria dos fãs reclama que muitas partes dos livros são cortadas quando se transformam em filmes. Besteira. Isso é inevitável, porque trata-se de um filme, e não de um seriado com várias temporadas. Já me conformei que nem tudo que se passa no livro é transposto para a tela. O que eu não suporto, mesmo, é quando eles acrescentam coisas que não existem. Será que o material literário não é bom o suficiente?

No Enigma do Príncipe, por exemplo, a parte que eu achei mais uó foi que todo mundo sabia que Draco Malfoy tinha virado partidário de Voldemort. Todo mundo, até mesmo pessoas que mal o conheciam. Com isso, a história perdeu boa parte da graça. Harry Potter nem passou boa parte do ano letivo obcecado por Draco Malfoy... Poxa vida, isso seria tão romântico de se ver!

Outra coisa muito boa de se ver seria Narcisa Malfoy deixando a arrogância de lado e implorando a ajuda de Snape. É uma das melhores passagens do livro. No filme, Narcisa estava muito em cima do salto, não derramou uma lagriminha sequer! Ela parecia que estava num evento social, e não preocupadíssima, desesperadíssima, topando qualquer coisa para salvar seu único e precioso filho. E, ainda por cima, sem esmalte. Uó.


E por que diabos Dumbledore não disse a frase “Não estou preocupado, Harry. Estou com você”, quando eles estavam voltando da aventura do medalhão? Perderam a chance de nos proporcionar um momento “awwwnnnnn”.

Juntando tudo e resumindo um bocado, ainda não sei se gostei ou não do filme. Esses fãs de Harry Potter nunca ficam contentes com nada!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Vermelho e o Azul

Quarta-feira passada, numa eletrizante partida, o Internacional perdeu a Copa do Brasil. O Corinthians venceu o campeonato. Mesmo assim, teve festa. E ela foi azul.


No dia seguinte, Grêmio e Cruzeiro se enfrentaram, buscando uma vaga na final da Libertadores. Grêmio perdeu. Mesmo assim, teve festa. E ela foi vermelha.


Durante o resto da semana, pessoas teorizaram. Os torcedores de ambos os times, assim como gente que detesta futebol e gostaria de dormir numa hora decente, tentaram achar explicações para o fato de alguém soltar foguetes, buzinar e gritar. Não pela vitória do seu time, mas pela derrota do adversário.

Falou-se em perda de tempo, falta de vergonha na cara, falta de noção, vagabundagem (soltar fogos depois da meia-noite seria sinal de que o Fulano que fez isso não precisa acordar cedo no dia seguinte). Falou-se também em recalque e falta de espírito esportivo.

Todas as alternativas anteriores podem até estar corretas, mas o povo especulador esqueceu de um fato: a rivalidade futebolística. Internacional e Grêmio foram rivais a vida inteira e nunca deixarão de ser. E rivalidade é isso mesmo: não basta ficar feliz com as conquistas do seu time, nem sofrer com as derrotas dele. É necessário, também, comemorar as agruras do seu adversário e morrer de inveja com as suas conquistas. Desde que a coisa não vire Maragatos X Chimangos, está tudo bem.

No meio de teorias, jogos e derrotas, a história terminou assim: ninguém ganhou nada, mas todo mundo comemorou. A bola continua sendo redonda e os teóricos que levam tudo a ferro e fogo continuam sendo chatos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Será que você poderia...

... não falar sobre o tempo? Não entendo essa gente obcecada em falar disso o tempo inteiro. De vez em quando, eu até comento que está frio, ou que meus pés estão congelados, ou que eu gostaria de ter ficado em casa dormindo, por causa da chuva. Mas tem gente que extrapola. Gente capaz de passar a manhã inteira falando do clima, recitando de cor as previsões do Jornal Nacional, as do jornal impresso e as do vizinho da frente. Vai fazer nove graus? É óbvio que vai, estamos em junho e moramos no Rio Grande do Sul. Qual é a novidade? Estranho seria fazer essa temperatura em novembro. Aí, sim, seria o caso de passar o dia falando nisso.

... não comprar cds do Michael Jackson? Não agora. Outro dia, ouvi falar que os discos dele estão entre os mais vendidos da atualidade. Só por que o cara morreu? Aonde estavam esses “fãs” antes, quando o próprio Michael poderia se sentir amado e usufruir do dinheiro das vendas? Eu sei onde eles estavam: falando sobre as bizarrices do cantor e se lixando para as músicas. Comprando os cds agora, você vai passar atestado de “deslumbrado com a morte de um ídolo pop”, o que é uma grande besteira, pois Michael não foi o primeiro da sua estirpe a morrer, nem será o último. E vai também ajudar a sustentar aquele bando de urubus, que está, neste momento, sedento pela herança de seu parente famoso.

... desembuchar? Não sou capaz de entender o que se passa na cabeça de Gisele Bündchen. Dizem que ela está grávida, mas ela não confirma. Sendo assim, deve ser verdade, pois ela é especialista em negar qualquer coisa que lhe perguntem. Depois, a verdade sempre acaba aparecendo. Foi assim quando surgiram rumores de que Gisele namorava o Leonardo Di Caprio, foi assim na época do casamento às escondidas. Acredito que ela não queira ser mais uma celebridade super-exposta na mídia, o que é louvável. Mas custa tanto assim dar uma resposta sucinta? “Sim, estou grávida”. Pronto. Não precisa entrar em detalhes. Responder as coisas logo, sem rodeios, de uma vez só, evitaria um monte de especulações.

... abrir as benditas janelas do ônibus? Já escrevi sobre isso, mas não custa repetir. Ainda mais agora, com essa gripe nova, que já matou um aqui no Estado e blá-blá-blá. Eu não quero morrer de gripe suína! Imagine, que coisa degradante. Estou pensando seriamente em voltar para casa a pé, depois do trabalho. Não quero respirar o mesmo ar de uma cambada de gente que eu nunca vi na vida. Dia desses, fiz um discurso no ônibus. Não foi bem um discurso, comecei a falar sobre isso, sozinha. Uma coisa meio Mallu Magalhães. Deu certo: o tiozinho do meu lado abriu a janela. Pelo olhar que ele me lançou, tive certeza de que ele achou melhor não contrariar uma pessoa insana.

... participar dessa campanha do Kibe Loco? Sem comentários, minha gente.

"Peça e será atendido", não existe um livro com este nome? Não custa tentar...