quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Benny e seu amor impossível

Fonte: Syracuse.com

Desde nove de Novembro de 1946, por Savage, distrito de Mayland, em Baltimore, em plena euforia pela derrota humilhante do eixo, Ruben Armand Mardones está entre nós. E desde 1978 ele canta entre nós, então morando em Nova Iorque.

A maioria de vocês não o conhece, até porque anda sumido da mídia internacional. Não, ele ainda está e canta entre nós, mas o estouro de seu maior sucesso ficou no início dos anos oitenta. Precisamente em 1980 ele alcançou as paradas de sucesso com "In to the Nigth". Depois de novo em 1989.


Fonte: Bio Benny Mardones
Trata-se da história de um homem jovem que se apaixona por uma adolescente. Ele alimenta a paixão, mas todo mundo diz para deixar a menina em paz, que ela é chave de cadeia e que seu beijo tem sabor de chumbo. É uma canção simples, bem construída, com instrumentação bem acertada, e a voz possante de Benny dando o tom dramático.

Tudo é bem latino, como a origem do cantor e compositor. Aliás, foi compondo que ele começou sua carreira. A figura dele, na época, estava bem de acordo com os cantores latino-americanos, que começavam a fazer sucesso usando figurinos que eram tidos como afeminados, em seus países de origem, como peito de fora, cabeleira longa, et cétera.

Os americanos, por sua vez, viam aquilo como uma invasão de motoqueiros, ou de piratas repletos de sensualidade. Mas como todos os outros, Mardones era um rebelde de família, não fazia necessariamente as besteiras aventureiras que cantava... Pelo menos nem sempre.

Mas também canta sucessos de colegas, como "I Started A Joke", dos Bee Gees, à qual empresta o tom operesco de sua voz dramática.

Foram vários discos de platina a endoçar sua reputação, especialmente quando o precoce revival oitentista começou, ainda em 1989. Vejam bem, foi a década perdida, mas todos já estavam com saudades... Do quê, meu Deus? Bem, o tempo nos mostraria do quê. Benny Mardones estava incluso.

O garotão esbelto enfrentou os vinte anos de turbulências que viriam depois, não só para ele, mas para todos os artistas de carreira sólida. Nem Sinatra escapou de uns abismos em sua carreira. Eu estava lá, foi uma época muito dura.

Em 2000, que deu partida para a verdadeira década perdida, da qual todos querem esquecer, foi diagnosticado com o mal de Parkinson. O tremor nas mãos é claro, mas não afetou em absoluto seu instrumento de trabalho. E ele trabalha muito, fazendo questão de manter o padrão de qualidade de suas apresentações.

Hoje ele mora em Playa Del Rey, na Califórnia, onde divide a vida com a esposa (desde 2011) Jane Mardones, levando tudo em um ritmo mais tênue. O filho Michael, em vez de matar os pais de vergonha, como é moda entre os artistas, preferiu trabalhar (productor de vídeo) e casar, dando uma netinha ao pai.

Apesar de tudo Benny não tem do que reclamar. E se tiver, em vez de tagarelar e encher a paciência alheia, ele compõe e canta uma música bem bonita a respeito.



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