... nós aceitamos. E que nos deixem em paz!
Sempre que vejo algo classificado como brega, penso na Dona Florinda e no Professor Girafales cantando essa canção. Acho que reflete bem o espírito kitsch: popular, sentimental, meio tosco e nem aí para a opinião alheia.
De vez em quando, percebo um lado totalmente exótico da minha personalidade que insiste em se manifestar. Um lado colorido, feito de plástico ou de biscuit, alimentado pela superexposição à TV aberta no período da tarde e pela freqüência a lojas de R$1,99.
De repente me pego com alguns sonhos de consumo meio estranhos. Tipo um daqueles porta-jóias imitando laqueado, ou um kit de maquiagem de 2.500 cores que eu nunca vou usar, ou dadinhos de pelúcia para botar no retrovisor do meu carro inexistente, boneca havaiana rebolante, anjinho de biscuit, margaridas de plástico...
Sério, tenho que respirar fundo, segurar a carteira e repetir mentalmente várias vezes “não, não, nããããooo!” E reprimir toda e qualquer idéia de artesanato que envolva flores de poliéster e pistola de cola.
Até as revistas de decoração mais esnobes concordam que um anãozinho de jardim aqui, ou uma almofada do Elvis ali dão um toque estiloso bacana. Moderninho, até. A coisa pega mesmo quando é tudo tão acessível, a gente tende a se deixar levar. É tudo tão baratinho, colorido, engraçado, que, se eu me conheço, meu quarto viraria uma boléia de caminhão em poucas semanas. E, sem querer soar esnobe, isso não refletiria fielmente minha personalidade.
Deixando o exagero de lado, só posso dizer uma coisa: kitsch é com certeza mais divertido! A gente é mais feliz quando deixa a pretensão de lado. Como ensinam o casal mais breguerê de Chaves.
domingo, 30 de dezembro de 2007
Somos cafonas, sim...
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Anônimo
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sábado, 29 de dezembro de 2007
Regina Vs Márcia
O roteirista roliudiano estava deitado na borda da piscina de sua casa em Beverly hills tomando um coquetel de frutas tropicais em um abacaxi enquanto não dava a hora de sua massagem de relaxamento. Apesar de ser uma cena bastante calma, digna de alguém da classe média de Manoel Carlos, para quem observa de fora, o pobre homem protagonizava uma cena de terror psicológico imenso. Acontece que ele era um roteirista consagrado, responsável por sucessos como Bud I, II, III, IV, V, VI e etc... e vários outros filmes de animais esportistas-encanadores-bombeiros-e-o-escambal e o estúdio estava pressionando-o pra que fizesse um novo filme. Mas nenhuma ideia vinha em mente, será que a fonte inesgotável havia secado, ou eram todos os esportes que já haviam sido praticados por todos os animais? Foi aí que ele teve uma ideia! “E se eu colocasse sucessos do cinema pra competir?”
Foi uma febre, uma vez por mês saia no cinema uma produção desse tipo. Era Fred Vs Jason, Boa Vs Pynthon, Alien Vs Predador... Eram combates que não acabavam mais...
***
O Jovem perturbado se encontra em estado de férias, o tédio ia se instalando em sua mente e nada aparecia pra saciar sua sede de fazer algo... Para completar o drama desse adolescente ele tinha uma preocupação... O que eu vou postar neste sábado lá no blog? Uma ida até a locadora e uma olhada na TV vespertina o tirou desse impasse e agora ele lhes mostra o combate do século, nada poderia ser maior que isso...
(música crescente com partes interrompidas por barulhos fortes), (pessoas correndo e prédios explodindo)... Locutor de trailer fala:
- Você nunca viu nada assim
(corta em um plano escuro) A vida nunca mais será a mesma...
(Moça sussurrando)
- Eu tenho um segredo.
(os recadinhos serão dados)
(Os "pobremas" serão resolvidos)
(A briga está travada)
Regina Volpato diz:
- Por que nós temos que aprender a viver em sociedade. (põe a mão no ombro)
Márcia diz:
-Mexeu com você, mexeu comigo.
(explosão)
Estrelando:
As Mirtes do Bairro
-OOOOOOOOOOOOOOOOOOh!
Luis Gasparetto
-Minina, Você tem de parar de se importar cunsoutro e se importa cocê!
Sônia Abrão
-Aquele Pitbull não podia ter atacado aquela menina!
(Cenas de ação são embaladas com música crescente até o corte final e... Bum!)
Regina Vs Márcia: Em busca da mirtes consagrada.
Qualquer dia desses...
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Anônimo
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Um dia, normal...
Uma vez eu queria poder simplesmente acordar e dizer que o dia está bom.
Uma vez eu queria poder levantar sem sentir dor.
Uma vez eu queria poder fazer as coisas sem pressa.
Uma vez eu queria poder sair tranquilo.
Uma vez eu queria poder pegar ônibus vazios.
Uma vez eu queria poder trabalhar mais perto de casa.
Uma vez eu queria poder estar fazendo algo que gosto, de verdade.
Uma vez eu queria poder dar às pessoas tanto quanto elas precisam.
Uma vez eu queria poder voltar pra casa rápido.
Uma vez eu queria poder comer algo de diferente no jantar.
Uma vez eu queria poder saber que minha vida é mais do que ficar num janelão no MSN.
Uma vez eu queria poder tomar banho sem me preocupar com a água ou a luz que estão sendo gastos.
Uma vez eu queria poder deitar e simplesmente dormir, sem ficar divagando.
Uma vez eu queria poder sonhar, e não sentir culpa.
Uma vez eu queria poder sonhar, e esquecer o mundo.
Uma vez eu queria poder sonhar, e não acordar mais.
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Edu
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Mentes Criminosas
Eu não sou muito fã de programas televisivos. Para uma conversa mirtesca sobre novelas, por exemplo, Melzinha aqui não serve. Sou muito mais a favor de gastar horas lendo livros. São poucas as coisas que me chamam a atenção na televisão. Na maioria das vezes, vejo filmes e séries. E agora chegamos onde eu queria. Eu adoro séries! E o vício do momento é Criminal Minds, que passa às terças-feiras no AXN, às 21h.
Sempre gostei de séries policiais como CSI, Cold Case, Law and Order e talicoisa. Mas Criminal Minds é diferente. É sobre uma equipe de policiais do FBI que trabalham para traçar perfis dos mais variados serial killers para tentar prever seus próximos passos. Eles trabalham na chamada Unidade de Análise Comportamental em Quântico. Enquanto os detetives trabalham com base nas evidências, essa equipe analisa o comportamento do suspeito. Trabalham a partir de vestígios comportamentais deixados pelos criminosos na cena do crime ou, até mesmo, na maneira que o assassinato foi cometido. Para eles, o melhor caminho para se prender um criminoso é saber o que se passa em sua mente. Esses policiais precisam pensar como os assassinos e isso, às vezes, gera alguns conflitos nos personagens. A equipe é composta por 7 pessoas, cada qual com sua característica e especialidade. Vamos a eles então:
A equipe
Jason Gideon
O agente especial é o principal analista comportamental do FBI. Ele consegue saber detalhes sobre sua vida e sua personalidade apenas olhando a disposição de fotos em sua mesa, como você segura uma caneta ou pelo tom da sua voz. Dá medo, às vezes.
Aaron Hotch
Hotch é como se fosse o líder da equipe. É, na maioria das vezes, o responsável pelas decisões mais importantes. Ele é daqueles caras super família que ganha sua confiança facilmente, mas que pode roubar seus segredos quando menos se espera, simplesmente por causa de uma palavra que você disse ou pelo seu jeito de andar.
Spencer Reid
Esse é, sem dúvida, meu personagem preferido da série. É o típico gênio, daqueles que possuem o QI altíssimo, mas são incapazes de se relacionar normalmente. Um incompreendido, digamos assim. Ele é capaz de decifrar os mais confusos enigmas e chegar a conclusões inimagináveis em uma velocidade impressionante. Eu sempre digo que quero ser como ele quando eu crescer. Não, ter um terço da inteligência do cara já era o suficiente pra mim.
Derek Morgan
Primeiramente, um detalhe muito importante. Ele é lindo, charmoso e tudibão. Mas, além disso, seu papel nessa unidade especial é investigar, principalmente, crimes obsessivos, que são sua especialidade.
Emily Prentiss
É, na minha opinião, a agente mais fraca. Psicologicamente, eu digo. Alguns crimes e investigações mexem muito com a moça. Ela é especialista em crimes sexuais e já foi vítima de um no passado.
Jennifer Jareau
Jennifer é aquela que faz o trabalho braçal. Telefonemas, entra em contato com a família das vítimas e talicoisa. Pra mim, é uma mera coadjuvante.
Penelope Garcia
É responsável pela pesquisa. Mas não é uma simples pesquisa. Qualquer coisa, sobre qualquer pessoa, em qualquer lugar, a mulher consegue achar por meio de seus fiéis escudeiros: computadores e bancos de dados, muitos dados. Eu gostaria de ter uma sala daquelas pra mim. Por alguns minutinhos, apenas. Posso? Não... Que pena! Seria divertido.
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Melissa de Castro
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
A Primeira Embriaguez de um Homem
Duas garrafas de vinho e sobras da noite de Natal. Esses podem ser brinquedinhos interessantes se você estiver sozinho em casa em pleno dia 25 de dezembro. Depois de usar técnicas primitivas para remover a rolha de uma garrafa, sem para tanto utilizar um saca-rolha, [lavando a casa inteira e a si mesmo com vinho] o acalento mais gracioso pode ser papos internéticos regados a Rufus Wainwright em altíssimo volume.
Diz-se que antes do estado de embriaguez total, o sujeito ainda passa por alguns instantes de uma tontura deliciosa, mas ainda consegue se passar por sóbrio sem grandes esforços. Esse estágio parece ter sido extirpado do processo embriagativo (!) de nosso protagonista. Sim, ficou bebaça sem se dar conta.
O fato é que de dois em dois dedinhos de vinho branco, nem dá pra precisar a que nível de tontagem a pessoa se encontra. Era algo como “Ainda não tô bêbado... Vai mais dois dedinhos...”. Não que o serumano quisesse mesmo ficar bêbado. É justamente o inverso: por não querer se embebedar, ficava medindo o nível de álcool que ainda poderia ser ingerido.
Quando deu por si estava completamente ‘grog’ e não pôde evitar um surto gargalhístico incontrolável. Ria da voz engraçada que nunca havia saído de sua boca, ria da situação de estar bêbado e da ironia de se estar sozinho mesmo tendo uma multidão de amigos. E ria do ímpeto quase incontrolável de ir buscar só mais miseráveis dois dedinhos da bebida. Ria ainda da iminência dos pais chegarem em casa e se depararem com o filhote parecendo com o Leonardo di Caprio
Ele captou tudo isso como um dado pra vida “eu sei como é estar bêbado”, mas não chegou a entender como alguns humanos utilizavam isso como fuga da realidade e faziam desse momento um rito semanal. Afinal, o estado de embriaguez é passageiro. (E nesse ínterim lhe ocorreu um trocadilho maldito: “Ainda bem que é passageiro. Não poderia ser motorista, visto que quem bebe não dirige” – mas completamente desnecessário!).
Depois de voltar ao estado normal ele lamentou por ter tirado uma conclusão tão babaca de sua primeira embriaguez: A ilusão mora nas garrafas de vinho branco.
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Davi Coelho
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terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Literatura de menininha, ou não...
Apesar de já ter lido vários livros ditos clássicos, não vou falar sobre eles hoje, e sim, sobre minha autora guilty pleasure favorita: Meg Cabot.
Meg alcançou o sucesso com a série O Diário da Princesa (que virou filme da Disney e que poderia ter sido muito melhor, já que mudaram demais a história) e depois lançou mais livros, todos bons e bem diferentes da modinha jovens + baladas + drogas + sexo, e nem por isso caretas.
É fantasia disfarçada de cotidiano: garota que se descobre princesa, amigos que vivem a mesma história do Rei Arthur, ator jovem e de sucesso que se disfarça de aluno para se preparar para um personagem, ex-estrela do pop falida que vai trabalhar de inspetora em uma universidade e desvenda mistérios e por aí vai. Não dá pra resistir.
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Rafaela
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Coisas intrigantes
Por que as pessoas gastam litros e litros e litros de água para lavar a calçada?
Calçada é rua, minha gente. Vai sujar de novo, assim que a pessoa desligar a mangueira... E a água, como se sabe, não vai durar para sempre.
Alguém ainda não tem celular?
Em todas as datas comemorativas, surgem as benditas promoções de aparelhos. O que é a criatividade na hora de presentear, não é mesmo?
Quem acredita que aquelas atrizes, ricas e famosas, limpam a pele com Leite de Colônia?
Ao que tudo indica, nem elas mesmas caem nessa esparrela. Quando vemos uma delas dando suas inestimáveis dicas de beleza, nenhuma, eu disse ne-nhu-ma, cita o antigo e popular cosmético. Só coisa importada, beesha!
Celebridades têm amigos?
Eu mesma respondo: não. Se amigos tivessem, não sairiam por aí sem calcinha, nem balançariam o filho na sacada, nem perderiam dentes, nem casariam com aproveitadores baratos. Os únicos amigos verdadeiros das celebridades são aqueles cachorrinhos minúsculos, que elas carregam por aí. E olhe lá!
Por que a potência do equipamento de som é inversamente proporcional ao gosto musical da criatura?
Todos nós já nos deparamos, em algum lugar, com gente ouvindo música altíssima no carro. Até aí, tudo bem. Ainda não sou velha o suficiente para reclamar dos decibéis alheios. O que me deixa de queixo caído é que, nessas ocasiões, a música é sempre tenebrosa, de tão ruim. O que leva uma pessoa a gastar tanto dinheiro com o som do carro, só para ouvir o último funk bagaceiro?
Por que as pessoas acham estranho alguém rir sozinho?
Não sei se tal fenômeno acontece em outras regiões do Brasil, mas aqui no Rio Grande do Sul, quando alguém assiste um programa engraçado na tevê, costuma dizer: “Bah, eu ri sozinho ontem!”. Nunca entendi essa frase. Onde está escrito que, para rir, é preciso estar acompanhado? Coisa de gente doida!
E a gordura trans, hein?
Diz que existe um tipo de gordura ainda mais nociva que a tal gordura saturada. É a gordura trans, encontrada no salgadinho de pacote, na batatinha frita das lanchonetes fast food, na maioria das margarinas, na pipoca de microondas, nos bolos e tortas industrializados e nas bolachas. Depois que a gordura trans virou vilã, os fabricantes passaram a informar, nas embalagens, que seus produtos não a utilizam. O detalhe é que o sabor das guloseimas continua o mesmo... Será que estão mentido para a gente?
Por que os bebês choram, quando estão com sono?
Quem já cuidou de criança, sabe: as pequenas fazem o maior carnaval, quando estão precisando de uma soneca. Choram, ficam irritadas, não querem mais saber dos brinquedos... Enrolam, enrolam, enrolam, até finalmente dormir. Gente, dormir é a coisa mais fácil do mundo! Não seria bem mais prático se os bebês simplesmente fechassem os olhinhos? Amadores!
Existe explicação científica para o fato de estarmos sempre reclamando do tempo?
Passam os dias, passam os anos, mudam as estações e a conversa é sempre a mesma: se está frio, é ruim, se está calor, é ruim também. Falar sobre o tempo (e reclamar dele) serve para mostrar que você já é adulto. Nenhuma criança consegue manter uma conversa animadíssima sobre as condições climáticas. Elas têm coisas bem mais interessantes para comentar...
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Luna
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