quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Ziriguidum

Querem saber uma coisa que eu percebi desde os primórdios da minha existência? Eu nasci no país errado. É sério, a mais pura verdade. Eu não suporto calor, eu detesto cerveja e tenho ânsias toda vez que chega essa época horrível do Carnaval. O certo era eu ter nascido na Rússia, que é frio o ano inteiro e tem vodca até pela torneira. Espero que meu pedido seja atendido na próxima vida, Se alguém lá de cima puder me ajudar, eu ficaria mega agradecida.

Carnaval me dá coisas. Eu diria, inclusive, que tenho alergia dessa dita festa popular. Mulheres nuas, tudo muito sexualizado, samba, silicone por todos os lados. Melissa não se dá com essas coisas. A única coisa que eu faço, como toda corintiana roxa (referência à nova camisa – vocês viram? - feia de doer que resolveram lançar em homenagem a nós), é torcer para a escola Gaviões da Fiel vencer o Carnaval de São Paulo. Mas, tipo, eu nem assisto o desfile. Mas faço minha parte de torcedora, oras. Corintiano tem dessas coisas.

Mas, então, voltando (eu sempre divago nos textos, não tem jeito). Carnaval é chato pra carai. Alguém me diz qual é a graça de pagar os olhos da cara em um abadá para se esmagar na frente do trio elétrico da onipresente e chatíssima Ivete Sangalo? Ou a cópia loira dela, a tal de Cláudia Leitte? Ou Asa de Águia? Ou Chiclete com Banana? Ou Jamil? Pra mim é tudamemacoisa. Qual a graça? Porque, gente, que porcaria é aquela? Gente suada, se esfregando, saltitando feito gazelas alucinadas, gritando como se não houvesse amanhã. Eu gostaria que alguém explicasse para esta leiga que vos escreve como é que aquela galera consegue fazer xixi. Sim, porque é uma necessidade fisiológica que uma hora dá o ar da graça, não é mesmo? E aí, como é que faz? No chão mesmo? Tipo, na frente de todo mundo? Naninanão!!!! Jamais na minha vida eu me submeteria a isso. Nevah!!! Até porque na primeira música da Ivete Sangalo ou na primeira vez que ela dissesse como é gostosa, eu me suicidaria.

E os desfiles das escolas de samba em São Paulo e no Rio de Janeiro? São iguais todos os anos. I-G-U-A-I-S! Sem falar nas revistas de fofoca, jornais populares e programas de televisão que adoram dar manchetes do tipo “Fulana arrasa no ensaio da Unidos de Whatever”, “Ciclana deixa aparecer calcinha na quadra da Agremiação das Mulas Sem-Noção”. Oi? Realmente tem gente que quer saber sobre isso? Eu dispenso.

E as campanhas para o uso da camisinha? Quer dizer que o povo só faz sexo durante o Carnaval, é isso? Porque, na minha modesta opinião, camisinha é item básico na bolsa de qualquer mulher e no bolso de qualquer homem em qualquer circunstância, em qualquer época do ano. Acho de uma hipocrisia sem fim essa campanha só ser veiculada no Carnaval.

Eu quero distância disso tudo, quero esquecer que faço parte dessa nação que adora Carnaval. Bom, na verdade eu também adoro. O feriado. É a única coisa que me deixa feliz nessa época. E é por isso que eu vou pra um lugar bem tranqüilo, bucólico e lindo (mentira, vai estar lotado de gente, quem eu quero enganar) e esquecer que essa tal festa existe. Ou pelo menos tentar abstrair toda a folia e fazer a minha própria festa. Pena que não dá pra ir pra Rússia, porque jornalista ganha uma merda e eu não tenho dinheiro pra isso. Com certeza lá eu estaria muito mais feliz.

Vai me dizer que você sabe que escola de samba é essa? Quem acertar o nome e o ano do desfile ganha um beijo da tia Melzinha.

Devido às merecidas férias da autora, semana que vem não haverá texto da Melzinha aqui no Talicoisa. Ela quer manter distância do computador e curtir uma semana de descanso longe de qualquer coisa que lembre trabalho. Mas não se preocupem, vocês não serão abandonados. No dia 14 de fevereiro a programação volta ao normal.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Exílio Internético


Imagine a cena: você chega em casa depois de um dia particularmente cansativo e se depara com o paizão esparramado no sofá vendo o detestável canal de esportes, seus sobrinhos correndo e gritando pela casa, sua irmã mais velha pendurada no telefone com o namorado pela quarta hora seguida e sua mãe reclamando que faz ‘tudo sozinha nessa casa’. Você conclui que o Iraque seria ligeiramente mais tranqüilo e rende graças aos deuses pela existência daquela caixinha mágica, sua porta pro mundo, seu oásis no meio dessa confusão: o seu computador!

Deus salve Bill Gates e toda sua fortuna!! Bendita seja a World Wide Web e toda a hipermídia! Vida longa à sua conexão!

A internet se torna um elixir, tudo ao redor some quando você se encontra online: o esporro que você tomou do seu chefe, o cocô que você pisou no caminho pro serviço, a cretinagem da vizinha que deixou o som no máximo volume impedindo-o de ver o fim da novela... Enfim, a internet tem um poder restaurador incrível!

Mas nem Dante conseguiria ilustrar o inferno que se apresenta quando esse bem lhe é cerceado. Quando a sua adorável janelinha pro mundo é impiedosamente fechada!!

Maldito seja seu HD! Morte dolorosa à sua Placa Mãe! Empalamento pra sua memória vadia!

No primeiro dia sem internet você é atingido por um desespero visceral, tão enlouquecedor que te leva a transitar sem rumo pela casa... No segundo dia, suas forças minguam e você começa a imaginar coisas e ter devaneios estranhíssimos que de alguma forma começam a te preocupar profundamente... No terceiro dia você decide montar um plano de ação e traça algumas atividades pra substituir o tempo que você usaria na internet: separa sextilhões de dvds, os bilhares de livros, cuja leitura você adiou por meses a fio, e se debruça sobre eles... Depois do quinto dia você já terá visto tantos filmes e lido tantos livros que começará a se sentir imensamente deprimido por ter digerido muita informação e resolve descansar um pouco... É aí que começa a sentir saudades da boa e velha caixinha mágica... Passado o sétimo dia você se sente parcialmente fútil ao concluir que depende da internet, mas acha que é mais produtivo ignorar essa realidade...Porque definitivamente, se a internet fosse uma pessoa, ela seria uma mistura de Angelina Jolie com Marília Gabriela! Gostosa e Sábia! Não dá pra viver sem...

Este texto é uma reedição. Dave Coelho está terrivelmente ocupado cuidando do seu personal computer que acaba de chegar do hospital. Rezemos pra que esteja tudo bem. Aleluia!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Carnaval chegando: o Rei Momo magro, os hits e as homenagens das musas do axé

Gente, só hoje fui perceber que não rolou vinheta da Globeleza pro carnaval de 2008. Uau, se continuar assim talvez em futuro próximo a Globo para de exibir as propagandas das escolas de samba!
Salvador já está preparada para a festa: calor infernal, engarrafamentos no calor infernal, camarotes e arquibancadas obstruindo a passagem, máquinas e tratores consertando o asfalto às pressas e por aí vai.

A polêmica carnavalesca fica por conta do Rei Momo. O encarregado do concurso resolveu cancelar tudo e escolher um cara de 50 e poucos quilos pra ser o Rei. Foi o que bastou parar virar notícia em todos os jornais e cair na boca do povo (que prefere um Rei obeso porque é tradição e blábláblá), os candidatos se sentiram injustiçados e recorreram ao Ministério Público, acabaram destronando o magrelo só que hoje ele já voltou ao posto de Rei Momo e a “controvérsia” continua...

Os hits já estão na boca do povo: Pancadinha (pancadinha, pancadinha, ela gosta de tomar pancadinha), Toda boa (toda boa, toda boa, ela é toda boa), A fila andou (a fila andou, eu te falei, não deu valor...), mas minha aposta para a música do carnaval recai em Não vale mais chorar (não vale mais chorar por ele, ele jamais te amou... Jamais te amou), da banda Bonde do Maluco – na verdade é uma versão da música Don´t Matter do rapper Akon (se você gosta da música não ouça a versão arrocha) e já passou até no Fantástico (na mesma reportagem da música do Créu, que nível!).

Os preços dos abadás aumentam progressivamente, é possível encontrar um abadá do bloco Camaleão (Chiclete com banana) por R$ 3.000. Tem gente que paga mil reais por dia, simata!
Os figurinos das cantoras de axé também ganham destaque nos jornais (intercalando com a febre amarela e o Rei Momo esbelto): Aline Rosa da Banda Cheiro de Amor (não sei como ainda existe) vai fazer uma homenagem ao mundo ou algo do tipo e vai usar trajes de gueixa, de espanhola (aposto que vai ser dançarina de flamenco, criatividade não é o forte) entre outros. Se ela usasse uma burka iria causar muito mais e perder muito mais peso. Daniela Mercury vai fazer uma homenagem à carreira dela, anyway vai ser algo muito brega, como sempre. Cláudia Leite prepara uma surpresa, qual será a homenagem?



Sêo Clarindo, o rei-palito...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Vergonha alheia

Todo mundo sabe o que é vergonha alheia, não é? É aquela sensação que nos deixa mortificados, não pelos nossos atos, mas pelos atos de outras pessoas. Acontece com você? Comigo é bastante freqüente, embora eu não saiba dizer as razões. Simplesmente fico com vontade de me enfiar num buraco, de tapar os olhos para não ver certos espetáculos grotescos, ou ainda de virar o rosto, contar até dez e pensar noutra coisa. O pior é que nem sempre dá para fugir do que nos deixa embaraçados. O que podemos fazer é tentar achar graça, já que o humor é o que nos salva, sempre.

Eu tenho vergonha alheia de quem:

Toca air guitar;
Grita “Toca Rauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuul!”, nos shows;
Ouve Raul Seixas por livre e espontânea vontade;
Recebe Bolsa Família ou qualquer tipo de ajuda social sem precisar realmente;
Fala “seje”;
Usa os bordões do Chaves;
Fala “a nível de”;
Escuta música ruim no som do carro – e ainda compartilha com todos;
Chama as mulheres de princesa;
Imita o visual de algum pagodeiro ou funkeiro;
Copia o figurino de alguma personagem de novela;
Começa um curso de dança do ventre (ou qualquer outra tranqueira) porque viu na novela;
Usa sandália sem estar com os pés bem feitos;
Só lê auto-ajuda;
Usa calça de cintura baixa e miniblusa sem estar em forma;
Está ficando calvo e puxa os cabelos da nuca para a frente;
Acha os Beatles chatos;
Faz piadinhas infames, como a do pavê ou a do “caiu um lenço”;
Fala “saúde!”, quando ouve alguém espirrar;
Comenta as doenças da família no ônibus;
Corre atrás do ônibus (eu prefiro perder...);
Reclama com quem não pode resolver seus problemas;
Não sabe usar o caixa eletrônico;
Pega todas;
Não pega nem gripe;
Pensa que toda música lenta (em inglês) é sobre amor;
Tatua o nome do atual namorado;
Ainda usa pochete ou aquelas “bolsas de homem”, chamadas de “leva-tudo” ou “capanga”;
Acredita em tudo o que vê na televisão;
Tem pássaros engaiolados em casa;
Deixa o cachorro preso a uma corrente, a vida toda;
Pinta as unhas do pé de vermelho (estilo o caramba, para mim isso vai ser sempre “coisa de velha”);
Tem um quadrinho com os dizeres “Aqui mora gente feliz” em casa;
Ainda corta o cabelo no estilo Xororó;
Anda com as unhas sujas;
Chama desconhecidos de “meu amor”, “meu bem” ou “meu anjo”, ao telefone;
É puxa-saco;
Fica de agarramento em público;
Fala mal do cônjuge (palavra horrível), na frente de qualquer pessoa;
Fala “pra mim fazer”;
Joga lixo na rua;
Trata cachorro como se fosse gente;
Não depila as axilas (se for mulher);
Mandou fita para todas as seleções do BBB;
Dá nomes comuns demais para os cachorros: Rex, Totó, Laica, Lassie;
Coloca nomes americanizados nos filhos;
Trata mal o garçom, o porteiro, a empregada;
É vendedor e trata os clientes como se estivesse fazendo um grande favor;
Voltou de Woodstock a pé;
Tenta converter os outros à força;
Não gosta de Ramones;
Pergunta à professora quantas páginas tem o livro que ela mandou ler;
Deixa os filhos mandarem na casa;
Usa batom vermelho Ferrari às 7 da manhã;
Usa muita bijuteria dourada (fica parecendo a cigana Sandra Rosa Madalena!);
Cospe na rua – e fala “gospe”;
Fala o que vai fazer no banheiro;
Pergunta o que os outros vão fazer no banheiro;
Chama salgadinho de “Chips” e sabão em pó de “Omo”;
Cutuca o nariz enquanto espera o sinal abrir;
Conta detalhes da sua vida sexual;
Pinta o cabelo de loiro e depois não tem dinheiro para fazer os retoques necessários;
Manda bilhetinhos com frases melosas, como: “Se amar é viver, vivo porque amo você”;
Deixa a unha do mindinho mais comprida do que as dos outros dedos;
Briga em liquidações;
Fala alto demais;
Grita “Lindo! Tesão! Bonito e gostosão!”, nos shows;
Canta “Fulaninho, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!”, nos shows;
Berra “Aumenta, que isso aí é rock’n’roll!”, nos shows;
Dá o “golpe da barriga”;
Cai no “golpe da barriga”;
Quer competir com as filhas adolescentes;
É mulher e é machista;
Tem celular, mas só recebe ligações ( o cúmulo da pobreza e da falta de noção);
É Maria-gasolina, Maria-chuteira ou Maria-vai-com-as-outras;
Fica feliz por ser chamada de cachorra, tchutchuca, ordináááááária, ou qualquer outra vulgaridade do momento;
Selecionou o Sérgio Mallandro (!) para fazer papel de galã (!!) no filme da Xuxa;
Leva coisas pequenas muito a sério.

A lista ainda não terminou. A qualquer momento, alguém vai me surpreender com mais alguma aberração. É a vida...

sábado, 26 de janeiro de 2008

Ai... ai...

17 anos, perto de acabar a escola, bate uma onda de pensar no futuro. Mas o que acontece comigo quando penso em mim mesmo daqui a 5 ou 10 anos pode ser explicado com uma única palavra, vazio...
Me parece que essa imagem de adolescente que só quer diversão não sairá de mim nunca, não consigo me imaginar tendo mais responsabilidades do que tenho hoje. E quando penso que eu vou telas me bate um arrependimento do tempo que eu deixei de aproveitar, das coisas que eu devia ter feito e não fiz...
Sempre bate a pergunta, vou mudar completamente ou algumas coisas ainda ficaram do jeito que está...?
Ah, mas essa não é a única dúvida que me assola...
Como estarei financeiramente?
Terei tempo pra diversão?
Quanto será meu tempo livre?
Continuarei jogando conversa fora com meus amigos?
E eles? Onde estarão?
Como será minha aparência?
Nenhuma dessas perguntas tem respostas... Em parte por que não consigo prever o futuro (D'oh!)... Por outro lado por que não consigo nem tentar achar respostas...Aí vem aquela pressão de ter que me decidir e começar a fazer algo... Ou será que eu devia esperar e deixar as coisas acontecerem?
Provavelmente isso não é possível, chega uma hora que você deve deixar de ser coadjuvante de sua própria vida...E tá na hora de fazer isso... Último ano de escola... vestibular...É nessa hora em que a vida diz: Oi? E aí? Como vai ser? E agora eu, o Sr "Não imagino o futuro", tenho que decidir o que devo fazer nos próximos anos...
Eu, que converso a aula toda...
Eu, que muitas vezes estou mais preocupado com COld case do que com matemática...
Eu, que dou risada o tempo todo sem está nem aí...
Eu, vou ter que decidir por mim...
Uma coisa que vai ficar por muito tempo...Mas é bom que isso aconteça... É o mundo falando "CRESÇA!!!"!!! Tomar decisões é difícil, mas só o fato de ter que tomá-las nos faz crescer, melhorar, evoluir...Agora é tempo de pensar... Não adianta tentar deixar pra lá e ir ler o "Te dou um dado".
Frank, Agora é você e você? Vai encarar?Não tem outro jeito!(Fui fiodosesco, não?)
***

Pessoal sabe o que é pior disso tudo?
É que agora temos que estudar!!! Mas de verdade! Não como era na

Primeira série: Quando eu só estudava pra que as notas ficassem iguais no boletim
Não com era na quarta: Sopra mostrar pra monstra da professora de matemática que ela não me vencia
Não como era na sexta: pra mostrar a minha mãe que mesmo como as mesmas companhias as notas continuavam iguais.
Não como era na oitava: Pra ganhar um presente que eu queria.
Não como era no primeiro ano de ensino médio: Para desmentir a teoria da minha irmã de que eu estava assistindo muita TV e que isso tava me prejudicando.
Não como foi o ano passado: Só pra não ficar em recuperação em quase tudo.

Agora, pela primeira vez na minha vida, tenho que estudar pra APRENDER!!!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

De uns tempos pra cá, as livrarias se viram invadidas por obras que têm o Afeganistão como assunto principal. Antes do George W. Bush invadir o tal país na busca tresloucada por Osama Bin Laden, essa que vos escreve tinha vaga memória da existência de tal nação graças às aulas de Geografia, e olhe lá. Era uma daquelas manchinhas do mapa mundi que a gente luta pra tentar lembrar o nome.

O pouco que sabia era o que passava na televisão, o que lia nos jornais e ouvia no rádio. Que tinham costumes ultrapassados, que eram fanáticos religiosos e se matavam em nome de Deus. Eu, que não sou uma pessoa religiosa, aprendi a respeitar todos os tipos de crença. Se o cara acha que explodir duas torres do país mais poderoso do mundo vai garantir a ele um lugar ao lado de seu deus, eu simplesmente não contesto. Existem maneiras e maneiras de demonstrar a devoção a algo ou alguém. Mas, enfim, não é sobre religião que eu quero falar.

Quero dizer que, mesmo que criticada por alguns, essa onda afegã que invadiu as livrarias, pelo menos pra mim, serviu para que eu pudesse conhecer melhor a história de um país devastado por guerras, sofrimento e dor. E, em especial, conhecer os costumes desse povo tão diferente de nós. Tudo por causa de um cara chamado Khaled Hosseini, autor de O Caçador de Pipas e A Cidade do Sol. O primeiro, um best-seller de grande sucesso que vendeu mais de 8 milhões de cópias no mundo - sendo 1 milhão de exemplares somente no Brasil - e que acaba de ganhar uma versão para o cinema. O livro trata de questões de diferenças étnicas dentro do próprio Afeganistão. É uma história sobre culpa e redenção que eu gostei muito.

Mas foi a leitura de A Cidade do Sol que me fez admirar o trabalho desse autor afegão. Hosseini fala sobre duas mulheres com histórias distintas, mas igualmente sofridas. Em um certo momento essas duas histórias se encontram. Não sei se é o fato de eu ser mulher e sofrer junto com as personagens, mas em vários momentos da narrativa eu chorei. Chorei por saber que do outro lado do mundo existe tanta crueldade. Hosseini consegue, por meio de suas palavras, traduzir em imagens na minha mente toda a desgraça que se abateu sobre o país e, em especial, sobre a vida dessas duas mulheres. Além disso, as minúcias históricas são muito bem explicadas como pano de fundo para a narrativa principal. Os detalhes são de uma riqueza impressionante, pois Hosseini viveu aquilo e ele sabe muito bem do que está falando. Com certeza as duas personagens principais desse livro, Mariam e Laila, ficarão por muito tempo na minha memória. Ficará na minha memória também que, por mais que sejam personagens fictícias, existem muitas mulheres que passaram - e ainda passam - pelos mesmos desafios, as mesmas lutas, as mesmas derrotas, a mesma humilhação, a mesma opressão que elas. São personagens marcantes, com histórias de vida impossíveis de ser esquecidas. Hosseini construiu com maestria duas das personagens que mais mexeram comigo até hoje. Disso eu tenho certeza.

Eu só sei que recomendo a leitura. Recomendo e muito. Não só pelo fato de saber mais sobre um país desconhecido para a maioria de nós, mas, também para conhecer um autor que sabe exatamente como tocar profundamente o seu público com as trágicas vidas que relata. Trágicas mas, de certa maneira, reais. E reais até demais para uma criatura tão emotiva com eu. E recomendo você deixar que a narrativa invada sua mente. Só assim você vai perceber o que esse cara é capaz de fazer por meio de simples palavras.

Khaled, gostaria de poder escrever igual você quando eu crescer.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

I S2 Beatles


Meu pai é beatlemaníaco, então eu cresci ouvindo Beatles por tabela. Demorei um pouco para me viciar, mas agora até o toque do meu celular é deles. E vamos para as minhas preferidas:

Something:
Totalmente linda. Só posso dizer que o George mandou muito bem.
Twist and Shout:
Cover, mas e daí?
Associada para todo o sempre ao filme Curtindo a vida adoidado, sempre dá vontade de dançar ou de dar uma de Ferris.
Strawberry fields forever:
Essa sempre me deixa um pouco triste, mas não de um jeito ruim... Não sei definir direito.
Ob-la-di, Ob-la-da:
Até em lista de piores músicas já foi parar. Eles levaram 60 takes para concluir a gravação, o John odiou. Eu adoro.
With a little help from my friends:
Conheci primeiro através da versão do Joe Cocker, depois que ouvi na voz do Ringo fiquei em dúvida de qual interpretação é a melhor. Hoje percebo que não dá pra comparar, cada uma é especial.
A hard day´s night:
Tão legal quanto o filme.
Please please me:
Love me do eu acho meio chatinha, mas Please please me é bacana e foi a primeira a atingir o #1 nas paradas inglesas.
All you need is love:
E ainda usaram a música na cena do casamento em Simplesmente amor…
Can´t buy me love:
É, essa eu uso no celular atualmente, mas até Hey Jude já ocupou este posto.
Eleanor Rigby:
Já foi minha preferida, até eu atingir o ponto de não poder mais escolher só uma...