Os Muppets estão entre as melhores coisas da minha infância. É até difícil para mim listar o que mais gosto neles, mas cito aqui dez motivos para amá-los - em ordem alfabética, porque em ordem de preferência é impossível para mim.








Os Muppets estão entre as melhores coisas da minha infância. É até difícil para mim listar o que mais gosto neles, mas cito aqui dez motivos para amá-los - em ordem alfabética, porque em ordem de preferência é impossível para mim.
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Adriane Schroeder
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16:49
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Peço aos amigos, quando já não houver minha presença nesta casca, que não chorem mais do que o necessário. Desabafem, evitem que haja uma complicação por represamento de sentimentos fortes. Só isso.
Não guardem lembranças materiais, a não ser que realmente precisem delas. Precisando, são suas, mas certamente os poucos e frívolos bens que me tocam não lhes serão de grande utilidade.
Guardem de mim o melhor que dei a vocês. Não foram as palavras que a audição lhes fez esquecer, tampouco os abraços, que estes infelizmente não pude dar muitos. Guardem as lições de que servi, pois estas sim lhes serão de valia.
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Nanael Soubaim
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22:08
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(*) = futebol. Adoro esse neologismo, ludopédio. Pelo som, parece significar tudo, menos futebol...
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Adriane Schroeder
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16:44
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Nanael Soubaim
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18:56
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Claro que você conhece a tecla SAP e também sabe exatamente para que ela serve.
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Adriane Schroeder
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12:15
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É quando a lágrima chega à base dos olhos e se recusa a sair, o riso à porta do palato e se recusa a sair, o grito à sombra das pregas e se recusa a sair. Não se chora, não se ri, não se brada o que já dificulta a respiração, com esta a subsistência.
É quando a depressão deixa de ser uma situação para se tornar o estado natural. Então não há muito o que fazer além de resistir, domar os instintos suicidas do corpo que se recusa a continuar nas circunstâncias presentes. Se antes as palavras não saíam, agora seriam inúteis mesmo que saíssem perfeitas... A dicção trai. O cenho se contrai.
Por todas as perdas que se lamentou, a sombra do que não foi resolvido permanece, perpetua o frio glacial que a luz do sol não alcança. O orgulhoso se recolhe, curvando a coluna; o humilde se contorce para não ir ao chão. A força que se faz para se soltar o riso é maior do que a necessária à corrida, ainda assim se sorri. Sem som, sem o gargalhar salutar que desobstruiria o peito e a mente. Torna-se intimista por força das circunstâncias e não mais por mera discrição. A vida etérea baila ao redor sem ir e sem ficar, agarrada apenas pelo magnetismo que a duras penas se gera.
As saudades dos tempos difíceis emergem por terem sido tempos em que, ao menos, se podia agir, lutar, impôr-se ao destino que se apresentava sem ser chamado. Mesmo difíceis, eram tempos em que se tinha a mínima esperança, viver era assim muito mais fácil do que o mundo de confortos que hoje nos é ofertado. Não que o mundo fosse mais belo, mas o era assim mesmo, o véu monocromático ainda não caíra sobre os olhos de quem perdera quase todas as esperanças. Não que ela esteja morta, mas agoniza no leito de uma ulterapia de tratamento intensivo. Os médicos entregaram à Deus, mesmo os que não crêem. Mas dizem que irá por último.
Toca Amelinha, Foi Deus, na radiola que jaz em um ferro-velho. Há anos não recebe uma pilha, já nem tem os transístores. A capa espessa de baquelite nacarado foi transformada em marmita.
Não se pede piedade, somente respeito. Afasta-se paulatinamente das pessoas, para não ouvir a insistência chata em se fazer o que pensam não ter sido feito. Quem não sabe nunca acredita nos esforços já desprendidos. Não se fracassa pelo gosto de fracassar, nem todos fracassam por erro. Em uma queda livre se vê e se prevê tudo, mas não se pode evitar o desfecho. A boa vontade não subtrai a crueldade dos que insistem em nos tirar da cama antes de se debelar a enfermidade. Se a vida foi, em suma, um fracasso, pode não ter sido por negligência de quem a recebeu.
As cenas em branco e preto são mais nítidas e verossímeis.
Busca-se um recanto para tentar relaxar a musculatura já tensa pelas batalhas mal sucedidas, onde a sombra benfazeja nos prive de olhares curiosos, onde o silêncio possa prover a liberdade dos sons encarcerados. Mas a cada posto que se ocupa, se avizinham os sábios de toda hora, sempre a dar conselhos, exigir reação, agindo em desacordo com o que gostariam que se fizessem a si, na mesma situação. A incompreensão dó mais do que o tapa.
Não se quer ouvir conselhos, não se quer ouvir lamentos, não se quer ouvir cousas boas, não se quer ouvir consolos. Ainda se houvesse quem acolha sem dizer o supérfulo, apenas ajudasse a aquecer e o pranto a sair, que ofertasse um ombro e um abraço para acalentar das dores que já são perenes, mas sei que é pedir mais do que podem oferecer. Os ombros já cobram pedágio, os que não cobram estão indisponíveis.
Na cela da solidão voluntária a rigidez há de ceder, algum dia, permitindo que a respiração, o riso, o choro, o grito, a palavra e a própria vida voltem a correr como antes. Por agora se põe a rastejar, que de pé já não consegue avançar. Não há a intenção de perpetuar a clausura, tampouco a de se disseminar o veneno que ora transpira. Aos poucos a agonia há de romper a barreira que barra o fluxo das emoções, que presas se põe em guerra contra os hormônios.
Festivais não servem senão para aguçar a tristeza, que embora Torquemanda, é em seu equilíbrio o que se mantém, como uma lança que se torna a única muleta disponível para sua própria vítima. Mas precisa estar com a ponta para baixo.
Houve a ausência a contragosto de quem queria estar por perto e amparar, pois o sofrimento não amparado afeta o coração bem intencionado, a distância crescente dos que se ama é um cobertor que nos é puxado ao relento do inverno nórdico. A culpa que não caberia se instala, pois mesmo sendo maior, encontra âncora para se fixar. A quem reclamar? O que reclamar?
Qualquer riso é mudo e se converte rapidamente em lágrimas abafadas.
Ninguém tem culpa, na verdade ela não existe. É somente a sombra da frustração de uma vida que não aconteceu de facto e não tem sequer indícios de vir a acontecer. Então se afasta, que tristeza é uma doença contagiosa e um enfermo basta. Conhece os pesares da enfermidade e não deseja que se dissemine.
Ela passa, um dia passa, não sobrevive muito mais tempo sem novas vítimas. Por isto a distância, mesmo de corpo presente.
Se mantém em marcha, que alternativa não há.
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Nanael Soubaim
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18:50
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O que faz um homem pensar que é superior? Músculos? Um burro é muito mais forte e vive pastando. O único serviço que conhece é o de carga, dorme ao relento e não tem folga. Se for isto, o homem deve se posicionar no arreio e deixar o burro segurar as rédeas. Aliás, pelo menos o burro não bebe para pegar o volante logo em seguida, será melhor condutor.
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Nanael Soubaim
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07:30
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Pedro Bó era o nome dum personagem que sempre fazia perguntas bobas e observações pleonásmicas, de uma obviedade ululante.
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Adriane Schroeder
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17:47
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- Sim, o pescoço do próximo que me fizer uma pergunta cretina; Não, só até enxugar; Já torci, não vê que está enfaixado?
- E a copa, heim?
- Que copa? Meu barraco só tem três cômodos; Tá limpinha, acabei de encerar; fica entre a sala e a cozinha. - E a seleção?
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Nanael Soubaim
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17:16
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Uma das falhas crassas da sociedade é (não temer, mas) alimentar o temor pela morte. É importante não ter pensamento fixo nela, mas ter ciência e tranqüilidade de que ela virá e não adianta cultivar temores.
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Nanael Soubaim
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14:06
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Dedicado à imprensa em geral.
Quase sempre...
....Os jornais de TV fazem uma longa reportagem leve, alegre e descontraída logo depois de uma bem barra pesada. Dizem que é para aliviar a tensão.
...Essa mesma reportagem tem duração maior quando em caso de alguma matéria anterior que denuncie um queridinho da emissora (geralmente mal citada pela emissora amiga e com destaque gigantesco na emissora inimiga).
...Os abutres da imprensa marrom caçam todo tipo de deslize de celebridades, subs e sub-subs. Quando uma delas finalmente cai em desgraça, tem sempre um pra erguer a bandeira da solidariedade (tão falsa quanto uma nota de R$ 1,50) ; em geral, o mesmo que tinha "sanguenoszóio" pra caçar a desgraça.
...Tem alguém para incitar um linchamento, uma briga de torcidas e por aí a fora.
Quase nunca....
...Uma das reportagens alegres e descontraídas se refere a soluções simples dada por um grupo de pessoas a problemas locais, e mais raramente ainda de uma invenção ou de um prêmio de ciência ganho por um brasileiro.
...A emissora faz um "mea culpa" referente a um erro de seu queridinho. Quando o faz, é pra dizer que sempre esteve ao lado da verdade e da justiça e que nunca apoiou o queridinho. Qualquer semelhança com um ex-presidente collorido e uma certa emissora global é mera coincidência.
...Um trabalho realmente bom de TV é reconhecido internamente. Que o diga o pessoal do Castelo Rá-tim-bum e outros desse gênero.
...Tem alguém pra reconhecer que a imprensa acabou contribuindo para o linchamento, a briga de torcidas e quetais. Mas não pensem que sou um tipo de Odorico Paraguaçu de saias, não. Se bem que às vezes a imprensa merece alguns dos adjetivos proferidos pelo Bem Amado...
E então, algumas contribuições para o "quase sempre" e "quase nunca"?
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Adriane Schroeder
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13:23
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