Uma criatura estarrecedora que veio por Tuskegee, Alabama, em vinte de Junho de 1949 e ainda está entre nó. Sim, ele passou pela época negra da segregação racial nos Estados Unidos. Cresceu na casa do avô, mas a família mudou-se para Illinois, onde ele terminou a escola e depois voltou para Tuskegee, graduando-se em economia. Um negro fazer isso no sul dos Estados Unidos, naquela época, e sair vivo para contar, já o faz merecer um busto.
Lionel Brockman Richie Jr fez muito mais do que contar, ele cantou. Para desespero das bibas enrustidas e anticrísticas da ku-klux-klan, ele tornou-se um ídolo. Foi saxofonista do The Comodores, a partir de 1968, sem deixar de destilar sua voz, quando necessário. O repertório era de soul e o verdadeiro funk.
Lionel deu vazão ao talento escrevendo músicas mais românticas, como "Easy" e (esta é antológica) "Tree Times a Lady". La Palabra fez uma versão mais latina e disseminou a pérola pelo mundo. Magoado pela 'pirataria'? Não, Richie colheu os louros pelo trabalho do jazzista. O cara é legal, não é sopeiro.
Os toscos e adoráveis anos oitenta foram dele. Duetos românticos em um mundo cada vez mais frio e individualista, venderam discos de vinil e fitas cassete como quem vende água mineral no deserto. Diana Ross quase teve vínculo empregatício, tantas colaborações que teve, como em "Endless Love", que por muitos anos fez moçoilas suspirarem e chorarem. Os bailes de debute estavam sempre abarrotados de Lionel Richie, e as rádios não deixavam esfriar.
Em 1982 veio a carreira solo. O primeiro álbum, com três singles, vendeu quatro milhões de cópias... O ápce foi a canção "Hello" de 1984, que fez o homem ter tranqüilidade para pensar no futuro. Seu prestígio está eternizado na co-composição (com Michael Jackson, conhece?) e participação em "We are the world".
A vida pessoal não é exactamente tranqüila. Se separou de Brenda Harvey após dezessete anos de matrimônio, por pular a cerca, mas assumiu e casou-se com a outra, Diane Alexander; durou até 2004 Mas escãndalos, desvios de caráter, espancar a esposa, bater em quem não lhe deu bola... cousas comuns aos 'ídolos' de hoje, ele não fez. Ele tem três filhos, Miles (1994), Sofia (1998) e adoptiva Nicole Camille Escovedo, mãe de dois, que usa Nicole Richie e seque a carreira do pai adotivo.
Lionel ainda está na activa, ainda vivendo de música, não só cantando, mas também produzindo. Trata-se de um profissional exigente e com alergia à indolência. Isso o mantém em boa forma física e mental em plenos sessenta e dois anos.
O que eu ouvia muito, nos anos oitenta, era homem com dor de cotovelo apelando para o racismo, para desqualificar seu trabalho. Mas a ausência completa de fundamentos, demonstrava ser só isso mesmo, dor de cotovelo. Muita gente de esquerda ainda tentava influenciar o povo contra os lixos enlatados vindos dos ianques, sem perceber que começávamos a fazer os nossos próprios, ainda piores... Mas nunca vi onde "lixo enlatado" se enquadre na obra de Lionel Richie.
Músicas dele, clique aqui.
Website do garotão, clique aqui.
Myspace de Lionel Richie, clique aqui.
Website do rapaz para o Brasil, clique aqui.


0 comentários:
Postar um comentário