quinta-feira, 9 de julho de 2009

"Herrá eh umanu"

Diz o ditado que errar é humano e persistir no erro é burrice. Bem, não creio que os muares sejam assim tão cabeças-dura quanto nós, que nos julgamos tão sabidos que pomos isso até no nome de nossa espécie.

Mas alguns erros são mesmo difícieis de se classificar. Como se diz, seriam cômicos se não fossem trágicos, ou vice-versa. Igual ao que cometeu o o Imperador Menelik II da Abissínia (atual Etiópia). Ele ouviu falar de um novo método de execução, a cadeira elétrica, que tinha acabado de estrear em 1890 e não deu outra: ficou todo assanhado e mandou encomendar logo três.


Mas não pôde estrear os brinquedinhos, vindos direto dos Estadozunido. Porque né, eram cadeiras elétricas e lá na terra dele não tinha eletricidade. Não falaram pra ele que pra elas funcionarem precisava disso. Fosse hoje em dia, ele processaria a empresa por falta de informação sobre o produto.



Mas pensa que ele se amuou? Nãaaaaaaaaao!!! Usou uma delas como seu próprio trono imperial. Como se dissesse: "Eu até posso ter comprado cadeiras elétricas para um país que não tem eletricidade, mas não tou nem aí, sou o imperador e fico phyna e puderóusa no meu trono de última geração".


Mas não é só ele, não. Está cheio de computadores em caixas que foram enviados para escolas sem eletricidade. Não é de hoje que a gente vê políticos fazendo atos grandiloquentes que resultam em nada.


Antenas parabólicas que são enormes suportes de poeira em escolas, por exemplo, prédios mal projetados que são um gigantesco desperdício de dinheiro público, entre outros.


Mas por que isso ocorre? dois motivos básicos:
1. Coisas simples não dão foguetório
2. Coisas simples reduzem o lucro das propinas


Ninguém quer o simples que funciona. Prefere o caro que chama a atenção e, muitas vezes, se mostra tão inútil quanto as cadeiras da Abissínia. Não que eu ache bacana o uso de cadeiras elétricas ou da pena de morte, lógico. Mas, voltando ao ponto, elas só serviram para portar o ego do imperador. Igualzinho a hoje em dia. Plus ça change, plus c'est le même chose...


Herrá eh umanu, mas persistir no erro é burrice. E como se persiste no erro, né não?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

As patricinhas de Beverly Hills


Eu tenho o dvd de “As patricinhas de Beverly Hills”, comprei no balaio das Americanas com muito orgulho e muito amor.
Já assisti várias vezes – inclusive a versão dublada (erghh) da Sessão da Tarde.
Só muito tempo depois de ter assistido pela primeira vez é que eu soube que se tratava de uma versão moderna de “Emma”, da Jane Austen (que é uma das minhas escritoras preferidas desde sempre), e aí eu tratei de comprar o livro e pude perceber que o filme é realmente umas das melhores adaptações.

Sou suspeita pra falar sobre isso já que gosto de tudo quanto é filme baseado/adaptado/levemente inspirado nas obras de Austen. Gosto até mesmo de “Emma” com a Gwyneth Paltrow (o ator que faz o Sr. Knightley é muito gato, tenho que confessar), mas “patricinhas” é muito melhor.
É difícil resistir. Já começa sendo bom logo pelo título: “Clueless” (algo como “sem noção”) foi transformado em “As patricinhas de Beverly Hills, ponto para os tradutores (aqueles que de vez em quando nos brindam com coisas tipo “ Meu Primeiro Amor 2”).
Lá em Portugal ficou como “As meninas de Beverly Hills”, uma prova de que nós, brasileiros, temos muito mais siacabância.

A trilha sonora traz Radiohead, David Bowie, Jewel, Billie Holiday, Supergrass, No Doubt, Cranberries...Músicas que se encaixam perfeitamente no espírito do filme. O figurino é exagerado, e o legal é justamente isso. O que são as roupas da Amber, peloamor?
E o figurino da Cher? E o armário da Cher? Que menina já não sonhou com algo parecido?

O filme ocupa a página 847 do livro “1001 filmes para ver antes de morrer”:

“Quando Jane Austen escreveu seu romance Emma no século XIX, dificilmente teria imaginado que seu conto sobre uma jovem heroína romântica intrometida seria transplantado para a Beverly Hills do final do século XX, mas foi exatamente o que a roteirista e diretora Amy Heckerling fez com As patricinhas de Beverly Hills.
O filme transformou em estrela a jovem Alicia Silverstone (que até então era mais conhecida como a garota do vídeo Crazy, da banda de rock Aerosmith). Ela é Cher, uma adolescente de Beverly Hills cuja mãe, como ela nos informa, “morreu num acidente bizarro durante uma lipoaspiração de rotina”, deixando Cher com seu rico pai (Dan Hedaya) em uma enorme mansão. Embora ela vá à escola com sua amiga Dionne (Stacey Dash), Cher passa a maior parte de sua vida fazendo compras em Rodeo Drive, combinando as peças de seu enorme guarda-roupas e arranjando namorados para suas amigas, incluindo a recém-chegada na escola, Tai (Brittany Murphy), que logo se torna um clone de sua colega mais sabidona.

Como o livro de Austen no qual ele se baseia (muito levemente), há uma história de amor central. Enquanto interfere nas vidas amorosas dos outros, Cher mal nota que seu irmão de criação Josh (Paul Rudd) é um par romântico em potencial até que seja quase tarde demais. No entanto, o filme funciona melhor como uma divertida sátira mordaz sobre as adolescentes do século XX, incluindo sua linguagem própria (homens bonitos são “Baldwins”, uma menção à família de atores encabeçada por Alec e Billy), comentários malvados (“Procurar um rapaz na escola é como procurar sentido em um filme de Pauly Shore”) e cutucões certeiros na cultura contemporânea de Los Angeles (Cher observa que não precisa aprender a estacionar porque há sempre um manobrista disponível).
Heckerling mantém tudo funcionando em ritmo rápido, criticando as vítimas da moda ao mesmo tempo em que faz de sua heroína uma das mais devotadas, e Silverstone se mostra a musa perfeita no papel da chique porém tola Cher.”
Tem como não amar?
P.S: Sou louca pra assistir "Noiva e Preconceito" - a versão bollywoodiana de Orgulho e Preconceito!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Vermelho e o Azul

Quarta-feira passada, numa eletrizante partida, o Internacional perdeu a Copa do Brasil. O Corinthians venceu o campeonato. Mesmo assim, teve festa. E ela foi azul.


No dia seguinte, Grêmio e Cruzeiro se enfrentaram, buscando uma vaga na final da Libertadores. Grêmio perdeu. Mesmo assim, teve festa. E ela foi vermelha.


Durante o resto da semana, pessoas teorizaram. Os torcedores de ambos os times, assim como gente que detesta futebol e gostaria de dormir numa hora decente, tentaram achar explicações para o fato de alguém soltar foguetes, buzinar e gritar. Não pela vitória do seu time, mas pela derrota do adversário.

Falou-se em perda de tempo, falta de vergonha na cara, falta de noção, vagabundagem (soltar fogos depois da meia-noite seria sinal de que o Fulano que fez isso não precisa acordar cedo no dia seguinte). Falou-se também em recalque e falta de espírito esportivo.

Todas as alternativas anteriores podem até estar corretas, mas o povo especulador esqueceu de um fato: a rivalidade futebolística. Internacional e Grêmio foram rivais a vida inteira e nunca deixarão de ser. E rivalidade é isso mesmo: não basta ficar feliz com as conquistas do seu time, nem sofrer com as derrotas dele. É necessário, também, comemorar as agruras do seu adversário e morrer de inveja com as suas conquistas. Desde que a coisa não vire Maragatos X Chimangos, está tudo bem.

No meio de teorias, jogos e derrotas, a história terminou assim: ninguém ganhou nada, mas todo mundo comemorou. A bola continua sendo redonda e os teóricos que levam tudo a ferro e fogo continuam sendo chatos.

sábado, 4 de julho de 2009

Chove

Observa aquela criança brincando no parque, sozinha.

Se pergunta porque aquela criança está sempre sozinha. Sempre que vai àquela praça, lá está aquela criança brincando sozinha na areia, com com a areia, nenhum brinquedo, nem mesmo um galho para desenhar, desenha com os dedos.

Ouve ABBA, "One of us". O sol parece não incomodar, o ruído dos carros também não. Um suspiro longo e pausado tira a atenção. Lá longe há nuvens pesadas de chuva se formando, mas o vento as manterá por lá.

O pipocar de um DKW Belcar desperta e volta a prestar atenção na criança. O sanduíche que fez está na bolsa, esfriando em um saquinho de padaria. Pobre? Não, praticidade. Uma vasilha prática ocuparia muito volume, assim que comer o espaço estará livre.

"Quando M'Innamoro" por Gigliola Cinqueti sai daquele Dodge Dart. Imagina o que aquela criança virá a ser, quando crescer. As crianças estão crescendo tão cedo e tão rápido! Os dias mal passam e já alçam vôo. A criança faz três montinhos com a areia, parece conversar com eles, tocando cada um com seus dedinhos frágeis e peraltas.

O Dart estaciona e toca "Sera". Olha aquela criança com uma ternura sem fim, poderia ser sua filha. Imagina planos para a sua educação, métodos de formação para seu caráter, seus namoros, sua profissão... Tem cara de assistente social. Vez ou outra ela solta um gritinho de contentamento, são imagina pelo quê, mas sempre é acompanhado de uma risada muito característica.

Sente cheiro de terra molhada. Tinha razão, o vento manteve a chuva longe, mas o cheiro calmante se espalha rapidamente pela cidade. A criança também sente o cheiro, estica o pescoço para ver as nuvens, compara-as com o céu azul sob o qual descansa. Aquela criança poderia ser sua filha. Fosse, lhe daria as chances que não teve, lhe passaria suas experiências tão logo tivese discernimento, para que pelo menos cometa seus próprios erros, em vez de repetir os erros alheios. Certo que ela terá seus prórpios sonhos, mas não custa orientar, mostrar os obstáculos e orientar para ajudar a superá-los sem traumas desnecessários. Porque nem todo sofrimento é necessário, na verdade a maioria não é. Mas somos teimosos, insistimos em esfregar a ferida só porque coça. Nisto a vida passa e os sonhos se vão com ela. Sonhos são caros demais para serem desperdiçados, isto deveria ser ensinado na escola.

O vento muda e as nuvens começam a se aproximar. É hora de ir embora. A criança corre para dentro do Astra, dá partida e sai. Lá dentro a tempestade cai. Poderia ser sua filha, mas é ela mesma.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Bem Pensar II (resposta a Nanael)

Ceticismo não é uma coisa que nasça conosco. Levando-se em conta a religiosidade do povo brasileiro, que mesmo em situações das mais precárias (vide o chão rachado pela seca no sertão nordestino), ainda assim, nosso povo mantém crenças, costumes, e crendices ligadas à religiosidade, tal como o tão celebrado Padim Ciço. Dizer-nos um povo que não tem cultura religiosa é ofender até mesmo aos índigenas, que ainda hoje são massacrados, ditos como "selvagens". Mas que na verdade, são BEM MAIS civilizados que nós outros. Ceticismo é uma coisa que se cria, com o tempo, por conta do egoísmo nosso. De acharmos que a vida tem que ser como queremos, lição tão bem ensinada pelo cinema infantil americano. Sempre temos (sempre mesmo, e sei que os hipócritas dirão "EU NÃO!") uma religiosidade fundada na infância, que vai se destruir por nosso próprio orgulho e egoísmo, durante a vida que vai seguir.

Cristãos, ah, os cristãos. Boa parte gosta de bater no peito e gritar o nome do Cristo, como se o mesmo fosse surdo. Ou precisasse ser lembrado o tempo todo da existência do tal que grita seu nome ininterruptamente. Embora boa parte dos "ditos" cristãos, falem mais o nome do Coisa Ruim, do que do próprio Cristo, ou de Deus.

Astrologia era usada até pela Medicina. Porém, quando se chegou na Época do (mal nomeado) Iluminismo, tudo passou a ser classificado como crença. De certa forma, o mesmo erro foi cometido pelos antropólogos modernos, que dizem ser Deus uma criação do Homem. Aí se chega naquele ponto, pra mim um verdadeiro novelo que precisaria ser desfiado pelos 5 séculos que devem se seguir, daqui pra frente: a necessidade acadêmica de sempre se querer saber mais que o outro.

Antropólogos leem um livro de História, um de Sociologia, e um de Maquiavel. E se arvoram em fazer análises psicológicas de um grupo. Ainda mais um grupo que não conheceram, nem nunca terão chances de entrevistar, como o Homem primitivo.

Não que eu creia na Gênese Bíblica, mas há testemunha ocular pra refutar, com toda a certeza e fatos para comprovar, que Adão e Eva não existiram?

Mais simples e mais aceitável, pra mim, é a idéia da fábula. E uma vez que Deus criou o homem do barro, não seria interessante pensar que os homens com "pele cor de barro" são os mesmos indígenas que consideramos primitivos demais?

Apenas especulação.

"Hoje sei o que é de verdade a astrologia, a magia, a religião, a fé, o milagre, sei diferenciar uma parábola fabulosa de um relato histórico. Mas para isso eu precisei mergulhar no mais baixo e gélido abismo de meu próprio inferno." (Nanael Soubaim)

É quase sempre assim, meu irmão. Como dito sabiamente pelos que estão acima de nós, só aprendemos "pelo amor ou pela dor". Mas pela nossa própria condição, acabamos aprendendo mais pela dor do que pelo amor.

Os que creem, normalmente, tem a tendência à serem exagerados. E acabam assim criando aquele mito nocivo do "MEU" Deus. Que é melhor que o seu. E se você não estiver com o "MEU" Deus, você está perdido e sozinho no mundo. E isso afasta muita gente. Ninguem gosta de ser forçado à nada. E nem o Onipotente deseja isso. Deseja que aceitemos de nosso coração, e por vontade própria. O que nos remete à situação dos Cristãos Novos, na época do Império.

Negar à tudo, e negar até mesmo a Existência, é algo mais comum do que pensa. Vários filósofos já disseram o mesmo. Procure Berkeley, Schopenhauer, procure Nietzsche, procure Sartre. E porque não, algumas linhas Budistas. Lá você vai ver gente que segue por séculos essa mesma idéia. E morre pensando que tudo é assim.

Mas como disse-me você, uma vez, "NADA VEM DO NADA". Axioma que muitos ditos cientistas esquecem.

"A maioria dos céticos simplesmente conclui que cometeu algum erro de cálculo e que deve confiar cegamente nos diplomas e na pompa dos acadêmicos. eu conclui ter cometido algum erro, mas nunca confiei na infalibilidade de um homem, ainda mais no jogo de poderes e vaidades que é a comunidade científica, bem mais machista e racista do que os leigos podem supor, como qualquer entidade que detenha um poder significativo." (Nanael Soubaim)

Aqui eu não tenho nada mais à acrescentar, meu irmão. Apenas gostaria que Dave Coelho entendesse nisso o que eu chamo de "Idiotismo Acadêmico".

"Porque ateísmo tem muito de orgulho, bem pouco de crença na inexistência, que não existe." Isso eu tive uma conversa com amigos de fé, e que chegamos exatamente nesse ponto. Pra não crer em Deus, você precisa crer. Porque se você naturalmente não acredita, então você nunca teve crença alguma. Mas para negar, é preciso crer. Isso me lembra a questão de que MUITOS que se dizem ateus ou céticos, o são por conta de Papai Noel. Chegam num ponto: "Me disseram que Papai Noel existe, e ele não existe. LOGO, se me disseram que Deus existe, então, Ele não existe também".

E a crença real sempre vem pelos meios mais estranhos. Pode ser uma doença (psicológica, como no meu caso), um livro, um filme (já conheci várias pessoas que se abriram pra realidade espiritual por conta do filme "Amor além da Vida"), ou uma visão, ou algo assim. Mas vem, e vem com força. Nas suas palavras, "A porta para a verdade estava não aberta, mas arrancada do portal e transformada em lenha para a lareira".

O hábito da leitura, especialmente aquilo que traz entendimento, é algo que deveria ser mais cultivado, e sempre acontece com quem tem necessidade de saber. Disse o Cristo "Aquele que tem ouvidos de ouvir, ouça". Pra nossa geração, seria "aquele que tem olhos pra ler, leia".

E contos de fada, normalmente tem mais verdade que muitas estórias DITAS reais. Para você que tem uma mente já aberta, é só ler "O Senhor dos Anéis" pra entender. Alice no Pais das Maravilhas, é só um devaneio de Lewis Carrol. Como tantos outros. Em tempo, pra quem conhece a estória, basta saber que Lewis era pedófilo, viciado em jogo e alcoólatra. Quem tem olhos de ler, leia. [2]

Disse Einstein: "A Fé sem a Ciência é cega. A Ciência sem a Fé é manca". Isso já diz tudo. Uma não pode viver sem a outra. Sua separação criou doenças e chagas na Humanidade, que até hoje tanto uma quanto a outra tentam curar. Mas só encontrarão a cura quando se unirem. Como foi um dia.

Sempre há um responsável, alguém que nos tira o véu dos olhos, e nos faz entender o que de verdade acontece, conosco e com o mundo. No meu caso, foram WW da Matta e Silva, Francisco Rivas Neto, Jacob Boheme, John Dee, Eliphas Levi, Mme. Blavatsky, e claro, Allan Kardec. Bem como Francisco Candido Xavier (com Emmanuel e André Luiz). E eu agradeço todos os dias por ter tido contato com o que todos eles podem ensinar.

Não dá pra ser bicho-grilo, ainda mais depois de se ter idéia do quanto existe para ser feito. Não só por nós mesmos, mas pelos nossos irmãos, e pelo mundo. E em nome de Deus.

E eu sou Taurino com ascendente em Capricórnio. Terra até os olhos. E pé no chão, as well.

O Pensamento tem que ser cético, meu querido. Não se pode deixar enganar, principalmente pra quem já leu, estudou, viveu e viu tanto. E ainda tem tanto para aprender. E fazer.

E aqueles que vendem milagres, isso sempre vai existir, creio eu. Profissão de fé, é algo que sempre vai existir. Porque num mundo capitalista, até a fé é comercializada. Mas não nos cabe julgar. Apenas orar pra que tenham noção do que fazem. Volto a citar o Nazareno: "Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem".

E sim, o inimigo está realmente DENTRO das igrejas, dos templos. Isso me lembra a questão do verdadeiro fim da Atlântida, das Guerras Mágicas. Ensinar para quem não tem discernimento pra saber usar. Para quem não tem MORAL para usar. ISSO é perigoso. Muito mais que armas, muito mais que bombas. Quem não sabe, Atlântida caiu por que se resolveu ensinar a magia para todos, sem distinção. Aqueles que não tinham moral para SABER usar, acabaram criando aquilo que se subvencionou chamar "magia negra", ou seja, aquela feita para ferir, contundir, e até mesmo matar. Assim se iniciaram as Guerras Mágicas. E essa guerra que acabou por afundar a Atlântida. Os próprios Atlantes foram responsáveis por seu próprio fim. Qualquer semelhança com isso, e os homens que criam armas, NÃO É mera coincidência.

Médiuns de verdade, são poucos, irmão. MUITOS querem realmente ser o novo Chico Xavier. Mas esbarram em suas próprias viciações. Em seus próprios erros. E não alcançam. Porque não tem a mesma capacidade de auto-anulação do Chico. Ele fazia isso naturalmente. Sofria algumas vezes, mas mantinha-se sempre no propósito firme. Poucos sabem ou lembram disso. E vão sofrer porque não podem ser como ele.

Os seres Elementais, em verdade, não tem noção de bem e mal. Se aproximam de quem consideram seja algo de interessante. Vide as fábulas a respeito dos próprios Gnomos da Terra.

Realmente, não adianta argumentar com céticos. Apenas orar por eles. Aprendi isso a duras penas. E você sabe muito bem que tem um, bem encarniçado, que em vários momentos, me inferniza. Mas só posso pedir que Deus tenha piedade da alma dele.

Além da Mitologia Grega, eu sugeriria estudar também a Nórdica, a Africana, e a Bramane. Sem esquecer também os Indígenas, não apenas os nossos, e os já conhecidos Maias Astecas e Incas, mas também algumas tribos Norte Americanas. Tal como os Pueblos, os Cherokees (sim, não é apenas o nome de um carro), os Moicanos e tantos outros.

"Se antes eu pensava que pensava, hoje sei que só rudimento. Aos que estão pensando que finjo ser a criatura mais humilde do mundo, vá cuidar de sua vida." (Nanael Soubaim)

Tudo o que posso dizer agora, é: ASSINO EMBAIXO.




Pra quem não sabe, foi basicamente isto que Nanis viu...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Inúthel!

Já dizia Roger Rocha Moreita, a gente somos inúthel. E também adoramos fazer e adquirir inutilidades, dos mais diversos tipos. Abaixo, uma listinha de algumas coisas inúteis e o que é feito delas.







1. "A coisa", projetada para ser um estouro de venda e uma "revolução no transporte urbano", tornou-se um mico, na verdade um King Kong daqueles. Hoje deve estar sendo usada como cabide de luxo.


2. Esteiras e bicicletas ergonométricas são úteis em academias e em casas de aficcionados. Fora de seu ambiente natural, acabam tendo a mesma utilidade da "coisa".


4. Porta-metades. O plástico, essa incrível matéria-prima, tão versátil quanto poluente, é também o ingrediente das mais impressionantes inutilidades. Algumas são incrivelmente divertidas. Entre elas, vasilhas plásticas para guardar metades. Tem para metade de cebola, em formato de cebola, para metades de pimentão vermelho e de pimentão verde, com o formato e a cor respectivas. Juro que não inventei. Está na revistinha de utilidades que vem junto com a das maquiagens daquela famosa empresa de vendas por catálogo e de porta-a-porta cujo nome é inspirado no local de nascimento de Shakespeare.


5. Jarra e outros objetos em forma de frutas. A mais famosa de todas é a incrível jarra de abacaxi. Tem a de cerâmica, mas esse aqui é do bom e velho plástico, matéria prima acima decantada. Hoje em dia, serve como objeto de desejo de dez entre talicôsers. Eu, pelo menos, acho mais bacana que "A coisa"...

E você, que inutilidade citaria?

Uma História do Pop, por M. J.

Prima,


Uma das primeiras lembranças realmente concretas que eu tenho do Michael Jackson é por conta daquele seu vinil de Dangerous. Você lembra?
A capa cheeeia de detalhes estranhos... reis com cabeças de animais, uma criança segurando um crânio de sei-lá-que-bicho...várias estátuas, um macaco empoleirado lá no alto e bem no centro, os olhos enormes e enigmáticos do Michael.
Parecia mesmo um "perigo" um disco com tantas "mensagens ocultas", ainda mais pra uma família conservadora como a nossa. Um disco assim representava uma ameaça enorme aos costumes cristãos! Mas eu lembro muito de ter pego esse disco e o observado com a curiosidade do menino antipático que eu era: "Michael Jackson... ele é o cara!"
O cara dos sapatinhos pretos e meias brancas, das luvas com paetês (!)... dos saltinhos e gritinhos segurando o saco. Dos mil rodopios sem desequilibrar. E daquele passo incrível que o fazia deslizar de um lado a outro do palco. Só depois eu fui descobrir que chamavam de "Moonwalk".
Talvez as muitas reprises do filme "Moonwalker" e o frenesi em torno do clipe de "Black or White" me tenham feito cultivar um fascínio especial pelo cara.
Bom, muito tempo se passou desde meus primeiros contatos com o "Rei do Pop". Foi inevitável me tornar um admirador convicto depois de criar algum juízo e descobrir que antes de Dangerous (meu Deus!) já existia o JacksonFIVE, o Off The Wall, o Thriller, o Bad (além do Got to Be There e do Ben!).
E ainda as intervenções cirúrgicas e os muitos casos polêmicos envolvendo a vida pessoal do Michael, na tal Neverland. Tsc.
Incrível que depois de tanto, e finalmente com uma nova turnê prestes a acontecer, o Mike tenha deixado os fãs na mão.
E eu nunca pensei que essa notícia que pegou todo mundo de surpresa, fosse me abalar tanto. Agora, uma semana depois, é interessante avaliar que os fantasmas em torno da imagem dele tenham sido parcialmente dissipados - e que a lembrança daquele meu encanto pela capa de Dangerous tenha me feito descobrir, anos mais tarde, a genialidade de um artista que escreveu sozinho um capítulo da História da Música.


Eu precisava dividir isso contigo.

Beijão do Primo,
Dave.