quarta-feira, 8 de julho de 2009

As patricinhas de Beverly Hills


Eu tenho o dvd de “As patricinhas de Beverly Hills”, comprei no balaio das Americanas com muito orgulho e muito amor.
Já assisti várias vezes – inclusive a versão dublada (erghh) da Sessão da Tarde.
Só muito tempo depois de ter assistido pela primeira vez é que eu soube que se tratava de uma versão moderna de “Emma”, da Jane Austen (que é uma das minhas escritoras preferidas desde sempre), e aí eu tratei de comprar o livro e pude perceber que o filme é realmente umas das melhores adaptações.

Sou suspeita pra falar sobre isso já que gosto de tudo quanto é filme baseado/adaptado/levemente inspirado nas obras de Austen. Gosto até mesmo de “Emma” com a Gwyneth Paltrow (o ator que faz o Sr. Knightley é muito gato, tenho que confessar), mas “patricinhas” é muito melhor.
É difícil resistir. Já começa sendo bom logo pelo título: “Clueless” (algo como “sem noção”) foi transformado em “As patricinhas de Beverly Hills, ponto para os tradutores (aqueles que de vez em quando nos brindam com coisas tipo “ Meu Primeiro Amor 2”).
Lá em Portugal ficou como “As meninas de Beverly Hills”, uma prova de que nós, brasileiros, temos muito mais siacabância.

A trilha sonora traz Radiohead, David Bowie, Jewel, Billie Holiday, Supergrass, No Doubt, Cranberries...Músicas que se encaixam perfeitamente no espírito do filme. O figurino é exagerado, e o legal é justamente isso. O que são as roupas da Amber, peloamor?
E o figurino da Cher? E o armário da Cher? Que menina já não sonhou com algo parecido?

O filme ocupa a página 847 do livro “1001 filmes para ver antes de morrer”:

“Quando Jane Austen escreveu seu romance Emma no século XIX, dificilmente teria imaginado que seu conto sobre uma jovem heroína romântica intrometida seria transplantado para a Beverly Hills do final do século XX, mas foi exatamente o que a roteirista e diretora Amy Heckerling fez com As patricinhas de Beverly Hills.
O filme transformou em estrela a jovem Alicia Silverstone (que até então era mais conhecida como a garota do vídeo Crazy, da banda de rock Aerosmith). Ela é Cher, uma adolescente de Beverly Hills cuja mãe, como ela nos informa, “morreu num acidente bizarro durante uma lipoaspiração de rotina”, deixando Cher com seu rico pai (Dan Hedaya) em uma enorme mansão. Embora ela vá à escola com sua amiga Dionne (Stacey Dash), Cher passa a maior parte de sua vida fazendo compras em Rodeo Drive, combinando as peças de seu enorme guarda-roupas e arranjando namorados para suas amigas, incluindo a recém-chegada na escola, Tai (Brittany Murphy), que logo se torna um clone de sua colega mais sabidona.

Como o livro de Austen no qual ele se baseia (muito levemente), há uma história de amor central. Enquanto interfere nas vidas amorosas dos outros, Cher mal nota que seu irmão de criação Josh (Paul Rudd) é um par romântico em potencial até que seja quase tarde demais. No entanto, o filme funciona melhor como uma divertida sátira mordaz sobre as adolescentes do século XX, incluindo sua linguagem própria (homens bonitos são “Baldwins”, uma menção à família de atores encabeçada por Alec e Billy), comentários malvados (“Procurar um rapaz na escola é como procurar sentido em um filme de Pauly Shore”) e cutucões certeiros na cultura contemporânea de Los Angeles (Cher observa que não precisa aprender a estacionar porque há sempre um manobrista disponível).
Heckerling mantém tudo funcionando em ritmo rápido, criticando as vítimas da moda ao mesmo tempo em que faz de sua heroína uma das mais devotadas, e Silverstone se mostra a musa perfeita no papel da chique porém tola Cher.”
Tem como não amar?
P.S: Sou louca pra assistir "Noiva e Preconceito" - a versão bollywoodiana de Orgulho e Preconceito!

10 comentários:

Luna disse...

Muito amor esse texto! Também adoro as patricinhas.

Minhas cenas preferidas: quando Cher descobre que ama Josh e quando ela tenta convencer o ladrão de que não pode se deitar no chão pra não estragar o vestido.

Luna disse...

Josh é tudo!!!!

Meg disse...

Josh é tudo mesmo! Adoro a cena do assalto "this in an Alaia" e quando ela vai sair com o Christian e o pai pergunta:
- O que é isso que você está vestindo?
- Um vestido.
- Quem disse?
- Calvin Klein!

Frankulino disse...

Melhor. Filme. Do. Mundo!

E que Nanael não venha aqui contestar

Nanael Soubaim disse...

Contestar como? Eu não vi. Pelo menos elas usam cós alto, que é o natural no corpo humano.

Eu estava pronto para publicar um tapa-buracos, se não visse um texto de vocês até as 19h. Bom trabalho, filhota. Deixarei a sátira aos planos funerários para outra ocasião.

Frankulino disse...

Nanael, cós alto não só é anti-natural pq é brega e lembra a plateia do Sílvio Santos nos anos 90...

Nanael Soubaim disse...

Tu estás falando de uma cousa e eu de outras: anatomia, ergonomia e medicina.

Gabriel Leite disse...

Minha irmã (mais velha) assistia esse filme toda tarde. E eu acabei apaixonado pela Alicia Silverstone por um bom tempo.

Camila disse...

Alguém sabe o nome da música que toca quando a Cher descobre que está apaixonada pelo Josh? Não é all by myself e tbm não achei na trilha sonora do filme...
Toca na parte que ela tá lembrando dos dois no carro...

thnx

Anônimo disse...

a musica e da Celine Dion
All by Myself, e mesmo muito linda essa musica