segunda-feira, 31 de março de 2008

Lady Murphy também me ama, Melzinha!

Lendo o último (último, não; mais recente) texto da Melzinha, em que ela cita a Lady Murphy, percebi que, nos últimos tempos, a coisa não tem estado fácil para mim, também. Lady Murphy também é minha fã. Quero contar as últimas (últimas não; mais recentes) que essa bondosa senhora aprontou comigo. Preparem seus corações!

Costumo sempre levar um lanche para o trabalho, porque não posso ficar a tarde inteira sem comer. Semana passada, ao procurar alguma coisa que eu pudesse levar, não encontrei nada de que eu gostasse. Tinha banana - mas e eu lá sou mulher de ficar comendo banana no serviço? Nem morta! Lanchinho da tarde tem que ser alguma coisa trash, tipo biscoito Calipso e uma latinha de Fanta Uva. Procurei na despensa e encontrei um pacote de bolacha - não era Calipso, mas dava para o gasto. Na hora do lanche, quando abri o pacote e dei a primeira mordida numa bolacha, senti um gosto horrível de coisa velha. Fui olhar o pacote e, para a minha surpresa e desgosto, a validade já tinha expirado há tempos. Em novembro, mais precisamente. Tive que jogar tudo fora e passar a tarde toda chupando bala, que era a única coisa comestível ao meu alcance.

Hoje de manhã, ao me olhar no espelho, encontrei um cabelo branco (não, não foi a primeira vez). Tentei arrancá-lo de todas as maneiras, mas ele não saiu. Quase fiquei sem cabelo na parte de cima da cabeça, porque consegui arrancar todos os que estavam perto, menos ele. Desisti. Está aqui até agora. E é bem divertido (oi?), porque o fiozinho é mais curto do que os outros e é arrepiado, igual aos cabelos do Cebolinha. Achei lúdico. Mais tarde eu resolvo isso, nem que tenha que usar uma pinça.

Falando em cabelos, outro dia fui fazer uma hidratação no salão de beleza (que nem resolveu coisa nenhuma, só me fez ficar um pouquinho mais pobre). O cabeleireiro perguntou se eu não queria fazer uma escova e eu resolvi aceitar, para mudar um pouco de estilo. Depois de todo o estica e puxa, percebi que o cara tinha repartido o meu cabelo bem no meio. Achei estranho... Quando fui conferir o resultado no espelho, a única coisa que me passou pela cabeça foi: "Fiquei parecendo o Saruman, só falta a barba e o cabelo todo branco!". Não é o máximo freqüentar um salão em que os cabeleireiros são fãs de "O Senhor dos Anéis"? NOT!

O que eu mais admiro na Lady Murphy é a sua perseverança e fidelidade. Eu tenho a mais absoluta certeza de que ela jamais me abandonará. Quando ela entrar em contato novamente comigo, eu conto mais historinhas...

sábado, 29 de março de 2008

Post desesperado.

Galera, DEU!
Minha semana, quer dizer... Ela foi muito cansativa, sério!
Várias aulas extras, várias horas de estudo... E, pra completar, estou numa semana coidipobre... tenho que acordar às 4:00 da manhã diariamente!
Isso mesmo, 4:00 da manhã! Tipo quando passa, no Fantástico, uma matéria sobre a vida de algum servente que achou uma mala de dinheiro no aeroporto e devolveu...
Logo dá pra prever que eu não fiz nada pra o blog, né?
E vocês não vão querer ler uma redação sobre aborto, quem vem aqui vem atrás de sidivertir. Então o que eu vou mostrar hoje é uma conversa minha com a Dé, só que editada, claro!

***
Frank diz:
Dé, essas mensagens voltando são uó, não sei pq que toda vez que falo com você as mensagens voltam...
Luna diz:
Coidipobre, néam?
Frank diz:
Acho que essa interferência vem do norte.
Luna diz :
Sempre o norte.
A culpa é do Tocantins
Frank diz:
néam?
Luna diz:
Sou amiga do Fera no orkut... Fera, Compádi, só tem gente chique, néam?
Frank diz:
Ser amiga do compádi, aqui no Brasil, é como ser amigo da Paris, néam?
Frank diz:
O novo texto do Fio é triste, né?
Luna diz:
Ele deveria começar a ouvir axé, a vida dele ia mudar!
Luna diz:
u-rá u-rá do ketu! o araketu é a banda do povão
Luna diz:
araketu é chique (oi?)
Temdemsia
Luna diz:
o fogo é fogo... esquenta!
esquenta o nosso amor! (filosofia araketiana)
Frank diz:
o fogo é fogo é o novo “seres humanos têm koo”
Luna diz:
a melhor parte da música é quando ele diz: Sijooooooooooga galera!
Frank diz:
caraca, ele criou essa gíria gay/rafística
Luna diz:
neám?
por isso q Ara é temdemsia loosho
Luna diz:
O corpo estremece, as pernas desobedecemmmmmmmm
Frank diz:
Mau de Parkinson PRIDE!
Luna diz:
eu quebrei balancei vibrei (mas hein?)
Frank diz:
melhor frase do universo EVER.Nenhum sentido de ordem cronológica!
cadê a lógica...? Não seria, vibrei, balancei, quebrei?
Luna diz:
Melhor é o fogo é fogo, esquenta
diz duas vezes o óbvio: q o fogo é fogo e q esquenta
Frank diz:
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK mimato de rir com a gente... rss
Frank! diz:
mas a gente só vai ser alguém na noite (/TDUD?) quando conhecer a Lele (do TDUD?), néam?
Luna diz:
eu sei quem é a Lele... mas como a gente vai conhecer ela?
Frank! diz:
Sei lá... Fazendo um apelo na Sônia Abrão. A gente fala que é filho de uma blogueira famosa...
Frank! diz:
ela deve ser gênio... e já mostrou que tem tendências axérianas.
Uma vez eu falei da Sarajane na comunidade do TDUD? e ela respondeu:

Abre a rodinha

Luna diz:
EEEEEEEEEEEEEEEE
Lele é temdemsia, luxo e opulência
Luna diz:
e abundância
Frank! diz:
kkkk
Luna diz:
começou a tocar a música cumádi e cumpádi do Leandrileonardo
Frank:
kkkkkkkkkkkkkk
Luna diz:
um sinal de q vamos conhecer a Lele,
o espírito do Leandro aprova
Frank! diz:
adoro o Pam-pam, pam, pam-pam, pam-pam-pam no começo
Luna diz:
rss
Luna diz:
acho total coidipobre, mas no bom sentido
Frank! diz:
rss...
É gera-gera geração coca-cola, molha calça toda hora de tanto sisfregar
Incontinência urinária pride!
***
Lele, não somos Sônia Abrão, mas fazemos um apelo. Queremos conhecer você!

sexta-feira, 28 de março de 2008

"Here comes the pain!"

Assim se inicia "(sic)", um dos grandes sucessos do Slipknot, e uma das minhas preferidas deles também.

Outra frase dessa mesma música diz "You can't kill me 'cause I'm already inside you!"

É a sensação que eu tenho... Lá vem a dor, e eu não posso matá-la porque ela já está dentro de mim.

A dor à que me refiro não é física (os 40 cigarros diários ainda não fizeram efeito). Nem meus 130Kg tampouco me afetam, ainda.

Ainda.

A dor à que me refiro é espiritual, mental... Emocional.

Em vários textos, que não publiquei aqui, eu me referia à sensação de estar em um hiato da vida.

Esse hiato nunca termina. Parece que minha vida inteira tem sido lutar contra moinhos de vento.

Já tive crises de fé. Condenei Deus por me causar sofrimento, lágrimas e tristeza.

Mas a culpa não era dEle.

Já tive crises internas. Condenei à mim mesmo por passar por sofrimento, lágrimas e tristeza.

Mas a culpa não era minha.

Já culpei os outros. Condenei à todos por me causarem sofrimento, lágrimas e tristeza.

Mas a culpa não é deles.

Daí me vem à mente a música "New Abortion": "We are all the New Abortions, the only generation to suffer extortion".

Eu me sinto extorquido. Extorquido de meus sonhos, de meus desejos, de minhas vontades.

Extorquido de chances, de possibilidades...

Dave Coelho, o "Auto-Ajuda-Man", vai dizer que eu estou me entregando... E que eu estou errado.

Não vou discutir... Não vou brigar... Não vou me justificar.

Só posso dizer... "Você não vive dentro de mim pra saber o que sinto, ou como sinto".

Minha vida é minha, e é tudo o que eu tenho.

Melzinha ainda vive!!

Já falei que a Lady Murphy me adora. Mas adora de verdade. Ontem, quando cheguei na minha casa para fazer o texto pro Tali-Coisa adivinhem o que aconteceu? Sim, o computador não ligou. O safado resolveu fazer greve. E isso tem sido comum, principalmente quando eu necessito com todas as forças do meu ser fazer alguma coisa mais do que urgente pra ontem. Por isso que eu não me dou com essas tecnologias. É muita palhaçada pra minha cabeça.

Enfim, peço desculpas ao meu amigo Fio por invadir a sexta-feira, mas não podia deixar mais uma semana sem um texto meu por aqui. Preciso marcar território, sabe? Vai que esses meus companheiros (vibe Lula??) talicoisísticos resolvem me demitir por justa causa e colocar outrazinha no meu lugar. Por isso estou aqui.

Essas últimas duas semanas foram uma loucura. Como vocês sabem, mudei de emprego. Era um dos meus objetivos para esse ano que consegui alcançar muito mais rápido do que pensei. Estou muito feliz, mas também muito cansada. Vocês sabem que se adaptar a uma mudança é um pouco complicado. Saí de uma agência de comunicação com pouco mais de 20 pessoas. Hoje, trabalho em uma das maiores empresas de assessoria de imprensa do País, com mais de 130 pessoas. É uma mudança e tanto, não? No outro emprego eu assessorava sete clientes; aqui atendo um, mas que vale por mais de 30. Sou assessora do Senac SP e vocês não têm idéia da demanda que esse cliente exige. Tô de cabelo em pé! Quem mandou fazer jornalismo? Quem mandou querer trabalhar com assessoria de imprensa? Agora agüenta as conseqüências. Mas devo dizer que adoro o que eu faço e não me imagino fazendo nada diferente disso. Tenho que encarar essa nova fase da minha vida como um grande desafio e um super aprendizado pra minha vida profissional. Existem procedimentos aqui que eu não conhecia, e olha que eu trabalho em assessoria há mais de dois anos. Sei que vai ser uma grande escola pra mim e estou disposta a me dedicar bastante.

E mudar de emprego também trouxe outra maravilhosa mudança: utilizar metrô e ônibus de novo. Nossa, eu não conseguia mais viver sem aquele aperto, aquela união, aquela coisa bonita de se relacionar com outras pessoas de maneira tão próxima. Mentira!!! Se existe um lado ruim de ter mudado de emprego é esse. Alguém tem um carro sobressalente por aí pra emprestar pra mim? Ficaria muito agradecida. =P

Então, estou por aqui e assim que minha criatividade voltar eu escrevo sobre algo mais interessante. Minhas idéias foram todas sugadas pelo Senac. Prometo que volto semana que vem com algum tema mais interessante do que minha vida.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Sessão Professor Tibúrcio


Semana Santa estive passeando por duas simpáticas capitais nordestinas: João Pessoa e Recife.
Na mala sempre se traz fotos, quinquilharias regionais e lembranças. Mas nada mais curioso pra tascar no Talicoisa que as particularidades que a gente vai catando >>>

Tipo, o ponto mais extremo das Américas: A Ponta do Seixas, em João Pessoa.
A segunda cidade mais verde do mundo - perdendo só pra Paris? João Pessoa.
Butico, Furico, Fueiro são regionalismos sinônimos de uma-coisa-que-todo-mundo-tem. Mas que só se fala em João Pessoa.
Ariano Suassuna, Assis Chateaubriand, Augusto dos Anjos, José Lins do Rego, Elba Ramalho AND Zé Ramalho são exemplos de criaturas ilustres que nasceram em João Pessoa.
A estrela 19 da bandeira nacional representa o estado da Paraíba, cuja capital é João Pessoa.
Aliás, a bandeira da Paraíba exibe a inscrição "NEGO" justamente porque foi o que ouviu de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, Washington Luís, então presidente do Brasil, quando quis indicar Júlio Prestes à presidência.
Definidas as cores da bandeira: vermelha (que ocupa dois terços) e preta (um terço da bandeira), sendo que o vermelho representa a cor da Aliança Liberal e o preto o luto que se apossou da Paraíba com a morte de João Pessoa.
[Juro pra ti que essa parte da História do Brasil é delícia de ler. Corre lá!]

Semana que vem tricotaremos sobre Recife e Olinda.

terça-feira, 25 de março de 2008

Modismos

Hoje eu vi uma mulher usando uma sandália mais ou menos assim (era prateada e mais feia ainda):

Meu Deus, o que leva uma pessoa a produzir um calçado desses? E pior, o que leva uma pessoa a COMPRAR um?
Essa moda de sandália estilo gladiador é o fim!
E por causa dessa famigerada sandália eu acabei lembrando de mais modismos, sendo que eu não escapei de alguns:

Sapatênis: Eu tive dois e isso foi mais ou menos na quinta série, acho que foi uma herança meio Spice Girls. Quando sua altura não passa da casa dos 1,50m você acaba achando isso muito válid


Mochila inflável: Era febre nos camelôs e a minha era rosa, não cheguei a usar na escola porque tinha a mínima noção de que era muito brega.




Anel-pulseira da Jade: outro campeão de vendas no camelô e eu acabei ganhando um, só que no início da novela eu achava que a Giovanna Antonelli tinha a maior cara de macaco (depois acho que a galera se ligou e melhorou o visual dela), então, acabei nem usando muito.


Pulseira de plástico da Nike: inicialmente era coisa de playboy, depois se disseminou pelos camelôs e dava pra comprar por cinqüenta centavos, três por um real/ vale de transporte e tal...
Não cai nessa.



Anel articulável da Cuca (Débora Falabella em Um Anjo Caiu do Céu): eu achava o máximo e queria ter um, só que o anel era praticamente do tamanho do meu dedo e eu acabei me contentando em usar quatro anéis que formavam a palavra love (mico).


E para completar (não é bem um acessório, só que agora eu já entrei no clima): Bichinho virtual! A maior febre no mundo infantil que eu vivenciei. Meu tamagotchi era igual a esse:


segunda-feira, 24 de março de 2008

Tocantins, gnomos e outras coisas assustadoras


Anotação no meu diário: “O cara do Tocantins já me ligou umas mil vezes, hoje. Por que as coisas deram errado justo com ele, coitado? E eu é que tenho que resolver, né? É cliente... Estou me sentindo poderosa, resolvendo pepinos de gente lá do outro lado do país. Mas ainda bem que hoje existe tecnologia. Imagina se eu tivesse que viajar para o Tocantins? Eu tenho medo do Tocantins!”.

Relendo o parágrafo acima, percebi que tenho medos bizarros. Ora, onde já se viu ter medo do Tocantins? Se fosse só isso, não seria problema. A verdade é que eu morro de medo de todo o Norte do país (e do Mato Grosso também!). Mas por quê, meu Deus? Sei lá, a impressão que eu tenho é a de que, se eu fosse para aqueles lados, não voltaria mais. Imagino uma coisa meio “Morgana no País das Fadas”. De onde eu tirei isso, não sei. Mas não me convidem para conhecer aquelas paragens. Eu não volto, sei que não volto! Ai, que vibe sinistra!

Pronto! Foi só falar em Morgana, país das fadas e talicoisa, que lembrei de outro medo infundado: gnomos. Gnomos e anões de jardim. É claro que nunca vi um gnomo de verdade (e sairia correndo, se encontrasse algum perdido por aí), mas existe alguma coisa aterrorizante no olhar dessas criaturas. As estátuas de gnomos e os anões de jardim têm cara de homens maus. Cara de quem vai esperar a gente dormir, para ganhar vida e vir assombrar a gente. Será mesmo? Eis uma coisa que eu prefiro continuar não sabendo!

Pensando bem, meus medos não são tão bizarros assim. Eu não acho! Afinal, já atravessei uma rua, para não ter que passar por uma galinha. Já dei a volta na quadra, para não ter que passar perto de um cavalo (amarrado). Também já dormi no sofá da sala, para não ter que enfrentar uma simples barata, que resolveu ser minha colega de quarto. Isso sem falar da vez em que subi uma montanha a pé, para não ter que andar de teleférico. E da vez em que me escondi no armário, numa noite de temporal (eu já era maior de idade).

Quem tem medo sobrevive! E ainda tem histórias vergonhosas para contar, em dias como este, em que a inspiração ficou com medo de mim.