Sabe aquela sensação de que algo muito ruim vai acontecer? Você sua frio, tem taquicardia, quer fugir, mas não tem para onde. Sua ansiedade atinge o limite máximo, você deseja morrer – ou ficar muito doente – para não ter que enfrentar aquilo. Ao longo da minha vida me senti assim várias vezes. Sempre que era dia de Educação Física.
Brincadeiras
Até a quarta série, minhas aulas de Educação Física se resumiam a brincadeiras, como a do Ovo Podre. Acho que isso acontecia porque a minha escola não tinha muitos recursos, como uma quadra de vôlei ou um campo de futebol. De vez em quando, a professora tinha a brilhante idéia de fazer competições de corrida. Eu sempre perdia. Todo mundo dizia que eu não corria o suficiente. E eu não conseguia ver sentido nenhum naquilo. O que se ganha correndo?
Danças Gaúchas
Um belo dia, fui convocada a participar do grupo de Danças Gaúchas da escola. Não foi por causa das minhas fantásticas habilidades de dançarina. A professora simplesmente convocou um número X de crianças e eu estava entre elas. Não foi tão ruim, até que eu gostava. A gente se sentia importante quando saía da aula para ensaiar, enquanto os outros ficavam lá, presos na sala de aula. Eu não era a pior dançarina, até onde me lembro. Às vezes eu era xingada porque me distraía muito. Pena que o grupo de dança era igual ao Menudo: depois de uma certa idade, a gente tinha que sair.
Esportes com bola
A partir da quinta série, tudo o que era doce se acabou. Começamos a aprender a praticar esportes de verdade. Não era igual a jogar vôlei na rua. Na escola tinha rede, tinha time e tinha regras. E eu tinha todos os motivos do mundo para ficar ansiosa quando era dia de Educação Física.
O vôlei era o meu pior pesadelo. Eu odiava ter que jogar aquilo. E esse ódio se refletia no meu desempenho. Era sempre a última a ser escolhida para o time. Meus saques muito raramente passavam para o outro lado da rede. Quando a gente tinha que trocar de posições na quadra, eu nunca sabia para onde ir. De vez em quando, aproveitando a distração da professora, minhas colegas me deixavam permanentemente na posição de levantadora, onde eu não precisava fazer nada. Assim, o time não perdia pontos e eu podia praticar minha maior defesa: deixar o corpo na quadra e levar a mente para outro lugar, bem longe dali. Eu era ótima nisso, pena que essa habilidade nunca valeu nota, nem elogios.
Além do vôlei, havia o handebol, que era o meu esporte preferido. Eu jogava muito bem, porque handebol é um esporte muito fácil. Vou ensinar o segredo do meu sucesso: é só seguir a manada. Se todo mundo corre numa direção, você corre junto. Se a bola vier na sua direção, você desvia dela e deixa que alguma fanática por esportes faça o que deve ser feito. Você é figurante, não é atração principal.
Quando o Brasil foi tetra campeão, as meninas da minha aula tiveram uma iluminação: aprender a jogar futebol. Graças a Deus, naquela época, o professor de Educação Física não obrigava ninguém a jogar. Eu ficava assistindo ao jogo com extremo desprezo. Querer jogar futebol só porque o Brasil ganhou a copa é o mesmo que fazer aula de dança do ventre por causa da novela “O Clone”. A adolescente que eu fui odiava modinhas.
Dança, de novo
Depois de todos os traumas físicos e psicológicos, do estresse pós-traumático e dos danos morais e materiais que sofri por causa dos esportes com bola, no Segundo Grau (oi?), cheguei ao paraíso. Na minha nova escola, nós podíamos escolher a modalidade esportiva que quiséssemos. Eu escolhi a dança, porque não precisaria chegar nem perto de uma rede ou de uma quadra.
Não era ruim, mas também não era bom. Meu maior vexame foi ter que fazer um trabalho em grupo sobre rumba. Eu sei lá o que é rumba? A gente se preparou mal e porcamente e depois teve que dançar na frente da turma toda. Teve de tudo: de coreografia mal ensaiada a meninas tropeçando na saia e quase caindo. Ainda assim, era bem melhor do que jogar o maldito-seja-eternamente vôlei.
Você pode até pensar que eu sou muito loser. Pode até ouvir aquela música do Beck em minha homenagem. Mas sou uma sobrevivente. E digo mais: aos 31 anos, meu corpinho está bem melhor do que o de muitas das minhas ex-colegas fanáticas por esportes. E juro que jamais pus os pés numa academia.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Tortura através dos anos
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Luna
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Repasse urgente, é sério... ou não.
Olá, meu nome é Manoel Furtado, mas actualmente sou um mané seqüestrado. Sou professor da Ucla e estava de férias no Brasil, quando fui vítima de um novo golpe.
E pensar que todos os dias um "novo golpe" mirabolante, como o caricaturado acima, aparece em minha caixa de mensagens. Rir, que mais fazer?
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Nanael Soubaim
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Tesoura e cola - ou: como bolar incríveis manchetes chamativas
Vocês lembram da legendária revista MAD? Uma de minhas colunas preferidas era aquela do faça-você-mesmo, em que, numa espécie de recorte-e-cole (metaforicamente falando), usando determinadas frases e personagens chave era possível montar histórias de terror, notícias de jornal e talicoisa.
Mais ou menos como os famosos geradores do Mundo Perfeito e outros.
O que era uma boa piada infelizmente parece ter se tornado regra hoje em dia. As pessoas nem precisam mais de tesoura e cola (ainda que meramente imaginativas). Bastam os famigerados control+c e control+v que num instantinho se pode montar qualquer coisa. E, se não houver uma notícia de verdade, basta rearranjar as frases e criar uma, seguindo o espírito de JJ Jameson.
Vamos supor que você queira ter um blogue/revista/etecétera de fofoca. Você pode bolar incríveis manchetes chamativas a partir das sugestões abaixo.
a) Para o verão
"X mostra sua boa forma em [insira aqui uma praia da moda]"
"Y lê revista e W confere o bronzeado"
"K mostra seu lado maternal com seus filhos"
"Q, ex-BBB, aparece despreocupada em calçadão"
"Mulher-[fruta da vez] pára a praia XY"
"Calor e alegria: Fulannette se esbalda em Salvador"
b) Para o Carnaval
Além de variantes das alternativas acima, ainda tem:
"X arrasa na avenida"
"W confere a bateria da Unidos da WYZ"
"Tipannyyy se descuida e mostra mais do que queria" (mulher-sem-calcinha)
"Q, Ex-BBB, é a rainha de bateria da Acadêmicos do WRST"
"O carnaval não pára na Bahia e Beltranette dá o tom"
c) Para o inverno
"W no friozinho gostoso de [insira aqui uma cidade fria brasileira]"
"Y e K no charme de [insira uma cidade fria latino-americana]"
"H foge do frio em [insira cidade preferencialmente nordestina] e confere a culinária local"
"Cicranette agita o inverno mais quente do Brasil" (lógico que é na Bahia)
"Ex-BBB´s se esbaldam em/na/no [parque de diversão multitemático]"
Que outras categorias você acrescentaria?
Obs.
1. Notei que o pessoal atórammmmmmm o verbos conferir. Serve para quase tudo: desde lançamentos de livros a sorvete no quiosque.
2. As frases acima são produto da minha imaginação pérfida e não foram retiradas de nenhum sáite/blogue/revista.
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Adriane Schroeder
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Sangue de Jesus tem poder!
Uma vez, escrevi aqui sobre o porquê de eu não assistir mais novelas. Hoje, enquanto voltava para casa, lembrei de uma novela de que eu gostava muito e que, para mim, foi a melhor de todas: Vale Tudo, de Gilberto Braga.
Quando ela foi ao ar pela primeira vez, entre os anos de 1988 e 1989, eu tinha entre dez e onze anos. Diz o pessoal mais velho, que se lembra melhor das coisas, que a novela foi marcante por causa das críticas sociais. Tinha um personagem, o Marco Aurélio, que era um empresário corrupto – e acabou fugindo do Brasil, sem ser punido. Igualzinho ao que acontece na vida real.
Mas não estou aqui para falar de mazelas brasileiras. Para mim, o que mais torna Vale Tudo inesquecível são as quatro divas. Regina Duarte, Glória Pires, Renata Sorrah e Beatriz Segall deram um show de interpretação e suas personagens são lembradas até hoje. Uma novela ter quatro atrizes arrasando é um fato raro. Hoje em dia, temos um personagem que rouba a cena e temos que nos dar por satisfeitos.
Regina e Glória interpretavam Raquel e Maria de Fátima, mãe e filha que não poderiam ser mais diferentes. Raquel era uma mulher batalhadora, correta, honesta, que vivia dizendo que “sangue de Jesus tem poder”. Maria de Fátima não valia o ar que respirava, queria ficar rica da maneira mais fácil: dando o golpe do baú. No final das contas, as duas conseguiram subir na vida. Raquel vendeu sanduíches na praia, depois criou uma cadeia de restaurantes. Maria de Fátima deu seu golpe do baú – casou com o filho banana de Odete Roitmann.
Preciso abrir um parêntese e dizer que Regina Duarte interpretando uma mulher de fibra, de quem todo mundo gosta, já é um clássico da teledramaturgia brasileira. Assim como, em qualquer novela, todas as mulheres se apaixonam pelo Tony Ramos, mas acabam indo para a cama (ou para um monte de feno, ou para o banco de trás de um cadillac) com o José Mayer.
A cena abaixo é antológica, já é um clássico talicoisístico. Nela, vemos Maria de Fátima destilando toda a sua maldade. Vejam e aprendam a arte do desprezo!
“Mas é pobre! Você sempre se cercou de gente pobre! Você pode gostar, mas eu não gosto!”
“Pára de me chamar de Maria de Fátima, que eu odeio esse nome! Já me basta a vergonha de estar assinando esse nome de pobre em talão de cheque!”.
“Ninguém suporta pobre!”.
“... agora, você tinha que aparecer na frente dele com essa sua figura triste, para estragar a minha vida!”.
“Um dia eu vou poder te ajudar... porque, apesar de você ser pobre, você é minha mãe!”
“Se você soubesse de alguma coisa, não teria chegado a sua idade só com a rua para andar!”.
Raquel, porém, não deixou barato e acabou criando um bordão fantástico, que pode ser repetido em todas as ocasiões, só mudando algumas palavras: “Pra que táxi, Maria de Fátima?”. Adooooooooooro!!!
Na cena seguinte, é a vez de Raquel se vingar. Como ela é a boazinha da trama, não tem tanta graça.
"Eu odeio vocês, eu tenho nojo de vocês, eu tenho nojo! Noooooooooooojo!"
"Eu tenho a minha consciência limpa, e é com ela que eu vou subir. E um dia você vai cair!"
"Você vai bater na minha porta, e eu vou ter o prazer de bater com a porta da minha casa na sua cara!"
"Moooooooooooooooooooooooooooooooooonstro!!!!!!!!!! Mooooooooooooonstro!!!!"
Maria de Fátima, porém, não deixou barato e também criou um bordão instantâneo: "Sorte a do Ivan!".
Regina Duarte, quem diria, já foi diva. Eu já falei, e espero que Gabriel Leite não me ouça, que quem estragou Regininha foi o Maneco. Antes disso, ela fazia bons papéis, sempre com as suas marcas registradas: a carinha de cachorro que caiu da mudança e o famoso torcicolo.
Falando no torcicolo, tenho para mim que Regina Duarte deve ter sido degolada ou enforcada numa encarnação anterior...
Quanto às outras duas divas de Vale Tudo, isso é assunto para outra postagem.
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Luna
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sábado, 22 de agosto de 2009
Como pode ser tão ruim?
A propaganda oficial brasileira é um dos maiores ralos do erário público. A linguagem é quase sempre vaga, parece que os publicitários em questão têm medo de passar a mensagem que precisam passar. Se bem que na política o medo de expor a opinião tem o amparo da realidade.
Certa tarde (inteira) em uma fila do hospital Juarez Barbosa, me deparo com um cartaz (pretensamente) de esclarecimento a respeito da Hepatite B. Como não tenho a imagem no momento descreverei; Um cartaz horizontal com seis elementos principais, da esquerda para a direita: um rapaz negro dançando break no chão, uma garota cadeirande com uma bola de basquete na mão, outra garota fazendo pose de "gatinha", um enorme sinal de proibido pintado no muro já pixado, um surfista fazendo pose e sinal com a mão como se estivesse na praia, uma skatista fazendo pose com o veículo aos pés. Esclarecimentos a respeito da doença? Não. Instruções claras sobre como evitar a doença? Não. Um texto, ainda que rápido, mostrando as diferenças entre as hepatites? Não. Uma legenda dizendo o que aquela garotada fazendo poses estereotipadas têm a ver, directamente, com a prevenção? Não.
No decorrer das várias horas em que esperei para ser atendido, me perguntei o que era aquilo. A única conclusão a que cheguei, e que descartava o uso indevido e descarado dos impostos que eu pago, é que se tratava de um preenchimento de cotas. Porque a maior preocupação na formulação de uma propaganda oficial, já ficou claro, é ser politicamente correcto, ainda que o resultado final mate a mensagem a ser passada. Informar corretamente, de modo directo e claro a população é muito arriscado. Se o povo começa a pensar, logo começa a questionar, então políticos e programas de televisão perdem seus públicos.
Um exemplo recente de propaganda televisionada, é a que alerta para o excesso de elocidade nas estradas. Estereotiparam o motorista de tal modo, que em vez de engraçado ou carismático ficou canastrão. Ter graça ou carisma ajuda a fixar a mensagem na coletividade, ser canastrão, bem, quem entrou em uma sala de cinema e se esqueceu do filme meia hora depois do fim, sabe do que estou falando. A mensagem final foi "Foi a última vez que ele ouviu sua música preferida", a música era um rock pesado... Eu gosto de rock e não dirijo daquele jeito. Nada foi mostrado de modo claro, apenas sugerido, e muito mal sugerido. Não que eu queira ver aquele erro crasso do Detran, mostrando gente completamente desfigurada na televisão, sem maiores explicações. Só quero profissionais competentes trabalhando livres da censura política e partidarista politicamente patética. Mostrar o carro sendo abalroado de frente por um caminhão, por ter feito uma ultrapassagem perigosa, teria custado pouco e passado a mensagem.
As campanhas sobre medicamentos, então, me ofendem com tamanha incompetência. Digo "incompetência" porque não sou leviano de pensar primeiro na única outra hipótese, a da corrupção. Dão a entender que os laboratórios as encomendaram. Photographei algumas na Vigilância Sanitária Municipal de Goiânia, e minha chefe concordou comigo. São desenhos muito mal feitos, infantilescos, parecem ter sido coloridos com giz-de-cera vencidos. A intenção de quem idealiza as campanhas, quase sempre médicos, é das melhores, mas infelizmente na esphera pública uma idéia precisa passar por muitos filtros e muitas pessoas, muitas delas ocupando cargos de confiança sem ter conhecimento de causa para tanto. É aqui que dana tudo, que conceitos pessoais de certo e errado interferem directamente no trabalho. Notem que em momento algum eu me referi a interesses torpes, estou deixando tudo no ameno orbe da incompetência, que não é crime... Pena.
Cito duas propagandas oficiais que foram directo ao ponto e deram seu recado. Uma de Moçambique mostrando um caminhoneiro descendo do caminhão, já em casa, sendo acolhido pela família. É uma campanha contra a aids, que incentiva o caminhoneiro a pensar na própria família. Outra é nacional, uma pérola. Mostra um senhor já maduro na sala de cinema, com os traços endurecidos pela vida, começando a lacrimejar de emoção pelo filme. Se não me engano era uma campanha pela saúde do coração e a frase no fim era "Chore se for homem". Acreditem, esta propaganda tão liberal e avançada até para os dias de hoje, se deu durante o governo do Presidente Figueiredo. Oh, ja, mein herr. Uma propaganda da ditadura combatendo o machismo, algo que a nossa democracia bêbada nunca fez de verdade. Que ironia. Certo que o Figueiredo, em matéria de ser democrático, dava de dez na maioria dos caciques políticos hoje em liberdade, mas já faz um quarto de século que ele colocou um fim no regime, e as propagandas oficiais só pioraram com o tempo. Há uma diferença entre colocar em discussão e simplesmente discutir.
O que sugiro? Dusas cousas: Deixar publicitários tratarem de publicidade, existe já uma entidade própria para a regulação da propaganda, não precisamos de um doutor bacharéu com cargo de confiança dando pitacos; Olhar par trás, para ver o que e porque deu certo, e o que e porque não deu certo. Se o Estado se empenhasse no esclarecimento da população como se empenham seus dirigentes em suas campanhas eleitorais... Deixa, é utopia. Apenas dê uma olhada na ilustração e veja o quanto eles se encheram de dedos e medos de ofender, na hora de elabora-lo. Para quem não tem muito discernimento (o grosso da população) dá a entender que se medicar é legal.
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Nanael Soubaim
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Não presta? Quebra e joga fora! (ou respire fundo e diga: goosfraba!)
Eu sempre achei patético gente que quebra objetos inanimados por puro ódio. Tipo o cara que esmigalhou o controle remoto por não estar funcionando e só depois foi ver que o problema tava nas pilhas. Bom, o fato é que eu descobri recentemente a dor e a delícia de trogloditar. De bancar o Chuck Norris. De dar uma de Steven Seagal. Acompanhe.
* NOTA: O texto que talvez você leia, tem muito palavrão. Depois não vá reclamar... Caralho.
Devil Coelho: Ok, vamos aos fatos: a sua internet só conecta quando acha que deve. O carregador do seu celular também agia assim, mas decidiu aposentar de vez. (...) Ah sim, a TV da sala quebrou. Dê um fim nisso, colega!
DaveCoelho: Gente, que porra! Nada presta! O dia hoje foi babado e eu não posso tricotar! Nada de celular e nada de internet! Miséria!
Divino Coelho: - Se você raciocinar um pouquinho, vai ver que isso tudo é facílimo de ser resolvido. Eu vou te dar uma super dica, meu amor: vá pessoalmente a casa daquele técnico conhecido e peça pra ele vir ver qual o problema com a internet! Dep..
DevilC: Que mané técnico, colega! Essas porcarias não prestam MESMO. Vá lá e arranque esses cabos infelizes pra dormir tranqüilo, minha gente! O carregador do celular nunca prestará! Conscientiza-te! Para de tentar dialogar com essas tralhas, picote-as e deposite no lixo! Já!
DivinoC: Não dê ouvidos! Já não vivemos mais na selvageria e na barbárie! Jogar na lixeira... ora essa...
DevilC: Não, sério! Tudo bem que a lixeirinha é de plástico, colega... Mas se você olhar com a cabeça levemente inclinada, dá até pra confundir com um Tupperware.
DivinoC: Não seja besta, diga: Goosfrab...
DaveCoelho: Gente, realiza! Meu celular ta descarregado! Tô incomunicável, caceta! E já tô mexendo nesses cabos há horas pra ver se internet conecta e NADA! Tô muito puto, caralho!
DevilC: Baby, há dias você está sujeitado a boa vontade da sua internet. A dica é: destrua os cabos e vá dormir! DESTRUA! Não vai funcionar!
DaveCoelho: Vou destruir essas merdas é AGORA, meu amor! Peralá!
[Arranca os cabos da internet, quebra o conector *]
DivinoC: Tu ta achando isso bonito, é?! Ótimo. Agora não tem mais nenhuma possibilidade de conectar... Quem sabe era só esperar mais uma meia horinha...
DevilC: MEIA HORA? HAHAHAHAHAHA! ALOKA! RS LOL! VSF1 _|_
DaveCoelho: Cadê aquela porra de carregador? LIXO! Merece ir pro lixo é agora!
DivinoC: Gente, um carregador desses no camelô é baratinho... Para com isso...
DevilC: Carregador de cu é rola! HAHAHAHAHAHAHA!
DivinoC: Dave, você sempre achou ridículo quem destrói objetos inanimados em acessos de fúria... É inútil!
DevilC: Que inútil nada, colega! É infernalmente terapêutico! Ui, ui, ui! Calma, nervosinho!
DaveCoelho: Porra nenhuma! Se é patético ou terapêutico, eu tô puto demais pra diagnosticar. Mas uma coisa é fato: NUNCA MAIS vou ser perturbado por este carregador e nem por esta porra de internet! Foda-se! E o que eu faço com a TV?
DevilC: Ah, a xentchy ressóvi!! Várias vezis11 rs
DivinoC: HAHAHAHAHA! (...) RUM! Não vi graça...
DaveCoelho: Ah, calem a boca!
Vitória da Equipe Vermelha - e tudo resolvido em menos de uma semana.
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Davi Coelho
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Como assim???
Então, antes de tudo queria avisar que preciso que alguém troque de lugar comigo aqui no TC, pois as quintas-feiras não são mais um dia auspicioso (/"O clone II, a Missão", também conhecido como "Caminho das Índias"). Pode ser uma quarta, sem problema.
Um boné que tem um abridor de garrafa acoplado à aba. Como assim??? Como alguém teve a brilhante idéia de associar as coisas? Até onde eu saiba, um abridor de garrafas é algo que qualquer boteco, por mais pé-de-chinelo que seja, tem. Num acampamento? Talvez, mas um abridor não pesa tanto assim. E a idéia de abrir uma garrafa com um objeto todo suado, com o combo de gordura-de-cabelo e fios propriamente ditos destrói minha sede. Eu passo, obrigada.


Sapato esportivo.
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Adriane Schroeder
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14:16
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