quarta-feira, 28 de abril de 2010

Coisas que aprendi com a ficção

Como faz tempo que não faço uma lista, resolvi elaborar uma pequena, com coisas que aprendi com a ficção. Não se espantem pela tosquice, eu era uma criança sem acesso a cinema, leitura de qualidade e afins. Definiram minha infância e adolescência nos anos 70-80 o SBT, Sessão da Tarde e congêneres.

Trago dez valiosas lições.

1. Uma novela poderia repetir quase infinitamente na TV. Que o diga a Escravizaura.

2. Se você caísse com sua família numa caverna escondida por uma cachoeira iria encontrar seres tipo homem-lagarto, que conviveram com humanos e dinossauros. Era assim o Elo perdido.

3. Se você fosse uma feiticeira ou uma gênia da garrafa, poderia fazer melhor o serviço doméstico e agradar seu parceiro.

4. Uma borboleta podia ser detetive e ter um lindo caso de amor com o príncipe Grilo.

5. Um dos primeiros humanos chamava-se Piteco e também convivia com dinossauros, como na série acima... aliás, como todos os outros humanos pré-históricos da ficção.

5. Seres de formas e cores distintas podiam mostrar as diferenças sem ser politicamente corretos (leia-se: chatos de galocha). Eu amava a família Barbapapa.

6. Crianças sempre tinham animais de estimação que falavam e ajudavam a resolver mistérios, e o fantasma ou mostro era quase sempre alguém do qual a maioria não suspeitava. Era assim com Scooby-Doo, Tutubarão e Goober, só pra citar alguns.

7. Sei que espectro solar é o nome dado às cores decompostas pela luz branca emitida pelo sol; é por isso que Spectreman tem esse nome. Também aprendi que um gorila com peruca loira pode ser um grande inimigo da humanidade.

8. Você poderia chamar um robô de peruca para defender a terra assoprando um apito. E que um robô gigante poderia ter uma aparência ligeiramente egípcia.

9. Personagens dos desenhos animados podiam se fantasiar de mulher para conseguir comida, recuperar uma moeda ou andar sem bilhete num barco sem ninguém os chamar de homofóbicos por supostamente zombarem dos direitos homossexuais e indiretamente taxá-los de ladrões/fraudadores/etc, nem os ultra-conservadores os acusarem de pervertidos por acreditar que incentivavam o travestismo. E só citei alguns exemplos, a lista é grande.

10. Uma garota de 13 anos poderia passar por uma de 16 maquiando-se do jeito certo para ter aulas de violão com o gato-dos-sonhos(e, é claro, chegar bem pertinho dele). Ah... Talvez algum dia!


E vocês, o que aprenderam com a ficção?


6 comentários:

Nanael Soubaim disse...

Que um casamento pode até durar se a mulher aceitar podar alguns talentos, mas se desobedecer o marido e fazer feitiços ele fica muito mais feliz, como em A Feiticeira. protofeminismo camuflado em uma série aparentemente careta.

Luna disse...

Eu aprendi que pais ricos sempre fazem a pergunta quanto-você-quer-para-sair-da-vida-do-meu-filho e as pessoas nunca aceitam o dinheiro.

Dependendo do partido, eu pegava a grana e sumia no mundo. :P

Luna disse...

Também aprendi que a Regina Duarte é sempre boazinha, ética e justa e José Mayer é... pura testosterona.

Nanael Soubaim disse...

Aprendi, com a Vera Ficher, que pessoas podem se transformar em tijolos e ainda assim serem chamadas de musas.

Adriane Schroeder disse...

Nanael de Deus, é verdade. Tinha mas tiradas interessantíssimas desse tipo na Feiticeira. E, infelizmente, tijolos serem considerados padrões de beleza são realidade. Triste.
Luna!!! Saudades, ó sacerdotisa. Atoron essa do "quanto você quer pra sumir da vida do meu filho". E ainda hoje essa batidíssima aparece na ficção, minina!!! Realmente, Reginelena é boa e digna, e Zé Mayer é... #zemaierfacts.

Gabriela Couth disse...

Uhiuahsuiaheius... Eu adorava o Caso da Borboleta Atíria, e mais um monte de livros da Coleção Vagalume...

E tipo, Spectreman não lembra Spectraban? Eu sempre achei o nome desse protetor-solar-base bizarro, e agora piorou.

Uma coisa que eu aprendi com a ficção é: Dragões sempre guardam tesouros :)