segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Homens mais de mesa

Brad Pitt

Meg - Sei lá, ele tem aquela beleza que cansa.
Franj - Perguntada sobre como era transar com o Pitt, Julliet Lewis respondeu, not big deal, e fim de conversa.
Luna – Ele consegue me deixar perdida. Ninguém pode ser tão lindo assim, gente? Brad Pitt é uma alucinação coletiva.

Johnny Depp



Meg - Johnny é Muso! Até de Edward eu pegava, vô minti?
Franj - Jhonny Depp dá medo e sempre que olho pra ele, lembro do Edward...
Luna – O único homem que fica bem de qualquer maneira. Joga no Google, gente. Qualquer look que ele esteja usando, arrasa.

Orlando Bloom


Meg - Morri e fui pro paraíso! Que abundância, mermão!
Franj - Parece aquele VJ da MTV que tá pegando o irmão da Sandy
Luna – Legolas forever.

Hugh Grant


Meg - Aquela coisa da puta foi bizarra, mas quem sou eu pra dizer? Nessas horas até eu queria que minha vida fosse uma prostituição mesmo.
Franj - Hugh S2 aquela moça do sexo oral no carro, sei lá, mas gosto dos filmes dele.
Luna – Poxa, eu posso escrever um texto só sobre as qualidades do Hugh. Ele tem senso de humor, sotaque britânico e olhos azuis. Precisa mais? Precisa! Ele rebola bem. Quebra, ordinário!

Hugh Jackman


Meg - Wolwie, pegael!
Franj - É a CARA do meu professor de geografia.
Luna – Cara de serial killer. Pronto, falei.

Gael Garcia Bernal


Meg - Acho digno ter um espécime latino na lista.
Franj - Who?
Luna – Carinha de pobre, gente. Tipo um Santoro genérico. Mas pegável.


David Beckham


Meg - Considerando os colegas dele, ele é Deuso.
Franj - Puitviado pride
Luna – Victoria Beckham tem isso em casa e não sorri. Ah, se fosse comigo! Life is not fair. FATO.

Jude Law



Meg - Não consigo simpatizar com esse moço.
Franj - Who? Gente, tô muito mal de celebridade hoje, sério?
Luna – Ele tem um jeitinho de genro que mamãe pediu.

Ewan McGregor

Meg - Eu MORRO pelo Ewan em Moulin Rouge.
Franj - Who? Acho que esse vestibular tá comendo parte dos meus conhecimentos celebridísticos.
Luna – Odeio Moulin Rouge, ok? Vi outro filme com ele, não me lembro qual. Acho digno.


George Clooney


Meg - Muito gato naquele filme O Pacificador (oi?). E a aura de solteirice dá um tchan a mais.
Franj - Lembram daquela declaração do Brad? Que essa história de solteirão convicto não convencia?
Luna – ISSO SIM é homem. O resto é conversa. Ele é velho, mas quem dera o Brasil tivesse um ator assim. José Mayer se aposentaria e iria morar no Retiro dos Artistas.

Texto copiado-e-colado do finado blog "Mais de uma hora". Que tempo bom, que não volta nunca maaaaaaaaaaais! Onde foi parar a siacabância perdida?

sábado, 9 de janeiro de 2010

Heróis nas sombras

O dia em que soube que um sujeito outrora flagrado em uma boca de fumo, chamou de "meus heróis" um bando de desocupados, cuja única função era dar maus exemplos pela televisão, eu desabei. Li a notícia várias vezes para ter certeza de não ter me enganado.

Tenho noção do que é ser um herói, do quando custa ao sujeito ser um herói, principalmente porque quem é não pretendeu ser um herói, nem se considera um herói.

À parte os super poderes que a fantasia imprime, necessários à conquista de leitores, os quadrinhos clássicos mostram o que realmente é um herói. Tomarei o exemplo de Batman, cuja verdadeira identidade é... Batman. Bruce Wayne é seu alter ego. Batman presenciou o assassinato dos pais ainda em tenra idade, sendo então criado pelo mordomo Alfred. Se para uma criança é duro perder toda a sua família (não me consta que tenha primos, tios e afins), imaginem presenciar seu assassinado. Claro que um evento como este destrói completamente a infância, e me atrevo a dizer que o pequeno Bruce morreu com seus pais. Naquela noite, tomou o seu lugar uma criança perturbada e anônima, a quem todos insistiam em chamar pelo antigo nome, mas de modo algum era Bruce. Ele poderia ter se revoltado, se refugiado na vida fútil, na auto destruição, na corrupção e na vingança. Mas um herói, se bem que pode se construir, também pode nascer com a tendência heróica. Batman se refugiou no trabalho árduo, nos estudos, na vida útil e productiva, não se deixando dominar pela dor e pela perturbação mental que se instalara. Ou seja, ele fez todo o contrário do que se esperava de uma pessoa em sua situação. Quando se sentiu pronto, pôs seus recursos e sua vida à disposição de uma causa, quando então Bruce Wayne passou a ter utilidade, como alter ego, dando suporte e financiando a sina de Batman.

Não são os apetrechos caríssimos e onerosos (imaginem o quanto o batmóvel bebe) que o tornam um herói, é a renúncia. Batman dedica sua vida à comunidade em que vive, usando a máscara de homem de negócios apenas para investigar quem as autoridades consideram acima de qualquer suspeita. Ele não participa de programas fúteis, não dá entrevistas torpes, não fornece audiência para apresentadores de quinta categoria. Ele não busca holofotes, trabalha nos bastidores, pois é lá que surgem os problemas que serão tão menos danosos quanto mais cedo forem corrigidos. Ele não age em seu benefício, não busca recompensas, apenas faz o que é preciso fazer e depois se recolhe até a próxima urgência.

Alguém aí achou a última sentença parecida com o trabalho de policiais, enfermeiros, médicos, bombeiros, assistentes sociais e afins? Se sim, começou a entender o que quero dizer.

O problema é ter havido uma completa deturpação do que é um herói. Antes reservado a quem realizasse feitos de extrema coragem e relevância, hoje o termo é dedicado a qualquer idiota que dê lucros de seis dígitos pela audiência. Com isto não é de se espantar que a juventude passe a idolatrar bandidos, comprar revistas em que vilões altamente perversos (e que se existissem dariam cabo sem dó de quem os idolatra) são as estrelas.

Não conheço um fã-clube da Irmã Dulce, mas ela abriu mão de tudo o que poderia ter vivido para assistir à gente necessitada, fazendo de graça o que a prefeitura era paga para fazer, mas não fazia. Hoje podemos contar nos dedos os jovens que sabem quem ela foi. A seu exemplo, temos muitas missionárias em países miseráveis, que erguem hospitais do nada e fazem as vezes de Estado onde ele inexiste.

Temos soldados no Haiti. A onu (minúscula mesmo, não merece melhor) virou as costas para nossas tropas, sabotou tudo o que podia e mesmo assim estão conseguindo fazer seu trabalho, sem holofotes. Quando um grupo deles volta eu não fico sabendo, não é notícia. Eles estão lá, entregues à própria sorte em um país que faz o Brasil parecer o primeiro mundo.

Eu não sou afeito à idolatria, mas conhecendo a tendência humana em se apegar a ídolos, gostaria muito que voltassem a idolatrar quem merece, não pessoas que foram colocadas em pedestais por seu potencial carismático.

Quando um completo idiota é alçado à fama, já há todo um aparato preparado para vender futilidades com seu nome, sua esfinge ou relacionados á sua imagem. Quando a vida lança um homem comum à fama, não demora para alguém começar a futricar sua vida, até transformar faltas corriqueiras em crimes hediondos. O mundo tem demonstrado uma imensa aversão aos heróis de verdade, aqueles que fizeram por merecer o título, mas têm muito o que fazer para darem atenção ao que não merece.

Em breve teremos uma geração inteira de adultos perdidos, gente que não saberá o que está fazendo no mundo, de tanto insistirem, hoje, nos valores efêmeros dos fogos de artifício que lhes são vendidos. Gente que terá aprendido a trocar senhas de celulares, mas não terá nenhum preparo para lidar com decepções e mudanças bruscas de rotina, como a morte. Gente que terá todo o conhecimento necessário ao entretenimento, mas nenhum para a imprevisível vida real, que tira freqüentemente das mãos do indivíduo o leme de seu destino.

Não vejo problemas em se cometer um erro, o problema está em fomentar o erro e querer torná-lo um comportamento natural. Ser fútil é uma fraqueza comum, idolatrar a futilidade é patologia. Não demora muito para que os serviços essenciais sintam falta de gente competente, estarão repletos de diplomados e vazios de profissionais. A negligência que hoje se faz aos valores do heroísmo já resulta em uma sociedade que quer o gozo imediato sem o mérito. Não precisa de um oráculo para saber que essa maioria será quase inútil em um futuro breve, precisando a todo momento receber ordens para saber o que fazer, quando não estiver se divertindo. Por agora, frustração é tabu.

Como acontece com o herói, uma dose de dificuldade útil seria o medicamento certo para o quadro, para as pessoas reaprenderem a merecer o que desejam, e que nem tudo o que se deseja é lícito. A lição do herói é a própria superação, trabalhar seus problemas em vez de apelar para uma pistola porque o garoto da sala ao lado torce para outro time. Superar problemas, superar frustrações, superar fraquezas, superar limitações, superar más tendências, superar a própria condição de animal. Dá muito trabalho, é muito demorado, não dá audiência.

Sob o pretexto de trazer o público à realidade, corromperam e deturparam a imagem dos heróis, mesmo os de ficção. Precisa dizer que não ajudou em absolutamente nada ter destruído algo bonito? Só alimentaram o vício inato que a maioria tem de zombar de bons exemplos.

Enquanto isso, por uma imensa teimosia e identidade com a causa, existe gente trabalhando nas sombras, resolvendo os problemas que precisam resolver à margem de toda a publicidade que hoje se reserva para o que não presta. Eles não querem aparecer, talvez até fossem atrapalhados pelo assédio da imprensa fútil, mas deveria haver divulgação de glamurização de seus bons exemplos, sem deixar de lado as dificuldades que enfrentam.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

É, meu amigo...

É, meu amigo... A vida não é tão bela quanto eu esperava quando era mais novo. Mas acho que mesmo você passou por isso, não? Afinal, tudo o que você teve que enfrentar... Mas valeu a pena, não valeu?

Eu não tive a mesma vida que você. E nem desejo isso. Sou pequeno demais pra isso, ainda.

É, meu amigo... Ter esperança é a melhor coisa da vida. Porque ela leva a Fé. Com o tempo eu aprendi que a fé não move montanhas, mas na verdade, faz com que aprendamos a usar os instrumentos pra transporta-la de lugar.

Mas eu compreendo o que você quis ensinar... E nos ajudar a viver com isso.

É, meu amigo... Todas as noites nós conversamos. Você não é de falar, muito, é verdade. Mas seu silêncio me traz muitas respostas. Especialmente para aquelas que eu já deveria ter notado. Ou que pela minha cegueira emocional, eu não me permito enxergar.

E eu já cheguei num ponto que não consigo mais dormir sem conversar com você.

É, meu amigo... Você sabe que eu tenho chorado muito, vendo o que as pessoas são capazes de fazer umas às outras. E até o que eu mesmo sou capaz de fazer aos outros. Mas eu sei que você compreende. E me ensina que ainda assim, eu devo amar essas pessoas. E à mim mesmo. Afinal, todos temos defeitos. E todos vamos conseguir corrigi-los.

Amor é sobre isso, não é mesmo?

É, meu amigo... Eu quero tantas coisas... Mas ainda não aprendi que às vezes é necessário aguardar. Aguardar o momento certo, aguardar a pessoa certa, a oportunidade certa. Embora eu já tenha desperdiçado alguns desses momentos, pessoas ou oportunidades, eu sei que todos os dias esses momentos acontecem de novo, novas pessoas passam por nós, e as oportunidades sempre vão surgir.

Mas acho que me compreende quando eu digo que algumas vezes, estamos tão imersos em nós mesmos que não notamos isso, não é mesmo?

É, meu amigo... Sem você ao meu lado, eu não saberia mais viver. Afinal, você sempre me ensinou e ensina tanto. Não consigo acreditar que há pessoas que preferem se focar no que foi feito depois de você, do que pelo que foi feito enquanto você estava aqui. Pelo que você ensinou. Mostrou. E fez.

Mas assim é o Homem, não?

É, meu amigo... Eu ainda preciso aprender muita coisa. E conto com o maior Mestre de todos... Você.



"É, meu amigo... Sem você, não tem mais jeito..."

Momento pitoresco

Eu sei que hoje não é meu dia de postar, mas como não tenho certeza se na terça poderei acessar a internet resolvi dar uma passadinha antecipada...Só para dividir um momento pitoresco da minha viagem de fim de ano: Ilhéus - Bahia

Porque a farinha que eles usam não termina com ína!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Equívoco

Poucos sabem, mas há quase um mês ganhei um irmão.
Sim, um irmão.
Enquanto eu me arrumava para ir para o plantão de vestibular no colégio tocou o telefone. Meus pais estavam dormindo, então eu corri para atender.
Era uma ligação a cobrar, estranhei, mas continuei na linha.
- Alô?
- Corre, chama a mãe!
- Ahn?
- Vai logo, sua idiota, chama a mãe!
- M-mas quem é?
- Seu irmão, sua burra.
- Eu não tenho irmão!
- Não? Então agora eu serei seu irmão, então vai lá e chama a mãe.
Desliguei o telefone, um pouco assustada, afinal não é todo dia que a cegonha nos aborda dessa forma. Depois de um tempo eu lembrava e ria. Agora eu lembro e sou tomada pela curiosidade, o que diabos esse menino queria?

sábado, 2 de janeiro de 2010

Minha vida na igreja


Antes de mais nada, advirto que fui batizado ainda sem saber o que acontecia, ou porque tinha que inchar e encolher o tempo todo para não passar mal.

Venho de uma família mal resolvida em termos religiosos. A parte materna é híbrida, católica-espírita, com tradição em magia popular, benzedeiros, umbandistas e afins. A parte paterna cola adesivos como "Deus que me deu" ou "Se houver arrebatamento, este carro ficará desgovernado" e se acha no direito de infringir todas as leis fiscais e de trânsito, não importa quem se fira no desenlaçar.

Por quase quarenta anos enfrentei pressões de todos os lados, camufladas das piores maneiras possíveis. Na infância me forçavam a ir à presença do padre, louvar preconceitos e tabus dogmáticos para fazer tudo ao contrário quando saísse pela porta. Na adolescência a parte crente radical e intolerante da família dizia que lamentava por mim, pois eu era bom, mas não iria para o céu por não ser da congregação deles, mas os malandros da família iriam pois eram "cristãos". O fedor sulfúrico da hipocrisia me afastou de tal modo, que passei a ver com desprezo os cultos religiosos, especialmente porque continuavam me obrigando a auxiliá-los no caso. Cheguei a ter que desenhar o rosto de Jesus no asfalto, com giz, sob a repetição em tom de escárnio dos meus argumentos para não querer fazê-lo, para a procissão que se daria no dia seguinte.

A resultante desta equação não poderia ser outra, me tornei cético. Eu não tinha outra referência de religiosidade, mudava de endereço com tamanha freqüência que não tinha tempo de fazer amigos, absorver a contento outros pontos de vista, et cétera. Eu andava na linha porque queria, já não temia castigos nem esperava por recompensas.

Com a maturidade e a busca por conta própria de respostas, pisando em ovos, o panorama à minha frente mudou. A tempestade de emoções e traumas no decorrer dos anos lavou um pouco a minha visão embaçada e deturpada.

A proliferação de igrejas caça-níqueis, muitas das quais usuárias de (eu conheço, elas não me enganam) magia negra, me fez ver o catolicismo como um dos males menores. Em Goiânia há bem poucas luteranas e todas são muito discretas, até demais para o meu gosto, e para quem tem o dever de divulgar uma mensagem, ainda mais com o conhecimento bíblico tão apurado e fundamentado que eles têm.

Eu já sabia que a Nenê era católica, só não sabia que ela freqüentava a Matriz de Campinas, quase na esquina com meu actual endereço, Deus sabe até quando. Certa feita, em minhas caminhadas dominicais, vejo seu carro e ela saindo da missa. Por minha imensa afinidade com esta moça, passei a ver aquele lugar com mais simpatia. Com o tempo a via voltando para casa, de carro, com a família à bordo.

Cauteloso, passei a ouvir os sermões de fora. Sinceramente não me pareciam mais tão enfadonhos e ruins, na verdade alguns pontos me agravaram deveras.

Um dia entrei. Apesar de há muito tempo não a ver nesta missa, continuo freqüentando, firmei o compromisso de iniciar uma tradição onde falharam comigo. Já estou ouvindo um certo Filho de Oxóssi fazendo insinuações do tipo "Ahm, então foi por causa dela, safadión", mas ele vê sexo até em uma lâmina de vidro, então relevarei.

Muitos podem se perguntar se eu, tão desacostumado às cerimônias católicas, não sinto um desconforto com a duração das missas. Minhas preces diárias duram mais ou menos o mesmo que uma missa, estou acostumado a rigores disciplinares bem maiores durante as mesmas. A diferença é que eu rezava por conta própria, agora há um compromisso formal de minha parte com a minha consciência.

A Matriz tem assistência do Alto, não tivesse não teria suportado a primeira missa. Com o passar das semanas, fui tomando ciência das nuances e energias que circulam lá dentro. A Nenê mesma não concorda com tudo o que o alto clero diz e faz, mas ela sabe separar o joio do trigo e em em que acreditar. Conhece a história tão bem quanto eu, mas ao contrário de mim ela teve suporte para viver infância e juventude naquela comunidade, sabe o que deve ou não considerar. Se mesmo os apóstolos discutiam entre si e Jesus jamais pensou em deixá-los, não será uma fé com inteligência que vai nos condenar. Não deixarei de acreditar naquilo que sei porque acredito e não abrirei mão das missas de domingo.

A parte ruim disto tudo é que eu poderia ter tido uma tradição, uma âncora para me estabilizar nos anos mais difíceis, em que quase me tornei ateu. Tradição, meus amigos, não é cousa de velhos nem um freio para o progresso. Isto é conversa de radicais revanchistas. A tradição bem cultivada auxilia na formação do caráter, equilibra os pensamentos e potencializa os talentos do indivíduo, quem é ou conhece judeus sabe do que estou falando. Infelizmente tudo isto me faltou e só relativamente tarde consegui iniciar alguma cousa, sozinho, por conta própria.

Não são as missas que são chatas, não são os jantares em família que são chatos, não são os passeios à casa dos avós que são chatos. Somos nós, adultos, que tornamos o mundo cinza e insípido para os jovens, transformando em mera obrigação o que deveria continuar sendo um canal de agregação familiar e social.
Minha mente, que já era aberta, ficou um pouco mais livre desde que iniciei esta tradição, contrariando o que alguns catedráticos de extremo rancor universitário apregoam e tentam nos enfiar orelha adentro.
Amanhã, Domingo, estarei às sete horas em ponto, com celular desligado, na missa. Ouvindo, refletindo, filtrando e orando ao meu modo, íntimo, silente, sem medo de ser interrompido desnecessariamente.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

"... And a new day shall rise again..."

A cabeça dói, os dentes doem, os pés doem, as costas doem (coidivéio pride).

Mas tudo vai passar...

Na segunda feira, o trabalho recomeça. Papelada, atendimento, ônibus cheio, sol na cabeça.

Mas é assim que a vida anda, e nesse caso, recomeça, permitindo que as coisas aconteçam.

Logo, mais e mais tarefas, trabalhos, e lutas, pela frente.

Mas tudo vai trazer algo de bom. Tanto pra mim, quanto para os outros.

Todas as sextas feiras, novos textos.

Mas serão sempre modos de entender o que eu sinto, e procurar me melhorar.

É um novo ano. Uma nova esperança. Uma nova idéia. Um novo jeito de viver, todos os dias.

Sempre o Sol vai nascer outra vez, para os justos e para os injustos. Sempre vai haver uma nova chance.

As possibilidades são infinitas. TUDO pode acontecer.

Mesmo aqueles sonhos que pareciam pertencer apenas ao reino da fantasia.

E aqueles que víamos como possibilidades, etéreas, vão ficando cada vez mais concretos.

Dizia a música: "Hoje, é um novo dia, de um novo tempo, que começou/ ... / Todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou".

Isso acontece todo dia.

Não é necessário a fantasiosa mudança de calendário. Mas ela faz bem.

Nos traz a idéia do fim de um ciclo e início de um novo. Nos traz a noção do Reinício, do Recomeço. Das novas possibilidades.

E será sempre assim.

Não importa o que se acredite, ou não se acredite. Isso é fato axiomático.

Um novo dia sempre vai nascer. E sempre vai existir a nova chance. Todos os dias.

Que este novo ano traga alegrias, lutas, esperanças, felicidade, paz, amor, saúde, e sem hipocrisia, dinheiro, a todos.

Como diria Jimmy London: "Quero que a estrada venha sempre até você/ E que o vento esteja sempre a seu favor/ Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão/ E que esteja ao seu lado seu grande amor".

Não precisa ser necessariamente cerveja. Pode ser água, suco, refrigerante, até mesmo um picolé.

Mas sim, que o vento esteja sempre a seu favor, e que esteja a seu lado seu grande amor.

Que Deus nos abençoe e nos permita a busca pela felicidade.

Feliz 2010!




Alles wird gelingen! = Tudo vai dar certo!