sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Mateus 6:21

“Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”


Não, Fiodoxó não virou crente, não. Mas deixo claro que não tenho ódio por eles, tampouco. Apesar dos ataques infundados e das acusações de “adorador de Satanás”, não os odeio.

Essa passagem há muito surge na minha vida. Muitas vezes me pego pensando no porque as pessoas são levadas à certas atitudes, porque às vezes descem tão baixo em nome de dados propósitos, etc. Ou mesmo, o que leva as pessoas à tomarem certas decisões tão... magníficas, ou altruístas. Enfim...

O “tesouro” à qual a passagem se refere são os nossos desejos, nossos sonhos, nossas vontades. Quando desejamos, e corremos atrás, pomos ali o nosso coração, e defendemos isso com unhas e dentes.

Lembrando um pouco o texto da Mel, o torcedor tem por tesouro seu time. E lá ele põe seu coração, e faz de tudo por seu tesouro. Claro que é mais profundo, uma vez que o tesouro que a torcida e o time estão buscando é o campeonato. Porém, o time é o principal meio para o torcedor alcançar seu desejo.

Um pouco confuso, né? Explicando melhor...

O título do campeonato é o tesouro almejado por todos, time e torcida. Todos eles colocam seu coração naquilo, para que o tesouro seja alcançado.

Mas o torcedor não joga. Não sua a camisa por 90 minutos, não leva carrinho. Quem faz isso, os “pontas-de-lança” da batalha pelo tesouro são os jogadores do time.

Tá, essa metáfora toda ficou horrível.

O ponto é: para cada um de nós, há algo que consideramos como nosso tesouro, aquilo que empenharíamos nossa vida, ou tudo o que temos, para obter.

Pode ser um grande amor, uma casa na praia, um carro importado; pode ser um filho, um cachorro, uma roupa nova.

É nesse tesouro que está nosso coração. É ele que vale tudo pra nós. É onde jogamos tudo o que há de ruim em nós, aquilo que justifica cada uma de nossas atitudes, sejam elas boas ou ruins.

Enfim... Onde estiver aquilo que mais desejamos, é onde estarão depositadas as nossas esperanças, tristezas e tudo mais.

Qual é o seu desejo maior? Ele é sua principal fraqueza.

Proteja-o.




Proteja o seu

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Louca por ti

Vocês sabem que ninguém nesse mundão de meu deus é perfeito, né? Eu também não sou e preciso contar uma coisa pra vocês. Eu sou corinthiana. Pois é! Não, não precisa fazer essa cara de “oh, tadinha!”. E eu já vou esclarecer logo no início que sou limpinha, cheirosinha e não tenho nada de maloqueira. Ah, mas sou da Zona Leste de São Paulo, reduto dos corinthianos.

E eu vou falar uma coisa pra vocês. Eu sou daquelas torcedoras fanáticas mesmo, de chorar, sofrer, ajoelhar na frente da televisão pra ver se ajuda. Já virou clichê torcedor do Corinthians dizer que só quem é corinthiano sabe o que é essa paixão avassaladora. Mas é bem por aí mesmo, gente. É uma coisa de louco, nem a gente consegue explicar.

Sempre fui corinthiana, por influência do meu pai. Mas a primeira vez que eu fui ao estádio assistir um jogo percebi que o sangue descendente de São Jorge corria também nas minhas veias. Jamais esquecerei aquele jogo, aquela torcida, aquela emoção, todos cantando juntos, todos se abraçando depois de um gol do time. Ok, confesso que essa parte foi meio estranha pra mim. O povo nem se conhece e já vai se abraçando, assim, do nada. Sou moça de família, poxa. Mas é que todos estão ali pelo mesmo motivo. Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor. Somos uma nação! \0/

Gente, e o que é aquela torcida. Desculpa aí vocês, companheiros de blog e leitores torcedores de outros times, mas a nossa torcida é sensacional! O coração bate mais forte, acelera quando todo mundo canta junto o hino do time. Eu acho válido quando dizem que a torcida do Corinthians é o 12º jogador em campo. Pode ter certeza que se fosse possível, cada um de nós estaria na ponta da chuteira dos jogadores, nas mãos do goleiro evitando o pior, na cabeça do treinador soprando as instruções para os atletas.

Esse Campeonato Brasileiro 2007 tem sido um teste para minha gastrite, minha asma emocional e meu coração. Coração, aliás, que eu digo que já vem reforçado de fábrica, porque não é fácil. Alguém lá de cima olhou, viu que meu destino era ser corinthiana e disse “Põe um coração mais forte nessa coitada, porque ela vai precisar”. Os últimos jogos têm sido um sofrimento sem fim para essa que vos escreve. Até meu pai fica assustado com minhas reações diante das apresentações do time. Coitado, mas ele sofre também. Eu não consigo imaginar o meu Timão querido do coração na segunda divisão. E cada jogo é uma agonia pra mim e para os milhões de corinthianos pelo Brasil afora.

E ontem, gente! Ainda bem que quando eu fui comprar ingresso pro jogo contra o Vasco já tinha acabado, porque certeza que vocês veriam pela rede globo de televisão uma maluca saltando da arquibancada e correndo para a cobrança de escanteio e/ou falta pra tentar fazer o gol. A maluca seria eu! Se eu estivesse lá era o que eu teria feito. Eita, sofrimento!

Ontem, a fiel torcida do Corinthians lotou o Pacaembu em mais uma demonstração de devoção ao time, dentre tantas outras já vistas durante esse difícil ano. Mais de 35 mil torcedores cantaram durante os noventa minutos da partida. Mas não adiantou. A inexperiência e falta de técnica dos garotos não suportou a pressão do Vasco e o time sucumbiu. Mas o que me deixou mais triste foi ver a reação daqueles torcedores. As mãos unidas, o olhar dirigido aos céus talvez procurando alguma explicação, as lágrimas escorrendo. Eles pareciam não acreditar no que estavam vendo, assim como eu, em casa, atônita na frente da televisão, sentindo as lágrimas rolarem pelo meu rosto também.

Mas eu fiquei emocionada mesmo foi com o apoio dessa torcida maravilhosa da qual eu faço parte. É um uníssono, todas as vozes cantando em nome da mesma paixão. Esse é o espírito de ser corinthiano. Com o Corinthians onde ele estiver, na situação em que ele estiver. E se você pensa que hoje temos vergonha de dizer que somos corinthianos, está muito enganado. Porque a camisa do Corinthians é, para muitos, a segunda pele. Hoje, estamos tristes, é verdade. Mas ainda enchemos a boca e batemos no peito com orgulho para dizer: “Loucos por ti Corinthians”. Porque só nós sabemos o que é torcer pelo Corinthians, só nós sabemos o que é fazer parte dessa nação.


Aqui tem um bando de louco
Louco por ti Corinthians
Aqueles que acham que é pouco
Eu vivo por ti Corinthians
Eu canto até ficar rouco
Eu canto pra te empurrar
Vamos, vamos meu Timão
Vamos meu Timão, não pára de lutar!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A lagarta Lalá

Outro dia recebi por e'mail essa historinha... Achei muito bonita e resolvi compartilhar com vc's...

Certa vez, duas lagartinhas estavam rastejando na floresta. Elas se chamavam Lagamarta e Lengamárcia, mas eram apelidadas de Lalá e Lelé. Lalá era feliz consigo mesma; amava o seu dia-a-dia de folhas verdinhas crocantes. Lelé, porém, só vivia reclamando. E reclamava, reclamava... reclamava de tudo. De tanto reclamar, Lelé não prestou atenção ao caminho e acabou se separando de sua companheira Lalá.

Lalá logo notou a ausência de elé e se preocupou com ela. Porém, Lelé nem se deu conta da separação da amiga e continuava reclamando. Lelé vivia se comparando aos outros animais dizendo:

- Por que fui nascer essa criatura tão desprezível? Vivo quase rastejando, quase me arastando no chão e sujando sempre minha barriguinha. As abelhas, por exemplo, tem asas bem rápidas e por isso podem voar. Como eu gostaria de ter essas asas de abelha. Oh destino infeliz! Deus não gosta de mim.
Um vaga-lume mágico, chamado Maga-lume, passando perto de Lelé, ouviu suas chorumelas; e tendo pena da lagartinha tão triste, fez com que nela nascessem asas de abelha. Lelé ficou contente e tratou logo de bater bem rápido as asinhas. Conseguia voar, sim. Mas seu corpo de lagarta não tinha o formato adequado para voar e ela voava desajeitadamente.
Um dia, passando por uma aranha, ela disse:
- Que pernas longas e fortes. Garanto que ela deve correr muito. Eu não. Com estas minhas perninhas e braços; sou um verdadeiro cotoco com asas. Quase não ando. Deus não teve pena de mim quando me criou. Como sou infeliz.
Novamente, Maga-lume estava próximo de Lelé e ouvindo a reclamação da lagartinha, quis resolver o problema dela e fez com que nela surgissem pernas de aranha. Agora, Lelé podia andar mais rápido, ainda que mais desajeitadamente.
Um dia, Lelé passava por um besouro, quando notou sua dura carapaça. E disse:
- Que carapaça forte! É uma verdadeira armadura. Se tivesse essa carapaça, nenhum animal iria me atacar. Mas eu não sou assim. Tenho esse corpo molenga, vulnerável. Coitada de mim.
Pode parecer incrível, mas, mais uma vez, Maga-lume ouviu a lenga-lenga da lagarta. E assim, para ajudá-la, fez com que nela aparecesse uma couraça bem dura. Inicialmente, a lagarta ficou feliz, mas logo notou que a carapaça não a deixava correr nem tampouco voar.
Um dia, estava Lelé passando por um lago quando se olhou no espelho d'água. Ela viu que tinha se transformado em uma criatura feia e disforme. Uma verdadeira aberração da qual todas as criaturas se afastavam de medo. Pela primeira vez, sentindo-se sozinha e solitária, Lelé chorou.
Preferiu ter continuado a ser uma simples lagarta. Pelo menos, tinha a companhia de sua amiga Lalá.
Foi quando, de repente, alguma coisa surgiu do céu. Parecia um anjo. Tinha asas de anjo, mas eram lindas... Eram co-lo-ri-das! Lelé demorou a reconhecer. Era ela... sua amiga Lalá.
- Lalá. O que houve com você? Você está linda! Essas asas, esse corpo esguio.
Lalá respondeu:
- Não fiz nada. Continuei minha vida, comendo minhas folhinhas, agradecendo o sol de cada dia. Um dia, acordei assim. - E notando o corpo da amiga Lelé, perguntou: E você? O que aconteceu contigo? E por que está chorando?
- Eu só fiz burrada nesta vida. Desejei tanto ter o que os outros tinham que me tornei um monstro.
- É bem verdade que sua aparência não está muito agradável, mas sempre há tempo para tomarmos o caminho certo. Suas mudanças corporais atrasaram um pouco a sua metamorfose. Não sei quanto tempo ela irá demorar, mas ela vai acontecer. Enquanto isso, aceite-se do jeito que é. Isso fará com que o tempo de espera seja mais curto.
Lelé, agora cheia de esperança, ainda estava se refazendo do choro, quando observou:
- Agora não vou poder mais acompanhar você. Você está livre para voar e eu presa neste corpo.
- Você se engana. Ficarei contigo e lhe farei companhia. Às vezes, sairei para buscar-te alimento, mas sempre voltarei para ficar contigo. Lembre-se, aceite-se do jeito que é.
E assim, alguns dias se passaram. Logo, duas borboletas lindas e radiantes estavam buscando o Céu. Lalá e Lelé.




***********
Bom... Hoje rolou um CTRL + C / CTRL + V...
Amanhã é meu último dia de aula... Nunca pensei que chegaria!! 4 anos esperando!
Mas chegou... E com ele resenhas e trabalhos... Estou tendo um piti atrás do outro. Espero que compreendam.
Na próxima semana voltarei à todo vapor (Na versão pedagoga... chique eim?!).

Beijos.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Papo intelectual no MSN

Já faz tempo que eu queria repartir com o mundo os diálogos que vocês verão a seguir.
Pensei bastante em criar um spam e divulgar estas pérolas por aí, até que a Luna me deu a idéia (muitíssimo válida) de fazer um texto aqui mesmo no Talicoisa:

Ç killer:
Oi sumida
Meg:
Oi
Ç killer:
Como foi final de semana
Meg:
Ótimo e o seu?
Ç killer:
Mais ou menos gata

(...)

Ç killer:
Me pergunte alguma coisa vá.....
Meg:
O quê?
Ç killer:
Qual quer coisa gata
Meg:
Qualquer coisa?
Meg:
Blz...
Meg:
Qual é o seu signo?
Ç killer:
Áquarios, é o seu em gata
Meg:
Escorpião
Ç killer:
Combina com o meu gata
Meg:
Ah. Você se liga em signo?
Ç killer:
Tb gata
Ç killer:
É vc
Meg:
Não

(...)

Ç killer:
Vc não gostou de minha pessoa não foi gata......
Meg:
?
Meg:
Não tenho nada contra sua pessoa.
Ç killer:
Vc quer me conhecer um dia em gata
Meg:
Não posso
Ç killer:
cade vc gata
Ç killer:
vc nao quer?
Meg:
Tem muita gente na fila, sabe como é, neh?
Ç killer:
nao estou em enteresado em vc gata..... nao quero mais vc sabe ......
Meg:
Pq vc ficou agressivo assim?
Meg:
Eu te fiz alguma coisa?
Ç killer:
nao gata vc pensa q eu estou enteresado em vc gata......,mao q sofre de novo
Meg:
Quem disse que eu acho que vc está interessado em mim?

(...)

Meg:
Sinto muito, eu sou sincera.
Ç killer:
Desculpa gata gosto de sua sinceriedade?, MAIS EU NAO ESTOU NEVORSO..
Meg:
Ótimo. Eu odeio pessoas nervosas.
Ç killer:
NÃO SOU CALMO
Meg:
Certo
Meg:
Tudo bem
Meg:
Vc pode ser o que quiser: nervoso, calmo...
Ç killer:
Q EU QUERO TER AMIGOS É NAO INIMIGOS.....MAS NAO QUERO NAMORAR SERIO GATA A JÁ SOFRIR DE MAIS
Meg:
Blz
Ç killer:
TXAU TENHO Q IR PRÁ NAO CHORAR GATA ATÉ UM DIA,FALOU


Continua...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Você percebe que está ficando velho quando...

· Começa a chamar os adolescentes de piás;
· Não vai a determinados lugares, porque lá só vai ter “piazada”;
· Acha que a Madonna era bem mais cool antigamente, quando tinha uma conduta duvidosa. E ninguém te contou, você viu;
· Ao jogar Stop no Fulano, acerta os nomes de todos os jogos de Atari, mas deixa em branco todos os Pokémons;
· Se pega cantando: “Roda, roda, roda e avisa... o minuto dos comerciais!”;
· Seus parentes perguntam quando você vai casar;
· Faz planos para comprar um aspirador de pó e uma batedeira, no final do ano;
· Ao ouvir uma música antiga no rádio, você conhece, canta junto e lembra que a dita cuja fazia parte da trilha sonora de Vale Tudo;
· Começa a dar razão a sua mãe. E ainda diz aos mais jovens que eles têm que ouvir a mãe deles;
· Sabe com certeza que o filho da vizinha fuma maconha – porque você conhece os “sintomas” e as gírias (que continuam as mesmas, afe!);
· Aquela música do Elton John já não causa tanta ojeriza;
· Morre de saudades de Seinfeld, sem se dar conta de que o último episódio da série foi ao ar em 1998;
· Precisa explicar aos seus colegas de trabalho de onde tirou a expressão “Milagre de Roque Santeiro!”;
· Usa esse e outros bordões de novelas antigas, às vezes;
· Lembra, com riqueza de detalhes, que o prêmio máximo do Programa do Bozo era uma bicicleta;
· Tem dificuldades para diferenciar um Corsa de um Palio... Mas sabe direitinho que uma Brasília é diferente de uma Belina;
· Teve a chance de ver um show dos Ramones. E ainda usa essa informação para se exibir para a piazada;
· Acha que quem tem 14 anos é muito novo para namorar;
· Conversa com as Mirtes na parada de ônibus – e ainda consegue fazê-las concordar com o que você diz;
· Não faz a menor idéia de qual é a banda do momento;
· Mesmo estando com o corpo em forma, não acha uma boa idéia sair por aí com a barriga de fora;
· Sentiu aquela dorzinha no coração, de saudade, ao ler o “Almanaque Anos 80”;
· É capaz de dizer, sem titubear, onde estava quando da morte de Kurt Cobain. E lembra do que sentiu quando soube da notícia;
· Fica feliz de precisar mostrar a identidade para entrar em algum lugar. Afinal, isso não é para qualquer um;
· Já experimentou a horrível sensação de encontrar um fio branco na sua cabeleira;
· Começa a se preocupar com a pele;
· Em dados momentos, pensa: “Não tenho mais idade pra isso” ou “No meu tempo não era assim”;
· Apesar de adorar estilos mais largados de se vestir, conclui que não pode mais andar assim tão maloqueiro;
· Se irrita porque os mais jovens reclamam dos clássicos da Literatura Brasileira. Só perdoa quando eles dizem que não gostam de Iracema ou O Ateneu (ninguém é de ferro);
· Tem idéia de como será a educação dos seus filhos;
· A maioria das músicas que ouve são de décadas passadas;
· Raramente emprega gírias, só aquelas já consagradas pelo uso geral;
· Pede para alguém explicar o significado de alguma gíria que você nunca ouviu;
· Usa o celular para falar – e só;
· Não sente mais necessidade de ouvir música no último volume;
· Ao encontrar uma criança na rua, ela te chama de tio;
· Precisa dormir oito horas por dia, ou acorda imprestável na manhã seguinte;
· Adquire o hábito de beber chá;
· Não dá confiança para estranhos na rua – mesmo que eles sejam a cara do George Clooney;
· Não tem coragem de pintar o cabelo de cores muito “cheguei”;
· Economiza;
· Sabe cantar todos os jingles das Copas do Mundo;
· Tem um blazer no seu guarda-roupa;
· Lembra do tempo em que fazer um curso de datilografia era importante para o futuro profissional;
· Não tem mais vergonha de comprar absorvente ou camisinha na farmácia;
· Não se assusta com palavreado difícil. A essa altura da vida, você já adquiriu bastante vocabulário (é o que se espera!);
· Já não idealiza os relacionamentos tanto assim, mas quer encontrar o homem pra chamar Dirceu;
· Entende a piada do “homem pra chamar Dirceu”;
· No Carnaval, prefere descansar. Aliás, só de pensar em sair atrás de um trio elétrico, ou coisa parecida, você fica exausto;
· Morre de vontade de dizer: “Bom dia amiguinhos, já estou aqui!”, quando chega no trabalho;
· Sabe que os caras-pintadas foram uma fraude. Porque você esteve nas passeatas e viu que a maioria das pessoas estava lá para matar aula ;
· Tem um certo medo de ficar solteiro para sempre;
· Fica com pena das crianças de hoje, pois a infância já não é mais como “no seu tempo”;
· Sente prazer em dizer: “Eu avisei!”;
· Adora conversar sobre o passado e fica feliz da vida ao conhecer alguém que se lembre das mesmas novelas, das mesmas músicas, dos mesmos modismos... Aliás, isso você pode encontrar aqui;
· Constata que precisa começar a mentir a idade – mas sempre se esquece de pôr tal plano em prática!

domingo, 25 de novembro de 2007

Back to the Past


Dizem que a nossa geração sofre de uma falta de inventividade congênita. Dizem que não se cria mais como no passado. Dizem que o que temos não passa de reflexos do que já existia.

Dizem, outrossim, que a prova disso estampada está no acúmulo de coletâneas musicais que aglutinam-se nas lojas de discos. Dizem que a MPB não passa de uma corja de sexagenários senis. Dizem que o clamor por novos nomes no cenário musical é atendido por mais e mais compactos da obra de gente que inventou no passado, mas que não inventa mais por que naturalmente não existem carreiras póstumas.

Dizem sim que o cinema traz uma placa na testa com a inscrição “Não produzo mais a todo vapor”. Dizem que isso fica claro pela imensidão de novas versões de sucessos dos tempos dos nossos avós. Dizem que os remakes invadiram a praia. Dizem que Bruce Willis continua fazendo Die Hard, que o Stallone ainda não cansou de ser Rambo ou Rocky e que tampouco o Harrison Ford fartou-se de ser Indiana Jones. Dizem que os heróis da Marvel jamais se aposentarão e que sempre haverá Alguma-Coisa-Returns ou Fulano-de-tal-Begins.

Dizem, com certa revolta, que os desenhos animados de hoje são deveras violentos e de animados não tem nada. Dizem que seriam então, Desenhos Desanimados e que bom mesmo era o Pica-Pau, mas Walter Lantz já se aposentou neste plano; Charles Schulz já guardou o Snoopy numa caixinha de sapatos e Hanna e Barbera não querem mais acordo com o Dick Vigarista.

Dizem ainda, em tom de questionamento: “Por que não existem novos Graham Bells ou Thomas Edisons?” Dizem sim, e é um questionamento válido a escassez de gente que inventa coisa. Dizem que é por que já inventaram quase tudo, minha gente. Dizem que já inventaram a lâmpada elétrica, o telefone e até descobriram a gravidade.

Dizem inclusive, sem o menor remorso, que a onda nostálgica que toma conta de nossa geração é fruto dessa pobreza cultural que nos consome. Dizem que se evocam as décadas de setenta e oitenta com uma sofreguidão desnecessária, visto que foram duas décadas astronomicamente cafonas.

Dizem por aí que existe uma parcela enorme de cidadãos que tenta a todo custo resgatar a fartura inventiva que nos deixou órfãos. Dizem que Latino é um dos mais esforçados, perdendo apenas para Britney Spears, no cenário internacional.

Dizem sim e o fazem o tempo todo, em todo canto da cidade. Dizem - e quase deixei de citar - que talvez nós não estejamos com os olhos de todo abertos para apreciar novidades, muito atarefados que estamos comprando coletâneas, assistindo remakes e idolatrando desenhos da década de 80 (mas os que dizem isso são minoria e nós não ligamos para minorias, né?).

Michael jogando o presente fora

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Macumba e talicoisa Pt. 2 – Os Orixás


Prosseguindo com a explicação...

O conceito de Orixá é diferente em cada tipo de culto que se toma. Mesmo dentro da própria Umbanda, os Orixás são compreendidos de formas diferentes. Há cultos que dizem que os Orixás são forças divinizadas da natureza, tal qual ocorre no Candomblé. Outros, dizem que os Orixás são Espíritos de Luz, tal qual o conceito espírita. Outros ainda clamam que os Orixás são as Forças da Natureza antropomorfizadas, ou seja, seriam as formas humanas de cada Força da Natureza.

Quem tem razão? É muito difícil definir.

Afinal, com cada um tendo as crenças que melhor lhe aprazem, todos conseguem chegar naquilo que necessitam. Mas isso não é a pauta de hoje.

Tomando pelo ramo africanista, há por volta de 600 Orixás (os 400 Irunmalés da Direita e os 200 Eboras da Esquerda).

Os Irunmalés são os Orixás “mais divinos”, por assim dizer, pois foram gerados e estão mais próximos de Olorun (ou Zamby, ou Olodumaré, dependendo da origem), que é o Deus Supremo.

Os Eboras são os Orixás “gerados”, ou seja, são Orixás “menores”, que foram criados (ou como dito nos mitos, “filhos”) pelos Irunmalés.

Novamente, dependendo da origem (tribo), os Orixás (independentemente de seu grau) recebem um determinado nome. No Brasil, até mesmo devido à miscigenação e ao sincretismo, acabou-se adotando nomes de tribos diferentes para Orixás de outro culto.

Explicando: no Culto Ketu, por exemplo, há o conhecido Ogum. No Culto Bantu, o mesmo Orixá recebe o nome de Incosse. Porém, é perfeitamente comum, caso se entre em um terreiro Bantu, ver festas ou rituais em homenagem à Ogum. Se trata do mesmo Orixá. Porém com um nome tribal diferente.

Já no conceito espiritualista, os Orixás podem variar de 7 até 16, dependendo de como é fundamentada a teoria.

Na Umbanda Esotérica, são 7, sendo Orixalá (Oxalá), Oxossi, Ogum, Xangô, Yori (Nação: Ibeji), Yorimá (Nação: Omolu ou linha das almas) e Yemanjá. Nesse conceito, os Orixás são Espíritos Divinos, componentes da Coroa Divina, que são os 7 espíritos mais próximos de Deus.

Já na Umbanda Popular, há 8 pares (totalizando 16) de Orixás, tendo cada par um pólo masculino e outro feminino. Cada par é considerado um Trono de Virtude, cada uma dessas virtudes sendo aquelas que levarão o homem á se espiritualizar e encontrar Deus. Novamente, um conceito evolutivo espiritualista. Por exemplo, no “Trono do Amor”, se encontram Oxum e Oxumaré.

Cada um dos ramos da Umbanda, bem como dos Cultos de Nação, tem ritual próprio, sendo que em alguns deles, são aceitas determinadas práticas. Porém, embora não haja concordância quanto às práticas, há sempre o respeito de uma pela outra.

Conceitos, em especial, de Fé, são complexos, e jamais devem ser criticados sem conhecimento de causa. Há a torto e à direito pessoa capazes de chamar qualquer um desses Irmãos de “macumbeiros”, mas no sentido pejorativo. E nenhum tem a boa vontade e ir ler um livro, e procurar entender do que se trata.