
Depois de quase dois meses de férias eu já estou afim de voltar para aquela rotina básica de aulas-provas. Sério mesmo.
A falta do que fazer está me deixando mais idota do que o normal. Se antes eu perdia um tempinho procurando axés pré-históricos na internet, a coisa agora piorou totalmente: além de axés velhos eu vasculho pelas mais variadas breguices possíveis (trash 80´s, trash 90´s...Hoje eu atingi o fim do poço: videoclipes de Amado Batista).
O pior disso tudo é que eu não consigo me concentrar para nada. Nem pra fazer um texto que preste pro Talicoisa! Por isso saiu aquela insanidade semana passada ;)
Mas nem tudo está perdido, o ócio combinado com a insanidade acabou rendendo outro blog.
O blog específico para as éguagis talicoisísticas!!!
Semana que vem minha vida volta ao normal e com isso eu pretendo superar a putiviadági toda que tomou conta da minha mente!
terça-feira, 29 de julho de 2008
Ócio!
Postado por
Rafaela
às
21:21
4
comentários
Marcadores: Meg
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Foi assim...
"O que estou fazendo num museu, sozinha? Por que está tão escuro? Deviam acender a luz, nem dá para ver as obras direito... Gostei daquele quadro amarelo, ali. Amarelo é o sol. Preciso de sol. Aqui é Ouro Preto? Acho que não...".
"Saí do museu. Acho que saí... É, eu saí. Andei na rua, até cansar. Ninguém falou comigo. Falar o quê? Ninguém fala com estranhos, mesmo. Andando, tive a leve impressão de que já conhecia aquele lugar. E apareceu um corcel. Branco. Eu ri. E segui em frente. Será que está chovendo? Não sei, mas ouvi um tr
ovão, em algum lugar".
"De repente, apareceu uma pessoa. Essa eu conheço. É a Adriane! O que será que ela está fazendo aqui? Por que eu não entendo direito o que ela diz? Deve ser o barulho da chuva... Preciso dizer a ela que eu vi um corcel. Preciso dizer a ela que eu vi um corcel, mas não era azul, era... Ué, cadê a Adriane?"
"Deve ter ido embora... Já estou em casa, e ela nem sabe meu endereço. Vou dormir, mas como esse corredor é comprido. E o que a Marina está fazendo no meu quarto? Ela me disse que o quarto agora é dela! Que a casa é dela! Ah, que lindinho, ela tem um bebê. Será que eu posso segurar? Ué, o que a minha mãe e a minha tia estão fazendo aqui? E por que elas se dão tão bem com a Marina? Que estranho... Apareceu outra cama, do nada. Pelo jeito, vou virar colega de quarto da Marina. Eu, ela e o bebê. Não é tão ruim, eu sempre quis ter uma irmã".
"Lá embaixo, na cozinha, milhares de parentes. Eu suponho que sejam parentes, nunca vi a maioria dessas pessoas antes. Tem festa? E por que falam tanto? E por que a minha casa não é a minha casa? Quero dizer, é a minha casa, mas é totalmente diferente. Melhor deixar para lá. E do que será que a minha avó está rindo? Vou ver..."
"Uma piscina no meio da sala? Nossa, isso parece coisa daquele filme, Um convidado bem trapalhão, antigo. Adoro aquele filme. E quem convidou uma escola de samba para tocar aqui? Bem, pelo menos o meu avô está se divertindo... Meu avô sambando! Nunca pensei em ver essa cena! Pronto, caiu na piscina... Será que ele sabe nadar?"
"Marina está tocando violão no quarto... Como será que o bebê não acorda? Ah, já sei... Não é um bebê, é uma boneca! Por que não me disse antes? Brincadeira de mau gosto. E o que a gente faz com o berço, no meio do quarto? Marina é louca, só pode. Mas o quarto é tão lindo, tão grande... Quase do tamanho de um apartamento".
"Olho pela janela e vejo mais gente chegar. Tantos carros estacionados lá fora, parece que a festa está mesmo animada. Opa! Quem está chegando? Não sei, mas essas pessoas não podem entrar. Vieram de Corcel II. Corcel II não pode, é coisa de herege! Eu gritei isso da janela. Será que alguém entendeu alguma coisa? Mais um Corcel II?! Isso já é uma afronta, vou até lá".
Mais um trovão. Acordo e está mesmo chovendo. Mas é domingo, e eu vou dormir mais um pouco. Talvez eu consiga retomar o mesmo sonho. Posso permitir escolas de samba, festas malucas e até uma intrusa, também maluca, na minha casa. Gente chegando de Corcel II, jamais!
Postado por
Luna
às
00:16
7
comentários
Marcadores: Luna
sábado, 26 de julho de 2008
A Segunda Guerra... do quintal
Os tanques avançavam ferozmente. Richard podia imaginar as gargalhadas que o Capitão Fritz dava a cada alvo destruído.
Sua tropa era praticamente a única restante. Eram homens e mulheres tenazes, fiéis e muito unidos. Mas os calhambeques de que dispunham não eram páreo, todos juntos, para um único Panzer. Mas que diabos! O que estamos fazendo aqui? Bradava Richard. Insistiu para que desembarcassem na Grécia, já que os nazistas estavam muito ocupados, tentando socorrer o incompetente do Mussolini. Mas não! Aqueles idiotas mandaram mil jovens, então cheios de vida pela frente, para o caldeirão de ira que se instalou na itália. Lhe restam trezentos soldados, se muito. Não teve tempo para contar, só estima pelos gemidos de dor que ouve, estão todos feridos, alguns com grande gravidade. Só lhe resta rezar, enquanto o ruído dos projéteis se aproxima mais e mais. Não sabe dizer se a agonia da espera é pior do que a morte iminente, mas é terrível, tanto quanto ter que manter a pose de comandante, isso lhe consome energias preciosas. Pensa na noiva que deixou em Rochester. Tinham planos para se mudarem para San Francisco assim que se casassem. Mas não, não deixaram. Até o Studebaker azul está à sua espera, na garagem. Só teve tempo de tirá-lo da loja e ler a convocação. Isso no início da guerra. Já é 1943 e soube que estão ambos ainda à sua espera, Audrey e o coupê. E sua mãe? Cada esplosão que ouve o faz lembrar dos prantos de Elizabeth Montgomery, sua Golden Betty. Ela já não irradia mais a alegria que lhe rendeu o apelido.
Pelo menos encontraram um subterrâneo onde puderam esconder os civís, não sabe por quanto tempo. Fecha os olhos e começa a rezar, em silêncio, esperando por um milagre. Eis que uma silhoueta feminina se apresenta e se agiganta! Mas é sua mãe! Sua Golden Betty...
- Não acha que já guerrearam o suficiente? Vamos, se lavem que o almoço já vai sair.
Os garotos recolhem seus brinquedos e vão tomar banho. Adoram representar as histórias que o pai conta da guerra. Aprenderam português em homenagem aos malucos da FEB, que se meteram no peito e na raça onde não foram chamados e salvaram a tropa e os civís.
Postado por
Nanael Soubaim
às
18:49
3
comentários
Marcadores: Nanael Soubaim
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Sorria!
Era uma coisa que eu fazia pouco. Pensava "Pra quê?" Que motivos eu tinha pra isso?
Não tinha. Ainda não tenho.
Pra falar a verdade, os últimos meses tem sido complicados, cheios de decepções, problemas, chateações, falta de dinheiro, de mulher, e talicoisa.
Mas essa semana, alguma coisa quebrou, dentro de mim.
Essa coisa foi essa "carranquisse", esse mau humor crônico. Essa falta de esperança.
Aconteceu alguma coisa? Não, nada. Tudo continua a mesma coisa. Os problemas, as decepções, a falta de possibilidades e de chances.
Mas... E daí?
Um sorriso não vai resolver meus problemas. Não vai me arrumar um emprego. Não vai pagar minhas contas, não vai me dar tudo o que preciso.
Um sorriso não vai me trazer nada. Nada de ruim.
E com um sorriso, eu posso ficar mais em paz. Comigo, e com as pessoas. Eu sorrio pra elas. E elas sorriem pra mim. E fazem eu me sentir um pouco melhor, um pouco mais agradável, um pouco mais feliz. Me fazem ter esperança.
Esperança, que eu já andava perdendo.
Sempre tive a consciência tranquila, porque sempre fiz tudo o que estava ao meu alcance. SEMPRE.
Mas as coisas não aconteciam, como ainda não acontecem. A vida não flui, como já não fluia.
Mas com um sorriso, eu estou melhor. Estou mais leve.
Mais feliz.
Pensando agora, que a Esperança não morreu. Continua viva, um pouco moribunda, quase sem possibilidades. Mas vive, respira, e não desiste.
Claro, há pessoas envolvidas nisso. Pessoas que eu não vejo faz muito tempo, mas sempre estiveram no meu pensamento. Pessoas que eu sempre gostei, e que sempre gostaram de mim.
Sempre estiveram do meu lado. E são pessoas que eu amo.
E sempre vão ser...
São os irmãos aqui do Talicoisa. Luna, Elmo, Meg, Dave, e a Vivi, que voltou à falar com a gente.
E duas pessoas, amigas desde a minha infância. E que eu amo demais.
Obrigado por existirem no meu mundo, e trazerem um sorriso de volta à este rosto. Obrigado, Milena e Joyce.
Postado por
Edu
às
19:07
6
comentários
Marcadores: Fiodoxó
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Ele Amarelo, Eu Azul
E então, chegou até mim, de alguma forma, uma daquelas frases prontas cujo habitat preferido são caderninhos com adesivos do Pooh: “Na verdade, não existe um melhor amigo. Todos os nossos amigos nos completam com suas particularidades”. Era o que eu precisava ouvir. Sim, é como se um pedacinho de cada amigo construísse um Super Amigo, com super poderes, tipo o Megazord.
Depois de um bom espaço de tempo, que não consigo precisar, eu já estava completamente doutrinado quanto à verdade inescapável da inexistência de melhores amigos. Melhores amigos são como goblins! É tudo lenda.
E eu decidi contar isso ao Pedro - um sujeito baixinho, cujos cabelos extremamente lisos tremeluziam ao ritmo saltitante de seu andar. Estudávamos no mesmo colégio em 2002 e, feito dois cientistas deslumbrados, nós fazíamos uma série de constatações sobre o que estaria por vir depois que o Ensino Médio acabasse.
Pedro não se importava com cinema. Então, por mais que eu tentasse continuar uma conversa com “Caramba! Aquele filme custou 8,6 milhões! Dá pra acreditar?!” Ele sempre enveredava, depois de um pequeno silêncio, para algo como “Gente, eu preciso beijar na boca”.
Além disso, fazia questão de optar por filmes dublados e/ou nacionais. Pra mim, cinema ocupa o topo das preocupações. Tipo trabalho pro meu pai e religião pra minha mãe.
Pedro nunca me lê. Portanto, nunca se dedicou a tecer nem o menor dos elogios. Aliás, sempre preferiu comentários depreciativos como “Vamos melhorar essa letrinha, hein amigo?”. Ele também nunca apreciou meus desenhos. Nunca disse “Você desenha OK, Dave.” Provavelmente elogios nem façam parte do imaginário pedrístico. Eu penso que não se devem distribuir elogios gratuitamente, mas pontilhar alguns aqui e ali não faz mal algum.
Ele usa roupas compradas em lojas de departamento e não vê o menor problema em sair com uma camiseta, cujos 345 pares estão logo à sua frente, caminhando pelas ruas. Ele localiza toalhinhas de crochê sobre o telefone para não empoeirar e as colchas de cama trazem bordadinhos azuis. Bom, pra mim, toalhinhas de crochê estão para pochetes, assim como bordadinhos azuis estão para celular no cós da calça.
Pedro acha cultura pop do século XX uma coisa que é legal, mas que não o atinge de forma direta. Portanto, é complexo tentar conversar com ele sobre bandas de rock ou George Lucas.
Mas para meu completo assombro, já se passaram seis anos desde nossas conversas sobre garotos e divagações sobre o futuro no pátio daquele Liceu Maranhense. E, contrariando uma lista interminável de incompatibilidades e de crises existenciais de nossa amizade, eu não consigo mais conceber minha vida, sem que esse pequeno esteja por perto dando pitacos e debochando esporadicamente.
No dia do aniversário dele, a única coisa que eu realmente desejo é que ele viva muito. E que envelheça comigo.
Postado por
Davi Coelho
às
07:23
16
comentários
Marcadores: Dave Coelho
terça-feira, 22 de julho de 2008
Poeminha EnTediante
É tão difícil te definir
Você é tão azul e brilhante
Eu sei que a Leila Lopes já falou algo desse tipo
Mas você é assim
E nada vai mudar sua constituição, seus componentes
Você é tão volátil
E isso foi algo que eu aprendi em química
E que química...Você é pura ciência
Deixa eu mexer no seu estetoscópio?
Até na televisão já apareceu
No Youtube você já deu as caras
Enchendo de emoção o janelão
Você conquistou o coração do povão
Ganhou até verbo próprio (!)
Eu estou de férias
E não tenho o que fazer
Então, escrevo pra você
Luz do viver, do prazer, essa poesia eu tento ao máximo empobrecer
Mas a Luna também ama você
Por isso, tá na cara...Tu é o gostosão da galera
Você parece meu vizinho lá da ilha
Quando corre, pra frente se inclina
O Fio tem uma explicação pra quando você tem uma *e...
Mas eu prefiro não falar, senão,
O meu poema pior ficará.
Muso, deuso, divino
Você é de todo mundo e mais além, e bota além nisso!
É uma luz azul que irradia alegria no nosso dia-a-dia
Teu coração é puro
Merece uma poesia
Eu tenho, 10, 17, 27, 77, 137 motivos pra te amar
Não dá pra explicar
Eu fecho os olhos e mesmo assim te vejo brilhar!
P.s: Eu não tô bêbada!
Postado por
Rafaela
às
21:22
8
comentários
Marcadores: Meg
domingo, 20 de julho de 2008
3/7 de Talicoisa, mais uma porção de FGQDN
Ontem foi um dia pra comemorar, celebrar, e tudo que há de bom.
Que a Luna, a Sacerdotisa da Verdade Suprema e Musa do Corcel Azul Calcinha estava em SP, todos já sabem.
Mas ontem, dia 19/07/2008, ela, Fabio (vulgo Elmo) e este que vos fala foram ao encontro do pessoal do Fórum das Garotas que Dizem Ni, um local mágico, que, pra quem não sabe, foi praticamente o útero do Talicoisa.
No início, Frank falou com Luna, que falou com Meg, que falou com Fiodoxó, que falou com Dave, que falou com Mel, que falou com Vivi. Nascia o Talicoisa. E tudo isso, dentro do Fórum do Garotas.
Todos somos até hoje, leitores do blog, que recomendamos até o fim dos tempos, e participantes do Fórum.
No dia de ontem, encontramos com algumas pessoas que fazem parte do Fórum, pra um passeio. E foi "bão demais da conta!".

Esq. p/ dir. : Grace Simpson, Renata, Dark, Lisiane e A Sacerdotisa
Depois disso, fomos ao Shopping D, onde encontramos o nosso querido Fábio, e o Dener, do FGQDN.

Lisiane, Dark, Sacerdotisa, Renata, Fabio (de joelhos) e Dener
Foi uma celebração à alegria, à vida. Ou simplesmente um bando de nerds malucos achando graça em tudo. :P
Mas ainda assim, foi ótimo. Um momento pra marcar na agenda, escrever no diário e lembrar pra sempre.
Obrigado à todos que estavam conosco. E foi um prazer, e sempre será.
Postado por
Edu
às
11:39
10
comentários
Marcadores: Fiodoxó



