segunda-feira, 28 de julho de 2008

Foi assim...

"O que estou fazendo num museu, sozinha? Por que está tão escuro? Deviam acender a luz, nem dá para ver as obras direito... Gostei daquele quadro amarelo, ali. Amarelo é o sol. Preciso de sol. Aqui é Ouro Preto? Acho que não...".

"Saí do museu. Acho que saí... É, eu saí. Andei na rua, até cansar. Ninguém falou comigo. Falar o quê? Ninguém fala com estranhos, mesmo. Andando, tive a leve impressão de que já conhecia aquele lugar. E apareceu um corcel. Branco. Eu ri. E segui em frente. Será que está chovendo? Não sei, mas ouvi um trovão, em algum lugar".

"De repente, apareceu uma pessoa. Essa eu conheço. É a Adriane! O que será que ela está fazendo aqui? Por que eu não entendo direito o que ela diz? Deve ser o barulho da chuva... Preciso dizer a ela que eu vi um corcel. Preciso dizer a ela que eu vi um corcel, mas não era azul, era... Ué, cadê a Adriane?"

"Deve ter ido embora... Já estou em casa, e ela nem sabe meu endereço. Vou dormir, mas como esse corredor é comprido. E o que a Marina está fazendo no meu quarto? Ela me disse que o quarto agora é dela! Que a casa é dela! Ah, que lindinho, ela tem um bebê. Será que eu posso segurar? Ué, o que a minha mãe e a minha tia estão fazendo aqui? E por que elas se dão tão bem com a Marina? Que estranho... Apareceu outra cama, do nada. Pelo jeito, vou virar colega de quarto da Marina. Eu, ela e o bebê. Não é tão ruim, eu sempre quis ter uma irmã".

"Lá embaixo, na cozinha, milhares de parentes. Eu suponho que sejam parentes, nunca vi a maioria dessas pessoas antes. Tem festa? E por que falam tanto? E por que a minha casa não é a minha casa? Quero dizer, é a minha casa, mas é totalmente diferente. Melhor deixar para lá. E do que será que a minha avó está rindo? Vou ver..."

"Uma piscina no meio da sala? Nossa, isso parece coisa daquele filme, Um convidado bem trapalhão, antigo. Adoro aquele filme. E quem convidou uma escola de samba para tocar aqui? Bem, pelo menos o meu avô está se divertindo... Meu avô sambando! Nunca pensei em ver essa cena! Pronto, caiu na piscina... Será que ele sabe nadar?"

"Marina está tocando violão no quarto... Como será que o bebê não acorda? Ah, já sei... Não é um bebê, é uma boneca! Por que não me disse antes? Brincadeira de mau gosto. E o que a gente faz com o berço, no meio do quarto? Marina é louca, só pode. Mas o quarto é tão lindo, tão grande... Quase do tamanho de um apartamento".

"Olho pela janela e vejo mais gente chegar. Tantos carros estacionados lá fora, parece que a festa está mesmo animada. Opa! Quem está chegando? Não sei, mas essas pessoas não podem entrar. Vieram de Corcel II. Corcel II não pode, é coisa de herege! Eu gritei isso da janela. Será que alguém entendeu alguma coisa? Mais um Corcel II?! Isso já é uma afronta, vou até lá".

Mais um trovão. Acordo e está mesmo chovendo. Mas é domingo, e eu vou dormir mais um pouco. Talvez eu consiga retomar o mesmo sonho. Posso permitir escolas de samba, festas malucas e até uma intrusa, também maluca, na minha casa. Gente chegando de Corcel II, jamais!

7 comentários:

Riso Certo disse...

q sonho louco... HAUshUAHsuAS

parceria?

abraço

Hugo Henrique disse...

ASkoaSKoaksokaOSka

S-I-N-I-S-T-R-O

Minha última postagem tbm trata-se de um sonho que eu tive. POstei ontem... Quando eu escrevi achei que era maluco demais, só que agora percebo que o meu é completamente normal se comparado com o seu!

Legal! Gostei mesmo *_*

;***

Nanael Soubaim disse...

Melhor que as histórias do João. Luna Que Diz Ni.

Meg disse...

Só em sonho pra Marina aparecer =P

Adriane disse...

Sonho profético, ó vossa Corcelidade Tântrica!
Sonhaste com a Teóloga e pudeste denunciar a heresia que é o Corcel II!
Longa vida à Verdade Suprema!

fabio_ disse...

Minha mãe teve um Corcel II. Azul. Mas era metálico.

Luna disse...

Sua mãe é mulher de muita sabedoria! Corceluia!