Como havia prometido, hoje escrevo a respeito de filmes sobre a temática do regresso ao lar, que, aliás, existem aos montes. Sobre bichos que voltam ou tentam voltar ao lar, então, nem se fale. Eu, lógico, já assisti a vários deles. Daí que vou citar alguns de que gosto muito.
Cãezinhos, como em "A Incrível Jornada" (tanto o original de 1963 quanto a refilmagem de 1998) baseado em uma das muitas histórias de cães que reencontram seus donos e/ou lares sempre me fazem lacrimejar. Não tem jeito, eu sempre caio no conto do cachorrinho. Só a filmes de bichos atletas é que sou (quase) imune.
A busca do lar, da companhia do dono é um dos motes de Paulie, que, confesso, toda vez que repete e que eu tenho oportunidade assisto. Sim, eu tenho uma lista de filmes repetidos a que já assiti repetidamente.
É a história de um pagagaio que fala - mesmo - e ensina uma menininha a falar. A intolerância do pai afasta o bichinho, ele se perde por aí, vai parar até em shows com mariachis, num laboratório... mas aí reencontra a menina, já adulta e... não, não conto o final. Mas ele volta pra casa - e ela é a casa dele.
Por falar em filmes que repetem e que gosto de assistir, o "De volta pra casa" é praticamente obrigatório. Divertidíssimo, trata-se da história de um padrasto que leva um garoto "aborrecente" à casa da mãe. Com cenas excelentes, como quando eles estão numa casa de caridade comendo e o menino arruma sua mesa toda cheia de detalhes.
É um filme que, sem ser cansativo e cheio de discursos e lições de moral, acaba falando sobre disciplina, coragem e lar. Outro que tem o tema do retorno é o bacana "Conta comigo", em que um bando de garotos sai de casa pra tentar encontrar um cadáver, suas venturas para ir e suas encrencas para voltar. Tem uma das músicas mais legais que conheço como tema (Stand by me). O final desse filme sempre me causa arrepios, não importa quantas vezes eu o veja.
Mas a maior lenda de todas nesse sentido é O Mágico de Oz. Acredito que não preciso descrevê-lo aqui, mas Dorothy descobre que...
Definitivamente, a casa não é necessariamente onde moramos, nos falam os filmes.
E eu concordo com eles.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
De volta pra casa - III
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Adriane Schroeder
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sábado, 24 de setembro de 2011
Eu recomendo Mireille Mathieu
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| http://www.diariodarussia.com.br/ |
Tem um talento extraordinário, uma voz inesquecível, sabe se portar, andar, falar, lidar com o público e preservar a intimidade; Mireille Mathieu é a estrela por excelência.
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Nanael Soubaim
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Bonequinha de Luxo; Jubileu de ouro
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Nanael Soubaim
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sábado, 10 de setembro de 2011
Eu recomendo Kate Bush
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| Decifrar-me? Fala sério! |
Desde 30 de Julho de 1958, de Bexleyheath, ela (aqui, aqui e homepage aqui) está entre nós. filha de médico inglês com enfermeira irlandesam, estudou piano e violino no convento de Abbey Wood, em Londres. Lá ajudou David Gilmour a afinar suas primeiras fitas Demo.
Assinou contracto com a EMI aos dezesseis anos. Mas até os dezoito prefetiu não gravar nenhum álbum, a menina ajuizada se dedicou ao término dos estudos, também fazendo aulas de mímica, dança e música, tendo concluído a escola com cem por cento de aproveitamento. Já pronta, ela se lançou ao estrelato. Ela compôs e gravou cerca de duzentas canções, como o clássico "Wuthering Heigths", em cujos clipes demonstra toda a sua capacidade musical e performática. Trata-se de uma profissional prefeccionista, que nem sempre está satisfeita com o que faz, ainda que seja sucesso de crítica e público. Sua capacidade vocal e perfiormática é proporcional ao seu talento administrativo. Kate sabe se valer do tipo de beleza singela (e fantasmagórica) para gerar a ambiguidade.
Começo a amornar sua carreira gradualmente, para fazer seus ãlbuns á altura de seu perfeccionismo, depois para poder decicar-se ao filho e lhe dar uma infância de criança, pois o meio ensinou a Kate o estrago que a carreira obsessiva pode fazem em uma família. O menino Albert nascem em 1998, mas só em 2000 a imprensa soube que ele existe. Sempre que conseguem alguma declaração, ela reitera ser uma mãe muito feliz. E por que não seria? Por falta de holofotes? Só por isto, ainda que não gostasse de seu trabalho, já angariaria minha admiração. Seus fãs (aqui) também não são escandalosos, mas têm o ardor compatível com a grandeza de sua diva.
O novo álbum "Director's Cut" (aqui) é uma compilação de seus melhores trabalhos, inclusindo uma actualização da canção "The Sensual World" com um trecho de "Ulisses", de Joyce.
A moça não faz questão de exibir sua privacidade na televisão, então pouco sabe-se de de seu cotidiano e dramas pessoais, em compensação não há escândalos cinematográficos na sua ficha. É uma boa esposa, boa mãe e boa cidadã, deixando o exotismo para suas performances profissionais, fora disso a discrição tipicamente britânica pauta sua vida. O recado é bem dado, seu trabalho de primeira qualidade, seu talento musical, sua voz versátil e cristalina, sua capacidade administrativa são o que o público pode ter acesso.
Wurthering Heigths é uma história de amor com altas doses de obsessão e mitologia, mas requer alguma literatura para ser devidamente apreciada...
Aqui uma clara homenagem às suas raízes e especialmente à sua mãe. Gaelic Song é escancaradamente irlandesa, e acaba falando da própria Kate como os jornais foram incapazes de fazer.
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Nanael Soubaim
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domingo, 4 de setembro de 2011
In Memoriam; Freddie Mercury
![]() |
| Este é o verdadeiro Freddie. |
Uma curiosidade, dizem que não sabia dirigir. E precisava?
Quem quer atirar a primeira pedra e arriscar-se a têla de volta à testa?
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Nanael Soubaim
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Eu recomendo Pato Fu
Uma das raríssimas bandas (e artistas em geral) que se dão bem no Brasil, mesmo dando de ombros para o que agrada ao mercado, a mineira Pato Fu (aqui, aqui e aqui) é um dos conjuntos mais honestos e talentosos que já desabrocharam em território nacional. Pode ser resumida como uma banda de primeira linha, com uma vocalista bonita que preferiu fazer sucesso do modo difícil, trabalhando vestida. Quem ouve pode facilmente lembrar do rosto bonito e da voz adorável da mineira, mas jamais de poses e performances pubianas.
Formada por Fernanda Takai, Jhon Ulhoa, Lulu Camargo, Ricardo Koctus e Xande Tamietti, a banda de Belo Horizonte se mantém firme desde 1992 começando com Fernanda, John e Ricardo, Xande apareceu em 1996 e Lulu despencou no grupo em 2002. Quase vinte anos aturando as mesmas caras, os mesmos defeitos, as mesmas reclamações, é prova de que uma banda pode ser longeva e bem-sucedida se os atributos profissionais derem as mãos à amizade sincera. Antes que perguntem, Lulu Camargo não é um enxerto de Zezé de Camargo com Luciano. Cada nome é um link para a página pessoal de cada talentoso artista.
Sem medo de experimentações, seu sucesso mais recente é o álbum "Música de Brinquedo", cujo nome denota tudo: tem música feita com instrumentos musicais de brinquedo, que ficou bom o suficiente para eles perguntarem ao público qual a diferença. Se ficar bom, eles tocam sem demora.
Rotomusic de Liquidificapum foi o primeiro álbum, pela Cogumelo Records; daí vocês vêem o que é o Pato Fu. É Pop Rock na mais pura acepção da palavra. Eclético, simples e caprichado. Conspira a favor também a figura de Fernanda Takai., que começou a cantar na banda Data Venia, que durou de 1988 a 1992. A moça de beleza intensa e singela, voz materna e grande capacidade vocal, se notabiliza por concentrar seus esforços em seu talento, jamais tendo se envolvido em polêmicas fúteis às quais recorrem os artistas efêmeros e supérfulos, que somem sem deixar saudades nem entre seus fãs. Em 2001 figurou na lista da Times como uma das dez melhores cantoras do mundo. Sua filha com John, Nina Takai, colaborou em voz com o último álbum... Sim, desavisados, a moça é comprometida e o marido é bravo.
Em Made in Japan, Takai solta a voz em japonês e surpreende o público, mostrando porque a boa fama da banda é internacional.
A exemplo do Madredeus, o grupo une, mas não prende seus integrantes, o que os ajuda a se suportarem como uma família feliz.
Fernanda, musa e inspiração do quinteto, é também escritora e está no seu segundo livro (aqui): A mulher que não queria acreditar. O primeiro é Não subestime uma mulherzinha.
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Nanael Soubaim
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Mundo neurótico e hipocondríaco!
Todo mundo que tem e-mail já recebeu as mal-fadadas matérias bombásticas falando dos perigos de determinados comportamentos e/ou alimentos.
Um moooooonte de boatos ("hoaxes") ligando coisas impossíveis de ser relacionadas, a não ser por um amontoado de falácia das mais rasteiras - como a de associar coisas inassociáveis por similaridade semântica, sempre amparadas por algum cientista "mundialmetne conhecido" do qual nunca ninguém ouviu falar. Tem até uma piada deliciosa com o perigosíssimo monóxido de dihidrogênio.
A gente até tem passado incólume por tais disparates, depois de alguns sustos iniciais. Mas e quando os cientistas vêm a público nos encher com neuroses tão ou mais absurdas quanto a desses boatos via e-mail?
Doutor Bactéria acha que nunca lavaremos as esponjas o suficiente. É a favor de jogar fora as ditas assim que soltarem os primeiros fragmentos - ou seja, né..., praticamente assim que usadas. E o recicle, reaproveite, reutilize fica como??? Ele também acha que somos culpados pelo botulismo de 5% das crianças menores de um ano, pelo imenso crime de oferecermos MEL a elas.
Na série Mundo Invisível, somos apresentados a uma série de inimigos não detectáveis a olho nu - a maioria absolutamente inofensiva, mas igualmente repugnante. Aprendemos a ter nojo de nossas torneiras, de nosso queijo, de nosso vinagre, de nossa salada, de nossos tapetes, dos nossos beijos...
Aí eu vos pergunto, ó neuróticos hipocondríacos do mundo e pessoas que nos cercam de informações sobre os imensos perigos de coisas não perigosas: sabe o que aconteceria se eliminássemos os microoganismos do mundo? Eliminaríamos a vida no planeta [imagine uma música dramática aqui].
Essa mania de ficar caçando microorganismos está é nos transformando num bando de alérgicos com sistema imunológico extremamente frágil.
Ou, no mínimo, num bando de neuróticos. De qualquer forma, é uma alegria para a indústria farmacêutica e para profissionais da área.
Eu prefiro continuar comendo queijo e beijando...
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Adriane Schroeder
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