quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Férias com humor mais triste no andar de cima em homenagem ao monstro sagrado

Como havia prometido, farei um post para os vencedores da promoção "um post só para você". Como todas as sugestões foram ótimas, fiz um tesoura-e-cola com todos eles e, ainda, tentei homenagear uma atriz muito querida, Dirce Migliaccio.

Se, como disse Nanael , em Goiás, o chavão é "Férias no Araguaia", bastando recortar-e-colar as fotografias e personagens, um chavão televisivo de minhas férias eram as reprises de "O sítio do pica-pau amarelo". Vi algumas dessas com a Dirce em seu memorável papel de Emília.

Tesourecolamente falando, não houve Emília como Dirce. Só ela sabia fazer aquele olhar cobiçoso, só ela sabia desprezar paolabrachianamente o Visconde de Sabugosa. Aliás, aposto como vai ter alguma charge fazendo o melhor de todos os viscondes, André Valli, esperando-a no céu.

Em tempo, alguém já pensou nisso : http://www.acharge.com.br/index.htm.








A Gabi tem razão quando cita o famoso, irritante e chavonístico "Hoje o humor brasileiro fica mais triste". dirão isso da Dirce, ou algo muito parecido. No Video Show, como disse Luna, vão dizer que "Dirce foi pro andar de cima". O Faustão, ainda segundo Luna, falará que "Dirce Migliaccio foi um monstro sagrado da televisão brasileira".

Com certeza, farão as perguntas bestas que Luna citou para os amigos e familiares: "Como a senhora se sentiu quando soube que sua grande amiga Dirce morreu sozinha e praticamente esquecida no Retiro dos Artistas?". Perguntas bestas são pré-requisito absoluto para o jornalismo. Certeza.

Detalhe para as reportagens do Retiro e o Stephan Nercessian dizendo que precisamos dar mais atenção a quem tanto nos trouxe alegrias e que dedicou sua vida a nosso entretenimento (é mais-que-chavonístico, mas ele tem razão, reconheçamos).

Nas tesouras-e-colas que se farão, todas essas frases nesse post estarão batendo ponto e vão passar férias com humor mais triste no andar de cima em homenagem ao monstro sagrado. Um deles, que eu vou ser obrigada a corcordar, é a permanência do talento de Dirce. Pena que, como diz aquele outro famoso chavão, "esse é um país sem memória".

Mas alguns de nós não somos sem memória, não. Tanto que esse post todo remendado é uma homenagem a ela e à bonequinha de retalhos que ela soube tão bem representar. Mas, para mim, por mais que eu ame de paixão a Emília de Dirce, ela será eternamente a Juju Cajazeira. Ninguém conseguia fazer aquele olhar de adoração ao Odorico Paraguaçu como ela.

Update! Agora no tuíti: @teologaVS

5 comentários:

Nanael Soubaim disse...

Nem todos têm o tino empresarial de Elisabeth Savalla, é o que torna a interrupção da carreira tão cruél. Aquela dama pela qual os homens suspiraram e as mulheres muradam seus penteaos, infelizmente, pode estar em um asilo, vendo gente sem talento balbuceanto textos medíocres que ela declararia bem até no canto da boca.

Adriane Schroeder disse...

Com certeza, Nanael. Tem gente qeu não consegue dizer bom dia sem parecer um robô mal ajustado...

Gabi disse...

Lindo o texto!
Fiquei realmente triste quando li a notícia, sendo que nem sou "da época".

Luciano Pfeifer disse...

Justa e bela homenagem. Lembro-me da minha infância embalada com o Sítio do Picapau-Amarelo, no qual Dirce era a Emília e tb de Pluft o Fantasminha (tb feito pela atriz, em um seriado exibido pela rede cultura)
Legal por aqui. Gostei.
Abraço de arte.

Adriane Schroeder disse...

Obrigada, Gabi e Luciano!
Beijos a vocês.
Faz de conta que a memória sobre durará para sempre...!