Bicho, eu fico grilado com os carinhas que ficam reclamando de tudo, só falam e fazem questão de enfatizar os riscos e os custos, mas na hora de ajudar a resolver ou pôr em prática, meu, eles se pirulitam!
sábado, 29 de maio de 2010
Tá mais ou menos demais!
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Nanael Soubaim
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
Mais coisas que aprendi com a ficção
A ficção é sempre uma grande mestra, né não? Hoje quero fazer uma lista especial, inteiramente dedicada aos vilãos e vilãs, esses pobres incompreendidos sem os quais a ficção em geral não teria a menor graça. Então, vamos entender o comportamento vilânico?
1. Todo/a vilão/ã, inevitavelmente, adora contar seu plano maligno timtim por timtim.
2. Tiro direto é coisa pra vilãozinho/a mequetrefe ou pra alvejar o elenco bonzinho de apoio. Protagonista e seus auxiliares principais tem que ser amarrados a um aparelho complicadíssimo que será acionado numa intrincada cadeia de acontecimentos, como aquelas que os vilões deliciosamente caricatos preparavam para o Batman.
3. Quando alguém quiser sumir com uma prova importante, jamais deverá destrui-la. Guardar com todo cuidado em um livro, numa montanha, num cofre, num porão, isso sim é coisa segura.
4. O mesmo se aplica ao único antídoto conhecido para o mal que se deseja disseminar, ou à chave que resolve todos os mistérios, ou ao anel mágico que destruirá os poderes vilânicos, enfim. Esconder sempre, destruir nunca.
5. Para manter escondidas as provas ou antídotos e congêneres também poderá ser usado um monstro ou um guardião passível de ser enganado/derrotado/seduzido ou cujo único ponto vulnerável também é descrito com detalhes em um documento que JAMAIS deve ser destruído.
6. Um/a vilão/ã que se preze sempre tem auxiliares atrapalhados/bobos/enganáveis/seduzíveis. Nunca, jamais, em tempo algum poderá se cercar de seres inteligentes.
7. Em alguns casos, depois de uma boa surra, o/a malvado/a tem o direito de se arrepender totalmente de todo mal feito e ainda dizer que o/a malinha do/a mocinho/a é "legal", como no final de Karatê Kid (a Hora da Verdade).
8. As armadilhas mirabolantes, o quartel general sofisticadíssimo, as armas ultra-modernas, os auxiliares que sabem até coreografias elaboradíssimas de luta... tudo isso vem de graça. Sim, porque se você é sempre derrotado em seus planos maléficos, o dinheiro vem de onde mesmo?
9. Um nome estrambótico e um uniforme ainda mais esquisito são requisitos fundamentais.10. Não, eu não esqueci. Nenhum vilão é vilão, nehuma vilã é vilã sem a incrível, a insuperável, a sempre esperada risada melévola. Que, quase sempre, deverá ser dada esfregando as mãos/bigodes ou jogando o cabelo pra trás.
Brwaaaaaaaaaaahahahhahahahahahahahhahaha!
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Adriane Schroeder
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sábado, 22 de maio de 2010
Desçam do pedestal
À medida em que alguém aceita ser colocado no pedestal, fica mais dependente dos favores alheios, um pedestal mal permite se movimentar, quanto mais sair por conta própria em busca do que se necessita. O orgulho não permite ver isto, só permite ver os outros lhe trazendo o que deseja a todo momento, sem sentir a atrofia muscular e a crescente apatia pelo vício no conforto. Quando digo conforto, não falo de almofadas e temperatura amena. É qualquer conforto, qualquer cousa que nos prive dos pequenos e efêmeros sofrimentos que são normais e necessários durante a vida, inclusive drogas.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Nove entre dez

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Adriane Schroeder
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
De brinde, o carro
Entre cálculos e negociações, os dois conseguem fazer um abatimento aqui, outro acolá, adicionar um agrado, mas continua caro. Entretanto, sabem que o que o Estado dá com uma mão, tira com a outra e ainda cobra pelos honorários.
O primeiro lote vem com ICMS, royalties, ISSQN, Confins, Seguro ambiental, Seguro de logística, pedágio (que também tem ICMS, IPTU, et cetera) entre outros menores...
- Mas como assim?
- É que são sete pedágios ao longo da estrada, a velocidade média mal passa dos sessenta por hora. E dá-lhe troca de marchas, frenar, acelerar, retomar velocidade, queimar mais combustível... Só em São Paulo o rapaz pagou quarenta e quatro passagens de pedágio.
- Tá, entendi. Por que IPI? Não é só matéria-prima?
- Sim, mas utilizam maquinário importado caríssimo. Fabricar esse equipamento aqui custaria mais do que a própria jazida.
- Lá fora não se paga isso.
- Não, mas entrando aqui, tem que pagar.
- Meu Deus... Vá, continua. E o segundo lote?
Novamente vêm ICMS, ISSQN, royalties, Confins, Seguros de toda sorte, IPVA, IPI directo, IPTU, entre outros menores. O caminhoneiro paga IPVA, Seguros, Pedágios para dar com pau, ICMS pois tem que fornecer nota do serviço prestado, manutenção e alimentação do caminhão. O posto de combustível também paga e repassa uma horda de impostos em cascatas, em série e paralelas...
- E ainda não acabou?
- Tá na metade. Mas sabe que é juro sobre juro, né.
- Então eu vou levar o carro de brinde, tô comprando imposto, meu!
- Poderia ser pior. Se você tivesse optado por aquele importado tão "baratinho", iria morrer em um motor novo, também importado, no primeiro defeito que desse.
- Por exemplo?
- Gasolina adulterada, porque eles não bebem etanol. Conhece alguém que saiba mexer naqueles motorzinhos made in China? Um V8 americano é mais barato de manter e consertar.
- É. Pior...
O próximo bloco repete todos os impostos supracitados, adicionando o licenciamento da frota, os gastos com empresa de segurança privada, licença especial para armazenar combustível, enfim, chegam ao preço do carro...
- vinte e um mil reais, redondos. Fora o licenciamento, o seguro, você sabe.
- Só pra me localizar, sem os impostos cobrados na mineradora, depois de novo os mesmos na siderúrgica e na petroquímica, novamente na fábrica e prestadores de serviços, final e novamente em cima de vocês, quanto custaria?
- Vamos ver... Vamos sentar. Sônia, pega o calmante.
Leva-o para uma poltrona confortável, próximo à caixa de primeiros socorros, onde um piripaque pode ser rapidamente socorrido...
- Oito mil reais.
- Putz-que-paralho!
Ele não passa mal, mas é uma dificuldade conter sua indignação. Não fosse a taxação em cascata, progressiva e com ágio, poderia estar comprando um sedã de médio luxo em vez de um hatch popular semi-urbano. Enfim, como comprou na promoção, levará a pintura metálica.
Volta no dia seguinte, para buscar o carro regularizado. O vendedor lhe entrega um grosso encadernado com notas fiscais de todos os impostos pagos, desde as fontes de matéria-prima até a assinatura do cheque...
- Ali está o seu brinde.
Aponta para um carrinho com não mais que três metros e meio de comprimento por um e meio de largura. Leva quatro adultos sem folga, desde que não sejam muito pesados, pois o torque do motor não dá para muito. Não é tão econômico, os testes são feitos em situações alheias á realidade, aqui fora existem rampas, variação de carga e tudo mais que um motor fraco pena para empurrar, acaba bebendo mais que um mais potente...
- O que ele tem?
- Vamos lá. Motor de quinhentas cilindradas, dois cilindros, pneus 135/00-R-13. Velocidade máxima de 125km/h, faz de zero a cem em quarenta e seis segundos...
Lágrimas escorrem a cada linha da ficha técnica. Deveria ter aceito o convite do irmão e ir morar com ele na Irlanda, mas agora não dá, não com mulher e filho. Não acredita que vendeu seu Monza com painel digital para comprar um monte de impostos, acompanhados de um pedaço de lata que faz o antigo Mille parecer uma Maserati. Até o vendedor tem vergonha de oferecer um carrinho para adolescentes a um pai de família, mas sai muito caro homologar um carro no Brasil. Agora ele sabe porque não deixam importar caros usados, mesmo os que atendem às legislações de segurança e emissões. Por este preço compraria fácil um Caprice com décadas de vida útil pela frente. Sempre quis ter um Caprice.
Sem rádio, bancos de lona estofada e armada em tubos de aço, direção mecânica, acabamento de plástico barato, suspensão por duros feixes de mola nas quatro rodas e interior preto fosco, a pintura é só externa, para poupar tinta. Liga o motor de seu Nacional Meio e ouve o sopro anêmico dos trinta e nove cavalos a altos 6500 giros. Tem que acelerar muito para ter alguma potência. Os pneus, três centímetros mais finos do que os dos antigos populares de mil cilindradas, são duros e transmitem até o relevo do piso de concreto. Mas ele sabe que está dirigindo um brinde, um chaveirinho que acompanha tantos impostos que não lhe dão benefício algum, que o calhamaço completo certamente pesaria mais do que o carro. De cara mantém a curta primeira marcha para, com esforço, vencer a rampa da concessionária. Que enganação! Até o Fusquinha 1300L ano 1977 do seu pai acelera mais, na metade do tempo e com carga plena. Mas já gastou o dinheiro. Ganha a rua.
Ao lado vê, parado no sinaleiro, um BMW Série 1, pelos quais os alemães pagam o que vale. Mas o dono teve que desembolsar o valor de uma casa para tirá-lo da loja, imagina só o valor das peças. Sorte dele que BMW não quebra. Já o seu Nacional Meio não inspira confiabilidade, não para o uso intenso a que se destina, mais adequado a uma perua de tração traseira. O BMW sai silente e rápido quando abre o sinal, o Meio sai esgoelando meia potência para acompanhar o trânsito. Poderia ter mais um cilindro, sim, mas a montadora teria que pagar a carga tributária de dois cilindros extras e encareceria muito o carrinho, que ficaria de fora do programa do governo. Logo descobre que da terceira não pode passar, não na cidade, senão perde velocidade na primeira ladeira. Ah, se arrependimento matasse, se pudesse não ser responsável pelos canalhas que elegeu, se pudesse ter sido uma boa pessoa na encarnação passada e ter nascido Belga, por exemplo.
Chegando em casa, triste, dá de cara com um Chevrolet Caprice Wagon, semi-nova com alimentação de Fórmula Indy, para poder beber etanol. Vermelha, lindíssima, que custa no país de origem pouco mais do que pagou pelo treme-treme ambulante. Ao lado, fazendo pose com a chave, a mulher que sempre o faz lembrar porque a pediu em casamento...
- Esse sofrimento foi muito bem feito, pra você aprender a não cair na conversa do governo. Na próxima, você me ouve.
- Que carro é esse?
- Seu irmão falou com amigos da embaixada americana. Assim que venceu o prazo legal, ele comprou o carro pra gente. Com malandros, meu amor, aprende, só funciona a malandragem. Principalmente malandros em cargos eletivos. Foi tudo legal, nos mínimos detalhes. Dá esse treco aí pra sua sobrinha e vamos aproveitar o carro novo. Além do mais, não é seguro levar duas crianças pequenas nesse banco traseiro aí... É, estou grávida de novo.
Final feliz, mas só porque ela não acreditou na propaganda do governo.
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Nanael Soubaim
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Wandercleysson Hayrleyrsson indica
Após o estrondoso sucesso - como não poderia deixar de ser, lógico - da estreia de Wandercleysson Hayrleyrsson no Talicoisa, ele resolveu contribuir para o bem geral da humanidade, fazendo uma lista de coisas bacanas e que atraem a atenção das mulheres (que ele divide entre piriguetes e princesas) e a inveja dos homens.
Assim, Wandercleysson Hayrleysson indica....
1. Carros com equipamento de som daqueles de fazer tremer um município. O equipamento deverá ser mais caro que o veículo em questão.
2. Homenagem com carro de som, com aquela narração linda: "Você [nome do/a homenageado/a], venha para fora, receber os 'a-ba-ra-ços' daqueles que te amam", com direito a trilha sonora de Kenidji, Roberto Carlos, trecho de "Amigos para Sempre" e, se for aniversário.... poderá usar um clássico, ou então um ousado. Mulheres, especialmente as piriguetes, amam ousadia.
3. Se a mulher que você tá a fim é uma princesa, não esqueça dos bichos de pelúcia versão gigante e de lotar a caixa de mensagens dela com muitas, que sejam lindas como essas.
4. Telefone ou mande mensagem fonada declamando "Mulheres", "Cama e mesa", ou a explícita "Taras e Manias" (só o refrão). O fanqui da vez? Só pras piriguetes.
5. A camisa do seu time é seu uniforme, seu pijama, sua vida, sua razão de ser. Nunca saia de casa sem ela.
6. Tire a camisa de seu time em dias de frio intenso, com chuva, no estádio, gritando e até chorando. Se você estiver sozinho na torcida e for filmado, é a consagração.
7. Nunca abrace um homem, a não ser no estádio ou no bar, lugares onde homens abraçados, chorando e mesmo se beijando são sinais de extrema macheza.
8. Tire fotos fazendo pose mano ou cara de cafa.
9. Não esqueça de fazer as mesmas piadas sempre. Todo mundo adora a piada do pavê.
10. Dirija como se todas as mulheres do mundo quisessem dar pra você. Na verdade, elas sempre querem. Pelo menos para Wandercelysson Hayrleysson.Exemplo de um carro com som, que Wandercleysson Hayrleyrsson acha até discreto.
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Adriane Schroeder
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sábado, 8 de maio de 2010
Teophobia
É justo reivindicar respeito pela posição que se assume. Se não convence, não há como acreditar. Por muito tempo houve discriminação contra os ateus, e ainda hoje há quem olhe torto para quem não tem uma religião. É inconteste que muitas seitas são verdadeiras fábricas de ateus, distorcem ao seu bel prazer as escrituras sacras, estas já deturpadas por traduções mal feitas, e fazem na prática exactamente o oposto do que é pregado. Pegaram o sexo e os sectários de outras religiões para anti-cristo e os matariam a todos se pudessem. Ateus então, não mereceriam sequer serem considerados pessoas. Fanatismo religioso é uma granada que destrói quem a tem, mas fere a todos por perto.
Nos últimos anos, porém, tem havido um exacerbo do que seria justo. Chegou ao ponto de um ateu ter (em suas palavras) tentado converter os teístas ofendendo suas religiões, com actos como colocar santos em posições sexuais, rabiscar piadinhas contra o islamismo e vandalizar os lugares públicos de preces. Tudo o que o idiota conseguiu foi dar combustível e oxigenar as alas mais radicais. Além de pagar multa, prestar serviços públicos e arcar com as custas judiciais. Tudo isto na Europa, que alardeia sua tolerância étnica e religiosa para o mundo todo. Bem feito.
Está havendo um ódio teophobico. Deixei de ler revistas até então bem conceituadas nos meus padrões, sem ligar para o viés ateísta que têm, por passarem a publicar textos extremamente tendenciosos, ridicularizando tudo o que não pode ser picado e analisado em laboratório. Quando dão espaço a religiosos fazem parecer que eles falam de uma agremiação sócio cultural, com fins de preservação de uma tradição e nada mais. Quando vi, estavam atirando até contra mim. Aliás, não só revistas como programas de televisão. Não é coincidência haver também um crescimento de programas e revistas claramente dirigidos para religiosos, especialmente aos menos tolerantes, que se gabam de testemunhar "milagres" todos os dias na igreja que freqüentam.
Equilíbrio, se uma asa cresce a outra também precisa crescer.
Uma religião não é uma agremiação étnica, mas não adianta tentar explicar isto a quem quer ter sempre e a qualquer custo a última palavra. A falta de respeito cega a ponto de tornar os ateus radicais exctamente iguais aos radicais teístas, confundindo dogma e religião. O primeiro é invenção humana, uma legislação que tem falhas como tudo o que o homem faz. Quem se guia por ele está dizendo, por tabela, que D'us é o homem que escreveu aquilo, então não tem como não fazer idéias equivocadas. Palavras mudam com os milênios, conceitos mudam os sentidos das frases e os textos, se traduzidos por quem não conhece a fundo o idioma quando da época, perde completamente o sentido original. Tradução, claro, se faz por homens.
Estamos aqui falando do Criador, não de uma criatura que surgiu junto com o monte de galáxias que eles chamam de O universo, mas é só um monte de galáxias, fora do qual ainda não se consegue enxergar com as técnicas disponívei; questão de tempo e pesquisas. Se para quem estuda e medita à sério é difícil imaginar, que dirá quem não tem interesse? De não ter interesse a não respeitar há um abismo.
Os teístas não acreditam que vão continuar vivos depois de morrerem, eles acreditam que só o corpo físico vai morrer e a parte não material continuará com outras atribuições. Para um teísta o corpo não é a pessoa, é um instrumento que ela usa para agir no mundo e ao qual está ligado por um espaço de tempo. Em suma, a morte seria apenas a paralização das actividades biológicas do organismo ao qual estamos ligados, apenas ligados.
Há os que defendem que as crianças não deveriam ser levadas a uma igreja, pois não têm capacidade de discernimento para decidir se querem ou não seguir uma religião. Os pais iriam, então, sozinhos? Deixariam as crianças com quem? Ou seriam obrigados a abdicar da freqüência enquanto não atingissem dezesseis anos? A mim mais parece militância anti-religiosa do que pregação de respeito ao direito de escolha. É como dizer que a criança deveria andar pelada, durante o verão, por não ter discernimento para escolher um modelito elegante.
É de criança que se forma a personalidade para o mundo, assim como os laços familiares. Gostem eles ou não, e os radicais não gostam, ir à igreja periodicamente com a família reforça sim os laços entre pais e filhos. Poderia ser um clube, mas aceitar um compromisso que nem sempre é agradável ajuda a se preparar para a vida, que a vida nem sempre é agradável. Sair com a família só quando é divertido ou conveniente é um veneno, pois na adolescência a família raramente é divertida e quase nunca conveniente. Se não houver o compromisso moral firmado, os laços familiares se afrouxam facilmente. Gostem ou não, e houve época em que eu não gostava, a religião favorece o estreitamento desses laços.
Atribuir a D'us a culpa pelas mazelas do mundo é agir como o criminoso, que culpa a vítima porque usava roupas curtas. Não é O Criador quem leva as pessoas boas e deixa as más no mundo, nós é que (majoritariamente) não suportamos uma pessoa realmente boa por muito tempo. Gente boa faz nossos defeitos aparecerem mais, isto incomoda muito. Gente civilizada faz nossas grosserias parecerem animalescas, isto incomoda muito. Gente má, por outro lado, nos dá motivos para reclamar sem a preocupação de fazer a nossa parcela para resolver o problema. Gente má se esmera em seduzir, isto apraz. Gente má faz tudo para entreter, isto apraz. Nós mesmos tratamos as pessoas más muito melhor (inclusive votando nelas) do que as boas pessoas. A culpa, se é que cabe usar esta palavra, é nossa. Pessoas boas são pessoas, se não se sentem bem tratadas elas vão embora de um modo ou de outro.
Catástrofes? Nós invadimos lugares que os nativos de então diziam ser perigosos. Nós ignoramos todos os sinais da natureza, por mais de um século, de que estávamos degradando nosso próprio meio de vida. Nós expomos nossos filhos e a nós mesmos aos perigos que o mundo reserva para os incautos. Por que cargas d'água o planeta deveria se moldar às nossas vontades? Ele tem seu próprio ritimo, sua própria evolução. O mundo nos avisou, não temos o direito de culpar a ninguém. Aliás, a arrogância alegadamente racional do homem é que o fez se declarar proprietário do mundo, mesmo sem ter encaixado uma pedrinha sequer para formá-lo.
Doenças existem porque suas causas existem, óbvio! E nós não fazemos o mínimo para evitá-las, deixando tudo nas mãos de profissionais diplomados, engomados e bem pagos pelos laboratórios que fabricam as vacinas. Daqui vem outra mazela da humanidade, esses profissionais sacrificam anos de vida pessoal para fazer algo que preste, dão as instruções completas para erradicar as doenças e nós só nos lembramos de tomar a vacina. Higiene pessoal, cuidar da cidade em que vivemos, enfim, agir como uma comunidade em vez de um monte de egoístas sem escrúpulos é o que deveríamos ter feito.
Quando falamos que as pessoas "morrem", vamos deixar algo bem claro, os teístas acreditam e muitos recebem provas suficientes para acreditar, que nossos amados não desaparecem. A morte biológica, como já disse, não mata a pessoa. A dor é pela separação (o que mesmo assim não é bom para ambas as partes) não por uma aniquilação na qual nós não acreditamos. Insistir em repetir "Seu filho morreu, não existe mais" pode constituir um pedido para lhe provar de forma cabal a vida pós-túmulo, por suicídio involuntário. Estará ofendendo a família em luto. Ficar longe de uma pessoa amada, à força, é tão doloroso quanto um luto por óbito.
Culpar D'us pelos males do mundo é cousa de homens pré-históricos, que não tinham discernimento e achavam que uma cobra trocando de pele era uma divindade.
Eu tenho amigos ateus, eu já estive no caminho do ateísmo. O que nunca fiz, porém, foi desrespeitar ou tentar ateizar os outros. Fazer pouco da crença alheia é faltar com o respeito, muitos ateus se vangloriam de ignorar o quanto acreditar é importante para quem acredita. Não é só para consolação, é religação com O Criador. Não acreditar não isenta de respeitar.
Aos teístas equilibrados, aqueles que balançam mas não caem no buraco (porque ficar firme não é trabalho para reles humanos) peço o mesmo comportamento para ambos os radicais: Ignorem. Mantenham o devido respeito, mas o exijam também. Se eles insistirem, ignorem e saiam do lugar antes que uma granada (que pode ser uma bomba de bobagens) exploda. Tua sanidade saberá recompensar.
De resto, que Deus lhes dê tino.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Os 10 passos para se tornar pseudo-famoso
Quer se tornar uma subcelebridade? Pergunte-me como!
1. Comece a se vestir de forma absurda e, se ainda quiser dar uma de intelectual, arrume um conceito cheio de falácias e que não diga nada com coisa alguma.
2. Poste sua foto/vídeo se auto-promovendo. Torça para virar objeto de chacota.
3. Use roupas inapropriadas para o local que pretende escandalizar, provoque a todos e espere (na verdade, reze para) ser perseguido/a por um bando de pseudomoralistas.
4. Apareça em programetes defendendo seu ponto de vista.
5. Dê um jeito de ser citado/a num blog que zoa com subcelebridades e celebridades.
6. Leve na esportiva ou promova um falso barraco.
7. Divulgue ensaios sensuais tocando flauta doce/mordendo colares/usando boina/siquerendo muito na frente do espelho do banheiro/subindo em árvores/tomando banho de mangueira e/ou piscina de plástico. E, se quiser bancar o/a intelectual-povão, diga que é uma crítica à estética pequeno-burguesa.
8. Lance uma linha de roupas/lingerie/etc com a pior estética possível. Use os argumentos do item 1 e 2 e comece sijogando nos mercadões populares se quiser reforçar o discurso povão ou arrume um desfile num evento prazelite. Diga que foi provocação (vide item anterior).
9. Anuncie aos quatro cantos que fará filme pornô e/ou que será contratado para evento internacional. Depois, diga que virou invanzélico/a.
10. Quando virar ex-subcelebridade, apareça chorando em tudo que é programete dizendo que brasileiro não tem memória, que o mundo é injusto e tals.
Que passos você citaria?
Post sem ilustração porque é difícil achar UMA SÓ FOTO sobre o tema. Tem zilhões! :P
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Adriane Schroeder
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sábado, 1 de maio de 2010
Salário X e salário Y
O que ele tem em mãos é das reivindicações mais absurdas de que já teve notícia. Um grupo de funcionários propondo um aumento salarial só para os homens; primeiro para não onerar tanto a empresa, segundo porque eles achavam que mereciam, terceiro porque seria usual homem ganhar mais do que mulher para a mesma função. O representante se mantém de nariz empinado e olhando de lado, enquanto o gerente lê o documento com rápidas olhadelas para o sujeito. Este acredita que é a reivindicação mais vantajosa que a empresa já teve, uma vez que mais da metade do funcionalismo é feminino.
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Nanael Soubaim
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