quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Zé Colméia vem aí, lará-la-la-la
Para quem não conhece, nunca viu um desenho animado de verdade e acha que desenho deve ter homens musculosos em enredos ridículos, com piadas fracas e finais previsíveis, Zé Colméia nasceu no início dos anos sessenta. É um urso metido a esperto que rouba a comida dos visitantes do parque Yellowstone, e tem um amiguinho chamado Catatau, também um urso e costuma ter os mesmos problemas com o "L" que o Cebolinha. De olho no meliante peludo, há o guarda florestal que teve vários nomes ao longo dos tempos, no Brasil, um deles é Chico. Invariavelmente o coitado se lasca bonitinho com o Zé.
Rezemos para que aqueles dois da dupla (Os caras de Pau) da Globo estejam com a agenda muito cheia para dublar os ursos, porque perderiam dois terços da graça.
Também prometem uma versão 3D para Guerra nas Estrelas, algo que os fãs tomarão por heresia, mas para o que vão para a fila do cinema do mesmo jeito, ahá, eu conheço vocês, são mais fanáticos do que os trekkies. O link é o mesmo acima.
A seguir, o trailer do filme Yogi Bear, o nome original do Zé Colméia em inglês..
E aqui um desenho antigo:
P.S: Este artigo é exclusivo do Talicoisa.
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Nanael Soubaim
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Le Petit Glou-Glou
Na porpaganda...
Nossa instituição é da mais alta estirpe. Aqui o seu filho terá um ambiente organizado, bem aparelhado, com uma completa equipe psicopedagógica altamente qualificada para atendê-lo. Dispomos de um amplo pátio e a companhia dos melhores sobrenomes de Brasília.
Nossa linha pedagógica permite ao aluno um aprendizado amplo e profundo, preparando-o para o mundo sem os traumas desnecessários que acomete a infância de hoje. Traga seu filho para o Le Petit Glou-Glou, ele não vai querer saber de férias.
Tudo isto porque nós temos um jeito doferente de ensinar, com carinho e rigor, para que a criança se torne um adulto saudável e socialmente aceitável. O que estão esperando? Trataremos seu filho como se fosse nosso... Vassalo.
Inteiramente grátis, vocês levam para casa o livro "Minha Luta" de "Adolfo, O Incomprendido", com belas ilustrações e passagens explicativas das expressões em alemão, para irem se acostumando às nossas idéias e à noção da sociedade que queremos para nosso país.
Na entrevista...
Temos um nome a zelar. Os filhos dos mais eminentes políticos e juízes estudam aqui, é uma escola de gente superior e não podemos admitir um comportamento fora dos padrões. Nossos dois mil setecentos e sessenta e oito uniformes, um para cada ocasião, e pagos à parte, devem estar sempre impecáveis, abotoados até o queixo e com aspecto de novo, embora provavelmente nem dez por cento deles sejam utilizados. No fim do ano serão cremados em acto solene e novos deverão ser adquiridos para a série seguinte. Abriremos um precedente para o seu filho, já que precisa usar essas botas ortopédicas raras, ultracaras e feitas sob medida sem opção de cor ou modelo, mas mediante pagamento de taxa para nos guarnecer caso um vulto da alta sociedade brasiliense note a diferença. Compreenda que temos o nome do colégio a zelar, é o Le Petit Glou-Glou, é a nata da sociedade brasiliense, é o mais próximo do primeiro mundo que se pode ter no Brasil.
Ao ter que dar satisfações, após ameaças de morte...
Bem, sim. Nós deixamos seu filho de fora da excursão, apesar de sabermos que ele só pode usar essas botas e serem o único ítem que não consta no uniforme de gala número quatrocentos e três, que é quente, desconfortável e altamente impróprio para o nosso clima. Mas aceite que agimos certo em impôr uma humilhação desnecessária, obrigando-o a ver o ônibus indo embora com seus coleguinhas, debaixo de sol, e depois ficar preso na sala de castigos, sendo ultrajado pela nossa competente psicopedagoga, sob olhares impotentes de nossa psicóloga. Um dia ele vai nos agradecer por esta lição de disciplina, você verá como será um cidadão útil. Sabe aqueles anjinhos que queimaram aquele selvagem no ponto de ônibus? Aprenderam conosco. Nós ensinamos que normas fúteis e protocolos supérfulos valem mais do que as pessoas. Os choros compulsivos e de claro sofrimento foram uma lição que ele levará pelo resto da vida, e vocês também, afinal o filho é o meio mais eficiente de atingir os pais.
Na reunião de pais, à qual os reclamantes não foram chamados...
É inadmissível que uma mãe desocupada venha nos atrapalhar. E para quê? Para discutir bobagens! Por causa de um chorinho à toa, que durou uma ou duas horas, uma tarde talvez. Mas isto não importa. Importa que vocês, pais e mães, devem confiar cegamente nas normas organizacionais feudalísticas do Le Pettit Glou-Glou. Nós somos infalíveis, nós sabemos o que é melhor para seus filhos. Se os meus tivessem sobrevivido, hoje me agradeceriam pelos castigos que receberam, sei do que estou falando. Nós sabemos como diferenciá-los do vulgo comum, da gentinha vulgar que é obrigada a sustentar nossa maravilhosa elite. Sob a nossa supervisão, seus filhos têm tudo para comandarem este país, para deixar tudo como está. Sem nós eles não são nada. Então estejam avisados, nos obedeçam.
Nota à imprensa, que soube do escabro...
Nós somos uma entidade com plena liberdade de escolha pedagógica. Visamos a boa formação de nossos alunos, que levarão nosso nome à Rainha da Inglaterra. Claro que fiscais já estiveram aqui e nos notificaram, mas os deputados livraram nossas caras; não publiquem esta parte ou terão problemas. A pessoa que lhes fez queixa é uma mal educada, não baixou a cabeça para podermos cuspir nela, e tudo de que não precisamos é de mães mal educadas. Cobramos os olhos da cara e por isto temos o direito de chamar torturas psicológicas medievais de pedagogia, ainda que não ofereçam nenhum benefício pedagógico. Nossa psicóloga acompanhou a sessão de tortura, sim, mas ele ganha aqui dez vezes o que a rede pública paga às imbecís sentimentalóides, que preferem honrar a profissão, então ficou calada. Nós somos o Le Petit Glou-Glou, temos um nome, uma hierarquia social, um nível de elite, we are the champions. é um nome francês, não esses nominhos brasileiros que fedem até na tela do computador. Marista... Rá, rá, rá... Nome sem pompa.
Agora parem de encher o saco ou cortamos a propaganda de página central inteira.
Sem mais para o momento, nos colocamos à disposição para esclarecimentos;
Entrevista à imprensa, de óculos escuros, máscara cirúrgica e maquiagem pesada, depois que a avó alemã, heroína de guerra, despencou de Berlim e deu pau em todos numa surra só, inclusive no segurança que foi socorrer a equipe...
Caros repórteres, estou com conjuntivite, gripe suína e sensibilidade cutânea, o que impede que vocês cheguem muito perto. E por favor, nada de zoom.
Nossa equipe chegou à conclusão que tudo não passou de um equívoco. Foram tomadas as devidas providências para que a normalidade volte ao nosso renomado e nobilíssimo Le Petit Glou-Glou. Então, assim sendo, queremos deixar nossos protestos de boa sorte ao querido aluno que, por força maior, migra para uma renomada instituição em Goiânia. Sentiremos saudades do menininho aleijado que usava botinas ridículas, que era alvo fácil de nossos escárnios e da ira de nossas pedabobas, que descontavam nele a raiva que passam em casa. Pena que não se adaptou às nossas técnicas de vassalagem, mas o que esperar de um aleijado?
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Nanael Soubaim
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A Escola da ficção: Especial animais.
O aprendizado que vem da ficção realmente parece não ter fim. Hoje, vou fazer um apanhado de uma das coisas que quase sempre me pegam: filmes sobre bichos, porque eu amo animais, sou doida por eles, e fico com QI emocional de criança de cinco anos de idade diante de bichos e, principalmente, de filhotes.
Sou do tipo que cai no conto do filme-sobre-bichos com uma facilidade impressionante, e mesmo umas lágrimas brotam de vez em quando. É, eu sei, isso não é nada honroso, mas né? É eu ver um animalzinho na minha frente que já faço um "awnnnnnn" incontrolável.
Então, vamos ver o que nos ensinam esses maravilhoso compêndios do comportamento animal e de conhecimento sobre a natureza dos seres.
1. Todo animal de filme é mais inteligente que todos os vilões juntos. E que os mocinhos também.
2. A monogamia e o amor pelos filhotes existe, em todas as espécies. Todo bicho comemora quando sua parceira tem filhotes.
3. Macacos, cães e qualquer outro animal que o filme queria destacar não só são excelentes esportistas como batem qualquer atleta profissional em qualquer jogo. E são aceitos em qualquer time, em qualquer liga, porque as regras nunca proibem um animal de competir junto aos humanos.
4. Os animais compreendem com perfeição tudo que os humanos falam e pensam, e sabem o que é melhor para eles.
5. Cães que se perdem sempre acham o caminho de volta. E isso já aconteceu na vida real (mesmo).
6. Bichos que herdam fortunas são sempre bacanas, amados pelos empregados (menos os bandidos, é claro) e usam a bondade e a justiça na administração dos bens do falecido dono.
7. Ninguém se livra de animais, a não ser os bandidos. Mesmo que esses animais ponham a vida do dono de cabeça para baixo e sejam fontes intermináveis de despesas (isso seria realmente louvável).
8. Qualquer animal é capaz de montar uma armadilha complexa para pegar o bandido.
9. Convidar animais para comer à mesa é a coisa mais normal do mundo.
10. Um papagaio não penas pode falar de verdade: pode ensinar uma criança a falar corretamente. E até mesmo as aves reconhecem qual é o melhor parceiro para um ser humano.
Mesmo assim, eu continuo amando a maior parte desses filmes-de-bicho.
Na vida real, os animais com certeza tem muito mais a nos ensinar. Mas aí já é outra história.
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Adriane Schroeder
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Crianças quimiocontroladas
O ramo de medicamentos controlados é lucrativo, muito lucrativo. Tão lucrativo que os fabricantes podem dar descontos e pagar comissões à vontade. Deve-se desconfiar daquele médico que terminou a residência em um Ford Ka modelo ovinho, e em pouco tempo está andando de Lincoln. Aliás, ainda fabrica baitas carrões.
Laboratórios financiam convenções, palestras e o escambáu à quatro. Isto não sai de graça. Essa gente não financia ninguém por caridade, por respeito ao juramento de Hipócrates, nem por causa dos lindos olhos castanhos daquele jovem tão dedicado. Eles querem retorno, e o retorno será sob a forma de prescrições nem sempre necessárias de drogas, muitas vezes drogas pesadas das quais seus fabricantes detêm as patentes. Drogas viciam.
Tendo a chancela da comunidade científica e o pleno aval dos conselhos, muitos não hesitam em prescrever uma tarja preta para qualquer probleminha, inclusive para controlar crianças que apenas se sentem incomodas com o que "ninguém vê".
Petizes muito activos ou agressivos ficam aparentemente mais calmos tomando medicamentos prescritos pelo médico, mas é uma ilusão perigosa. A torrente hormonal que dava o empurrão fica sob controle, mas a índole rebelde continua lá, esperando para agir. Se não for quebrando o espelho do aparador, será humilhando verbalmente alguém que não poderá se defender. Com o tempo essa válvula de escape se torna uma diversão, qualquer cousa pode apertar o gatilho. Nem adianta falar com aquele médico depois, nenhuma alteração hormonal será detectada e o safado lavará as mãos. Ele sabe (ah, sim, sabe) que o medicamento é um auxiliar no tratamento, jamais deveria ser utilizado como único recurso; muitas vezes sequer deveria ser prescrito. É como amputar uma perna dolorida e trocá-la por uma muleta, o indivíduo se vicia nela e não consegue mais viver sem. Muitos passam a usar a muleta para atrair a piedade alheia e depois atacar a vítima.
Para a família é muito cômodo. Enche-se o moleque de porcaria cientificamente aceita e finge-se que o problema foi resolvido. Acontece que droga é droga, não importa a origem. Aquilo que deixa a família relapsa tranqüila durante algum tempo, um dia chega ao limite e tudo o que estava sendo represado a custas de moléculas sintéticas explode. Um dia o "remédio" não fará mais efeito, então o charlatão diplomado receitará outra droga mais potente, geralmente mais cara e com mais efeitos colaterais; sempre há efeitos colaterais.
Um dia os efeitos colaterais geram problemas maiores do que os camuflados. De criança agressiva o sujeito se torna um adulto depressivo, ou com tendências psicóticas, ou ambos. Fora problemas com a concentração, dores no tubo digestivo, gases e outros que são camuflados com mais drogas, que causarão mais problemas, mas darão mais lucros. Drogas contra câncer, muitas vezes mais letais do que a metástase, estão entre as preferidas.
Esses médicos não querem saber do paciente, querem é eliminar os sintomas e assim ganhar mais pontos em seus currículos, mesmo que o paciente morra. Mais currículo, mais status, mais presentes e mais ganhos, não só financeiros. Dizem que os juízes pensam que são deuses, mas há médicos que têm certeza.
Problemas comportamentais devem ser tratados por quem entende do assunto. Quem conhece o neurônio não conhece necessariamente a personalidade. Meus neurônios funcionam do mesmo jeito que os de Barack Obama, mas meus métodos são muito mais enérgicos do que os dele, eu ajo de modo completamente diferente, pois sou alguém diferente e minha personalidade é totalmente diferente. As psicoterapias, sejam de psiquiatras ou psicólogos, são muito atacadas e detratadas porque limitam muito, e às vezes eliminam, a necessidade de medicamentos. Acontece que uma psicoterapia exige que a família participe, tome sua cota de responsabilidade nos progressos da criança, o que não interessa à maioria das pessoas. A maioria quer que tudo esteja pronto, bonitinho e no jeito para apresentar á sociedade e mostrar o quanto sabe educar sua prole. Querem receber a mercadoria pronta, nem pensar em se envolver.
Mas o que há de tão incômodo em participar de uma terapia? O incômodo é que, tratando dos problemas da criança, os dos pais (irmãos, tios, avós, bichos, a samambaia da varanda...) também aparecem. Não raro a família acaba descobrindo que o membro tido como problemático é o menor dos problemas, que o estava usando como bode expiatório, e que estavam todos viciados no problema da criança. Apontando o dedo para o cisco no olho do outro, não enxergam o galho que há nos seus. Quase ninguém quer admitir que falhou em algo. Todos querem ser perfeitos, quando nem bons nós conseguimos ser.
Não é raro uma família usar os problemas do outro para esquecer os seus. Quando ele usa drogas pesadas e elas fazem o efeito esperado, os efeitos colaterais tomam o lugar do problema, e a família passa de vítima do mau membro para comunidade caridosa, que acolhe o doente incurável. Se for criança, tanto melhor, dura mais tempo e a maioria dos parentes morre com a "consciência tranqüila". Depois o sujeito que se dane.
Um psicólogo competente (sem ser extraordinário) tem condições de dizer se o tratamento exigirá ou não medicação. Passando o caso para um psiquiatra competente (também sem precisar ser extraordinário) que poderá dizer qual medicação usar, por quanto tempo e em que doses, para intermediar o tratamento. Em uma terapia o paciente é o importante, não o sintoma. Não raro, mesmo psicoterapeutas ateus recomendam alguma actividade religiosa. eles não acreditam em Deus, mas sabem dos efeitos que a meditação proporciona, simplesmente aceitam os bons efeitos que ainda não podem ser explicados (para eles, claro) e seguem com o tratamento integral.
Os únicos médicos (sem especialização psiquiátrica) que entendem de personalidade são os médicos de família, que quase não existem mais. Diplomados em medicina que invadem o campo da psicoterapia, atropelando o juramento feito, freqüentemente incitam a uma inquisição contra tudo o que não foi comprovado por quem não tem o mínimo interesse em fazê-lo. Falei disto neste texto aqui. Em oposição aos ateus que o são por convicção, são ateus por pura conveniência, ou fanáticos dogmáticos que enchem as burras de uma igreja e acham que isto os livra de qualquer pecado. Explico aqui a diferença entre dogma e religião.
Se a Anvisa (ei-la) deixasse, os laboratórios fabricariam jujubas com os princípios sintéticos, para incentivar o consumo.
Pais, não sei se lhes contaram, mas crianças não são um mar de fofuras, não são cheirosinhas, não são comportadinhas; e graças à Deus que não o são. Querem fofuras? Encham a casa com bichos de pelúcia. Querem cheirinho? Abram uma franquia de perfumes. Querem comportamento? Encham a casa com bonecas. Crianças às vezes ficam fofas, às vezes se mantém cheirosas, às vezes cansam e se comportam um pouco. Criança é compromisso perpétuo. Assim como os seus pais ainda hoje apontam os dedos para seus narizes, seus filhos precisarão de vocês até o dia em que o geriatra disser "Sinto muito". Criança é responsabilidade, nada menos do que responsabilidade. Se não querem dores de cabeça, previnam-se, não procriem. Sim, Jesus ajuda a cuidar, mas só ajuda, a responsabilidade é todinha de vocês. Criança não é brinquedo que se troca por outro quando dá problemas. Quem não estiver disposto a corrigir uma criança e até aprender com ela, que permaneça na condição de tio.
Crianças precisam de limites, desde cedo, de modo firme e sem hesitações. Crianças precisam de carinho, desde cedo, do melhor modo que as circunstãncias permitirem e sem queixas. Crianças precisam de convivência, desde cedo, de modo natural e sem demonstrações de constrangimento. Eu sei que a maioria dos pais de hoje não teve metade disso. Muitas cousas boas de antigamente foram enfiadas no mesmo saco que as ruins, como aprender a lidar com uma família. Não que devam aprender a ser super pais, isto é para quem tem vocação e a maioria de vocês já fez a besteira, procriou sem o devido preparo. Então não façam outra besteira. Quando um maníaco monetarista tentar encher seus rebentos com drogas industrializadas, peguem-nos e saiam correndo sem olhar para trás, porque se ficarem o sem-vergonha vai fazê-los sentir culpa, caso não queiram caceitar. Busquem sempre uma segunda opinião e não caiam na tentação da solução fácil. Se o fácil tivesse valor, a bíblia (e a torat, o corão, os vedas, as promessas de políticos) poderia ser interpretada na forma literal e o mundo realmente teria sido feito em seis dias... Teria saído uma lambreca ainda maior.
Como vive reclamando minha amiga Irene Lacerda Ramos (aqui), as crianças estão sendo enchidas com drogas ainda em tenra idade, ao primeiro sinal de problemas que derem. Estas crianças, em breve, não saberão viver sem as drogas que tomam hoje, e que um dia podem ser banidas. É comum. Todos os dias os milagres pharmoquímicos apresentam um efeito colateral não previsto (ou omitido) durante os anos de testes. Se os efeitos forem maiores do que os alegados benefícios, os países que têm uma vigilância sanitária os banem, ou no mínimo fazem restrições que acabam por iviabilizar seu comércio, que tudo o que interessa àquela gente. E então, como o viciado vai se virar? O traficante sempre tem uma resposta fácil.
Crianças, GRAÇAS À DEUS, dão problemas. Crianças fazem os adultos crescerem, ainda que na marra. Crianças não são e não devem ser robozinhos, aos quais se dá corda para alegrar as visitas, elas são pessoas sem noção, que vivem nos apontando nossos próprios defeitos. Não tolham esta capacidade, não se privem deste aprendizado, vocês não são mais livres e desimpedidos, vocês são pais e mães. Colocaram no mundo? Agora não tem jeito. Aproveitem, porque quando derem problemas vocês vão precisar e muito das boas lembranças.
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Nanael Soubaim
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Postagem aleatória
Usando a boa e velha pesquisa gugoólica de sempre, vou fazer essa postagem totalmente aleatória. Mas, em vez de colocar os resultados de busca em número, vou citar a primeira referência ao termo.
Começo e termino com a palavra-mote de hoje: "aleatória", em 10 buscas (sendo a décima uma de imagem).
A palavra "aleatória" tem uma referência matemática como primeiro lugar (variável aleatória). Espero que isso signifique interesse na sua pesquisa.
Matemática, por sua vez, remete ao portal para os profissionais desa ciência que é o terror de, pelo menos, oito entre dez alunos que eu conheço.
Já terror nos remete a imagens, não ao termo em si. É o poder da imagem, o mais antigo e mais presente meio de comunicação.
É interessante que o termo comunicação remete imediatamente ao significado da palavra. Sinal que as pessoas precisam, e muito, conhecer melhor os termos, caso contrário os dicionários e enciclopédias online não seriam tão acessados.
Falando em acessados, a primeira da lista é exatamente uma.... lista, que enumera os sites mais procurados pelos internautas.
O que me chama a atenção na palavra "lista" é que a primeira colocação está na nossa velha conhecida lista telefônica. Em tempos de comunicação virtual, é um dado sobre o qual se pode refletir.
Refletir, o verbo do espelho e dos filósofos, nos envia de imediato para um dos assuntos preferidos aqui no Talicoisa: frases. A profundidade de algumas das coletadas no primeiro a aparecer é menor do que a de um espelho, acreditem.
Nem adianta procurar em frases profundas, porque o que aparece ligado ao termo "profundas" é na mesma linha da indicação anterior, com as vírgulas distribuídas com igual descaso.
E olha que a primeira colocada no quesito "vírgulas" é exatamente uma inicação de como usá-las.
O pior é que, como as frases dos exemplos acima mostram, as pessoas continuam distribuindo vírgulas de forma... aleatória.
A imagem ao lado apareceu quando busquei por imagens para o termo em pauta. Vem deste blog.
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Adriane Schroeder
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Não acredito...
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Nanael Soubaim
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Palavras que se tornaram outras - II
Interessante como a dinâmica das vida, a má interpretação textual ou mesmo a má-fé podem fazer com que as palavras e expressões mudem de sentido. Aqui, foquei nas palavras propriamente ditas, mas hoje me deparei com algo que me fez perceber que expressões inteiras também podem ser modificadas ou mesmo reinterpretadas a tal ponto de perderem totalmente seu sentido original. É ela que encabaça a já tracicional listinha.
1. "Estou fazendo história". A pessoa que disse isso não descobriu a cura da AIDS, não inventou algo que possa contribuir para o fim da miséria no planeta, não encontrou a solução para o dilema crescimento populacional X natureza, não descobriu a tradução de línguas antigas que se consideravam intraduzíveis, nada. Ela posou nua. Só isso.
2. "Segredo do sucesso". Não, não há milhões de CDs, nem livros, ou CD-ROMs, nem DVDs ou qualquer outra mídia sendo vendidos. Também não se trata de milhões de acessos, nem de assinantes. São só centímetros e quilos a menos. A frase costuma estar em reportagens/notícias sobre o emagrecimento.
3. "Meus heróis". Nenhuma pessoa sendo salva, incêndio apagado, desastre evitado. Nem um mísero gatinho retirado de uma árvore. Só um bando de futuras sub-celebridades fadadas ao esquecimento e vergonha alheia sendo saudadas dessa forma por alguém que já cobriu até a queda do Muro de Berlim. Patético. Não, eu não me canso de lamentar isso.
4. " É a musa". Não pense na mitologia greco-romana, nem em poesia, nem em canções inspiradas. Hoje, pra receber esse título, basta ser considerada "goxtosa".
5. " O craque do campeonato". Dribles incríveis? Gols memoráveis? Passes milimétricos? Exemplo para toda uma geração de aspirantes? Nada disso. Dois goleiros estão no topo dos craques de 2009, um dos quais, aliás, está entre um dos piores exemplos de qualquer coisa que possa ser associada a um humano. Nada contra os goleiros-do-bem, lógico, mas isso só mostra como o futebol enriqueceu financeiramente e empobreceu como jogo.
Que expressão vocês citariam?
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Adriane Schroeder
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Fazer o quê?
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Pequeno dicionário político, segundo a Família Dinossauro
Como o Talicoisa tem se empenhado para trabalhar o tema política - o que é bem compreensível, já que estamos em ano eleitoral, vamos a um pequeno dicionário político segundo a Família Dinossauro, em uma série de quatro vídeos, todos disponíveis no Youtube (r).
1. A escolha do candidato da oposição. Não pense que esse tipo de coisa não ocorre, inclusive casos de candidatos escolhidos para desviar a opinião pública.
2. O importante papel da oposição. Sem esquecer que a oposição é, por definição lógica, quem está fora do governo, não necessariamente o partido que não está no poder. Por isso é que representantes das mais diversas legendas conseguem estar no governo e na oposição ao mesmo tempo, o que amplia seus poderes e - como quase todo discuros político que tem sido divulgado - desafia a lógica mais simples. Por exemplo, há os que tem importantes cargos no governo, mas sempre falam como se não fizessem parte dele.
3. Marketing político. Hoje em dia, ou talvez há mais tempo do que se imagina, a propaganda é a arma da da política, como é da indústria e dos serviços. Desconfie sempre, em todos os casos.
4. As opções do eleitor. O grande truque da democracia é fazer com que as pessoas pensem que tem escolha. E isso sempre vai dar certo, até que, como já disse aqui, as pessoas passem a entender que o voto não é o fim da democracia, mas somente um dos seus meios.
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Adriane Schroeder
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