segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Amar é nunca ter que rever um filme ruim


Era uma vez um casal apaixonado. Ele era milionário, ela era pobre. Os dois se conhecem na biblioteca da faculdade. Discutem. Eles começam a sair. Depois, o compromisso fica mais sério. Vira namoro.

O rapaz insiste em apresentar a namorada aos pais. Eles, é claro, não aprovam o relacionamento. Os dois se casam, mesmo sem ter terminado a faculdade. A moça tem a estranha mania de desprezar o rapaz, de ironizar tudo o que ele faz, o que ele diz, o que ele é. O rapaz tem a estranha mania de achar isso natural.

Depois de formado, o rapaz consegue um bom emprego. A moça vira dona-de-casa. Os dois querem ter filhos. Tentam, tentam, e nada. Numa consulta médica, eles descobrem que ela está doente. Doente não: morrendo. Ele nem pergunta de quê.

Em seguida, ela morre. Ele não chora. O pai dela não chora. Ele vai se sentar numa arquibancada. Tudo está coberto de neve. O filme acaba.

Sabe aqueles filmes que a gente vê quando era criança, acha bom e depois de adulto resolve assistir novamente? Foi assim que caí na asneira de assistir a Love Story. Eu queria ver um filme que me emocionasse, mas não foi dessa vez. Tudo é estranho nesse filme.

A moça-que-morre, enquanto está viva, não consegue criar empatia nenhuma com o espectador. Ela passa tanto tempo reclamando, enchendo o saco, fazendo ironias sem graça que, quando ela fica doente, a gente nem sente pena.

O rapaz-que-perde-a-esposa também não fica atrás. Custava ter perguntado do que a criatura estava morrendo? Custava chorar desesperadamente, quando ela morreu? Você perde o amor da sua vida e vai se sentar numa arquibancada? Não tenta se atirar na frente de um ônibus?

Meu sangue latino estava querendo ver cenas comoventes, exageradas, impactantes. Mas o filme é tão frio quanto a neve, onde os dois pombinhos rolavam, no começo do relacionamento...

Como tudo o que é ruim sempre pode piorar, Love Story também tem uma das frases mais estúpidas que já ouvi num filme: “Amar é nunca ter que pedir perdão”. Quem não tem coragem de dar o braço a torcer, de perdoar, não sabe o que é amor. Amor e perdão, na minha humilde opinião, andam juntos.

Agora, fiquei encafifada: o filme é ruim mesmo ou eu é que sou insensível?

7 comentários:

rafaella baracho disse...

Luna, o filme é ruim mesmo.

na verdade nem me dei otrabalho de assisti-lo, mas a professora de inglês mandou a gente ler o livro para fazer uma prova.
é uma bosta sem tamanho, e a professora ainda teve coragem de dizer que era uma hostória emocionante...tsc tsc tsc


Boa semana!

Fio disse...

É uma bosta mesmo...


Mas... Tem todo um lado "romântico", aí. Ele aguentou tudo. Por amor.

Mas não conseguia viver sem ela. Por mais que ela o tratasse mal. Quando ela se foi, foi um alívio.

É um pouco um amor "obsessivo", em que ele só continuava pq não conseguia ficar sem.

Mas sei lá, a estória é ruim, mesmo.

fabio_ disse...

Não vi e não gostei, bjs.

Elvis disse...

Pelo q vc disse ai,o filme parece ser muito ruim mesmo rs!
nunca vi o filme,mas apesar do vc disse ai e eu achar ruim,sei lá,deu vontade de ver rs!

Nanael Soubaim disse...

Não perca teu tempo e teu humor, Elvis. Alugue Sabrina ou Bonequinha de Luxo que ganhas mais.

Luna disse...

A história, na mão de qualquer novelista brasileiro, seria bem mais emocionante.

Nanael Soubaim disse...

A questão é que eles quiseram romper com os romances feitos até então, e exageraram na dose.