quinta-feira, 28 de agosto de 2008

História Universal Talicôsica - Tomo III

O roubo de um bordão – cap. 2

Na Avenida mais nobre da cidade, enquanto Nena se mantinha em suas atividades para cuidar de suas família e dos animais que acolhia, um sóbrio edifício – o mais luxuoso de todos – abrigava uma reunião de poderosíssimo grupo empresarial. Eram inescrupulosos especuladores imobiliários, que tinham pérfidos planos de dominar o mundo, bairro a bairro.
O pior deles, Fioxós Augustus Felipe Gutierrez usava bengalas com uma cabeça de harpia em ouro como enfeite. No bolso, lenço combinando com a gravata, sempre enfeitada com um alfinete de ouro, ônix e diamantes. Sua capacidade de iludir podia ser detectada na equipe que o acompanhava. Muitos ali trabalhavam sem sequer suspeitar das atividades obscuras que praticava. Sua sócia, a bondosa e linda Luna Maria Hernandes, acreditava que ele era um homem de sinceros propósitos. A gerente geral, Mel del Carmen Torres y Gonzáles, linda e cultíssima herdeira do grupo, que trabalhava por amor à profissão, jamais suspeitaria dele – que já havia pedido sua mão em casamento e a tratava como uma rainha. Seu meio irmão, o bondoso e ingênuo Dave Antônio Soledad Coelho, sempre apoiava Fiodoxós Augustus e tinha plena confiança no potencial dele.
Aquela reunião mudaria para as pacatas vidas ali representadas, e muitas outras mais. A única que tinha uma pequena idéia do que estava acontecendo era a ambiciosa Vivi Margarida Ciudad Abadie, uma lindíssima morena, que tinha planos matrimoniais em mente e pretendia adonar-se de toda fortuna dos Gutierrez. Naquele dia, o ardiloso Fiodoxós Augutus veio com um sorriso ainda mais misterioso que nos outros dias. Numa pasta selada, um documento secretíssimo. Diante dos olhares incrédulos de seus sócios, abriu o envelope e anunciou:
- Tenho aqui algo que nos trará fama, fortuna e o domínio do mercado (e do mundo, pensou ele, com umarisada mental male´vola). Uma frase mágica que nos servirá para sempre, acompanhará nossa empresa e estará em todos os nosso documentos oficiais, mas criptografada, para que ninguém a roube (como eu o fiz... ráráráráráráráráráraráaaaaaaa - pensa ele).
- O que é, meu irmão? – Disse Dave Antônio, com um sorriso de aprovação.
- Um bordão! Veio a mim num acaso maravilhoso da fortuna. Ouçam isto: Talicoisa, coisitali.
- Estranho, doutor Fiodoxó Augustus, parece-me familiar, mas parece que há algo a mais aí – disse Mel del Carmen.
- Nunca discutam minhas decisões! Eu sei exatamente o que estou fazendo! Bateu a mão na mesa, para espanto geral, e dali em diante passaram a usar o bordão, apenas com a primeira parte dele, até que o anúncio público do empreendimento usou o bordão inteiro, mas com a deturpação que lhe havia promovido o ardiloso Fiodoxó Augustus, acrescentando dois “is” ao bordão de nossa heroína, que, até então, inocentemente, de nada sabia.

(Aguardem cenas do próximo e emocionante capítulo!)

3 comentários:

Meg disse...

Esse bordão rendeu! Hahahaha!

Adriane, Teóloga da Verdade Suprema disse...

Néam? Mas faltam só 2 capítulos da novela.
bjs!

Luna disse...

Esse Fiodoxó Augustus nunca me enganou!