segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Quem sou eu?

Como responder a essa pergunta? A gente pode se utilizar de vários meios, mas nenhum é satisfatório. Nenhum responde a pergunta direito.

Tem gente que lembra de falar da profissão. “Sou Fulano de Tal, advogado". Isso não me ajuda muito, porque eu trabalho, mas o que eu faço não é nem de longe o que eu gostaria de fazer. Meu trabalho não me define. Eu passo mais horas devaneando do que realmente presente. Coisas de quem já é capaz de ligar o piloto automático. Coisas de quem faz sempre a mesma coisa.

Tem gente que fala da família. Bem, eu sou filha de duas pessoas (jura?) e irmã de três outras. E daí? Isso também não explica muita coisa, porque não fui eu que escolhi. Falar da família talvez explique algumas manias, alguns valores, alguns modos de ser. Mas será que só isso me define?

Quem sabe o orkut possa ajudar? Quem for dar uma espiadinha, pode ficar sabendo que eu tenho medo de galinha, que eu odeio quem grita “Toca Rauuuuul”, que eu amo Eça de Queirós, que as minhas unhas estão sempre feitas e que eu tenho um blog. E daí?

Para alguns, eu sou aquela moça magrinha e de óculos, que todo dia pega o mesmo ônibus e desce no mesmo lugar, sem falar com ninguém. Ou aquela voz no telefone. Ou aquela que todo o dia vai à padaria e não compra pão, só lanchinhos.

Eu sou aquela que odeia acordar cedo, e mais ainda ter que dormir cedo. Aquela que gosta de cutucar a unha encravada, porque dói e eu acho bom. Aquela que já não tem muita paciência para um monte de coisas. Aquela que sabe rir de si mesma. Aquela que tem dois cachorros e não gosta muito de crianças. Aquela que acha que amor é só coisa de filme. Aquela que gosta mais de ouvir do que de falar. Aquela que não sabe dizer onde é a esquerda e onde é a direita, sem pensar um tantinho. Aquela que acha o Nanael e o Frank siacabantes, cada um a sua maneira.

Sou muitas coisas, tenho algumas certezas e muitas dúvidas. Mas não preciso me definir, porque amanhã ou depois, tudo pode mudar...

Na verdade, eu não sou nada. Eu sempre estou.

7 comentários:

Frankulino disse...

AAAwn! Adorei... A última frase é realmente verdade, ninguém realmente é... tudo é tão mutável, menos o signo,rsrsrs...

gente, e tipos, pra definir quem uma pesoa é tem que levar em consideração tuuuuudas as coisas pela qual ela passou + tuuuuuuuuudo o que ela é agora, ou seja, é impossível!



Bjos, Dé, tá ótimo!!

Faltou cê dizer q É fã do cumpádi e que ESTÁ louca pra ver o quibe!

Nanael Soubaim disse...

Conclusão sapientíssima. Todos estamos, sem excessão.

Frankulino disse...

Éam, por exemplo, eu ainda ESTOU com medo do Nanael!












































































































(mas acho que isso será permanente)

Euzer Lopes disse...

Quer saber? Você é você e ponto.
E pra cada pessoa que tentar dizer algo sobre você, com certeza vai dizer algo diferente.
Ou seja, você é aquilo que percebem sobre você.
E quer saber? Nada melhor que isso... Que bom que é assim

Caco Amorim disse...

falou tudu minina, destreza com as palavras...
amei seu texto...
tooooooooca rauuuuuuuuul...
hsuahsuahsuahsaushuahs

Meg disse...

"Eu passo mais horas devaneando do que realmente presente. Coisas de quem já é capaz de ligar o piloto automático."

Eu sou assim =P

Dave Coelho disse...

Um dos mais verdadeiros até aqui, querida.
Eu SUPER concorday.

=*