Entre um show e outro. A estação 251 mostra a resiliência dos que tocam a festa pelo mundo, enquanto este desmorona. Todos à bordo, o trem vai partir.
Boas notícias do Marrocos (...) A lista de potenciais terroristas e de terroristas notórios
localizados aumentou consideravelmente. Longe de ser o paraíso, o país tem sido
um oásis entre seus vizinhos. A organização faz alguns alertas aos serviços
secretos oficiais, obtidos graças à base no resort em Marrakesh. Os seis
simplesmente administram esta fase mais tranqüila dos negócios, enquanto os
investimentos multibilionários decididos são feitos em tecnologias
estratégicas (...) os picaretas novatos ainda se arriscam a tentar passar a perna nos
seis, confiando em novas tecnologias e na burocracia gigantesca que existe em
praticamente todas as corporações, mas não na Dead Train.
Concluída a conferência dos relatórios, se
voltam para a fiscalização, querem ver como estão suas empresas agora. Vêem pela
câmera do monitor um garoto quase caindo de sono, enquanto se esforça para
concluir o cadastro de novos clientes. Rebeca interfere, entra no link e fala
directo a ele...
- Cara, sai desse computador. Vai tirar uma
sesta, senão vai acabar colocando nomes poloneses nos cadastros de todo mundo.
Ele acorda, vê sua chefe, esfrega os olhos e
ainda não acredita que está falando com Rebeca Spring... Well, ela está falando,
ele só ouve enquanto seu substituto sobe para poder descansar. Ele finalmente
pode ir descansar e ela pede que vejam o que está acontecendo com aquele
digitador e como podem ajudar, ele não lhe parece bem.
Concluem os serviços corporativos e vão ver o
que há na despensa. Não sem antes Patrícia receber um relatório das montadoras,
sobre o desenvolvimento dos carros encomendados (...) Consuelo auxilia
Rebeca e aprende com ela uma receita do condado. O doce de nozes com vinho
branco e leite é servido em taças. Aisha entra com um sorriso largo, concluiu
com Sabaya o novo livro dos Mil e Um Fins de Tarde, mandou para Glenda e agora
quer descansar um pouco o cérebro. Aquela sobremesa cai bem.
Voam dois dias depois para Nashville, de lá
vão para Dallas. O Airtrain desliza tranqüilo, seguido pelo Airwagon. Desta vez
Aisha vai com eles, na cabine, ver na prática a pilotagem de um aeronave (...) Ver o céu à
sua frente, as nuvens passando logo abaixo e a curvatura da Terra a encanta.
Senta-se atrás dos condutores, ata o cinto e vê pela primeira vez os
procedimentos de aterrissagem (...) Klauss dá sua tradicional corrida para a base da escada, logo adiante
Billy inicia o hábito no Airwagon e registra a descida da orquestra, enquanto
os instrumentos são descarregados.
O hotel não é de colaboradores, mas está
cheio deles. Toda a segurança e o chefe de cozinha, para ser preciso. Phoebe
não perde tempo e vai ter com todos eles (...) volta para relatoriar,
deixando uma leva de babões apaixonados pelo caminho. Aisha explora excitada o
ambiente, é a primeira vez que acompanha a banda. Um segurança a reconhece como
membro da guarda imperial (...) Ele tem consciência das dificuldades de muitos estrangeiros para se adaptarem à
vida em um país tão vasto e com características regionais tão diversificadas
quanto o número de Estados, quer saber como as marroquinas lidam com isso,
embora os quatro casamentos sejam um belo sinal...
- A gente sabe onde está e o quanto os
hábitos eram exóticos para nós. Pai Hassam nos ensinou a seguir as regras da
casa que nos acolher, aqui não será diferente.
Ele gosta do que ouve, mas sabe que muita
gente só vai pensar “She's muslin” e começar a jogar pedras, se as tiver ao
alcance. A tolerância da comunidade muçulmana com o viés radicalista não
ajuda...
- Não são só os muçulmanos, meu amigo. O
oriente inteiro é muito mais tolerante com tiranias. Há séculos eles tentam
subjugar e colonizar o ocidente.
Viram-se de súbito e vêem Patrícia em toda a
sua glória e esplendor. Ela explica ao colaborador de base o quanto o Japão tem
pecado pelo excesso, para abandonar os ideais de colonização que ainda permeiam
a cultura oriental (...) Ele declara seu interesse por geopolítica
oriental e recebe da líder as senhas necessárias aos seus estudos. Olham para
frente e lá está Angel, fazendo sinal para circularem, não quer ver a avó
envolvida em sassuntos da organização enquanto não for realmente necessário.
&
Há uma coletiva e, tendo visto Aisha com a
banda, alguém pergunta a respeito e Patrícia dá as mesma respostas que a neta
deu ao segurança. Também perguntam sobre Adele e Patrícia se adianta
novamente...
- Descobrimos pelo drama dela uma igreja que
faz algo parecido com o caso das mulheres cativas. Estamos tão preocupados com
o terrorismo islâmico, mas perdemos o foco de nossos próprios radicais!
Ela consegue manter o nível dos quarenta
minutos que puderam conceder de entrevista. Vão de lá reconhecer a arena do
show (...) Notam algumas reformas, então fazem
um ensaio para testar a acústica. Pela primeira vez uma intervenção não
prevista melhora a qualidade do som. O show comprova os testes, a qualidade da
acústica empolga o público. Vão da arena directo para o aeroporto, de lá para
Dallas. Aisha novamente com piloto e copiloto, vendo atentamente todos os
procedimentos na prática.
Quando chegam à fazenda dos Barry-Kelly, lá
estão Darifa e Derik, para a felicidade de Patrícia (...) A gestante leva a irmã para conhecer o
acervo da família, especialmente os aviões de guerra. Pela televisão os
anfitriões mostram um protesto, justo em Dallas, contra as declarações de
Patrícia, com palavras de ordem como “Jovens cristãos não são terroristas”,
como se ela tivesse dito isso. Logo aparecem outros protestando contra a adoção
de Sandra, acusando Elias de “europeizar o modo de vida tradicional das
florestas da América Central”. A encrenqueira olha aquela cena que excede o
limite do patético, entorta a boca em uma careta que faz lembrar Elias (...) Reconhecem no meio dos manifestantes um dos que os
perseguiam no Brasil. Fabrícia também e fica apavorada, corre não sabe para
onde para tentar conseguir ajuda, Topa com o velho Gardner...
- É por causa daquela manifestação? Nós
sabemos quem é aquele sujeito e estamos de olho nele. Não se preocupe.
- Ele quer matar o Elias!
- Ele não chegará nem perto, está envolvido
em coisa muito piores do que você imagina, está para ser detido... Mesmo que isso
gere mais protestos.
E gera. Não adianta mostrarem provas (...) se recusam a ler simplesmente porque estão do mesmo lado no protesto. Pelo
menos deixaram Sandra e Elias de lado, mas não a imprensa. Ele é procurado na
loja, ela não pode escapar à coletiva, mas não delonga...
- Para você ver o tipo de gente que recebe
apoio do governo brasileiro. Pensam que os políticos de vocês são ruins? O pior
deles seria amador por lá.
- Mas não havia uma elite por detrás de tudo
isso?
- Um cara que ganha o equivalente a dez mil
dólares mensais só para falar bem do governo por um blog, tem passagens pagas
pelo erário e hospedagem por conta de ONGs é o quê? Pobre?
Elias, quando sai para o almoço diz apenas
“Não existe direita ou esquerda no Brasil, o roubo é ambidestro” e segue para
casa. Está mais bravo do que aparenta. Enya sabe disso e chamou a equipe de
photographia para tirar a folga em casa, para poder se dedicar um pouco a ele e
acalmar sua fúria oculta.
Com ou sem protesto, tem show. Os texanos,
esses desaforados, enfiaram seiscentos mil fãs na arena gigantesca, dividida em
seis gomos com o palco no meio. No fundo um cartaz com “Se reclamarem, na
próxima seremos um milhão” (...) E eles
dão conta! Cantam para todo mundo, cada gomo tem ao menos um fã levado ao
palco, durante o intervalo não falta nada para o público (...) E ainda perguntam por que eles fazem sucesso há
tanto tempo! Nos bastidores o trabalho é intenso, desta vez Sandra é poupada de
fazer massagens, apenas ajuda nos relaxamentos (...) Frutas e sucos à vontade, especialmente banana. Voltam com
a corda toda para a segunda parte do show.
Voltam à fazenda após uma canção de saideira (...) Voltam a Sunshadow descansados e bem alimentados. Darifa ficará mais
um dia (...) Volta com Derik
com algumas lições importantes bem aprendidas, os empregados americanos são bem
diferentes dos orientais, a lida precisa ser mais personalizada e rente.
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